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sábado, 17 de março de 2012

Ainda a propósito do Paradise Garage, que hoje reabre

Na sequência do que aqui ontem se deu conta, não na descarga de fúria de início, mas na segunda parte, a respeito da reabertura para hoje marcada do Paradise Garage, lembrei-me de ir ver aos meus arquivos os concertos que me fizeram levar ao clube de Alcântara, desde o ano de 1994, quando ainda se chamava Gartejo. Notem bem, antes de atirarem a primeira pedra, que alguns dos nomes só aqui estão por obrigação profissional da altura... A negrito vão aqueles dos quais guardo melhores recordações:

ALIBI, ANGER, ANTI-CLOCKWISE, ATARAXIA, ATOMIC BEES (duas vezes), ATOMIC BEES, BARRY ADAMSON, BEAUTIFUL NOISE, BIG FAT MAMMA, BIG ME, BLIND ZERO, BOBBY CONN KARAOKE SHOW, BROKEBACK, BULLLET, CALEXICO, CASINO, CHICAGO UNDERGROUND DUO, CLÃ, COLDFINGER, COOL HIPNOISE, COSMIC SUNDAY, DA LATA, DEAD KENNEDYS, DREAD ASTAIRE, EELS, ELEVENTH DREAM DAY, FLOOD, FONZIE, FRENZAL RHOMB, GOD SPIROU, GODSPEED YOU BLACK EMPEROR!, HI-FI JÔ, ID PÓRTICO, IN HER SPACE, IN THE NURSERY, J MASCIS, JORGE REYES, KANE, L7, LAMBCHOP, LEE 'SCRATCH' PERRY, LESS THAN JAKE, LIFE OF AGONY, LTO, LUNA SEA SANE, MÃO MORTA (duas vezes), THE MISSION, MOGWAI, MOJAVE 3, MORE REPÚBLICA MASÓNICA, MOUSE ON MARS, THE NO-COUNTS, ONE, PALMERSTON, THE PARKINSONS, PEE WEE MONTANA, PETE YORN, PHASE, PINHEAD SOCIETY, PLÁSTICA, RADIAN, RAMMSTEIN, RAS AL GHUL, ROLLANA BEAT, THE SEA AND CAKE (duas vezes), SHANNON WRIGHT, SHED 7, SHIVAREE, SLAMO, SONORA BELA VISTA, ST. THOMAS, SUPERNOVA, SWITCH.COM, TARA PERDIDA, TERRAKOTA, TERRY LEE HALE, THERAPY?, TORANJA, TORTOISE (duas vezes), TRANS AM, THE WALKABOUTS, WONDERLAND, YELLOW W VAN (duas vezes), YO LA TENGO, YOUNG GODS.

89 concertos. E não-sei-quantos jantares no Brilha-Tejo. Venham mais. E que a cerveja não seja tão cara como antes.

Atualização: lembrou-me entretanto o César dos Mercury Rev, em 2001. Mais um, então, e a negrito.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Se o mundo fosse perfeito e dois mais dois fosse sempre igual a quatro, haveria uma ASAE a interditar esta sala

Felizmente, Lisboa está hoje bem servida de salas de concertos, para todos os públicos, para espetáculos de todas as dimensões. E é precisamente neste contexto de abundância que nos podemos dar ao luxo de achar que esta sala em particular devia ser banida das agendas de concertos. Pelo menos, dos concertos de rock. Ontem, a noite prometia ser explosiva (o trocadilho, apesar de fácil, é intencional), mas mal percebíamos a banda porque a sala não deixou (e este outro trocadilho com a canção do Tim, ainda mais idiota, a canção e ainda mais o trocadilho, também é intencional). Para uma sala que se promove, ao mesmo tempo que ajuda a promover outras coisas que nada têm a ver com a música, como uma sala de excelência, fica vários furos abaixo dos pavilhões centenários de ginástica e afins que noutros locais do país, basta atravessar o Tejo ali ao lado, que, por contingência da míngua na oferta de espaços que até nos serve para os desculparmos das falhas, ainda vão servindo para receber bandas de fora e de dentro. Até na minha adolescência, nos concertos que fazíamos no liceu, conseguíamos perceber melhor o que as bandas tocavam em palco.

Mas nem tudo é motivo para lamentação. O PARADISE GARAGE, sim, o clube que também se chamou Gartejo e que durante parte dos 90s e parte dos 00s recebia quase tudo o que era concertos de pequena e média dimensão, com as melhores condições da cidade (na altura), com um palco com a largura que qualquer banda merece (ali tocaram, por exemplo, os Cult, os Young Gods, os Rammstein, as L7, os Calexico, os Eels, os Tortoise por duas vezes, os Yo La Tengo, os Walkabouts, os godspeed you! black emperor, os Lambchop, os Dead Kennedys, o Barry Adamson, os Trans Am, o J Mascis, os Mogwai, os Life of Agony, e tantos outras bandas habituadas a grandes palcos além destas que me recordo porque lá estive a vê-las), com a altura que o público, especialmente os mais baixos de estatura, agradece, com uma disposição do espaço para a assistência, dos bares, do mezanino e das casas-de-banho que parece ter sido feita de propósito para que esta fosse, por excelência, a sala de concertos, ... ufa, sim, este clube vai reabrir portas! A inauguração é já neste próximo sábado, amanhã, com uma festa em que o tema será o "Fear and Loathing in Las Vegas", o magnífico livro autobiográfico do Hunter S. Thompson e não menos magnífico filme do Terry Gilliam. Nas palavras da gerência há a promessa de o Garage voltar a receber concertos. São ótimas notícias.