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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Os melhores concertos de 2011

Antes que, por qualquer distração, o ano de 2011 chegue ao fim, e abrindo aqui uma brecha neste desconfortável silêncio imposto pela falta de tempo de aqui vir arejar o tasco amarelo, eis o alinhamento dos meus 50 concertos prediletos deste ano. Como sempre, muita coisa ficou por ver e ouvir. Bom 2012 para quem quiser, mesmo que não possa, continuar a frequentar as salas de concertos por esse país fora (e arredores).



1. Congotronics vs. Rockers @ FMM (23/7)
2. Swans @ Aula Magna (9/4)
3. Black Dice @ ATP Minehead (13/5)
4. Mário Lúcio @ FMM (30/7)
5. Mercedes Peón @ FMM (27/7)
6. Gang Gang Dance @ ATP Minehead (15/5)
7. The Brothers Unconnected @ ATP Minehead (14/5)
8. L'Enfance Rouge @ Musicbox (5/2)
9. Beach House @ ATP Minehead (14/5)
10. Vishwa Mohan Bhatt & The Divana Ensemble @ FMM (28/7)
11. Mercedes Peón @ Alcochete, Forum Cultural (8/10)
12. Oneida @ Barreiro, Ferroviários (8/10)
13. Ayarkhaan @ FMM (29/7)
14. Prince Rama @ ATP Minehead (15/5)
15. Le Trio Joubran @ FMM (22/7)
16. Chain and the Gang @ Musicbox (28/4)
17. Six Organs Of Admittance @ Maria Matos (10/9)
18. Eric Copeland @ ATP Minehead (14/5)
19. Om @ ZDB (30/1)
20. Tony Conrad @ ATP Minehead (15/5)
21. Prince Rama @ Lounge (8/6)
22. Pop Dell'Arte @ Musicbox (9/6)
23. Spectrum @ ATP Minehead (14/5)
24. Mão Morta @ T** Ao Vivo (1/10)
25. L'Enfance Rouge @ Lounge (29/10)
26. Akron/Family @ ZDB (19/11)
27. Orquestra Todos @ Intendente (11/9)
28. Max Richter @ Maria Matos (5/11)
29. Group Doueh @ ATP Minehead (15/5)
30. The Entrance Band @ ATP Minehead (15/5)
31. António Zambujo @ FMM (22/7)
32. Berrogüetto @ FMM (23/7)
33. Owiny Sigoma Band @ Musicbox (29/10)
34. Bombino @ Ccb (7/8)
35. Soldiers Of Fortune @ ATP Minehead (13/5)
36. Shangaan Electro @ Gulbenkian (3/7)
37. Secret Chiefs 3 @ FMM (22/7)
38. Nisennenmondai @ ZDB (7/12)
39. Damo Suzuki Network c/Sunflare @ Barreiro, Ferroviários (8/10)
40. De Tangos y Jaleos @ FMM (24/7)
41. Actress @ ATP Minehead (13/5)
42. Murcof & AntiVJ @ Maria Matos (21/12)
43. Meat Puppets @ ATP Minehead (14/5)
44. Graveola E O Lixo Polofônico @ FMM (28/7)
45. Khaira Arby and Band @ ATP Minehead (15/5)
46. Terry Riley & Gian Riley @ ATP Minehead (13/5)
47. Animal Collective @ ATP Minehead (15/5)
48. U.S.S. w/Steve Mackay & Mike Watt @ ZDB (6/7)
49. Lobster @ ZDB (7/12)
50. Gala Drop @ ZDB (4/7)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Não há nada como o ATP, a não ser outro ATP

Esqueçam tudo o que aqui já escrevi sobre festivais. O All Tomorrow's Parties de Inglaterra, curado pelos Animal Collective e realizado neste passado fim de semana no campo de férias Butlins, em Minehead, na sua edição de Primavera (a última, segundo a organização), ultrapassa não só tudo o que já experimentei no passado como toda a imaginação com que previamente viajei para o Somerset inglês.

Primeiro, como é óbvio, os concertos. Não só as melhores expetativas foram facilmente derrubadas, com uma ou outra exceção, como os pontos negros do cartaz, as zonas de ignorância em relação a algumas das escolhas dos AC acabaram por revelar-se belas surpresas.

Mas, depois, há tudo o resto que eleva este ATP a um evento fora do comum, em absoluto. O conforto de se ter morada naqueles pequenos apartamentos em chalets, próximos dos locais onde aconteciam os espetáculos. O convívio e a partilha do espaço entre público e artistas. A simpatia britânica dos empregados do Butlins, o campo de férias, ou dos elementos da organização. Até os seguranças musculados brincavam e deixavam que brincassem com eles. O público em número certo (poucos milhares), tornando possível percorrer todos os sítios do festival e assistir a todos os concertos com o máximo conforto possível. O próprio público em si, e tirando talvez a miudagem que foi para ver o Big Boi, é nitidamente constituído por pessoas que gostam abusivamente de música, como nós, que seguramente passam horas em lojas de discos e uma boa parte do seu tempo livre a assistir a concertos (e sem a proporção de hipsters e fashionistas que regularmente encontramos por cá!). E não batem palmas a acompanhar os concertos.

E há mais, ainda. Os curadores não programaram apenas o programa do festival. Nos chalets, as televisões tinham dois canais internos, um deles a cargo dos Animal Collective (muitos filmes de terror, muitos filmes de adolescentes dos anos 80, muitos filmes dos Sun City Girls) e outro gerido pela organização. O ciclo de cinema do fim de semana foi também escolhido pelos AC, com filmes de terror japoneses, documentários da Sublime Frequencies, etc.

É difícil, para os padrões habituais, imaginar como tal pode acontecer, mas não há qualquer publicidade oficial por terceiros patrocinadores no ATP. É qualidade de vida. Até nas bebidas havia mais de uma dezena de marcas de cerveja (e o mesmo para o whisky) para se escolher. Aqui o mais importante é a música, mesmo.

E na música, então, o que se passou? Logo na sexta-feira, ao segundo momento do cartaz, fomos brutalmente atropelados pela máquina de dança chamada Black Dice. Sim, máquina de dança. Não é que tenham mudado muito, mas o grupo está de regresso com uma postura mais "amigável". O noise continua, mas agora dançamos muito mais. E com o som cristalino e poderoso que o palco principal tinha para oferecer, os Dice transformam-se numa orquestra onde se percebe todas as fontes de som usadas em simultâneo, o noise é elevado ao estatuto de música erudita. Se o ATP fosse uma competição, tínhamos aqui os prováveis vencedores, logo ao segundo round. Demos mais um passo no avanço da surdez, mas saímos felizes desta experiência, tal como na performance a solo de um dos Dices, o Eric Copeland, no dia seguinte.

No segundo lugar da minha lista de preferências, ficaram os Gang Gang Dance. Entre temas antigos e novos, e mais uma vez beneficiando do som incrível do palco principal, os GGD fizeram a festa que se esperava. Tenho-o dito por brincadeira, mas com uma inescapável ponta de verdade: são uma das melhores bandas da atualidade. E ao vivo, superam os aparentemente insuperáveis discos. Ainda há dias saiu "Eye Contact" e já em palco se ouve uma versão completamente diferente (e excelente) do segundo single, "Mindkilla". Não foi possível estar parado ao som dos Gang Gang Dance. Que o diga a Kria Brekkan, ex-mulher de Avey Tare e também ela uma das convidadas para atuar neste ATP, que passou todo o concerto a dançar f-r-e-n-e-t-i-c-a-m-e-n-t-e em cima do palco. Há que rumar a Serralves para rever uma vez mais os Gang Gang Dance.

Para fechar este conjunto dos três concertos mais relevantes do fim de semana, para este vosso, temos os irmãos Bishop, no projeto The Brothers Unconnected, onde os dois prestam tributo a Charles Gocher, o terceiro membro dos Sun City Girls, falecido há cerca de quatro anos. O humor de Allan e Richard Bishop continua intocável, enquanto se referem às baladas irlandesas e mexicanas que transportam do catálogo dos SCG para o palco e se metem com o público. Foi pena ter sido tão curto. Na verdade, a ter que apontar um defeito ao ATP (e, na verdade, a todos os festivais), só talvez mesmo a curta duração (45 minutos a uma hora) de alguns dos concertos.



O que dizer, então, dos mestres de cerimónia, dos padrinhos, dos mordomos, dos curadores Animal Collective? Fizeram mais ou menos o mesmo concerto por duas vezes, sábado e domingo. A perspetiva de afluência de público em maior número terá condicionado esta opção. No primeiro, e porque em casa de ferreiro, espeto de pau, tiveram um som péssimo. No segundo, já tiveram direito ao tratamento de que os seus próprios convidados beneficiaram naquele mesmo palco, mas ainda assim, estiveram algo longe de oferecerem os melhores momentos do festival. Ao contrário dos Gang Gang Dance ou até dos Black Dice, onde a experimentação surge hoje de uma forma talvez menos expontânea, mas mais cuidada, sem deixar de ser arriscada, os AC contornaram essa mudança procurando voltar no tempo, regressar ao formato de banda rock, com o Noah Lennox desterrado para a bateria, numa altura em que se calhar já não são propriamente uma banda. Foram inúmeros os temas novos a serem apresentados, algo que não é tão incomum assim (afinal, quanto tempo antes da saída do álbum começámos a ouvir youtubes dos temas do Merriweather Post Pavillion?), mas ainda há muito a fazer até que os temas cheguem a bom porto. A história da música popular dá-nos inúmeros exemplos de super-bandas que, com o avançar dos anos, viram os seus elementos mudar de quotidianos, viverem até em continentes diferentes (como é o caso aqui). Algumas dessas bandas souberam adaptar-se e continuar em grande, outras desapareceram em álbuns e carreiras de sucesso monetário mas de qualidade duvidosa. Os Animal Collective deste fim de semana mostraram que ainda têm que fazer para voltarem a ser um grupo. Esperemos que a digressão europeia venha a ajudar e que em Julho já cá os tenhamos na forma que nos habituaram em todas as vezes que por cá passaram (bom, excetuando a do Número festival).

Ao longo do fim de semana, houve muitos outros bons motivos para se andar nas nuvens. Os Beach House, por exemplo, foram mágicos. E tiveram também direito ao magnífico som... já vos falei do som do palco principal, não? Mágicas também, absolutamente mágicas, foram as irmãs Larson, as Prince Rama, aqui acompanhadas pela dançarina brasileira Melissa Huser. Como diz Taraka Larson na visão religiosa no seu facebook, "fall in love everyday"... Não há como perdê-las no Lounge, no mês que vem. Peter Kember, o Spectrum, trouxe um espetáculo não muito diferente daquele que deu no Primavera, há dois anos (excelente, portanto). A maliana Khaira Arby, prima do falecido Ali Farka Touré, começou muito bem (e assim deve ter continuado, mas os Gang Gang Dance tocavam à mesma hora, pelo que a partir de certo momento, houve que escolher). Também do deserto do Saara, estiveram por lá os Group Doueh, com um espetáculo semelhante ao que trouxeram à Gulbenkian, há dois anos. Os ingleses ficaram loucos. No campo dos compositores e artistas mais avançados na idade, importa ainda referir os concertos de Terry Riley e de Tony Conrad. O primeiro veio acompanhado do seu filho Gyan. Pai no piano e filho na guitarra clássica: uma união perfeita, mas a horas que o cansaço começava a levar a melhor. Conrad não veio com Genesis P-Orridge mas esteve acompanhado de uma performer vocal fora de série, para uma hora de improvisação notável.

E o que houve de principais surpresas? Para já, o contrário, uma desilusão daquilo que antes tinha sido uma surpresa: Thinking Fellers Union Local 282. A sério, se não conhecem nada destes norte-americanos, como eu não conhecia até há poucas semanas, vão já ouvir os discos deles. São obrigatórios e é um caso estranho serem tão pouco conhecidos deste lado do Atlântico. O concerto, todavia, foi estranhamente banal. Já os Meat Puppets não desiludiram nesse aspeto. Mas no que ao rock diz respeito, houve neste fim de semana duas boas surpresas: os Soldiers of Fortune e os The Entrance Band. Os primeiros vieram de Nova Iorque com um autocarro desgovernado de guitarras armadas para batalhas épicas. Os segundos, de Chicago, vieram piscarem o olho às bandas inglesas que nos anos 80 construíam templos de adoração ao reverb, dos Killing Joje aos Bunnymen.

Houve mais, claro. E houve coisas que não foi posível ver. Mais tempo houvesse, mais os pés ajudassem e, por uma vez ou outra, com a ajuda do poder da ubiquidade, teria sido possível ir a tudo. Porque iria valer a pena, quase de certeza. Assim como vai valer a pena voltar um dia ao ATP, não ao de Maio, porque não este foi o último, mas ao de Dezembro. Na edição deste ano, o curador vai ser Jeff Mangum (Neutral Milk Hotel).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os melhores concertos de 2010 (31 a 40)

31. Dan Kaufman's Shiboleth @ Lounge (14/10)
Se eu aqui elegesse a figura do ano, Dan Kaufman podia bem estar lá no topo (ou perto dali). Este ano, esteve cá com os Barbez (esperem por mais desta lista) e, mais tarde, com um projecto semi-improvisado, ao lado de dois portugueses, Enrique TK e Gustavo Costa. Composições de origem judaica, algumas delas com mais de dois mil anos, em formato surf-rock, melopeias à Constellation ou outros desvarios sonoros.

32. Anonima Nuvolari @ Musicbox (7/1)
Dêem-lhes um palco, dêem-lhes público, se querem ver. Fazem um festão. Aliás, nem é preciso dar-lhes nada. Palco para eles é qualquer sítio. O público, esse, anda sempre atrás do combo de doidos. A festa está, por isso, sempre garantida.

33. Beak≫ @ Primavera (28/5)
Geoff Barrows, dos Portishead, a fazer... kraut à moda dos Neu!. Pode estar na moda, mas foi muito bom. VÍDEO

34. Panda Bear @ Lux (12/2)
O disco tarda a sair, mas vamos tendo a oportunidade de ouvir as novas canções em concertos como este. E quando a coisa rola em sítios como o Lux, rola bem. VÍDEO

35. Tiguana Bibles @ Barreiro Rocks (14/11)
A árvore genealógica do rock'n'roll de Coimbra já é imensa e poucos são os que se deixam dormir à sua sombra. Victor Torpedo, Kaló, Pedro Serra e a suprema voz de veludo da inglesa Tracy Vandal metem-nos dentro de um filme do David Lynch (qual 3D, qual quê).

36. Oquestrada @ Tasca Do Chico (11/3)
Os últimos anos têm trazido aos Oquestrada novos e maiores palcos, discos (edição nacional e uma edição internacional regravada), mas é bonito ver que o grupo continua fiel aos espaços onde nasceu, onde a Lisboa popular ainda escorre pelas paredes. VÍDEO

37. Ruby Suns @ Lx Factory (18/6)
Chegaram a Lisboa em formato reduzido, mas nesta noite pouco se perdeu da essência deste magnífico tropicalismo made in Nova Zelândia.

38. Gala Drop @ Coliseu Dos Recreios (22/4)
O entusiasmo da banda em abrir para Sonic Youth, no Coliseu dos Recreios, foi tanto que a luz foi abaixo. Mas o que se tinha passado até então mostrou que, aos poucos e poucos, o projecto vem a merecer ter a atenção de todo o mundo posta neles. VÍDEO

39. Beach House @ Primavera (28/5)
A noite ia caindo, compondo o cenário para um dos mais belos espectáculos da edição deste ano do Primavera. Menos gente houvesse e teria sido quase perfeito. VÍDEO

40. Real Combo Lisbonense @ Alameda (4/10)
Só indo a um baile do Real Combo é que se percebe a festança que João Paulo Feliciano e companhia montaram. Não é indicado, contudo, para pés-de-chumbo. VÍDEO

quarta-feira, 17 de março de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Os concertos que o 10 traz, parte 2

1. A Lumin tinha-me dito que o próximo Baile prometia. E aí está: Radioclit, Plaid e Octa Push foram confirmados no facebook pela Madame, que com a Lupin organiza "O Baile", a festa regular que recentemente trouxe Micachu até nós. Este segundo Baile em Lisboa, que ainda vai ter mais nomes, vai ter lugar na LX Factory, a 13 de Fevereiro.
Radioclit = imperdível. Plaid = vai ser bom revê-los.

2. Tom Zé pelo Norte. O astronauta libertado está de volta, com datas marcadas para o Teatro Viriato, em Viseu (21 de Janeiro), e para o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães (dois dias depois).

3. Já são conhecidos os dois primeiros nomes do Festival Para Gente Sentada deste ano, na Feira, diz o Rua de Baixo: Bill Calahan e o regressado Dakota Suite (por onde andou ele estes anos?). O festival decorre nos dias 26 e 27 no Cineteatro António Lamoso.

4. A Filho Único anuncia, além de outras datas que já eram conhecidas, Panda Bear no Lux (12 de Fevereiro), Matt Valentine & Erika Elder e Tigrala em mais um Sarau no Museu do Chiado (25 de Fevereiro), Joe McPhee & Chris Corsano em local a anunciar (12 de Março) e Beach House no Lux (17 de Março).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

E outro regresso

Beach House, dia 5 de Dezembro, no São Jorge, integrado na 2ª edição daquele festival que põe as pessoas a andarem avenida da Liberdade acima e abaixo.
(Salvé Primavera Club, que ajudas a trazer bandas a Portugal. E, tomem nota, não vai ficar por aqui.)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Álbuns do 08 (lista da gerência)



1. "The Mandé Variations", Toumani Diabaté (Nonesuch)
2. "Saynt Dymphna", Gang Gang Dance (The Social Registry)
3. "Third", Portishead (Island)
4. "Vampire Weekend", Vampire Weekend (XL)
5. "Tchamantché", Rokia Traoré (Nonesuch)
6. "Devotion", Beach House
7. "Fleet Foxes", Fleet Foxes (Sub Pop)
8. "For Emma, Forever Ago", Bon Iver (Jagjaguwar)
9. "Alopecia", Why? (Anticon)
10. "Lie Down in the Light", Bonnie "Prince" Billy (Drag City)

(Reserva-se a asfixiante sensação de que esta lista podia ser completamente diferente se fosse feita em outro dia...)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Canções do 08. Nº 2



"GILA", BEACH HOUSE
(de "Devotion", Carpark)

A malha da guitarra é soberba, e a maneira como, a páginas tantas, combina com a marcação da voz de Victoria Legrand ajuda a tornar este um dos pontos altos de "Devotion", depois de "Chamber House", já destacado nesta lista. Mesmo quando sabemos que a voz de Victoria desafina que se farta, como ouvimos no mês passado.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Canções do 08. Nº 13



"HEART OF CHAMBERS", BEACH HOUSE
(de "Devotion", Carpark)

Pop sonhadora, como lhe chamam os americanos. Mazzy Star, como lembram os mais velhos. Querem melhor banda sonora para tardes de temporal?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Por falar em sobreposição de espectáculos...

Nem era preciso haver o festival de Dezembro a forçar o conceito. Ele já acontece por razões naturais:

Por exemplo, na sexta-feira, como é que alguém que goste de ver um bom intérprete de guitarra dedilhada, na escola do "primitivismo americano" de Fahey, vai decidir entre o Ben Chasny, dito Six Organs of Admittance, na Caixa Económica Operária, ou o miúdo maravilha inglês James Blackshaw, na ZDB? Bom, no primeiro caso, há sempre a hipótese de ver a estreia dos Wooden Shjips ou o regresso dos Sic Alps, assim como na segunda há o bónus dos portugueses München. A escolha não é fácil e ainda por cima invalida a deslocação ao Musicbox para rever o one-man-band [D-66] e os barreirenses Act-Ups, naquela que será a noite de apresentação do Barreiro Rocks. Se quisermos ser quadrados o suficiente, diríamos que não é exactamente o mesmo tipo de público... Ou é?

Avancemos uma semana e dois dias, para chegar ao Domingo, 16. No Lounge, há Radar Bros. No Maxime, há Beach House e Jana Hunter. Ok, dois nomes importantes do slowcore dos últimos anos e só vamos poder ver um. A entrada é gratuita no caso dos Radar Bros. Boa. Mas os Beach House até chamam mais e vêm acompanhados da Jana Hunter. E agora? E é um domingo, senhores.