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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

terça-feira, 15 de maio de 2018

100 de 1978, n.º 18, Ramones



ROAD TO RUIN
RAMONES (EUA)


Edição original: Sire
Produtor(es): Tommy Ramone, Ed Stasium



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

100 de 1977, n.º 8, Ramones



ROCKET TO RUSSIA
RAMONES (EUA)


Edição original: Sire
Produtor(es): Tony Bongiovi, Tommy Ramone



terça-feira, 25 de julho de 2017

100 de 1977, n.º 21, Ramones



LEAVE HOME
RAMONES (EUA)


Edição original: Sire
Produtor(es): Tony Bongiovi, Tommy Ramone



terça-feira, 11 de abril de 2017

100 de 1976, n.º 2, Ramones



RAMONES
RAMONES (EUA)


Edição original: Sire
Produtor(es): Craig Leon, Tommy Ramone



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Concertos Confortáveis, n.º 3

Último dia do ano de 1977, no Rainbow Theatre de Londres. Os Ramones gravavam aquilo que ia ser um dos mais famosos (e melhores) álbuns ao vivo da história do rock. E um dos mais vendidos, também, pelo menos por cá (nos anos 80, havia duas coisas que encontrava em casa de quase todos os amigos: o Atlas do Círculo de Leitores e o "It's Alive", dos Ramones). A gravação do concerto saiu também, com edição reduzida, em DVD ("It's Alive 1974-1996"), há cerca de cinco anos, e encontra-se hoje no youtube.
(Bom ano para todos!)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mais um

Mais um concerto anunciado com largos meses de antecedência: Marky Ramone, baterista dos Ramones desde 1978 até ao fim da banda e principal portador da mensagem Gabba Gabba Hey nestes últimos anos, vai voltar ao Santiago Alquimista: dia 8 de Junho de 2011.
(Notícia do Billy.)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Hoje, no IndieMusic

OE STRUMMER - THE FUTURE IS UNWRITTEN, Julian Temple
29 TERÇA, 21H30, TEATRO MARIA MATOS 1
Irlanda/Reino Unido, doc., 2007. 123´

Retirado do site do indie:

Como líder dos The Clash, Joe Strummer mudou a vida das pessoas para sempre. Quatro anos depois da sua morte, a sua influência estende-se pelo mundo, mais forte do que nunca. O realizador Julien Temple tem gasto a maior parte do seu tempo a documentar a cena musical em Inglaterra. Já em 1976 tencionava fazer um filme sobre uma banda inglesa de punk diferente: os The Clash. Mais de 30 anos depois nasceu este filme. O documentário exibe depoimentos de fãs de Joe Strummer, figuras destacadas em distintas áreas artísticas, como Flea, Bono, Martin Scorsese, Steve Buscemi, Matt Dillon, John Cusack, Johnny Depp, Jim Jarmusch, Courtney Love e Damien Hirst. Strummer é revelado não apenas como músico mas também, e sobretudo, como ser humano: a sua infância, os ideais, a sua arte e o seu carisma como comunicador exímio. A banda sonora inclui músicas da primeira banda de Strummer - 101ers - dos The Clash, Mescaleros, Ramones, Sex Pistols, Bob Dylan, Big Audio Dynamite, entre outros.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Um dia em Nova Iorque

Um tipo passa o dia inteiro a ouvir o novo álbum do Thurston Moore (cresce a cada audição, por sinal). Chega a casa e põe-se a escutar o "Twelve" da Patti Smith. Isso serve-lhe de motivo para ir buscar os Television, o Richard Hell, os Dead Boys, os Ramones... Como se já não faltasse, a minha amiga Tânia, sem saber deste dia temático improvisado, apresenta-me os Japanther, um duo baixo-bateria sediado, ah, em Nova Iorque. E não é que são delirantemente divertidos? Ora vejam este "River Phoenix", do último álbum, aqui numa versão ao vivo:

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Nevralgia #7



Esta tem sido uma noite à volta de Nova Iorque, muito por culpa da senhora Patti Smith. Nesta viagem, deu para ir buscar ao baú "Sonic Reducer", o clássico dos Dead Boys, um daqueles temas que me fazia destruir a mobília do quarto na casa dos pais... :)
Era uma vez uma banda chamada Rocket from the Tombs, de Cleveland, aos quais pertencem aliás os créditos deste tema. Quando acabaram, uns formaram os insuspeitos Pere Ubu, os outros juntaram-se ao frenético Stiv Bator (vejam o vídeo), fazendo assim nascer os Frankenstein, que depois, já em Nova Iorque, se passariam a chamar Dead Boys. "Primeiro chamaram-nos cópias do Iggy Pop, depois chamaram-nos cópias dos Ramones. Depois cortámos o cabelo e passaram-nos a chamar cópias dos Sex Pistols", terá dito Stiv Bators.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

O rescaldo

O que dizer do concerto de Marky Ramone & Friends, ontem? Que foi uma festa animada? Foi. Que fez ligação directa com a memória de adolescência de muitos que ali estavam? Os sorrisos rasgados enquanto se cantavam todas as letras de cor são disso testemunha. Que atraiu um número bastante considerável de adolescentes que ainda hoje vão buscar os Ramones e com eles se divertem, como se tudo se estivesse a passar hoje? Sim, atraiu. Mas, por outro lado, o que foi aquilo? Uma lenda do punk americano encostado lá atrás, sem se ver, coadjuvado por dois sucedâneos de punks com eyeliner, daqueles que se vêem nos filmes pipoca para adolescentes americanos, e um vocalista narigudo que levava ao extremo a imitação da pose de Joey Ramone? Estas recuperações do passado que por aí andam em digressão a fazer render o peixe conseguem assumir contornos muito estranhos, por vezes.
(Ah, mais um grande concerto dos Vicious Five, apesar do mau som.)

Espécie de alinhamento:

Rockaway Beach
Teenage Lobotomy (isto já parecia o início do It's Alive)
I Don't Care
Sheena is a punk rocker
Havana Affairs
Commando
Tonight
I Just Want to Have Something to Do
Gimme Gimme Shock Treatment
53rd and 3rd
She's the One
Psycho Therapy
Judy is a Punk
Pet Sematery
The KKK Took My Baby Away
Cretin Hop
Rock'n'Roll High School
I Don't Wanna Walk Around With You

(Bom, depois ainda houve mais uma dúzia de temas, mas, er..., fui pogar... :> sem qualquer ordem, ainda se ouviu, entre vários outros: Pinhead, Today Your Love Tomorrow the World, Oh Oh I Love Her So, Beat on the Brat, Blitzkrieg Bop e a versão horrível de What a Wonderful World para terminar. Se alguém se lembrar do resto do alinhamento que diga qualquer coisa.)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

E hoje é dia de... ramonesmania



Marky Ramone (nome verdadeiro: Marc Bell) andou por bandas de hard rock e de punk (entre os quais os Voidoids de Richard Hell) até ser convidado por Johnny e Dee Dee Ramone a preencher o lugar deixado vago pelo baterista Tommy Ramone, em 1978. Cinco anos mais tarde abandonaria o posto, alegadamente para se curar do alcoolismo. Voltaria em 1987, para ficar até ao fim da carreira da banda, em 1996.
Marky apresenta hoje em Lisboa, no Santiago Alquimista, o espectáculo «MARKY RAMONE AND FRIENDS - An Evening of Music by the Ramones - 30 Ramones Numbers». Não vai ser a mesma coisa que ver os Ramones, claro, mas será uma boa ocasião para assistir ao vivo um Ramone tocar trinta temas de uma daquelas bandas que mais nos fazia pular quando éramos adolescentes (e não só...)
(E ainda há Vicious Five na primeira parte e Zé Pedro nos pratos!)

Gabba gabba we accept you we accept you one of us
Gabba gabba we accept you we accept you one of us

I dont wanna be a pinhead no more I just met a nurse that I could go for
I dont wanna be a pinhead no more I just met a nurse that I could go for

I dont wanna be a pinhead no more I just met a nurse that I could go for
I dont wanna be a pinhead no more I just met a nurse that I could go for

D-u-m-b
Everyones accusing me

I dont wanna be a pinhead no more I just met a nurse that I could go for
I dont wanna be a pinhead no more I just met a nurse that I could go for

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Canto do cisne para o CBGB

NEW YORK (AP) -- The final chords reverberated off the black, sticker-covered walls of CBGB as the grungy, iconic club toasted the end of its 33-year residence in New York. Rock poet Patti Smith headlined the Sunday night concert, CBGB's last before eviction by its landlord - the Bowery Residents Committee, a homeless advocacy group that owns the property. The club will close Oct. 31. (...)
Smith's final encore was a quiet poem listing many of the musicians who have died in the years since they played CBGB, but perhaps the more fitting send-off came right before it. The band played the punk staple "Gloria," verging back and forth between choruses of "Gloria! G-L-O-R-I-A!" and "Hey ho, let's go!" The crowd shook its fists high for the Ramones' classic - an anthem to CBGB and so much more.

(Toda a notícia no site da Associated Press.)

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

A propósito das cassettes

A propósito do link (ver mais abaixo) para aquele autêntico museu de cassettes e antes que venha daí mais um apelo à nostalgia e "aos bons velhos tempos", acho que é necessário refrear os ânimos e lembrar exactamente o que eram esses tempos da cassette. Inspiro-me numa carta que um leitor da Wire enviou e que foi publicada nesta última edição. A missiva dele vinha justamente responder ao destaque que a revista havia dado, meses antes, a um nostálgico da cassette (já não me recordo se era uma instalação, um livro ou até mesmo uma obra musical editada nesse formato). No meu tempo de adolescente, não era muito o dinheiro que me sobrava da minúscula (mas justa) mesada dos meus pais para comprar discos, fosse em vinilo ou no incipiente CD, pelo que cheguei a acumular para cima de setecentas ou oitocentas cassettes. Daí que me rogo ao direito de ter alguma autoridade para falar do MAU que era o tempo da cassette, por comparação aos dias de hoje. Não tenho essa Wire comigo, neste momento, e repetirei certamente algumas das características que o leitor da Wire enumerou, de uma forma até bastante pungente para quem se famialiriza com essa experiência, e, talvez, acrescentar algumas. Aqui vão elas (quem se lembrar de mais, que acrescente nos comentários):

#1 - Para encontrar a faixa que queríamos, era um pesadelo. Alguns leitores mais inteligentes da última geração vinham já acompanhados de um sistema que identificava as pausas, mas, ainda assim, éramos obrigados a esperar que a fita corresse até ao sítio certo. Que perda de tempo.

#2 - No tempo dos álbuns em vinilo, a duração das cassettes de 90 minutos até possibilitava a gravação de um disco em cada um dos lados, mas quando chegaram os CDs e a duração padrão dos 70 minutos, veio a dor de cabeça de ficar com álbuns cortados entre um lado e outro. Por vezes, a última canção do lado A ficava mesmo cortada, levando-nos posteriormente a irritantes coitus interruptus quando a fossemos ouvir por engano e, de repente, naquele momento empolgante, zás, acaba a fita. Uma gestão mais cuidada do espaço durante a gravação podia evitar este problema, é certo, mas as cassettes nem sempre tinham a mesma duração. Mais ainda: o que fazer com o espaço livre no lado B? A opção, por estes lados, era a de gravar singles, de preferência ligados a esse mesmo álbum, mas nem sempre era fácil fazer essa ligação óbvia. Estas dúvidas chegavam a ser existenciais.

#3 - As cassettes tinham a porra da mania de se gastarem com o tempo. Quantas versões diferentes não tive eu de gravar do primeiro álbum dos Mão Morta ou do "It's Alive" dos Ramones? Desesperante.

#4 - Havia também uma característica que se evidenciava particularmente com o tempo e com o uso dado à cassette que era a alteração drástica que os primeiros minutos da fita sofriam ao nível da equalização sonora. No início da fita, perduravam apenas as frequências graves, como que se durante a primeira faixa, os músicos estivessem a tocar dentro de um aquário. Era assustador.

#5 - Para quem ouvia muita música, havia a garantia que tinha de tomar uma de duas opções: ou renovava o material onde ouvia as cassettes ou tinha que constantemente andar a afinar o parafuso que comandava a cabeça de leitura, com uma chave de fendas minúscula, sem nunca ter a certeza de estar a fazer a afinação mais apurada. De loucos.

#6 - Quantas fitas não ficaram irremediavelmente trituradas no mecanismo do leitor de cassettes? E se por acaso não estávamos lá quando isso acontecia? Apetecia-nos atirar com o leitor à parede.

Continuem, por favor, que eu já estou retro-deprimido...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Notas breves sobre os concertos de ontem

Los Santeros. Começaram bem, os mexicanos do Barreiro. Surf rock nitidamente guacamole. Mas, progressivamente, veio a instalar-se o caos no som trio que não tinha nada mais para apresentar que uma grande desbunda em palco, muitas bocas para o público e pouco rock. Ao fim, não queriam abandonar o palco, o que, levado até às últimas consequências, podia ter-se traduzido num happening digno de se ver.
The Parkinsons. Pensava que era desta, num espaço apropriado como o da ZDB, que ia ver a minha consideração pelos Parkinsons atingir níveis minimamente satisfatórios. Foi, porventura, melhor do que aqueloutro concerto do Garage, tocaram uma versão dos Ramones ("You're Gonna Kill That Girl") e deu para gingar o corpo, mas, ao fim ao cabo, continua tudo a ser muito pouco sofisticado... São infinitamente melhores que os Fonzie, claro, mas este punk chiclete com chispa q.b., mas pouca consistência, acaba por aborrecer. No lugar de baixista tocou um antigo Tédio Boy.

segunda-feira, 25 de outubro de 2004

Covers famosas #4: Surfin' Bird

Autores: Al Frazier, Carl White, John "Sonny" Harris, and Turner "Rocky" Wilson Jr. (The Rivingtons, nos temas "The Bird's the Word" e "Pa Pa Ooh Mow Mow", posteriormente agregados pelos Trashmen)
Ano: 1962
Versões-chave: The Trashmen, The Cramps e The Ramones

Não é seguramente, ao contrário do que acontecia com os temas abordados nas edições anteriores desta rubrica, uma canção reinterpretada por uma imensa panóplia de grupos e artistas. Se aqui se fala dela é pela forma como foi "transformada" pelos Trashmen e, depois, adoptada como uma das mais carismáticas covers de sempre para duas das formações mais carismáticas de sempre que o rock'n'roll deu a nascer, os Cramps e os Ramones.
"Surfin' Bird", habitualmente creditada aos Trashmen, era, na verdade, uma versão criada a partir de dois hits de 1962 dos Rivingtons, "The Bird's the Word" e "Pa Pa Ooh Mow Mow" (os Beach Boys tinham também uma versão desta última). Steve Wahrer, baterista dos Trashmen, grupo de rock'n'rollers adolescentes de Minneapolis, juntaria no ano seguinte os dois temas, reduzindo-os ao mínimo denominador comum e reescrevendo a letra, dando assim forma a um novo sucesso.
Anos depois, dois outros grupos norte-americanos, os Ramones e os Cramps, adoptaram o tema ao ponto de o tornarem quase sempre obrigatório nos seus concertos. Os Ramones fizeram-no em 1977, naquele que será um dos seus melhores álbuns, "Rocket to Russia", ao passo que os Cramps incluiram-na, dois anos mais tarde, num dos seus primeiros discos, o EP "The Gravest Hits". Mas, porventura mais importante que a versão gravada em estúdio, é a maneira como o tema se colou ao reportório ao vivo de ambos os grupos, principalmente no caso do grupo de Lux Interior e Poison Ivy, que passados todos estes anos, continua a encerrar os seus concertos com longuíssimas versões de "Surfin' Bird", que oferecem o pano sonoro de fundo ideal para as derradeiras performances dementes em palco do vocalista. Quem os viu no Campo Pequeno, há anos, sabe bem do que se está a falar.

A-well-a everybody's heard about the bird
B-b-b-bird, bird, bird, b-bird's the word

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

quarta-feira, 16 de junho de 2004

Too tough to die!

Notícia de hoje no Pitchforkmedia.com: Johnny Ramone no hospital, lutando contra um cancro na próstata. Depois de Joey, que morreu de cancro linfático, depois de Dee Dee, que foi levado numa overdose de heroína, mais um Ramone enfrenta o precipício da morte. John Cummings, que o mundo do rock'n'roll conhece como Johnny Ramone, o guitarrista de cabeleira mais lisa do punk nova-iorquino, tem vindo a lutar contra a doença desde há cerco de quatro anos, mas segundo os relatos, perante o avanço sério do cancro, as chances de vitória são cada vez mais reduzidas. Johnny Ramone tem 55 anos e já não é a primeira vez que dá de caras com a morte. Em 1983, numa briga violenta com um elemento de uma outra banda, um pontapé na cabeça provocou-lhe lesões cerebrais que obrigaram a uma cirurgia. Depois de recuperado, os Ramones lançaram o álbum "Too Tough to Die", possivelmente o último grande disco do grupo.
GABBA GABBA HEY, JOHNNY!

quinta-feira, 13 de maio de 2004

Breves palavras escritas à pressa a propósito do "The Blank Generation"

O filme começa bem, com a Patti Smith naquela sempre arrepiante interpretação de "Gloria", do Van Morrison. Nem incomoda muito o facto das imagens não estarem sincronizadas com o som (o mais certo, possivelmente, é provirem de diferentes gravações, registadas em diferentes alturas). Mas aquilo que o espectador incauto pensava que se verificaria apenas naquela aparente introdução com a Patti Smith, acaba por ser um factor mais ou menos incomodativo ao longo de todo o filme. Irrita ouvir o Joey Ramone cantar "Sheena is a Punk Rocker" e vê-lo de boca fechada ou, ao contrário, ver o Tom Verlaine a cantar qualquer coisa que não podemos ouvir. Mais ou menos incomodativo, dizia, porque a determinada altura, somos forçados a esquecer o facto e a tomar contacto com outros pontos de interesse que vamos absorvendo nas imagens ou nos sons. Que o miúdo David Byrne terá sido uma das vozes mais desafinadas a passar pelo CBGB naquela altura. Que os nunca ouvidos Marbles teriam apenas uns 14 ou 15 anos no palco do CBGB. Que a película queimou a meio durante a exibição de ontem e obrigou a um intervalo forçado. Que o John Cale aparece no meio do público, quase como num "cameo", mais para o fim do filme. Que não percebemos na realidade o espaço do CBGB: era pequeno, como parece ser no concerto dos Ramones? Era enorme, como dá a entender o concerto dos Miamis?
O fim do documentário faz jus ao início, deixando no ouvido do espectador os Heartbreakers (Richard Hell com alguns ex-New York Dolls) a tocarem "Blank Generation", tema que mais tarde se tornaria popular nos Voidoids, o grupo que se seguiria na carreira de Hell.

I was sayin let me out of here before I was
even born--it's such a gamble when you get a face
It's fascinatin to observe what the mirror does
but when I dine it's for the wall that I set a place

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

Triangles were fallin at the window as the doctor cursed
He was a cartoon long forsaken by the public eye
The nurse adjusted her garters as I breathed my first
The doctor grabbed my throat and yelled, "God's consolation prize!"

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

To hold the t.v. to my lips, the air so packed with cash
then carry it up flights of stairs and drop it in the vacant lot
To lose my train of thought and fall into your arms' tracks
and watch beneath the eyelids every passing dot

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time

I belong to the blank generation and
I can take it or leave it each time
I belong to the ______ generation but
I can take it or leave it each time top


(A AnAnAnA tem disponível o DVD de "The Blank Generation/Dancing Barefoot". "Dancing Barefoot" é um documentário sobre Ivan Kral, o guitarrista checo ocasional do Patti Smith Group, que também realiza, com a colaboração do incipiente Amos Poe, o "Blank Generation".)

terça-feira, 20 de abril de 2004

Um sonho


Aconteceu uma catástrofe qualquer. Uma guerra? Um cataclismo? Uma bomba nuclear? Não faço ideia. Sei que se gerou um grande tumulto e que todos tínhamos de fugir para Norte (entretanto surgem na minha memória duas versões contraditórias: não me lembro se tínhamos que fugir para Norte de uma ilha, a nado, portanto, ou para a montanha... acho que era mais esta última). Por alguma razão, a minha mulher e o meu filho partiram primeiro e já estariam aí com um dia de avanço. No meu percurso, por alguma outra razão, fui parar a um local que devia ser a zona onde morava, completamente devastada. No chão encontro dois objectos: o meu bloco de apontamentos (apanho-o, com o objectivo de ir escrevendo um diário das aventuras da fuga) e... um LP dos Ramones. Tenho a certeza absoluta que era o primeiro álbum dos Ramones, mas curiosamente não consigo já dizer se era exactamente aquela a capa ou se era antes a do "Marquee Moon", dos Television... De qualquer das formas, a última coisa que me lembro de fazer no sonho é pegar no disco e rasgar o cartão para ficar apenas com a capa, dobrá-lo em quatro, metê-lo no bolso e pensar: "tenho que levar isto para o meu Tomás"... :)