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quinta-feira, 2 de julho de 2015

100 do FMM (até ver), do 51 ao 60


51. TTUKUNAK (País Basco)
Centro de Artes, 23/jul/2007::vídeo::
"Quem já viu Kepa Junkera ao vivo, já saberia o que é uma txalaparta, mas os outros tiveram oportunidade de a conhecer através das duas irmãs que formam o grupo Ttukunak."

52. MAHMOUD AHMED (Etiópia)
Centro de Artes, 26/jul/2007::vídeo::

53. BELLOWHEAD (Inglaterra)
Castelo, 25/jul/2007::vídeo::

54. TARTIT (Mali)
Castelo, 26/jul/2007::vídeo::

55. K'NAAN (Somália)
Praia, 26/jul/2006::vídeo::
"O K'Naan é o maior. Ontem, junto à praia, e depois do prog celta do Jacques Pellen, tivemos direito a assistir a uma das maiores explosões do festival. Chama-se Keinan Warsame, mas é mais conhecido por K'Naan. Nasceu na Somália, mas vive "exilado" no Canadá. Usa o hip hop como arma, com letras arrepiantes como "não se supunha que eu passasse dos 14" ou como naquela em que ele fala da infância em Mogadíscio enquanto pergunta "is this hardcore?" (com bocas ao 50 Cent e a outros pelo meio). Foi muito, muito forte, lirica e musicalmente."

56. BALOJI (RD Congo)
Castelo, 19/jul/2013::vídeo::
"(…) que animal de palco"

57. FEMI KUTI (Nigéria)
Castelo, 31/jul/2004
"(…) e para o fim um Femi Kuti em grande forma"

58. ROKIA TRAORÉ (Mali)
Castelo, 25/jul/2013::vídeo::

59. AYARKHAAN (Iacútia)
Castelo, 29/jul/2011::vídeo::
"Já se sabia que o espetáculo das Ayarkhaan não iria deixar ninguém indiferente. As técnicas de canto usadas, em aliança com o estranho efeito que retiram do khomus, um berimbau de boca típico daquelas paragens orientais, penetram fundo nos sentidos que usamos durante um concerto. A perícia com que o grupo da veterana Albina Degtyareva o faz, expressa ora nos guinchos e relinchares que julgávamos estarem no campo das impossibilidades da voz humana, ora nos jogos rítmicos guturais feitos no berimbau, fazem elevar a consideração por este trio."

60. MASTER MUSICIANS OF JAJOUKA (Marrocos)
Castelo, 30/jul/2005

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Err... errata (e mais algumas coisas)

Não fosse a Laura ter dado por isso no post mais abaixo e teria deixado passar um crime de lesa-consciência ao não ter incluído o trio de vocalistas da Iacútia Ayarkhaan na lista dos concertos preferidos da edição 2011 do FMM. Aqui vai uma tentativa de correção:

1. CONGOTRONICS vs. ROCKERS (Congo-Kinshasa/Ocidente)
2. MÁRIO LÚCIO (Cabo Verde)
3. MERCEDES PEÓN (Galiza)
4. VISHWA MOHAN BHATT & THE DIVANA ENSEMBLE "DESERT SLIDE" (Índia)
5. LE TRIO JOUBRAN (Palestina)

6. AYARKHAAN (Iacútia)



Já se sabia que o espetáculo das Ayarkhaan não iria deixar ninguém indiferente. As técnicas de canto usadas, em aliança com o estranho efeito que retiram do khomus, um berimbau de boca típico daquelas paragens orientais, penetram fundo nos sentidos que usamos durante um concerto. A perícia com que o grupo da veterana Albina Degtyareva o faz, expressa ora nos guinchos e relinchares que julgávamos estarem no campo das impossibilidades da voz humana, ora nos jogos rítmicos guturais feitos no berimbau, fazem elevar a consideração por este trio.

7. BERROGÜETTO (Galiza)
8. SECRET CHIEFS 3 (EUA)
9. ANTÓNIO ZAMBUJO (Portugal)
10. DE TANGOS Y JALEOS (Espanha)



Assim, sim. Outros motivos de interesse no festival, além do Ebo Taylor que saiu da lista com a publicação desta errata? Aqui vão algumas pontas soltas:

Mamer (China) - Pensávamos nós que íamos apanhar com o Mamer da balada folk e levámos com o grupo de Mamer do rock industrial.
Cheikh Lô (Senegal) - O grupo de Lô é bom, a sua voz ainda lá está, mas há ali qualquer coisa que deixou de funcionar e não é apenas por cortarem o som dos instrumentos do líder.
Manou Gallo & Women Band - A ex-Zap Mama toca que se farta e, com os anos de estrada que traz, sabe fazer bem a festa. E trouxe uma guitarrista linda!
Mama Rosin (Suíça) - São aborrecidos em disco, mas ao vivo fazem a p*** da festa.
Blitz the Ambassador (Gana/EUA) - Têm o espectáculo feito à americana, com muita coreografria, muita pompa. É bom para animar multidões. Estiveram perfeitos nas referências musicais, quando introduziam frases bem conhecidas de todos pelo meio das canções.
Shunsuke Kimura x Etsuro Ono (Japão) - Exímios na intepretação do shamisen, o instrumento de corda que traziam para dar a conhecer a Sines.
Graveola e o Lixo Polifônico (Brasil) - Os mineiros deram-se muito bem com o palco da praia, fazendo lembrar as melhores bandas de rock brasileiras, muito ecléticas, com muitos instrumentos e com vozes bem colocadas, especialmente nos coros. Há que conhecer mais do Graveola.
Nomfusi & The Lucky Charms (África do Sul) - Nomfusi, 20 anos, é herdeira, como ela própria diz, de Miriam Makeba e de Tina Turner, em partes quase iguais. É pequenina, mas enche o palco como poucos.
Sly & Robbie - Já foi o seu tempo. Arrastaram-se nos standards do reggae e tiveram uma das prestações mais aborrecidas do castelo.

A esquecer: Luísa Maita, Marchand vs. Burger, Dissidenten (não chegaram a ser azeiteiros, como receava, mas estiveram muito ferrugentos, muito aborrecidos), Aziz Sahmaoui & University of Gnawa (a maior seca deste festival - ainda por cima, tiveram direito ao fogo de artifício).

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os 13 concertos que mais vou querer ver na 13ª edição do FMM - n.º 9

9. AYARKHAAN (Iacútia - Rússia)
Castelo de Sines
Sexta-feira, 29 de Julho, 21h45



Já lá vão quase uns 20 anos desde que, pela primeira vez, o incrível canto gutural de Sainkho Namtchylak encostou os meus ouvidos à parede. Comecei então a procurar outros exemplos do método do canto com harmónicos, ora da república de Tuva, ora da vizinha Mongólia, ora no Tibete, ora noutras paragens dispersas no globo e sem quaisquer relações aparentes entre si, como é o caso dos Inuits norte-americanos ou de alguns "joikers" da Lapónia (lembram-se do Wimme Saari no ano passado, em Sines?). São experiências auditivas já por si inclassificáveis quando as ouvimos em gravações e que arriscam, não exagero, uma certa transcendência quando as testemunhamos ao vivo.
As Ayarkhaan são três mulheres da república da Iacútia (lembram-se de quando jogavam ao Risco e atacavam Kamchaka?) que vêm munidas deste poderoso método vocal e de berimbau de boca típico da região. Pode ser um dos momentos de transcendência deste próximo FMM.