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terça-feira, 7 de junho de 2016

quinta-feira, 21 de maio de 2015

100 de 1973, n.º 13, The Modern Lovers



THE MODERN LOVERS
THE MODERN LOVERS (EUA)
Edição original: Beserkley
Produtor(es): John Cale, Robert Appere, Alan Mason
discogs allmusic wikipedia YOUTUBE

Um caso de batota -- ou meia batota, convenhamos -- nunca vem só. Se o disco dos Mutantes chegou à luz do dia apenas em 1992, eis aqui outro caso de parto tardio, ainda que a espera não tenha sido tão longa. O primeiro álbum dos Modern Lovers, de Jonathan Richman, saiu em 1976, mas as sessões produzidas na sua maioria por John Cale eram do ano que aqui se anda há meses a destacar. E aqui há que explicitar as sessões produzidas pelo ex-Velvet, que se traduziriam nessa tal edição de 76, pois este debute dos Modern Lovers acabou por vir servido em diferentes versões ao longo dos anos. Até o profícuo Kim Fowley esteve envolvido em produções diferentes das primeiras canções do grupo de Richman. Por outro lado, é curiosa a participação de Cale no disco, já que Richman é provavelmente o músico que melhor soube herdar e prosseguir o legado dos Velvet Underground, até hoje, mais do que o próprio produtor, mais do que a outra força motora, Lou Reed. Aqui, temas como "Roadrunner", o grande hit do disco, "Pablo Picasso", tema obrigatório do reportório de Richman ao longo das décadas, ou "Girl Friend", são daquela afirmação as melhores das evidências. Se uma das maiores tautologias do rock apregoa que a música nunca seria a mesma sem os Velvet na sua história, manda a justiça que também se diga que toda a cena independente que conhecemos seria tremendamente diferente se não fosse por esta criatura diletante que ainda hoje fascina pequenas plateias e que frequentemente a história tende a esquecer: Jonathan Richman.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

As respostas dos Velvet Underground na NYPL

Lou Reed, Moe Tucker e Doug Yule estiveram no passado dia 8 na New York Public Library a responder a perguntas de fãs. A transcrição áudio da sessão foi disponibilizada entretanto pela biblioteca, aqui.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Que é feito desse tributo?

Há por aí, metido dentro de uma gaveta qualquer, um tributo aos Velvet Underground feito por bandas portuguesas. Há versões muito interessantes (a dos Hipnótica é uma, a dos Rose Blanket, que aqui pode ser escutada, é outra), mas o tempo passa a olhos vistos e nada sai cá para fora. O que se passa? Aquisição dos direitos?

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

A revolução de veludo faz quinze anos

Foi em Novembro de 1989, pouco tempo após a queda do muro de Berlim. Milhares de pessoas reuniam-se nas ruas de Praga. Os estudantes não ofereciam resistência e atiravam flores à polícia. Os teatros eram ocupados para discussões públicas. Entre a massa popular sobressaia um porta-voz, Václav Havel, escritor, dramaturgo e... fã dos Velvet Underground. A revolução sem sangue que viria a depor o regime soviético ficaria conhecida para o mundo exterior como a "Velvet Revolution". Dois anos mais tarde, num encontro entre Lou Reed e Václav Havel (que viria a ser presidente da República Checa, até ao ano passado), o último terá dito ao guitarrista: "Did you know that I am president because of you?"

quinta-feira, 1 de julho de 2004

Curtas em Vila do Conde

À 12ª edição, o Festival de Curtas Metragens de Vila do Conde volta a surpreender com mais um excelente programa, a decorrer entre os próximos dias 3 e 11 deste mês. Em paralelo com as compitas internacional e nacional, que levarão alguma tela algumas das melhores propostas de curtas metragens, o festival vai proporcionar uma série de eventos, com especial evidência para a música, patente em secções de programação como "Electric Guitar!" ou "Work in Progress". A primeira é uma mostra de filmes e instalações sobre a guitarra eléctrica e alguns dos artistas que a celebraram, como Jimi Hendrix, Led Zeppelin, The Monkees, Andy Warhol e os Velvet Underground, Iggy Pop, Les Paul and Mary, The Cure, entre muitos outros. A segunda trata-se de uma secção iniciada em 2002 onde são exploradas as relações do cinema com outras artes. Transversal a ambas é a realização dos chamados "filmes-concerto", como lhes chama a organização, e outras festas. A programação, no que diz respeito aos concertos, vai decorrer assim:

Sábado, 3 de Julho
Hipnótica
La Chute de la Maison Usher, Jean Epstein e Luis Buñuel, 1928
Auditório Municipal
@c
Solar S. Roque
Plaza
Tota Bar

Quinta, 8 de Julho
Tom Verlaine (Television) e Jimmy Rip
Vários filmes: Fall of the House of Usher, Emar Bakta, Étoile de Mer, Autumn Mist, Ballet Mécanique, They Caught the Ferry
Auditório Municipal
Addictive TV
Tota Bar
The Film Remix Project
(DJs, VJs e artistas de audiovisual a fazerem remisturas de uma série de filmes - "Bruce Li The Invicible", "Nosferatu", "Charada", "Vengeance Valley", "A Noite dos Mortos Vivos" e "Os Sete Samurais")
Quinta, 8 de Julho, 01.30
Tota Bar

Sexta, 9 de Julho
X-Wife
Sleazy Rider
Legendary Tiger Man + Zé Pedro
The Paleface
Auditório Municipal

Sábado, 10 de Julho
Legendary Tiger Man
Solar S. Roque
DJ Food
Head, Cinetrip Re-Score
Local a anunciar

Para mais informações sobre o extenso programa do festival, é favor consultar:

Site oficial do festival
PDF com o programa completo

quinta-feira, 24 de junho de 2004

Obituário & Bizarrário

Soube há pouco, através do mais recente número da Wire, das mortes de vários artistas na área da improvisada, do rock ou do jazz. O saxofonista Steve Lacy, que por várias vezes esteve em Portugal, morreu de cancro no passado dia 4. Robert Quine, guitarrista e uma das figuras fundamentais de Nova Iorque, que trabalhou com Richard Hell nos Voidoids, com Lydia Lunch, Tom Waits, Lou Reed (as suas gravações piratas de concertos dos Velvet Underground foram editadas há pouco tempo pela Universal, sob o nome de "The Quine Tapes"), entre muitos outros, suicidou-se no dia 31 do mês passado. Já não tanto novidade para mim, há também a nota da morte de Elvin Jones, baterista de Coltrane, e ainda de John Mayer.
No capítulo das bizarrias, há o regresso a um palco, neste caso ao Astoria de Londres, dos Throbbing Gristle. As fotografias de Genesis P. Orridge são no mínimo assustadoras :), mesmo sendo quem é, que sempre gostou de se enfiar dentro de roupas de mulher. Aqui há uns anos, encontrei o Genesis P. Orridge na banca de acreditações do Sonar. A dentuça de prata, aquele penteado de tigela e a garrafa de whisky na mão não assustavam ninguém, mas se o visse tal como aparece nas fotos da Wire, acho que... fugia!
Excelente parece estar a entrevista ao Damo Suzuki, também nas páginas desta edição. Não é difícil, sei por experiência própria.