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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

10 anos, 10 canções

Não é fácil escolher 10 canções para um período de 10 anos, nem é certo que daqui a meia hora a escolha fosse a mesma (ei, a "All Leaves Are Gone", a "Someone Great" e a "Banshee Beat" estariam lá sempre). Aqui ficam, por ordem alfabética, 10 das canções que fizeram mexer os neurónios e os músculos por estas bandas, desde que esta casa amarela abriu, em agosto de 2003:

Adele "Rolling in the Deep" (2010)



Akron/Family "River" (2009)



Animal Collective "Banshee Beat" (2005)



Bombino "Her Tenere" (2013)



Dan Le Sac vs. Scroobius Pip "Thou Shalt Always Kill" (2007)



Edward Sharpe and the Magnetic Zeros "Home" (2010)



Josephine Foster "All Leaves Are Gone" (2004)



LCD Soundsystem "Someone Great" (2007)



Mão Morta "Tiago Capitão" (2010)



Six Organs of Admittance "Lisboa" (2005)


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mil pássaros na mão

"Ascent", o novo álbum de Six Organs of Admittance sai dia 21 deste mês. Eis "One Thousand Birds", o primeiro rock d'oeuvre a aparecer por aí para degustação:

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O novo Gala Drop sai daqui a um mês



"Broda", o novo álbum dos Gala Drop, sai no dia 30 de março. Foi escrito e gravado com Ben Chasny, o Six Organs of Admittance e guitarrista dos Comets on Fire, durante a sua última passagem por cá para concertos. A mistura e a masterização ficaram novamente a cargo de Rafael Toral. O álbum será editado em 12 polegadas pela própria Gala Drop Records, tendo distribuição nacional da Mbari e internacional (Europa, EUA e Japão) da influente Honest Jon's.

Entretanto, o grupo prepara-se para viajar pela Europa, durante o mês de março, em mais uma digressão:

13 @ Coimbra, Salão Brasil
14 @ Azkoitia, Matadero Ekintzak
15 @ Pau, La Centrifugueuse
16 @ Paris, Espace B
17 @ Caen, La Loupiote
18 @ Lille, La Peniche
20 @ Haia, 330 Live
21 @ Colónia, King Georg
22 @ Bruxelas, Ateliers Claus
23 £ Amesterdão, OCCII
24 @ Antuérpia, Muziekclub Petrol
26 @ Toulouse, TBA
28 @ Barcelona, Centro Gallego
29 @ Madrid, El Perro
30 @ Lisboa, Lux (c/Hype Williams e Tropa Macaca, e DJ sets de Kyle Hall e de Brian DeGraw // bilhetes a 12€ à venda a partir de amanhã)
31 @ Guimarães, Centro Cultural Vila Flor

Os Gala Drop vão ainda também ao Primavera Sound do Porto, no início de Junho, e ao Boom, em Idanha-a-Nova, no início de Agosto.

http://soundcloud.com/gala-drop/broda/s-XmEeD

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ben Chasny, Will Oldham, Max Richter, A Hawk and a Hacksaw, Murcof e outros no Maria Matos

O Maria Matos, em Lisboa, já conta há algum tempo com a (boa) programação do Pedro Santos (FLUR). Para este regresso às aulas que se avizinha e até ao fim do ano, há sete nomes que merecem uma espreitadela:

10 de Setembro: Six Organs of Admittance
30 de Setembro: Joana Sá "Through This Looking Glass"
24 de Outubro: Bonnie 'Prince' Billy
2 de Novembro: André Gonçalves "Displaced acts of (non)related causality #1"
5 de Novembro: Max Richter
6 de Dezembro: A Hawk and a Hacksaw
21 de Dezembro: Murcof & AntiVJ

Os bilhetes custam 12 euros, com desconto de 50% para os sub-30 e idosos. Entre 1 e 15 de Setembro, há hipótese ainda de adquirir uma assinatura para vários espetáculos, com descontos cumulativos. Mais informação em www.teatromariamatos.pt.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Paredes na Drag City!

A Drag City, casa de tão boa gente como os Pavement, o Bill Callahan, o Will Oldham, o Jim O'Rourke, a Joanna Newsom e de tantos outros que por aqui tanto gostamos, acabou de licenciar "Guitarra Portuguesa" e "Movimento Perpétuo", os dois primeiros álbuns de Carlos Paredes, para os reeditar internacionalmente em LP. Já sabemos que o "nosso" Fred Somsen é o atual Director of European Affairs da editora de Chicago, mas quem acabou por ter influência determinante nesta aposta terá sido o Ben Chasny (outro indefetível da Drag City desde "School of the Flower"), claro admirador de Paredes. As edições devem ocorrer até ao fim deste ano. Vejam a notícia no Blitz.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Arquivismo de concertos, pt. 1 - os estrangeiros mais vistos

Não sei se foi a costela de arquivista ou a de coleccionista, não sei se foi o vício de formação e profissão de querer analisar informação em estado bruto como o arqueólogo que se diverte a limpar terra do chão com um pincel, se foi tão só a silly season que ainda aí está para durar ou a completa falta de noção do ridículo, mas lembrei-me, recentemente, de aventurar-me no projecto de tentar reconstruir o mais possível todo o percurso de concertos a que assisti desde que a memória e outras facilidades ao dispor me permitissem.

Experimentem. Chega a ser doentio, bastante mesmo, mas pode ser divertido quando se começa a abrir portas há muito fechadas nas divisões mais esconsas da nossa memória, ora quando encontramos bilhetes antigos, ora quando um amigo nos recorda aquela noite selvagem que suporíamos nunca mais esquecer (e, afinal, esquecemo-nos), ora quando encontramos t-shirts antigas na casa dos pais que nos remetem para aquele festival a que fomos no estádio de Alvalade (verídico), ora quando uma mera lembrança traz à memória meia-dúzia de outras mais. Para quem sofre com a memória perra, esta é uma boa forma de pô-la a fazer exercício.

É um trabalho que nunca ficará completo, tenho a certeza absoluta disso. Mas julgo que o nível de "reconstrução" a que cheguei já me é bastante satisfatório. Mais, nem para todos estes espectáculos me lembro da data, nem para muitos deles me lembrarei sequer de um pormenor que seja da actuação, mas são coisas inultrapassáveis. E se não quisermos fazer da visita a uma instituição de saúde mental um hábito, é melhor parar por aqui.

Pelas contas a que cheguei, assisti a, pelo menos, cerca de 1800 concertos (com os outros que ficam por lembrar, talvez chegue à casa dos dois milhares). Agora, o que tem piada para um gajo que gosta de analisar informação em estado bruto e daí tirar conclusões mais ou menos sérias (nem sempre) é ver coisas como o que se segue, que também ajudam a perceber muito da pessoa que escreve estas linhas:

OS ESTRANGEIROS MAIS VISTOS

1º Sonic Youth e Young Gods - 7 vezes
3º Felix Kubin e Panda Bear - 6 vezes
5º Liars, Six Organs of Admittance, Tindersticks e Nick Cave - 5 vezes
9º dEUS, Josephine Foster, Lamb, Lee 'Scratch' Perry, Mogwai, Pan Sonic e Yo La Tengo - 4 vezes
16º Alamaailman Vasarat, Animal Collective, Ben Harper, Chicks on Speed, Divine Comedy, Einstürzende Neubauten, godspeed you black emperor!, Goldfrapp, Kepa Junkera, Nova Huta, Plaid, Rokia Traoré, Shellac, Sigur Rós, The Parkinsons, Tinariwen, Tom Zé e Tortoise - 3 vezes

Em próximas ocasiões: os portugueses, as salas, etc.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #81-85

81. ANONIMA NUVOLARI @ CATACUMBAS
19 de Setembro de 2007
Em pouco mais de dois anos, já vi por mais de dez vezes os Anonima Nuvolari, pandilha absolutamente chanfrada de italianos a viverem em Lisboa. O alinhamento não tem mudado muito -- excepção feita a uma memorável véspera de 25 de Abril na ZDB, em que, sob o nome de Anarchica Nuvolari, se puserem a tocar temas revolucionários -- mas, por mais que já se conheça de trás para a frente aquelas canções napolitanas de meio do século passado, tocadas de uma maneira muito especial, a festa está sempre garantida. E neste concerto nas Catacumbas, cometeu-se a proeza -- arriscaria, inédita -- de se tirar as mesas e cadeiras da sala principal, para que toda a gente pudesse dançar. E dançaram que se fartaram. E ouviram a bela voz de Chiara, que nem sempre aparece no meio dos outros italianos.

82. SIX ORGANS OF ADMITTANCE @ ZDB
10 de Junho de 2004
Era capaz de ficar horas a ver Ben Chasny a dedilhar a guitarra. Este os vários espectáculos a que assisti, destaco o primeiro de todos. Três meses depois, viria novamente a Lisboa, desta vez com os Current 93. Se fosse futebol, dir-se-ia que Chasny trazia a magia que o esoterismo da equipa de Tibet precisava.

83. HIPNÓTICA @ ZDB
4 de Abril de 2003
Já perdi a conta ao número de vezes que vi Hipnótica ao vivo. E ao número das que gostei do que vi e ouvi, que é quase sensivelmente o mesmo. Destaco este, em que o grupo fez, ao vivo, a banda sonora de um filme, o qual me escapa neste momento.

84. DAVID THOMAS BROUGHTON @ ZDB
5 de Março de 2008
Quando um gajo já estava farto de artistas a abusarem dos loopers para recriarem camadas sonoras de suporte ao vivo, ora porque lhes saía mais barato do que andar com outros músicos a acompanhá-los, ora porque se achavam especialistas na inovação artística (ei, o Matt Elliott não entra nestas contas), surge este inglês, com uma abordagem ao processo, absoluta e hilariantemente criativa.

85. THE GO! TEAM @ ALIVE
9 de Junho de 2007
Eles pulam, trocam de instrumentos a toda a hora (já aqui disse que gosto de ver bandas em que os músicos trocam de instrumentos, desde que nisso se mostrem competentes?), puxam pelo público. Festa, festa!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Hoje há dedilhar no Nimas

Que é, como quem diz, fingerpicking. E pelas mãos, aliás, pelos dedos, de Ben Chasny, um dos mais nobres dos guitarristas a ter recuperado a técnica, por via da escola Fahey/Takoma, no seu projecto a solo Six Organs of Admittance. O projecto é solitário, mas, ainda assim, Chasny vem acompanhado de um grupo composto pelas guitarras de Elisa Ambrogio (Magik Markers) e Andrew Mitchell e pela bateria de Alex Nielsen (Tight Meat Duo, Bonnie 'Prince' Billy).
As portas do Nimas abrem às 21h15, assegurando a Filho Único que o bar vai estar a funcionar, e o concerto começa por volta das 22h. A entrada custa 10€.

Este é o primeiro concerto de uma digressão europeia de Ben Chasny, que vai contar, em algumas das datas, com a primeira parte dos Gala Drop: Donostia (25), Utrecht (27), Paris (28), Brighton (30) e Penryn (na Cornualha, a 1 de Dezembro).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O regresso de Ben Chasny



Aí está o regresso de um favorito. Ben Chasny regressa a Lisboa com o seu projecto Six Organs of Admittance, dia 24 de Novembro, ao antigo cinema Nimas. Desta vez, Chasny vem acompanhado por Elisa Ambrogio, dos Magik Markers, e de Alex Nielsen, do Tight Meat Duo e colaborador de Bonnie 'Prince' Billy. Na bagagem, trará o novo "Luminous Night", lançado em Agosto pela Drag City. Os bilhetes começam a ser vendidos amanhã na Flur e na Louie Louie e custam 10€.
A produção cabe à Filho Único, que, a propósito, tem hoje mesmo a sua quarta-feira mensal no Lounge, com concerto dos Frango. Começa às 22h30 e a entrada é, como sempre, livre.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Por falar em sobreposição de espectáculos...

Nem era preciso haver o festival de Dezembro a forçar o conceito. Ele já acontece por razões naturais:

Por exemplo, na sexta-feira, como é que alguém que goste de ver um bom intérprete de guitarra dedilhada, na escola do "primitivismo americano" de Fahey, vai decidir entre o Ben Chasny, dito Six Organs of Admittance, na Caixa Económica Operária, ou o miúdo maravilha inglês James Blackshaw, na ZDB? Bom, no primeiro caso, há sempre a hipótese de ver a estreia dos Wooden Shjips ou o regresso dos Sic Alps, assim como na segunda há o bónus dos portugueses München. A escolha não é fácil e ainda por cima invalida a deslocação ao Musicbox para rever o one-man-band [D-66] e os barreirenses Act-Ups, naquela que será a noite de apresentação do Barreiro Rocks. Se quisermos ser quadrados o suficiente, diríamos que não é exactamente o mesmo tipo de público... Ou é?

Avancemos uma semana e dois dias, para chegar ao Domingo, 16. No Lounge, há Radar Bros. No Maxime, há Beach House e Jana Hunter. Ok, dois nomes importantes do slowcore dos últimos anos e só vamos poder ver um. A entrada é gratuita no caso dos Radar Bros. Boa. Mas os Beach House até chamam mais e vêm acompanhados da Jana Hunter. E agora? E é um domingo, senhores.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Os mais ouvidos por aqui

O Last.fm dá-nos, como sabemos, uma lista dos artistas e dos temas que mais ouvimos na última semana, no último mês ou desde que nos lá inscrevemos. Mas porque ouvir uma faixa dos godspeed you black emperor! não é o mesmo que ouvir uma outra dos Ramones ou dos Napalm Death, houve quem se lembrasse de fazer um algoritmo que concebe a tabela dos artistas que mais tempo nos fizeram perder. Assim, eis a lista dos dez artistas que mais ouvi ao longo dos últimos três anos (em rigor, desde Novembro de 2004), no PC:

1. Animal Collective. 412 faixas. 2050 minutos.
2. Sonic Youth. 389 faixas. 1796 minutos.
3. LCD Soundsystem. 209 faixas. 1371 minutos.
4. Six Organs of Admittance. 253 faixas. 1286 minutos.
5. The National. 318 faixas. 1161 minutos.
6. The Angels of Light. 191 faixas. 993 minutos.
7. Liars. 251 faixas. 933 minutos.
8. Current 93. 211 faixas. 932 minutos.
9. Os Mutantes. 243 faixas. 911 minutos.
10. Univers Zero. 138 faixas. 909 minutos.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Os meus álbuns de 2006

2006 foi, para mim, mais um ano de descobertas e redescobertas de música de outras eras do que propriamente de acompanhamento da actualidade. Ainda assim, há que destacar estas pérolas:


Akron/Family "Meek Warrior" (Young God Records)


1. akron/family - meek warrior
2. liars - drums not dead
3. current 93 - black ships ate the sky
4. pink mountaintops - axis of evol
5. six organs of admittance - the sun awakens
6. tom waits - orphans (brawlers, bawlers and bastards)
7. sonic youth - rather ripped
8. beirut - gulag orkestar
9. oneida - happy new year
10. howe gelb - sno angel like you

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Six Organs of Admittance no Má Fama

Domingo, 16-18h, na Química (105.4)
Segunda-feira, 22h-23h, na Zero.
Entrevista e sessão com Ben Chasny.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

E, hoje, na ZDB...


Ben Chasny aka SIX ORGANS OF ADMITTANCE!
Absolutamente i-m-p-e-r-d-í-v-e-l.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

12º aniversário da ZDB

Não vai haver, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, um evento especial para a celebração de mais um aniversário da galeria, se assim não considerarmos o concerto das norte-americanas Blectum from Blechdom e o "Vampyros Lesbos Strip Show" que decorrerá no próximo dia 26. Mas as semanas que se seguem estão recheadas de (bons) concertos:

21 Out. - Rafael Toral (c/César Burago, Pedro Lourenço, Fala Mariam e Sei Miguel), Sei Miguel. Nota: o concerto vai decorrer no espaço Negócio, na Rua do Século.
26 Out. - Blectum from Blechdom, Vampyros Lesbos strip show with MARGOT. Noite de aniversário da ZDB.
31 Out. - Noxagt, Dawnrider. Vai ser uma das noites mais concorridas das próximas semanas...
1 Nov. - Tetuzi Akiyama
4 Nov. - Nicotine's Orchestra, Norberto Lobo, Tsuki, Most People Have Been Trained To Be Bored. Mais uma "Noite às Novas", com quatro projectos portugueses. Atenção, muita atenção, à Nicotine's Orchestra...
9 Nov. - Carla Bozulich with The Evangelista Band, Dead Combo, HRSTA. Que noite esta. Atenção aos HRSTA, do Mike Moya, antigo guitarrista dos godspeed you black emperor!.
10 Nov. - Keith Rowe, Ernesto Rodrigues + Guilherme Rodrigues + Pedro Rebelo
17 Nov. - Six Organs of Admittance. Toca a tirar proveito da estadia por cá do Ben Chasny!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

As listas da gerência (ÁLBUNS)

É uma lista um tanto ou quanto manca. Ficou por ouvir muita coisa neste ano e, do que se ouviu, pouco tempo houve para escutas em condições razoáveis. Há muitos discos de 2005 que só irão ser conhecidos no próximo ano e que aqui poderiam marcar presença. Por exemplo, "Grundstrück", o novo álbum dos Einstürzende Neubauten, apenas disponível para a comunidade de "supporters" do grupo, tem sido tão bem recebido que dificilmente escapará, imagino, à lista. Mas é sempre assim com estas listas de discos. Daqui a anos ainda aparecerá, na espuma do tempo, um disco de 2005 que nos leva a pensar "como é que eu não ouvi esta merda na altura?". Mas chega de conversa. Eis a selecção 2005:
(Actualização: vá-se lá saber porquê, ficaram de fora os álbuns de Lightning Bolt, LCD Soundsystem e Konono no1. A ausência destes três discos foi entretanto corrigida.)


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1. ANIMAL COLLECTIVE - FEELS

2. KTU - 8 ARMED MONKEY

3. ELECTRELANE - AXES

4. JACK ROSE - KENSINGTON BLUES

5. THEE SILVER MT. ZION ORCHESTRA AND THE TRALALA BAND - HORSES IN THE SKY

6. SIX ORGANS OF ADMITTANCE - SCHOOL OF THE FLOWER

7. BROADCAST - TENDER BUTTONS

8. LIGHTNING BOLT - HYPERMAGIC MOUNTAIN

9. ISOLEE - WEAREMONSTER

10. LCD SOUNDSYSTEM - S/T


11. earth - hex or printing the infernal method
12. (smog) - a river ain't too much too love
13. antony & the johnsons - i am a bird now
14. konono no.1 - congotronics
15. stephen malkmus - face the truth
16. why? - elephant eyelash
17. angels of light - sing other people
18. gang gang dance - god's money
19. colleen - the golden morning breaks
20. tortoise and bonnie 'prince' billy - the brave and the bold
21. sunburned hand of the man - no magic man
22. micah p. hinson & the gospel progress - s/t
23. books, the - lost and found
24. bardo pond - cypher documents 1
25. brian eno - more music for films
26. bright eyes - i'm wide awake it's morning
27. clap your hands say yeah - clap your hands say yeah
28. world's end girlfriend - the lie lay land
29. oneida - the wedding
30. hawk and a hacksaw, a - darkness at noon

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Colheita do primeiro semestre

Uma selecção, entre várias outras possíveis.






Angels of Light "...Sing Other People" (Young God)

Antony & The Johnsons "I Am a Bird Now" (Secretly Canadian)

Electrelane "Axes" (Too Pure)

Thee Silver Mt Zion Memorial Orchestra and the Tralala Band "Horses in the Sky" (Constellation)

Six Organs of Admittance "School of the Flower" (Drag City)

(Smog) "A River Ain't too Much to Love" (Drag City)

Konono no.1 "Congotronics" (Crammed)

Oneida "The Wedding" (Jagjaguwar)

Stephen Malkmus "Face the Truth" (Matador)

Bruce Springsteen "Devils & Dust" (Sony)

terça-feira, 2 de novembro de 2004

Um palco português (breves notas de optimismo)

Já aqui defendi a tese -- e não encontrei ainda razões para ter outra opinião -- de que a indústria do disco, conforme a conhecemos, vai acabar e que o futuro da música passará essencialmente pelos palcos. De facto, todos os dias nos chegam exemplos de editoras (a médio prazo chamar-lhes-emos "antigas editoras") que despendem mais tempo e mais recursos na carreira dos seus artistas, particularmente nas digressões dos mesmos. Ao mesmo tempo, assistimos ao curioso facto de ver cada vez mais gente nos concertos, num tempo em que cada vez menos discos são vendidos. Se um disco se copia e se partilha com a maior das facilidades, impossíveis serão, por outro lado, as probabilidades de se duplicar a míriade de sensações que se obtém de um concerto, por definição único. Não pretendo alongar-me sobre estas evidências, já anteriormente debatidas, mas proponho a reflexão do assunto, tendo como pano de fundo a evolução do mercado "live" em Portugal, nos últimos tempos.

Por mais que aumentem o número de concertos ou o número de festivais de Verão, o preço dos bilhetes ou a repetição de determinados artistas, ficamos sempre com a ideia, perante as lotações esgotadas que vão acontecendo, que, com um bom cartaz e/ou uma boa promoção, quase tudo é possível. Mas estaremos a falar de algo realmente significativo ou é apenas conversa para inglês ver? Não. Se nos detivermos um pouco para reflectir na agenda de concertos deste ano de 2004, podemos contemplar o imenso salto que foi dado. Senão, vejamos:

No circuito de contornos mais "underground", já cá tivemos este ano nomes como os de Zu, Sole, Mono, Numbers, Deadbeat, Dat Politics, Xiu Xiu (mais do que uma vez), Damo Suzuki, Califone, Calexico, Steve MacKay, Liars, Six Organs of Admittance (mais do que uma vez), Panda Bear, Rosie Thomas, Devendra Banhart, Alias, The Cheese, Kid606, Gang Gang Dance, Elysian Fields, etc. Tudo isto e muito mais em dois ou três espaços (ZDB, Maus Hábitos, Alquimista ou O Meu Mercedes é Maior que o Teu), é certo, mas com perspectivas de se verem acompanhados de outras alternativas em breve. A incidência natural ocorre sobre Lisboa e Porto, mas aqui e ali vão aparecendo exemplos de digressões por outras cidades, como é o caso de Leiria, da Guarda ou da Feira, onde se realizou o "Festival para Gente Sentada".

Num circuito a meio caminho entre o "undergroud" e o "mainstream", muitos rejubilarão com a vinda dos Mogwai, dos Lambchop, dos Fantômas, dos Pixies, do Rufus Wainwright, do Nick Cave e de mais umas duas boas mãos cheias de nomes que tenham enchido a Aula Magna, o CCB ou o Coliseu do Porto.

No mainstream, são também inúmeros os casos que atestam a apetência do público por ver música (e todo o espectáculo e toda a histeria social promovida pelas marcas comerciais, é certo) em palco. Dos festivais de Verão da Música no Coração (a única má notícia pode ser o fim do Festival de Vilar de Mouros) ao Rock in Rio, de Phil Collins a Madonna, de Caetano Veloso a Maria Rita, encontramos grandes produções, elevadas ao direito de notícias de abertura dos jornais televisivos da hora de jantar e responsáveis pela deslocação de numerosas multidões a espaços como o Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Tematicamente, tivemos (e vamos continuar a ter) propostas de qualidade às quais o público acorre em grandes números redondos. No domínio das músicas do mundo, por exemplo, há a referir o cada vez maior festival de Sines ou, mais recatado por natureza, o Sons em Trânsito de Aveiro (a realizar em breve), para além de uma cada vez maior diversidade de pequenos festivais locais, sem esquecer o caso de sucesso que foi (e promete voltar a ser no próximo mês) a canadiadana Lhasa (não esquecer também o regresso de Kimmo Pohjonen). Nas electrónicas, mantém-se, com algum fausto programativo (não tanto na música, mas nas actividades paralelas) o Número Festival, enquanto outras entidades, como a Matéria Prima, do Porto, ou a Journeys, de Lisboa, mantém programações regulares (se isto continua a acontecer numa época em que toda a gente redescobriu o rock, é caso para dizer que "é obra").

E na música portuguesa? Como estamos? Os Xutos encheram o Pavilhão Atlântico. Os Mão Morta repetem o sucesso da "Carícias Malícias Tour", com as actuais "Sessões de Outono", desdobrando-se em inúmeros espectáculos todos os fins-de-semana. Vários outros grupos, como os X-Wife, os Texabilly Rockers, os Sloppy Joe ou os Loto seguem-lhes as pisadas e fazem ocasionalmente os cartazes de pequenos bares espalhados pelo país. Em Lisboa, nota-se, ainda que muito ligeiramente, uma certa apetência crescente por concertos de novas bandas. E as salas pequenas, fundamentais para a vitalização deste circuito? Em Lisboa, a ZDB parece ter já consolidado a sua acção, com duas ou mais noites de música ao vivo, de referência, a acontecerem todas as semanas, factor essencial para a fixação e, consequentemente, educação de novos públicos. O Santiago Alquimista esforça-se por oferecer uma alternativa a outro nível e promete regressar em força após neste final de ano. Novos espaços, como o Atmosferas, vão aparecendo. No Porto, a oferta parece ser maior, com os mui activos Maus Hábitos, Mercedes ou Hard Club, aos quais se juntará brevemente o novíssimo Passos Manuel. Em Coimbra, o Le Son promete voltar a agitar as águas. Por todo o país parece assistir-se ao reaparecimento de alguns bares, a maior parte deles acabados em "...u's" (Kastru's, Santu's, Ministrus, etc.), com música ao vivo para as populações jovens locais. E, na maior parte das vezes, isto está a acontecer, lembrem-se, sem os viciosos apoios das câmaras...

A conclusão óbvia que se tira deste breve retrato é que houve um salto importante na cultura da "live music". Quanto tempo vai durar este "boom" é uma pergunta difícil, mas o que mais importa agora é saber aproveitar a onda e esquecer, de uma vez por todas, o velho e habitual miserabilismo nacional, já hoje, num palco perto de si.

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Ainda dois pormenores curiosos da primeira noite de C93

Ben Chasny apresenta-se ao público assim: "We're Six Organs of Admittance".
David Tibet apresenta o tema "Maldoror is dead" assim: "We haven't played this for years".