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segunda-feira, 5 de março de 2007

Um vídeo por dia traz cor e alegria #24



AQUI D'EL ROCK "HÁ QUE VIOLENTAR O SISTEMA" (videoclip)

Data: 1978
Este é provavelmente o primeiro videoclip português. Pelo menos, disso se orgulham os Aqui D'El Rock, que também se gabam de serem a primeira banda punk em Portugal. Os Aqui D'El Rock nasceram em Lisboa, em 1977, e não duraram mais do que dois anos. Gravaram dois singles, este "Há que Violentar o Sistema"/"Quero Tudo" e ainda "Eu Não Sei"/"Dedicada (A Quem nos Rouba)". Três dos elementos do núcleo dos Aqui D'El Rock voltaram a tocar juntos entretanto, sob a designação Há Alma.
www.aquidelrock.pt

quarta-feira, 27 de abril de 2005

Mais bandas portuguesas de outros tempos que podiam ser (re)editadas

Sendo a próxima edição das canções perdidas dos Émasfoi-se um momento importante do rock português, como se falava ontem, a ocasião faz também lembrar que há mais património perdido nos tempos, à espera de ser recuperado. Assim sendo, aqui vai uma escolha breve:

1. OCASO ÉPICO
Origem: Lisboa; Época: anos 80.

"Muito Obrigado", o único álbum dos Ocaso Épico, não reflectia de uma forma inteiramente fiel o reportório avant-pop que o grupo do falecido Farinha apresentava nos concertos, mas é, ainda assim, um objecto incontornável da chamada música moderna portuguesa.

2. CORPO DIPLOMÁTICO
Origem: Lisboa; Época: 1979-80.

Talvez a versão que os Mão Morta fizeram recentemente de "Kayatronic" recupere o interesse das pessoas num dos mais importantes projectos pós-punk cá da terra. Na transição entre os Faíscas e os Heróis do Mar, os Corpo Diplomático sobreviveram pouco tempo, mas deixaram um documento, o álbum "Música Moderna", que merece ser reeditado um dia destes.

3. LUCRETIA DIVINA
Origem: Viseu; Época: transição 80s/90s.

José Valor faleceu há alguns meses, Rini Luyks é visto habitualmente pelas ruas da baixa de Lisboa já sem o seu acordeão às costas e Alagoa desapareceu sem deixar rasto. Os três formaram um dos mais divertidos e empolgantes projectos que a MMP conheceu. As danças de tradição europeia com um cheirinho de folclore francês dado pelo acordeão de Luyks, ao que se juntava as programações minimais e tuxedomoonianas de Valor mais a postura dramatico-provocatória de Alagoa, ficaram retratadas num único CD, editado sob condições mais ou menos obscuras, por volta de 1993.

4. OS PUNKS
Origem: essencialmente Lisboa e arredores; Época: essencialmente finais dos anos 70.

Não será um facto conhecido e até pode surpreender muito boa gente, mas a verdade é que os estilhaços do punk demoraram muito pouco tempo a fazerem sentir-se em Portugal, ou melhor, pela zona de Lisboa. Em 1978, os Aqui d'El Rock davam o seu primeiro concerto. Mais ou menos pela mesma altura, outros projectos declaradamente punk surgiriam, como os Faíscas, os Minas & Armadilhas ou os UHF. Tocavam mal que doía e tinham letras de fugir, mas existiram e alguns deles continuaram ou deram origem a outros grupos com peso mediático nos dias de hoje. Não eram muitos, mas tinham uma legião de punks fiéis que passava os concertos a fazer pogo e a cuspir para o ar. Poucos anos depois, viria ainda a vaga do hardcore, com os Ku de Judas, N.A.M. ou Crise Total, entre outros. Poucos registos sonoros terão sobrado e fala-se destes grupos quase como um biólogo fala de expécies extintas há milhões de anos. Pode ser um trabalho difícil, mas justificava-se uma compilação que recuperasse o punk português.

Certamente que muitos outros projectos ficaram esquecidos no tempo. Este é apenas um esforço de memória superficial, porventura demasiado centralizado na cena lisboeta, como espero que se entenda. Se tiverem outras ideias, deixem-nas em comentário. Não deixarmos de falar das coisas já é darmos um passo valente no sentido de não nos esquecermos delas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2003

Regresso ao passado #3: Corpo Diplomático

1978. Nasciam os Faíscas, a primeira banda punk portuguesa, a par com os Aqui D'El Rock. Na formação estavam Rocky Tango (Paulo Pedro Gonçalves, ex- Heróis do Mar, LX90, etc.), Dedos Tubarão (Pedro Ayres Magalhães, hoje nos Madredeus), John Lee Finuras e Gato Dinamite (Emanuel Ramalho, hoje baterista nos Delfins). O manager era o Zé Pedro que conhecemos da guitarra ritmo dos Xutos & Pontapés.
Em Janeiro de 79, na comemoração dos 25 anos do rock, nos Alunos de Apolo, os Xutos davam o seu primeiro concerto, ao passo que os Faíscas davam o último. À formação dos Faíscas juntar-se-iam Ultravioleta (Carlos Gonçalves, hoje vocalista nos Raindogs) e Carlos Maria Trindade (hoje nos Madredeus). Na audição de vocalistas onde foi escolhido Carlos Gonçalves chegou a aparecer António Variações...
Mudavam a sonoridade -- em direcção à new wave -- e mudavam de nome para Corpo Diplomático, estreando-se ao vivo com esta designção na primeira parte dos Tubes em Cascais. António Sérgio, o senhor da rádio, apostou neles e começou por editar, através da etiqueta "Nova", um single numerado, com os temas "A Festa do Bruno" e "Engrenagem", uma versão de José Mário Branco. Depois veio o álbum, "Música Moderna", de onde foi retirado o tema que o "Juramento sem Bandeira" aqui disponibiliza em mp3: "Amor de Guichet".
Os Corpo Diplomático acabaram algures no ano de 1980, mas pouco tempo demorou para que alguns deles aparecessem de novo em cena, com um novo nome: Heróis do Mar.
Dois sítios sobre os Corpo Diplomático a visitar: #1, #2.