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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #86-90

86. IVA BITTOVÁ @ FMM SINES
22 de Julho de 2008
Uns assustavam-se com esta mulher checa nas suas explorações de carácter mais dramático. Outros arrepiavam-se com as suas capacidades vocais. Ou no violino. Mais um postal de Sines bem guardado na memória.

87. MÉCANOSPHÈRE @ INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS
Data desconhecida
Vi Mécanosphère por oito vezes. Destaco esta actuação no Franco-Português, cuja data não registei (já agora, quem souber...), com Adolfo Luxúria Canibal a ler a partir de folhas rasgadas e atiradas ao ar do "Atrocity Exhibition" de J.G. Ballard, ou seja, baralhando o que já estava baralhado.

88. TIMBILA MUZIMBA @ ZDB
26 de Junho de 2008
Foi há pouco mais de um ano, mas já é altura de os ter de volta, por favor. As timbila (plural de m'bila, nome que os moçambicanos dão aos xilofones com cabaças como ressonadores) do grupo formado em Maputo há meia dúzia de anos, por músicos e dançarinos, arrastou toda a gente presente na ZDB para uma grande festa de ritmo e dança.

89. FLAT EARTH SOCIETY MEETS JIMI TENOR @ FMM SINES
19 de Julho de 2008
Será porventura exagero, mas talvez houvesse mais músicos em palco do que pessoas no público a conhecerem a obra de Jimi Tenor. Mas isso, aqui, neste festival, não só não é novidade, como até potencia a criação de momentos de descoberta que são de aplaudir. Mas nem tão pouco parece que este interessante encontro da big band com o génio excêntrico do finlandês, outrora do mundo das electrónicas e afins, tenha aguçado por aí além a curiosidade do povo. Mas, para quem prestou atenção, todo o espectáculo foi percorrido por grandes ideias.

90. ERIKA STUCKY @ FMM SINES
28 de Julho de 2007
Escrevi isto na altura: "A suíça Erika Stucky foi uma das maiores surpresas deste festival. O uso que faz da voz, seja no formato spoken word (magnífica a versão para "These Boots Are Made for Walking"), seja na canção, seja nos yodelays, aliado à boa disposição que atravessou toda a actuação, ajudou a que este espectáculo possa ficar retido na memória por bastante tempo." Foi pena que no ano seguinte não tenha conseguido deixar as mesmas impressões.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Kenneth Anger em Portugal

Por estes dias, a Fundação Serralves, a ZDB e a Cinemateca levam a cabo um conjunto de iniciativas dedicadas à divulgação da obra de Kenneth Anger, cineasta de culto, autor de "Scorpio Rising" (1963). No Porto e em Lisboa, o ponto alto da semana vai para a performance ao vivo do projecto "Technicolor Skull", conduzida pelo próprio Anger, no theremin, e pelo guitarrista Brian Butler, num programa que ainda inclui os franco-portugueses Mécanosphère acompanhados de... Mark Stewart! O ex-The Pop Group e ex-The Maffia está a trabalhar com os Mécanosphère no próximo álbum do grupo, depois da participação, a convite de David Tibet (Anger, Tibet... está tudo ligado), na colectânea de homenagem ao realizador, "Brother Focus: For the Inaugurator of the Pleasure Dome". Isto vai acontecer já amanhã, quarta-feira, na Fundação Serralves e, sábado, no Palácio Valadares, ao Largo do Carmo. Adolfo Luxúria Canibal participa no concerto do Porto, mas em Lisboa, porque há, no mesmo dia, Mão Morta no Barreiro, as tarefas vocais vão estar exclusivamente entregues a Mark Stewart.
Outras iniciativas da semana dedicada a Kenneth Anger:

PROGRAMA DE CINEMA
(As sessões contarão com a presença de Kenneth Anger)

5 de Maio
18h30 (Biblioteca de Serralves)
Conferência por Marco Pasi: "Angels without Tears: The occult films of Kenneth Anger"
21h30 (Auditório de Serralves)
"Fireworks" (1947)
"Inauguration Of The Pleasure Dome" (1954-66)
"Invocation Of My Demon Brother" (1966-69)
"Lucifer Rising" (1966-81)
"Ich Will!" (2008)

7 de Maio
21h30 (Cinemateca Portuguesa, Sala Dr. Félix Ribeiro)
Puce Moment (1949, 6 min, 35 mm, cor, som)
Rabbit’s Moon (1950, 16 min, 35 mm, p/b - colorido, som)
Eaux d’Artifice (1953, 12 min, 35 mm, p/b, cor)
Scorpio Rising (1964, 28 min, 35 mm, cor, som)
Kustom Kar Kommandos (1965, 3 min, 35 mm, cor, som)

(Ontem a Cinemateca exibiu já alguns outros filmes -- Fireworks, Inauguration of the Pleasure Dome, Invocation of My Demon Brother, Lucifer Rising, Ich Will! -- seguidos de uma conferência com Marco Pasi.)

EXPOSIÇÃO "Estrela Brilhante da Manhã - Bright Morning Star"
ZDB - Inauguração dia 8 de Maio, pelas 22h
Inaugura dia 8 de Maio pelas 22h na Galeria Zé dos Bois
Exposição colectiva internacional de artes visuais apresentada na Galeria Zé dos Bois, reúne, excepcionalmente, um conjunto de artistas que, numa abordagem alargada do espectro experimental, manifesta tangências interpretativas com o corpo de trabalho de Kenneth Anger:
John Bock, Manuel Ocampo, Jonathan Meese, Jannis Varelas, Joachim Koester, Alexandre Estrela, Markus Selg, António Poppe, Tamar Guimarães, Brian Butler e ainda o próprio Kenneth Anger.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Mécanosphère com Mark Stewart e Kenneth Anger

Lembram-se de Mark Stewart, dos Pop Group, dos Maffia ou da On-U-Sound de Adrian Sherwood? Pois ele está actualmente a colaborar com os Mécanosphère, naquele que será o próximo álbum do colectivo, a sair no próximo ano. E as colaborações de peso não ficam por aqui: o grupo de Benjamin Bréjon e Adolfo Luxúria Canibal está a trabalhar também com o cineasta norte-americano Kenneth Anger, autor da curta metragem de culto do psicadelismo "Lucifer Rising". Tanto Mark Stewart como Kenneth Anger deverão participar dos espectáculos que os Mécanosphère preparam para 2009.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cabesssa Lacrau: não fixem este nome

Não fixem, porque o nome é provisório. Mas mantenham-se atentos, porque se o valter hugo mãe já era bom na poesia -- e agora na prosa -- é também dono de uma belíssima voz. E se a acompanhá-lo estão o Miguel Pedro e o António Rafael, dos Mão Morta, mais o Henrique Fernandes, dos Mécanosphère e dos F.R.I.C.S., temos ainda mais razões para ficarmos atentos. O mini-concerto na F*** Colombo, neste passado sábado, coloriu a apresentação de "O apocalipse dos trabalhadores", o novo livro do Valter, e acabou por deixar a pulga atrás da orelha sobre o que poderá ser a evolução deste projecto. Mas que bela voz, Valter.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O tributo aos Mão Morta

E SE DEPOIS...

01. Dead Combo – Aum
02. WrayGunn – E se depois
03. CineMuerte – Chabala
04. Dr.Frankenstein – Anjos Marotos/Marraquexe (Pç. das Moscas Mortas)
05. The Temple – Budapeste (Sempre a Rock & Rollar)
06. Bunnyranch – As tetas da alienação
07. Balla – Oub’lá
08. Volstad – É um jogo
09. Houdini Blues – Charles Manson
10. [f.e.v.e.r.] – Vamos fugir
11. D’Evil Leech Project – Cão da Morte
12. The Ultimate Architects – Bófia
13. Acromaníacos – Revi a malvada prima
14. Demon Dagger – Anarquista Duval
15. Mécanosphère – Istambul (um grito)
16. TwentyInchBurial – Em directo (para a teelvisão)

Se não chegou ainda, deve estar prestes a aparecer nos escaparates das lojas. Já está disponível no site da editora.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Entrevista com Damo Suzuki

Quando Damo Suzuki veio a Lisboa há dois anos atrás, aproveitei a ocasião para o entrevistar. O que se segue foi publicado na edição de Novembro de 2004 da revista Número Magazine, assim como está, em inglês.
É favor não esquecer que Damo está de volta a Portugal neste fim-de-semana: sexta-feira, com os CAVEIRA, na ZDB, e, no sábado, com os Soopa, nos Maus Hábitos.

DAMO SUZUKI
Turning European, I think I'm turning European, I really think so

Image hosted by Photobucket.comDamo Suzuki, Japanese-Born, 54, pop industry phobic, has been doing this for seven years or so. That is, touring every underground venue in the world, improvising with local musicians, communicating through music. The Damo Suzuki Network, as it is called, is growing larger every time. Last June, when the ex-Can singer played in Oporto and Lisbon, he joined musicians -- or "sound carriers", as he likes to put it -- like Nuno Rebelo, Marco Franco, Scott Nydegger (Mécanosphère), Massimo Pupilo (Zu) or people from Sooba, the experimental act from Oporto. He didn't know them before, as it happens most of the time, one fact that pushes the freedom frontiers in terms of improvisation and "instant composing", a term that Damo likes to underline in his unique concept for music. Did it work? Oh hell, it really did.

You ran away from your folk's house by the time you were 16.
It was quite necessary to get out from Japan. Japan lost the II World War and so they had many things to develop. I was very curious about other countries, as I was quite good with geography. If you'd live in Ireland or England or Japan, you would have this sentiment to see other countries. It's different from here. Well, ok, Portuguese people were quite a sentimental people, with Vasco da Gama, but it was different. And today you have information. You don't have to travel anywhere.

Then you went to Moscow.
Yes, but before I were in America and Asia. First time I came to Europe was 1968. Since then I've been living in Europe. It's quite important for me.

Did you ever get back to Japan and stayed for, like, more than a week?
I did, but not more than one month.

You feel more like Japanese or European?
I don't like to have any kind of responsibilities and if you are connected to one nation, you feel some kind of responsibilities, like elections and so on. But I don't have that kind of feeling because no country in the world is good enough for me [laughter]. Maybe I'm being quite arrogant [laughter]. I think is much better not to have any kind of nationality.

Still, have you found something you could call home, in Germany?
No, it's not home. I have three kids, so that's where I have to stay, as a responsibility of a father, but that's not too much important, because "home" is some kind of answer I'm still looking for and maybe I cannot find it. "Home" for me is not a geographical place. It has to do much more with spiritual things.

And then, Damo met Can. Could you describe what happened that day you met Holger Czukay and Jaki Liebezeit from Can?
It was 1970, April or May. I used to work in a musical play, in Munich. I was there only to get money to get back home.

That play was Broadway's "Hairs", right?
Yeah, I did it for three months. I was singing, and dancing and doing that sort of stuff. But it wasn't a pleasant job. I did it only for the money, because it was really very boring everyday. And one day -- I was used to make street music -- I was doing this happening and the members of Can were there, sitting at a café and watching me. They came up to tell me that they had no singer and that they had a concert that night and asked me if I could join them. I had nothing to do, so "ok, I can join you". It was fun, because, apart from doing music in the streets, I never thought on making music as my life.

What happened that night can somehow be related to what you do nowadays? I mean, you go to a venue, you don't know the people you're going to play with...
Today [this interview was set before the Lisbon's gig], I don't know two of them. Well, I met them at the sound-check... But it's ok, it's our communication.

How does it work? How do you set these lineups? Do you choose the people you're going to work with?
Most of the time, I don't choose them. Sometimes it's the venue that asks people to come and play. Others, like when I'm playing in small villages, where there aren't musicians who can improvise, I ask some people. I have a list of the "sound carriers" -- I call them "sound carriers" because it's better than the word "musicians". They don't have to follow theory or systems in music. We are free when we make sound at the moment.

Don't you fear not having that kind of communication happening one night?
No, it's being good every time, in a way. Just different. For instance, in Portugal I'm playing much more with experimental or free-jazz musicians, but if I play in England, I'll have much more rock music. So, it's different every time. And that's why I'm not tired. If you are doing the same kind of music everyday, with the same people, it's stressant... It's like getting a regular job. I don't like that. Our concerts are freedom. You can make much more creative things.

And how is it when you get to play this way with ex-Can members? Is it different?
It's not different, but it's like a football game. If you already played with someone, you know how he moves. So, it's much easier. But I don't like to take that easy work all the time. I like to do adventures in my life. It's really nice enter into adventure when you don't have a concept. Every moment you create is something. If you're playing composed old stuff, you cannot find this. And also the mistakes: here it is not a mistake, you can get another way to create; in composed music, a mistake is a mistake. Human being is not perfect. Everybody does mistakes. And it's important you accept other people that also make mistakes.

How do people react to your concerts?
Place to place it is very different. In some country, people are watching a little bit distant from us. In other, people are dancing all the way from the beginning. But I cannot say "this place is good" or "this place is bad". Actually, everywhere it's good.

When you left Can, you also took departure from music...
Eleven years. I didn't make any music in these eleven years. I was enjoying family and I really don't like pop culture. We were getting quite famous in Germany and also in England. That time, I met a German girl and we married. For me, family was, suddenly, much more important than music itself. I was quite fed up of music. Last Can recording I did was "Future Days" and it was for me the best LP. It was easy for me to get out of music because I thought I couldn't do better than that. So why should I continue?

In this Can book that was released two or three years ago, the late Michael Karoli says "It's beyond doubt that Damo became more professional the longer we worked with him. When he left us after 'Future Days' he was just at the point where he could have become an amazing fantastic singer."
[Laughter] I didn't know this. This is really good. He's isn't any more here and it's really nice to remember him.

And what made you turn again to music?
Oh, that was a really horrible story. I had a cancer. I was Jehovah's Witness that time and I made every operation without blood transfusions. In the first operation, chances to survive were 30% with blood from other people. I did it without. I survived but three days later it went wrong and then the doctor said he could only give 15% of possibility to live. "With or without blood transfusion, it doesn't matter; you don't have so many chances to live." It was a really hard situation, but I survived, without the blood transfusion. Since then -- anything like 18 years ago or so -- I've been feeling so good. I even had the feeling that I like to injury myself [ed: then I got why he ripped those filters off his cigarettes] and do the things that I really want to do, so that's why I came back to music. And besides that I like to help people telling them the way I survived this bad situation. If I can share my energy with the people, then it is really good. For me, music has always been communication. If we are in one room together with the audience, the audience doesn't know a thing, as well as the musician, as it is going to happen tonight. We are on the same stage. We are living the time together. So, it's quite important for me to be making music again. And I like to reach more than music, especially now, with all these materialisms. I'd like to change it a little bit. It's called the "Never Ending Tour". It's not only me. I'd like to continue this forever, but the day I go under the ground, perhaps there'll be new people that can take this on. Now, in the 21st century, we have so much information... For instance, when I was 13, I hadn't so much information like my kid. They have to change the next world in a better way. But we can make some kind of stone -- like when building a house -- and then generation after generation can change it. With music, I think is quite possible, but only if you do improvised music, because music is not communicated though industry. On another kind of music, the system is already there to get success, to become popular, to look good or any other thing.

Do you listen to music at home?
I do. Mostly, classical music. From today I listen only to my music. I record every concert, so there's enough material. I listen only to live recordings.

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Um gramofone para Bentham

No âmbito do ciclo dedicado aos 30 anos de "Vigiar e Punir", Mécanosphère confronta leituras do Panopticon de Jeremy Bentham e do Livro das máquinas de Samuel Butler com manipulações de gravações das vozes de Foucault e J.G Ballard.

Um Gramofone para Bentham
CONCERTO MÉCANOSPHÈRE
Quinta-feira, 15 de Dezembro às 22h00
Lisboa - Institut Franco-Portugais
Avenida Luís Bívar, 91 (Metro Saldanha)
entrada 5?

domingo, 19 de setembro de 2004

Digressão Radon por Portugal

O colectivo internacional Radon, que reúne à sua volta nomes como os de Scott "Sikhara" Nydegger, Steve McKay, Mécanosphère, entre muitos outros, tem um conjunto de datas de concertos, de projectos das suas fileiras, que importa reter:

23 de Setembro / ZDB - Lisboa / Ovo (Itália)
24 de Setembro / Maus Hábitos - Porto / Mécanosphère & Ovo
25 de Setembro / Espaco Artes Múltiplas - Porto / Bruno Dorella (Ovo / Itália) & Radon/Mécanosphère DJ Sets + Party
30 de Setembro / Maus Hábitos - Porto / Ripit (França)
1 de Outubro / O Meu Mercedes é Maior que o Teu - Porto / Sikhara (EUA)
2 de Outubro / Deslize - Braga / Ripit
9 de Outubro / Espaco Artes Múltiplas - Porto / Benjamin Brejon Beast Box (França)

terça-feira, 13 de julho de 2004

Steve MacKay: três concertos em Portugal

Não teremos -- a não ser que haja uma daquelas reviravoltas inesperadas -- os Stooges a actuar no nosso país, mas um dos músicos que trabalhou em "Funhouse", e membro efectivo da formação com que o grupo de Detroit voltou ao activo, o saxofonista Steve MacKay, vai apresentar-se ao vivo em vários palcos portugueses.

Já não é a primeira vez que MacKay actua no nosso país -- no mês de Abril esteve por cá para uma série de excelentes concertos com os Mécanosphère. É uma vez mais sob o âmbito do seu Radon Ensemble -- um colectivo musical em constante mutação, que acolhe músicos de todas as paragens, entre os quais os Mécanosphère, um pouco à semelhança do Damo Suzuki Network -- que Steve MacKay tem concertos agendados para Lisboa, Porto e Braga. Durante essa semana, Steve MacKay vai estar também a trabalhar com os Mécanosphère e Joe Fossard no estúdio do Lugar Comum (Fábrica da Pólvora) na gravação do próximo álbum dos autores de "Bailarina".

Eis a agenda de concertos de Steve MacKay em Portugal:

Quinta-feira, 22 de Julho - Lisboa, ZDB
Steve Mackay and the Radon Ensemble
Com:
Kamilsky (República Checa) - bateria, electrónica (colaborador dos Residents, Lydia Lunch, Death in June)
Alejandro Gonzalez Novoa (Argentina) - violoncelo
Scott Nydegger (EUA) - bateria, electrónica (Mécanosphère/Sikhara)

Sexta-feira, 23 de Julho - Porto, Maus Hábitos
Steve Mackay
(Steve Mackay lidera uma orquestra de improvisação com elementos de Mécanosphère, Soopa, Stealing Orchestra e Neon Road e ainda Koonda Holaafrom)
Soopa: Miguel Cardoso(baixo, laptop), Filipe Silva (guitarra), Jonathan Saldanha (bateria, metais) e Henrique Fernandes (contrabaixo)
Stealing Orchestra: Gustavo Costa (bateria)
Mécanosphère: Benjamin Bréjon (electrónica) e Scott Nydegger (electrónica)
Neon Road: Sandy Kilpatrick (voz)

Sábado, 24 de Julho - Braga, Deslize
Mécanosphère & Steve Mackay
Com Koonda Holaa

quarta-feira, 9 de junho de 2004

Mécanosphère na ZDB

Aquilo que várias dezenas de pessoas viram na passada sexta-feira na ZDB, não foi um concerto de Mécanosphère. Ou melhor, também foi, mas não inteiramente. Confuso? Explica-se facilmente: obrigados a optar pela pura performance, em detrimento da componente musical, por força das condições que ali encontraram, os quatro Mécanosphère não estiveram mais do que uma hora em palco a tentar remediar o que não tinha remédio. E aquelas cadeiras não voaram do backstage para o palco por um qualquer acaso ou por qualquer opção performativa inocente.

sábado, 6 de março de 2004

Notícias Mécanosphère

O novo álbum dos Mécanosphère, de Benjamin Bréjon e Adolfo Luxúria Canibal, já está gravado e tem saída prevista para o início do mês de Abril. O título é "Ballerina" e no disco participam ainda Le Pilot Rouge e Scott Sikhara. Para o primeiro dia do mesmo mês está também agendado o primeiro concerto de apresentação, a acontecer em Lisboa, no Santiago Alquimista. No concerto, os Mécanosphère terão a colaboração de Steve MacKey, saxofonista no álbum "Raw Power", dos Stooges. Alguns dias antes, a 27 de Março, todos estes músicos, à excepção de Adolfo Luxúria Canibal, vão estar ao vivo na Caixa Económica Operária.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2004

Boa notícia

Mécanosphère is going to record a new album in Feb. and make a tour in April with Steve MacKay (alto Sax of the Stooges, Snakefinger, J.Mascis, Mike Watt, Violent Femmes, etc.).
This tour will be recorded and will become the third album of mécanosphère.
Infos at : www.mecanosphere.net

sexta-feira, 10 de outubro de 2003

Como um disco muda o nosso quotidiano

Estou a experimentar belíssimas sensações ao ouvir o novo de Plaid, "Spokes". O duo parece ter regressado ao tempo em que eram The Black Dog e àquela electrónica tipicamente inglesa (vide alguns dos primeiros discos do Aphex Twin) que vai buscar os Kraftwerk e vai mais longe do que estes foram na criação de sequências "atmosféricas" e emocionalmente arrepiantes, ao mesmo tempo que adiciona beats e breakbeats próximos da escola drum'n'bass.

Outra grande audição dos últimos dias é o álbum dos Mécanosphère. A electrónica do Benjamin Bréjon funde-se na perfeição com a voz de Adolfo Luxúria Canibal. Por vezes, sinto que gostaria de ter visto os Mão Morta a deixarem evoluir a sua vertente mais electrónica por caminhos como este. Mas quando existe um disco como este já não é, obviamente, necessário.