domingo, 10 de junho de 2007

The Go! Team e algumas notas soltas



Foi a grande festarola que o Alive de ontem precisava para merecer efectivamente o nome. Os ingleses The Go! Team puseram toda a (pouca) gente que estava pelo palco secundário a dançar logo desde os primeiros instantes, com aquela magnífica máquina funk, devedora em grande parte dos genéricos de séries de acção dos anos 70, embora tudo menos passadista, cheia de ritmo (duas baterias!) e de constante frenesi no palco (e eu gosto tanto de bandas em que os elementos estão sempre a trocar de instrumentos).

Notas soltas sobre o dia dois do Alive:

- Os White Stripes são menos aborrecidos ao vivo do que em disco, mas ainda assim teriam muito mais a ganhar se o concerto fosse num Coliseu, por exemplo, do que num festival;
- Foi óptimo rever os Capitão Fantasma, quinze anos depois das últimas vezes em que os vi;
- Os D3Ö, que vieram substituir à última da hora os Dead 60's, estiveram bem, como sempre (pena foi que a parte final do concerto coincidisse com a actuação dos White Stripes);
- O som de ambos os palcos deixa muito a desejar. No palco principal, a potência não é particularmente elevada, e a alguns metros do palco começa a sentir-se o efeito do vento. O som do palco secundário é mau demais para ser verdade;
- O Alive está bem servido na parte comercial, com imensas barracas de cerveja, de comida e de roupa e acessórios. A imperial de 25cl custa €1,5, o que já começa a ser raro nestas ocasiões, e, finalmente, é cerveja a sério;
- Se não chover hoje, levem máscaras. É que Beastie Boys mais piso de terra dará, certamente, tempestade tempestade de pó e areia.