Mostrar mensagens com a etiqueta john peel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta john peel. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

10 anos, 10 livros (#4: The Peel Sessions: A Story of Teenage Dreams and One Man's Love of New Music"

(Continuando na ordem mais ou menos cronológica:)



THE PEEL SESSIONS: A STORY OF TEENAGE DREAMS AND ONE MAN'S LOVE OF NEW MUSIC
Ken Garner
Primeira edição: BBC Books, 2007

Se o johnpeelismo (desculpem o neologismo patético) fosse uma religião, eu seria um beato fanático. Para colecionador acérrimo (bom, já fui mais) das míticas Peel Sessions, este é um livro que guardo com especial prazer na estante. De 1967 a 2004, o falecido John Peel gravou mais de dois milhares de bandas para os seus programas de rádio. Este livro é precisamente o tratado que muitos de nós andavam a exigir, ainda Peel era vivo.

Falei do livro aqui.

[Entrada no goodreads]

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

10 anos, 10 livros (#1: Margrave of the Marshes)

Na evocação destes 10 anos do juramentosembandeira, já aqui tivemos 10 concertos, 10 canções e, agora, 10 livros que ajudaram este que vos escreve a compreender um pouco melhor os contextos sobre os quais se move a música, seja nas biografias, seja nos ensaios alargados sobre o papel que esta arte ocupa nas nossas vidas, ao longo dos tempos. Seguem-se então a seleção ordenada pelo ano de edição original de 10 dos livros lidos ao longo destes anos e que merecem ser destacados:



MARGRAVE OF THE MARSHES
John Peel, Sheila Ravenscroft
Primeira edição: Corgi, 2005

Depois da morte de um dos mais extraordinários amantes e divulgadores de música dos últimos 50 anos, saíram dois livros fundamentais sobre a sua vida e carreira. O primeiro deles é esta autobiografia parcial. A meio da história, percebe-se que Peel já não está lá mais para a escrever e é a sua mulher, Sheila Ravenscroft, ou a "porca" ("pig"), como lhe chamava o marido, que continua. De uma pena ou de outra saem incontáveis recordações mirabolantes e episódios carregados de humor de uma família que viveu de perto com a música produzida em todos os cantos do mundo.
Falei do livro aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

[Entrada no goodreads]

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A discaria do Peel para todos espreitarmos

São mais de 25 mil LPs, mais de 40 mil singles e vários milhares de CDs. A viúva e presidente do John Peel Centre for Creative Arts, Sheila Ravenscroft (ou Pig, como o marido carinhosamente a chamava) abriu as portas do escritório lá de casa e começou a mostrar ao mundo a extensa coleção de discos do apresentador de rádio. Aos poucos e poucos, a coleção vai ficando disponível através do thespace.org, um site de outro mundo promovido pelo Arts Council, a agência pública britânica para a cultura, e pela BBC. Para cada disco, pode-se ver as capas, conhecer o alinhamento e ouvir faixas, entre outras informações disponíveis. Para já, vamos apenas em 100 discos por cada letra até ao M, o que ainda é, para o tamanho da coleção, muito pouco. No A, por exemplo, 100 significa dizer que só se chega ao Adam Ant. Comecem por aqui.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os Festive 50 ilustrados



Não é estupidamente bem parecida esta gravura do Mark E. Smith? Pois esta e muitas mais gravuras de ícones da música popular que integraram as famosas listas anuais "festive 50", resultantes dos votos dos ouvintes do John Peel, estão no livro do desenhista inglês Lee Thacker, "The Festive Fifty Number Ones - an illustrated memoir b/w The All Time Festive Fifty 2000 - an illustrated appreciation". Neste título comprido percebe-se desde logo que o formato do livro assemelha-se ao de um disco, com dois lados: no "lado A", por assim dizer, encontram-se os primeiros lugares das listas de Peel de 1978 a 2004, enquanto que no lado B, aparecem os nomes da lista "de sempre" coligida no ano 2000. Ao longo de 170 páginas, cada entrada é feita de uma ilustração a preto e branco como a de cima, acompanhada de memórias do autor relativamente aos nomes e às canções listadas.

Aparentemente, o livro só se encontra à venda no eBay (atenção às "relistagens" do item). Mais sobre a criação do livro pode ser lido e visto aqui.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Marquês dos pântanos #6

«[Sheila:] His memory was selective. He could list every incarnation of The Fall on demand, but he couldn't always remember where his underpants were.»

(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Marquês dos pântanos #5

«Sadly John never raised the funds necessary to finance the 101 Sharons, his pet Dandelion [o selo criado por Peel] project for which he planned to gather 101 women named Sharon, lock them in a studio and refuse to release them until they'd recorded an album.»

(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)

Marquês dos pântanos #4

«[Sheila:] I was preparing for my chemistry finals around that time (...). I remember one night when I couldn't sleep because John was downstairs with Marc Bolan and they were playing an advance copy of Tommy by The Who over and over again with the volume cranked up (...). Traditionally their late-night sessions revolved around a mutual passion for Scalectrix. John and Marc had set up a sprawling Scalectrix track that had begun to colonise the house, room by room, until almost every inch of carpet, every surface, was obscured. There was constant music in the house, but now this was joined by a new sound audible in the spaces between songs: the tinny crackle of toy cars negotiating complex slaloms.»

(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A morte nas linhas de uma auto-biografia

"Margrave of the Marshes", a auto-biografia de John Peel da qual tenho aqui citado algumas passagens, muito pela combinação incendiária de humor e de relevância para o conhecimento da vida de um homem que, não sendo um músico, marcou com a sua paixão pela partilha a evolução da música popular ao longo dos últimos anos, é uma auto-biografia diferente das outras. Pelo menos, daquelas que li até hoje. Há uma morte pelo meio. Azar dos azares, humor do mais negro, como Peel certamente apreciaria, é o o biografado que morre. O leitor segue com entusiasmo as recordações não menos entusiastas das suas aventuras por terras texanas, dos bares perigosos, dos seis diferentes Sonny Boy Williamsons ou dos 12 Memphis Slims, das quecas mais ou menos fortuitas nos bancos de trás dos enormes carros americanos, até que, de repente, acaba-se o capítulo, sem mais, nem menos. Fecha-se o pano e acaba a primeira parte. Na segunda, como numa tragicomédia grega, tudo parece mudar, com a viúva Sheila a pegar na escrita, a partir das suas recordações ou dos diários do marido. Nem tudo muda, porém. Continuam o mesmo humor e a mesma relevância e interesse em contar episódios que ajudam a conhecer a pessoa e, depois, o profissional de rádio (ou vice-versa). Da primeira pessoa, passamos para a terceira. Pelo caminho, morreu o biografado. É tristemente cómico ou comicamente triste, como preferirem.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Marquês dos pântanos #3

"They [a multidão de ouvintes que se reunia à volta dos road shows da Radio 1] seemed to think that we all [os radialistas] lived together in some nightmarish commune and that my claim to be unable to reveal details of Gary's [estrela dos microfones da Radio 1 nos anos 70] plans for the day was a lie. Odd though this belief was, it was as nothing when compared with that of a woman who was convinced that I lived in a flat on Baker Street with Lou Reed and Stevie Wonder.
"I was so intrigued by this belief -- and was keen, as you might imagine, to discover whence it had sprung -- that, I'm afraid, I rather egged my correspondent on by writing back to her with details of the life Lou, Stevie and I shared. How we dreaded the weeks in which it was Stevie's turn to do the cooking, I remember telling her."


(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Marquês dos pântanos #2

"Apart from the Devil's music, the principal consolation in the young Ravenscroft J. R. P.'s life came from football. (...) I had supported Liverpool since the 1950 Cup Final, which they had lost 2-0 to Arsenal, in recognition of which I allowed no Arsenal supporters into our house except Robert Wyatt and Alfie until the mid-1990s. I'm still not convinced that I did the right thing in reversing this policy either."

(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Marquês dos pântanos #1

"It may not sound like much today, but 'Heartbreak Hotel' had the effect on me of a naked extraterrestrial walking through the door and announcing that he/she was going to live with me for the rest of my life."

(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

()

Ainda hoje mesmo, o correio trouxe-me o novo single da dupla inglesa Dan Le Sac vs Scroobius Pip, "Thou Shalt Always Kill". O tema não é novo, mas depois de ter esgotado rapidamente a primeira edição do ano passado (dois anos?), volta agora a sair em 7", com uma versão diferente, com Pos Plug Won, dos De La Soul. Acontece que, por ironia macabra do destino, a letra, que em tempos aqui citei, versa assim:

(...)
Thou shalt not worship pop idols or follow lost prophets.
Thou shalt not take the names of Johnny Cash, Joe Strummer, Johnny Hartman, Desmond Decker, Jim Morrison, Jimi Hendrix or Syd Barret in vain.
(...)
Thou shalt not put musicians and recording artists on ridiculous pedestals no matter how great they are or were.
The Beatles... Were just a band.
Led Zepplin... Just a band.
The Beach Boys... Just a band.
The Sex Pistols... Just a band.
The Clash... Just a band.
(...)
The Next Big Thing.. JUST A BAND.


E agora, com a notícia da morte de Lux Interior, que nunca sequer conheci pessoalmente, reajo quase como se uma pessoa próxima tivesse desaparecido. Irónico, não? Aconteceu quando o Kurt Cobain se suicidou, quando o Joey Ramone morreu no hospital, quando o John Peel morreu no Peru, ... Ajuda o facto de, tirando a efemeridade de Kobain, os outros serem já ídolos -- não vou desprezar a palavra -- desde a adolescência. Mas também é relevante notar que se trata de gente que continuava a fazer o seu trabalho admirável com uma vitalidade impressionante. Não é gente que se tenha vendido com o passar dos anos, não é gente que seja recordada pela memória do que eram há trinta ou quarenta anos (bom, admito que no caso do Joey Ramone o caso mude de figura)...
A Patti Smith tem hoje mais um nome para acrescentar ao seu poema sobre rock'n'rollers desaparecidos.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sempre diferentes, sempre iguais (*)

Já anda por aí o novo álbum dos Fall. Mark E. Smith pode despedir e contratar quem quiser (e agora voltou a uma banda composta por ingleses), que de uma coisa não se livra: não há um álbum dos Fall que desça ao ponto da mediocridade. E este já é o 27º de estúdio, mais coisa, menos coisa...
(*) Quem o dizia era John Peel, que tinha nos Fall a sua banda predilecta.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Histórias Peel #1

Era o final do ano de 1973 (belo ano, por sinal) e Robert Fripp e Brian Eno tinham acabado de editar "No Pussyfooting". Porque a tecnologia necessária para a gravação destes temas era complexa demais, em vez de levar Fripp e Eno aos estúdios da BBC para gravar uma sessão como faziam todos os outros músicos, o produtor das Peel Sessions aceitou antes comprar uma gravação alternativa à do álbum. Estranhou que soasse tão diferente do que estava no disco e confirmou com a editora. Era aquela a fita, não havia qualquer dúvida. Na noite em que passou na rádio, Brian Eno ia a conduzir. Teve que encostar para telefonar à BBC: "Tenho que falar com John Peel, pois ele está a tocar o meu álbum de trás para a frente". "É o que todos dizem, senhor", ter-lhe-á respondido a telefonista, não passando a chamada. As editoras costumavam enrolar as fitas com o fim da parte de fora, ao passo que a BBC colocava o início. "Felizmente, apenas o Eno deu conta", conta o produtor John Walters.

in "The Peel Sessions - A story of teenage dreams and one man's love of new music", Ken Garner, BBC Books, 2007

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O carteiro é bom companheiro



The Peel Sessions: A Story of Teenage Dreams and One Man's Love of New Music

Acabado de chegar... PARECE TER TUDO!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Um vídeo por dia traz cor e alegria #1



THE UNDERTONES "TEENAGE KICKS" (videoclip)

Ano: 1978
"Teenage Kicks" até nem era o tema a que os Undertones, banda da Irlanda do Norte liderada por Feargal Sharkey, queriam dar mais destaque no seu lançamento. Mas um dia, John Peel, para quem a música veio a ser citada constantemente como a sua favorita, teve o descaramento de passá-la duas vezes seguidas no seu programa da Radio One. "Teenage Kicks" tornou-se assim um dos maiores hinos do punk britânico. O título, bem como a letra, deriva da junção de "Teenage Lust", dos MC5, com "(Get Your Kicks on) Route 66" (de autoria de Bob Troupe e tornada popular por Nat King Cole), que os Undertones costumavam tocar.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

John Peel Day: foi ontem

Até fica mal, aqui para o tasco, não ter ontem assinalado devidamente a passagem do John Peel Day, a data em que a Radio One celebra o aniversário da última transmissão do programa do falecido apresentador. Desta vez, uma das noites do Electric Proms, um ciclo de concertos realizado pela BBC no Electric Ballroom, foi dedicada a Peel e contou com a presença em palco de Squarepusher, The Raconteurs e The Horrors. E, à semelhança do ano passado, houve vários concertos (ainda não se sabe se tantos como no ano passado -- meio milhar) a ocorrerem por todo o Reino Unido e não só, em tributo a Peel.

Entretanto, no início desta semana, saiu uma compilação dedicada a Peel: "John Peel - Right Time, Wrong Speed: 1977-1987" (a capa, aqui ao lado, é de Peter Blake, o homem que fez a capa do "Sgt. Pepper..."). O alinhamento é composto por temas favoritos de Peel:

CD1
Buzzcocks - What Do I Get?
Stiff Little Fingers - Alternative Ulster
The Cure - A Forest
Killing Joke - Pssyche
The Slits - Typical Girls
The Only Ones - Another Girl, Another Planet
The Jesus and Mary Chain - Just Like Honey
Laurie Anderson - O Superman
The Modern Lovers - Roadrunner
Misty In Roots - Mankind
The Rezillos - Can't Stand My Baby
The Ruts - In A Rut
4 Brothers - Pasi Pano Pane Zviedzo
The Damned - New Rose
The Jam - Down In The Tube Station At Midnight
Scritti Politti - The Sweetest Girl
Steel Pulse - Ku Klux Klan
The Mekons - Where were You?
Ivor Cutler - Life In A Scotch Sitting Room

CD2
Joy Division - Atmosphere
The Cocteau Twins - Musette and Drums
The Smiths - There Is A Light That Never Goes Out
Echo & The Bunnymen - Over The Wall
The Associates - Party Fears Two
Grandmaster Flash - The Message
Wah! - Hope (I Wish You'd Believe Me)
The Sugarcubes - Birthday
Red Guitars - Good Technology
Poet & The Roots - All Wi Doin Is Defendin
The Redskins - Keep On Keeping On
The Birthday Party - Release The Bats
The Wild Swans - Revolutionary Spirit
Gang Of Four - Damaged Goods
The Wedding Present - Everyone Thinks He Looks Daft
Cabaret Voltaire - Just Fascination
The Undertones - You've Got My Number (Why Don't You Use It?)
The Fall - Eat Y'self Fitter
Half Man Half Biscuit - The Trumpton Riots

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Hipocrisia? (ainda a propósito do John Peel Day)

Há poucos dias, o Guardian publicou uma notícia acerca do John Peel Day, de que aqui já se falou. O artigo cita Andy Kershaw, amigo e camarada de Peel na Radio One, que tece alguns comentários controversos a propósito do aproveitamento que alguns executivos da BBC estão a fazer da memória do mais carismático locutor de rádio de sempre:

Peel memorial concert hits wrong note, says DJ
Thursday October 13, 2005
The Guardian

The inaugural John Peel Day opened with a charity concert at London's Queen Elizabeth Hall last night, amid a claim that he would not have approved of the event's "maudlin" and "nostalgia-driven" tone. Peel, who died in October of a heart attack, was being honoured by BBC Radio 1 for his lifetime's championship of new music.

Andy Kershaw, his friend and former Radio 1 colleague, yesterday questioned whether Peel Day was a fitting memorial. "John wouldn't have liked it," he said. "He'd think it was maudlin. He would also object on the grounds it was nostalgia-driven. He'd think we ought to spend less time doing stuff like this, and more time ploughing through stacks of records looking for the next new band." Kershaw, who now hosts a world music programme on BBC Radio 3, described the event's organisers as hypocrites who ought to have appreciated Peel more when he was alive.

Peel worked for Radio 1 from its 1967 birth. But in the months before his death at 65, he was reportedly unhappy, and upset by a decision to shift his show. "He particularly didn't like the fact he was moved so that he didn't finish work until one in the morning," said Kershaw.

When Peel died, Kershaw gave Channel 4 News an interview recounting their last conversation. "I said to him [that] he didn't look too good. And he said, 'No, I feel terrible.' He had been diagnosed diabetic a couple of years ago, and he was also finding it really hard that Radio 1 had moved him even later into the night. Marginalised is the correct word. [It] pushed him from 11pm to one o'clock in the morning and he actually said, 'It's killing me.'" Yesterday Kershaw stood by the comments. "I'm not going to go down that road again," he said. "But it's all on public record. I don't retract a word of what I said because I was merely reporting what he said to me."

Jason Carter, executive producer of live events at Radio 1 and organising Peel Day, said: "There was no suggestion from Peel's people that he was unhappy with the new time slot at all. I know the controller of Radio 1 sat down with him personally to discuss it. So far as I know he was perfectly happy about it."

(...)


O resto do artigo pode ser consultado no Guardian, que dedica igualmente um amplo espaço de tributo ao apresentador em www.guardian.co.uk/arts/johnpeel.

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Um ano depois de John Peel

É estranho, mas está quase a fazer um ano. Foi a 25 de Outubro do ano passado que John Peel morreu, vítima de um ataque cardíaco ocorrido durante o gozo das férias do seu métier habitual: contagiar ouvintes de todo o mundo, aos microfones da BBC Radio One, com um entusiasmo genuíno e único pelas novas e velhas músicas populares. Para assinalar a passagem desta data, a BBC preparou o "John Peel Day": seis horas de música, com seis apresentadores, e... cerca de 500 concertos de tributo a decorrer por todo o Reino Unido. No dia 24 (repete dia 27), será possível escutar -- na Radio 6 -- o primeiríssimo programa de Peel para a BBC, de Outubro de 1967. Há muito para ver e escutar no site dedicado ao radialista: www.bbc.co.uk/radio1/johnpeel/.

(Para os coleccionadores de Peel Sessions, tal como o gerente aqui do tasco, prestem atenção à lista que a BBC disponibilizou com, aparentemente, todas as transmissões ao longo destes últimos quarenta anos. É informação de grande relevo, pois até agora só havia um livro esgotadíssimo -- o António Sérgio é a única pessoa que conheço que o tenha, por cá -- com referências a todas as Peel Sessions até 91 ou 92, sendo que após essa data, um site montado por outro coleccionador complementava a informação. Agora, aparentemente, está tudo completo. É de aproveitar.)

quarta-feira, 29 de junho de 2005

A nova compilação do Som da Frente

Image hosted by Photobucket.com

As memórias não se devem deixar trair pelos tempos que vivemos. É ou não é verdade que muitos de nós nos sentimo privilegiados por termos crescido com o "Som da Frente" a tocar nas nossas rádios? O António Sérgio e a Ana Cristina voltaram a compilar alguns dos temas que fizeram mossa a uma geração de ouvintes do "Som da Frente", para edição já na próxima segunda-feira, dia 4 de Julho, com selo EMI.
Quando no ano de 2001 comecei a coligir dados para a primeira compilação "Som da Frente" senti de imediato que os 11 anos em que o programa se manteve "No Ar", através na R.D.P. - Rádio Comercial entre 1982 e 1993, iriam obrigar-me a muita ginástica para lidar com essa enorme carga de actividade ininterrupta do meio musical.

Estava consciente de que o programa divulgara milhares de bandas, artistas e projectos musicais, uns mais marcantes que outros, o que naturalmente levantava constrangimentos à concepção de um acoplamento coerente e, ao mesmo tempo, aliciante para quem se sentisse motivado para tal reencontro.

Antevi, mas nunca na totalidade do pesadelo que se tornou, que o processo de licenciamento viria a sofrer incríveis dificuldades (muitas das quais redundaram em impossibilidade) na obtenção de determinados temas de certos artistas.

Resolvi planear uma compilação de material sonoro da emissão radiofónica que viajasse desde o seu início até ao aparecimento do 'compact-disc' em 1986, ganhando assim, uma data 'redonda' e um limite cómodo.

Confiei que, mediante resultados, tudo se viesse a completar com um resumo menos parcial de todo o tempo de vida do programa, pondo em saliência os muitos cambiantes, as novidades e os empurrões com que a música popular (e não só o rock) nos presenteou nesse período brilhante de invenção e performance.

Ao partir para este segundo e final passo na reposição da memória do "Som da Frente", pensei no reencontro com os que descobriram na Rádio portuguesa, um espaço que apenas tinha como objectivo ser um estandarte da "arte de ouvir".

Sabia que o concretizá-lo se tornou a companhia duma geração a quem se pedia avidez pelo conhecimento, uma atitude de diferença, uma agilidade igual ou superior à do próprio programa, para que a montra de sons se tornasse a "enriquecedora experiência sensorial" que povoa ainda o imaginário de muitos seus contemporâneos.

«O 'Som da Frente' propunha-se como projecto de divulgação e como espaço de inovação na medida em que procurava encontrar o ponto de viragem nas formas de abordar a música, tentando deslocá-las para fora do âmbito restrito do 'rodar de discos' descontextualizado. De onde quer que o mundo o observasse , o 'Som da Frente' observava o mundo.» (escreveu Ana Cristina Ferrão na nota de capa da edição anterior, e estas palavras espelham o projecto rádio subjacente a esses 11 anos de emissão)

Graças aos ouvintes, às músicas e aos músicos a quem sempre brindei com o protagonismo na inovação, na mudança e na alternativa, constato hoje que o sonho de muitas noites desses longos 11 anos de vida "no éter" se tornou realidade.

Uma realidade que é também memória e que dedico a quem fez mais do que todos nós pela música: "John Peel - Music Lover".

Como repeti noite após noite, pelo direito à diferença!

We love you!

António Sérgio, Janeiro 2005

CD1:

The The - Uncertain Smile
M/A/R/R/S - Pump Up the Volume
Mantronix - Who Is It?
Jesus Jones - Move Mountains
Stump - Charlton Heston
The dB's - Dynamite
Stan Ridgway - Peg and Pete and Me
Youssou N'Dour - Macoy
Les Négresses Vertes - C'est Pas La Mer à Boire
New Model Army - 51st State
American Music Club - Johnny Mathis's Feet
Cocteau Twins - Wax and Wane
Morrissey - My Love Life

CD2:

The Alarm - Where Were You Hiding When the Storm Broke?
Red Hot Chili Peppers - Jungle Man
Talking Heads - Burning Down the House
Romeo Void - Never say never
Devo - The Day My Baby Gave Me a Surprise
The Specials - Ghost Town
Fun Boy Three - Murder She Said
Boomtown Rats - A Hold of Me
Anne Clark - World Without Warning
Scritti Politti - The Sweetest Girl
Mazzy Star - Fade Into You
The Passions - I'm in Love With a German Film Star
The Sundays - Here's Where The Story Ends

PELO DIREITO À DIFERENÇA!