Mostrar mensagens com a etiqueta toumani diabaté. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta toumani diabaté. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de julho de 2015

100 do FMM (até ver), do 21 ao 30


21. WARSAW VILLAGE BAND (Polónia)
Castelo, 29/jul/2004
"Esta foi a primeira vez que os polacos da Warsaw Village Band foram a Sines. Centrados na tradição folk do Norte da Europa, evocativos em parte dos Hedningarna e de outros projectos nórdicos, o grupo teve nesta edição uma actuação explosiva que não encontraria tanto eco assim no regresso ao local do crime, [em 2009]."

22. MOR KARBASI (Israel)
Centro de Artes, 20/jul/2009::vídeo::
"Ao meu lado, uma mulher batia com a mão no peito. Eu sentia os olhos a lacrimejarem. No palco, a israelita Mor Karbasi começava a cantar os primeiros versos de 'Rua do Capelão', de Amália Rodrigues, num português magnífico, com um arrojo vocal de fazer cair os queixos. Foi o momento da noite, será certamente um dos episódios mais notáveis desta edição do FMM, mas o espectáculo da israelita, acompanhada por piano, guitarra eléctrica, baixo e percussão, não se resumiu apenas a tal. Se há noites para a qual a palavra beleza existe é para descrever tanto Mor Karbasi como o seu espectáculo."

23. BARBEZ (EUA)
Castelo, 19/jul/2013::vídeo::
"É, pessoalmente, uma sensação forte esta de ter um coletivo como os Barbez, da vanguarda nova-iorquina, num festival como este. Diz muito sobre o que é esta festa. Os Barbez, esses, dão-se também lindamente com esse espírito. Uma vez mais, trouxeram ao palco um arranjo caleidoscópico de frases médio-orientais, de folclore do leste da Europa, de drones (os musicais, não os dos EUA) e outros arrepiamentos rock, de canções de revolta como a magnífica versão de "Bella Ciao". Fizeram ainda encore com uma versão dos Residents (e parecia que não podia ser mais natural a invocação). "

24. TOUMANI DIABATÉ (Mali)
Castelo, 27/jul/2006::vídeo::

25. KTU (Finlândia / EUA)
Castelo, 30/jul/2005::vídeo::

26. MARC RIBOT & THE YOUNG PHILADELPHIANS (EUA)
Castelo, 29/jul/2005
"(…) nómada da música (das músicas), doutor da guitarra (das guitarras). Neste FMM, só os KTU de Kimmo Pohjonen [e Amadou & Mariam] o ultrapassaram na lista de preferências."

27. SEPTETO ROBERTO JUAN RODRIGUEZ (Cuba)
Castelo, 31/jul/2004
"A maior surpresa do festival, aqui para o tasco, foi Roberto Juan Rodriguez. Klezmer, muito klezmer, irrepreensivelmente tocado, com os timbalões de Rodriguez a evocar os ritmos da sua terra natal, Cuba. E Rodriguez é mesmo um colosso na bateria, algo que ficou por demais evidente no encore final. As muralhas do castelo de Sines não ruiram por pouco."

28. GAITEIROS DE LISBOA (Portugal)
Castelo, 27/jul/2006
"Vi os Gaiteiros o mais que pude nos anos 90. Depois, o grupo deixou de ter uma presença habitual nos palcos, na mesma medida que se levantaram complicações às edições de novos trabalhos. O espectáculo no Castelo de Sines serviu de reencontro com o que continuo a achar ser o que melhor aconteceu à música portuguesa nos tempos recentes. E não falo apenas no ghetto das tradicionais, porque reduzir os Gaiteiros a tal é nunca ter compreendido aquilo que eles fazem."

29. SHIBUSA SHIRAZU ORCHESTRA (Japão)
Castelo, 26/jul/2013::vídeo::
"Mais de 30 japoneses em palco, uma orquestra psicadélica, um maestro que bebe cerveja e fuma, uma personagem na frente que parece o Kratos do God of War e outros mimos que lhe sucedem, duas bailarinas que passam o espetáculo inteiro a fazer coreografias com bananas de plástico, um tipo a pintar um dragão-largarto-golfinho numa tela branca que vai subindo com o andar da noite, uma medusa gigantesca que aparece mais para o fim e flutua sobre o castelo. É isto um teatro japonês, um noh, um kabuki? Se ignorarmos algumas pequenas incursões fáceis pelas ondas balcãs-ska, serão os Pink Floyd e os Gong de olhos rasgados a triparem numa comuna teatral? Incrível."

30. GOGOL BORDELLO (EUA / Ucrânia)
Castelo, 28/jul/2007::vídeo::
"Sábado à noite, a gogolândia instalou-se no Castelo. Não foi preciso muito para que aqueles milhares de pessoas começassem a suar abundamente aos pulos com que acompanhavam a música. Continuo a achar os Gogol Bordello demasiado azeiteiros, da voz a alguns padrões rítmicos muito semelhantes ao nosso 'pimba', continuo a achar que estão muito longe de serem uma versão balcânica dos Pogues ou dos Ukrainians (porque estes sabiam tocar a sério e sem puxar alarvemente pelo lado "cheesy" da coisa), mas, porra, incendiaram o castelo (calhou-lhes bem o tradicional fogo de artifício do FMM). Fizeram aquilo que era pedido para terminar os concertos no castelo: uma enorme festarola."

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A música como a grande celebridade africana

A revista Forbes, que também tem um apreço especial (doentio, talvez) pela produção de listas, convidou os seus leitores a escolherem as 40 celebridades mais poderosas de África. A lista está compilada e pode ser consultada em detalhe neste sítio, com fotografias e biografias curtas de cada um dos eleitos. Em 40 posições, cinco pertencem a escritores (com destaque para o primeiro lugar do nigeriano Chinua Achebe), duas para futebolistas e... 27 para músicos. 27 em 40.
(Obrigado, Luís Rei, pela dica.)

1. Chinua Achebe, 80 anos, Nigéria, Letras
2. Youssou N'dour, 51, Senegal, Música
3. Didier Drogba, 33, Costa de Marfim, Futebol
4. Angelique Kidjo, 51, Benin, Música
5. Akon, 38, Senegal, Música
6. Wole Soyinka, 77, Nigéria, Letras (teatro)
7. Salif Keita, 62, Mali, Música
8. Yvonne Chaka Chaka, 46, África do Sul, Música
9. Oumou Sangaré, 43, Mali, Música
10. Femi Kuti, 49, Nigéria, Música
11. Toumani Diabaté, Mali, Música
12. Oliver Mtukudzi, 59, Zimbabué, Música
13. Haile Gebrselassie, 38, Etiópia, Atletismo
14. Khaled Hadj Ibrahim, 51, Argélia, Música
15. Samuel Eto'o, 30, Camarões, Futebol
16. Alek Wek, 34, Sudão, Moda
17. Liya Kebede, 33, Etiópia, Moda
18. Dobet Gnahoré, 29, Costa de Marfim, Música
19. Genevieve Nnaji, 32, Nigéria, Cinema
20. Koffi Olomidé, 55, Congo-Kinshasa, Música
21. Neill Blomkamp, 32, África do Sul, Cinema
22. Souad Massi, 39, Argélia, Música
23. Baaba Maal, 58, Senegal, Música
24. Hugh Masekela, 72, África do Sul, Música
25. K'Naan, 33, Somália, Música
26. Amadou and Mariam, Mali, Música
27. Awilo Longomba, Congo-Kinshasa, Música
28. Eric Wainaina, 38, Quénia, Música
29. Binyavanga Wainaina, 40, Quénia, Letras
30. Ngugi Wa Thiongo, 73, Quénia, Letras
31. Freshlyground, África do Sul, Música
32. Chimamanda Adichie, 34, Nigéria, Letras
33. Rokia Traoré, 37, Mali, Música
34. Tuface Idibia, 36, Nigéria, Música
35. P-Square, 29, Nigéria, Música
36. Don Jazzy, 30, Nigéria, Música
37. D'Banj, 31, Nigéria, Música
38. Neka, 31, Nigéria, Música
39. Asa, 29, Nigéria, Música
40. Patricia Amira, 33, Quénia, Televisão


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #96-100

96. L'ENFANCE ROUGE @ FMM SINES
22 de Julho de 2009
É por isto que eu gosto do FMM. Abertura na programação, para pessoas com mentes abertas, passe a tentativa de recorrer a um slogan gasto. Junto à praia, num festival que muitos ainda pensam tratar-se daquela coisa fechada da world music, que em tempos marcou tudo o que era evento do género por cá, apareciam uns franceses contagiados pela raiva sónica dos Sonic Youth, dos Shellac ou dos This Heat, com algum sabor magrebino.

97. LIGHTNING BOLT @ PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO LARGO CAMÕES
23 de Novembro de 2008
Por falar em sítios estranhos para os To Rococo Rot tocarem, o parque de estacionamento não ajudou a que as más profecias de abalo estrutural e tragédia humana resultante do terrorismo sonoro dos Bolt se cumprisse, mas, da parte deste que vos escreve, chegou-se a sentir falta de oxigénio (e o tinittus nos ouvidos por vários dias). Foi um concerto para se sentir e não para se ver (a não ser para quem estivesse na primeira fila que rodeava o combo do ruído). Destaco este relativamente a outro espectáculo a que assisti em 2009, no Primavera Sound, onde o duo tocou, imagine-se, em palco, e em que o som estava muito abaixo do desejável.

98. TOUMANI DIABATÉ @ CCB
2 de Agosto de 2008
Das várias vezes que o maliano e "dieu de la kora" Toumani Diabaté por cá passou e eu estive lá a assistir, destaco este, não só porque terá sido aquele que a tranquilidade do evento me permitiu desfrutar quase em pleno do seu génio, particularmente visível no álbum que trazia consigo nesta altura ("The Mandé Variations"), como também guardo para mim o registo de ter sido o primeiro concerto a sério na vida do meu filho. E, ainda por cima, gostou e lembra-se dele sempre que vê um africano a pegar numa kora. (Já agora, uma das regras desta listagem dos 100 melhores concertos da década prende-se com a não repetição de nomes, mesmo quando até se justificasse incluir mais do que um concerto).

99. TO ROCOCO ROT @ ESTAÇÃO BAIXA-CHIADO
16 de Janeiro de 2004
Mas quem é que se lembrou de fazer um concerto na longa descida de escadas-rolantes da estação de Metro da Baixa-Chiado? Também por isso destaco esta actuação deles, quatro anos depois da participação no Número Festival, numa magnífica estrutura montada ao início do Parque Eduardo VII ("estes portugueses só nos arranjam concertos em sítios estranhos", pensarão ainda hoje os alemães).

100. IGGY & THE STOOGES @ SBSR
29 de Maio de 2005
Formação original quase completa, já que o irrequieto Mike Watt tomava conta do baixo de Dave Alexander (falecido em 2003), mas onde não faltou o saxofonista Steve Mackay (já no início do presente ano, outra baixa viria a acontecer nos Stooges regressados, com a morte do guitarrista Ron Asheton). Houve direito a "I Wanna Be Your Dog" e muitos outros hits, pela voz de um Iggy Pop endiabrado como sempre.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Toumani Diabaté de volta

Estava ontem anunciado na bilheteira do São Jorge: concerto de Toumani Diabaté, dia 30 deste mês, naquela sala.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Álbuns do 08 (lista dos leitores)



1. "The Mandé Variations", Toumani Diabaté
2. "Fleet Foxes", Fleet Foxes
3. "Third", Portishead
4. "For Emma, Forever Ago", Bon Iver
5. "Saint Dymphna", Gang Gang Dance
6. "Vampire Weekend", Vampire Weekend
7. "Alopecia", Why?
8. "You & Me", The Walkmen
9. "O Amor Dá-me Tesão / Não Fui Eu que Estraguei", Foge Foge Bandido
10. "London Zoo", The Bug

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Álbuns do 08 (lista da gerência)



1. "The Mandé Variations", Toumani Diabaté (Nonesuch)
2. "Saynt Dymphna", Gang Gang Dance (The Social Registry)
3. "Third", Portishead (Island)
4. "Vampire Weekend", Vampire Weekend (XL)
5. "Tchamantché", Rokia Traoré (Nonesuch)
6. "Devotion", Beach House
7. "Fleet Foxes", Fleet Foxes (Sub Pop)
8. "For Emma, Forever Ago", Bon Iver (Jagjaguwar)
9. "Alopecia", Why? (Anticon)
10. "Lie Down in the Light", Bonnie "Prince" Billy (Drag City)

(Reserva-se a asfixiante sensação de que esta lista podia ser completamente diferente se fosse feita em outro dia...)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Canções do 08. Nº 4



"ELYNE ROAD", TOUMANI DIABATE
(de "Mande Variations", Nonesuch)

Continuamos pelo Mali, agora com uma composição repleta em partes iguais de tristeza e de beleza, e saída dos dedos mágicos de Toumani Diabaté, "le dieu de la kora", como lhe chamava Ali Farka Touré. Pode ser escutada em "Mande Variations", uma das obras maiores deste ano, sem grandes artifícios: é apenas um músico enorme e o instrumento através do qual se exprime como ninguém.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Plurais

Plural um. Na RTP, a jornalista destacada para o Sudoeste reporta que "antes da Björk, tocaram os... Tounami [assim mesmo, Tounami] Diabaté".
Plural dois. Logo a seguir mudo para a SIC Radical, cuja sinopse do programa que supostamente devia estar a ser transmitido neste momento reza assim: "Transmissão do concerto dos Rita Red Shoes (...)".

E confirmou-se

O Toumani Diabaté juntou-se a Björk, como se esperava, ontem à noite, na Zambujeira, como diz a Susana ali mais abaixo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O primeiro concerto

No passado sábado, levei o meu filho de quatro anos ao CCB para vermos o Toumani Diabaté, naquilo que acredito ter sido o seu primeiro concerto. Foi, pelo menos, o primeiro concerto a sério a que fomos os dois. Já tinha estado com ele em sound-checks de Mão Morta, em momentos de pequenas apresentações de rua, em festas com música, etc., mas aquele terá sido, em rigor, o seu primeiro concerto. O DD até brincou e disse para desde logo começar ali a escrever a sua lista de concertos, trabalho que o meu filho me agradeceria mais tarde. Mas adiante. Para quem, desde cedo, habituou-se a apanhar de ouvido as melodias e as letras de tudo o que ouvia na televisão ou na aparelhagem, acredito que a experiência de ver e ouvir uns senhores africanos trajados com vestes coloridas ("eles estão vestidos de quê, papá?"), a tocarem instrumentos tradicionais e a cantarem numa língua pouco reproduzível, não terá reproduzido um impacto exactamente instantâneo ("ainda falta muito para acabar?").
Isso foi nesse dia, nesse momento. É que a maior piada de tudo isto surge sempre que o meu filho vê uma imagem de um palco ou tão só a fotografia do Toumani Diabaté, como a que encabeça actualmente o blogue, e diz, com os olhos a sorrir, "eu estive ali!". Não é esse brilho nos olhos que a maior parte de nós, adultos inveterados em plateias, sentimos quando alguma coisa nos faz lembrar de um concerto que assistimos e nos marcou? Não é essa a magia perdurante dos espectáculos ao vivo?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Fora de Si

No âmbito do programa "Fora de Si", o CCB vai trazer durante o próximo fim-de-semana um naipe excepcional de artistas das músicas do mundo. Ainda por cima, em regime de entrada livre ou a preços bastante convidativos.

Dia 1 de Agosto
Tony Allen (Nigéria)
Grande Auditório, 22h, €5

Dia 2 de Agosto
Toumani Diabaté (Mali)
Praça do Museu, 22h, entrada livre

Dia 3 de Agosto
Rabih Abouh-Khalil com Ricardo Ribeiro (Líbano/Portugal)
Praça do Museu, 19h, entrada livre
Eliades Ochoa (Cuba)
Grande Auditório, 22h, €5

terça-feira, 1 de julho de 2008

Brancos a tocarem música de pretos?

O meu bom amigo Carlos mandou-me este artigo do Alex Minoff, dos Extra Golden (e dos Weird War, dos Golden, dos Make-up e, uff, dos Six Finger Sattelite), colectivo americano-queniano que se encontra actualmente em Portugal, prevendo-se para amanhã noite de arromba na ZDB, alguns dias depois do espectáculo oferecido ao público do Mestiço, na Casa da Música. No artigo, Minoff aborda, não só no caso dos Extra Golden como num contexo mais global, a questão da autenticidade, da mistura da música africana com o rock, dos Toubab Krewe (grupo de música africana composto por americanos, a não perder na edição deste ano do FMM), das inovações dos Konono no.1, enfim, de mestiçagens e de racismos. O texto foi originalmente publicado na revista MungBeing (cujo site se encontra, aparentemente, inacessível). Já agora, parte disto faz-me lembrar a magnífica citação do compositor Gustav Mahler que o camarada António Pires tem no seu Raízes & Antenas: "A tradição é a transmissão do fogo e não a veneração das cinzas".

Extra Golden is a musical group consisting of two Americans (myself and Ian Eagleson) and two Kenyans (Opiyo Bilongo and Onyango Wuod Omari). The story of our formation is well-documented in other places, so I won't go into it here. The issue of how four musicians from such disparate economic and cultural backgrounds are able to create sounds sympathetic to each other's ears doesn't matter now. Instead, what I hope to address are the questions of Authenticity that relate to Extra Golden and our audience, as well as the general presentation of, and critical approach to, African music.

One of the most frequent questions asked of me is: "How do Africans react when they see a couple of white guys up on stage playing African music?" This is really just a coded way of asking, "Do they think you're fake or do they accept you as one of them?"

When I'm asked this question I usually explain that, at first, the Kenyans in the audience express a friendly disbelief, a sort of "I gotta see this!" mentality. But, after a few moments, any skepticism disappears, and they quickly revert to what they are there to do in the first place - have fun. That, of course, is the goal of the band. However, it is also the goal of the audience, which is why you'll never find a patron at a Kenyan bar watching the band from a distance with their arms folded, scratching their chin.

But there is more to this question than meets the ear. To a lot of people, nothing oozes Authenticity more than a couple of poor, African musicians ("These guys are the real deal, man!"). There is a subtle racism at work here, presupposing some sort of initiation into a mystical cult of Africanness, which would explain why I've never been asked, "How do Americans react when they see a couple of Africans playing rock music?"

Questions of Authenticity also arise when it comes to language. On our upcoming record, Hera Ma Nono, all four members of Extra Golden sing in English, Luo and Swahili. This raises all sorts of red flags with studious, world music types, and a recent review of a group called Toubab Krewe illuminates this point.

Toubab Krewe is a quintet from North Carolina who perform songs from the West African repertoire, incorporating the indigenous instruments of the region (kora, kamelengoni, etc.). They honed these difficult skills through various trips to Mali, Guinea and the Ivory Coast. This hard work is not lost on the critic, who compliments the group for the results of their travails. However, an interesting comment is added at the end of the review:

"The decision to include no singing on the album was both brave and wise. When Americans add English lyrics to African music, or sing in African languages, a line is crossed and a whole new set of compromises must be breached."

I am wondering about this. Earlier, the critic notes that Toubab Krewe, "have made this music their own with inventive, natural sounding arrangements that never lag or fall back on clichés." What is it about singing that would make Toubab Krewe's efforts inauthentic? The irony, of course, is that this group is performing using the instruments and songs of cultures far removed from their own.

It would be easy for a cynic to label them inauthentic without ever hearing a note. Yet, to this critic, the line between authenticity and inauthenticity is a lyrical one. What is it about the voice that makes it sonically more expressive than a guitar or kamelengoni? More important than a drum?

In Extra Golden, everybody sings together because we are a team. Sound is the most important thing, and everybody knows a chorus sounds better with four voices rather than two, no matter what language it is - it is called a chorus after all! (A quick sidenote: English happens to be an official language, not only of Kenya, but of such world music titans as Nigeria and Ghana, too.) To me, only allowing vocals to be sung by native speakers would be the real "compromise". Would it be a problem for me to sing in French? Probably not. This point of view is consistent with the one that exoticizes the African musician as possessing some form of inherent purity or Authenticity, ignoring the fact that most would put a bagpipe solo on their record in exchange for a new set of guitar strings!

So, does Extra Golden stand any real chance of being considered "authentic"? Well, if the above sentiments are any indication, then the answer would have to be a resounding "NO". Of course, these assumptions, and what they imply, would mean that nothing really could be. Too often, Authenticity is really just a synonym for cultural ignorance or misunderstanding. Fodeba Keita, who almost single-handedly modernized (inauthenticated?) Guinean music in the 1950s and 1960s, asked:

"How often do we hear the word authentic used here, there, and everywhere to describe folkloric performances? Come to the point! Authentic compared to what? To a more or less false idea which one has conceived about the sensational primitiveness of Africa?"

In coveting what is essentially a colonialist's concept of foreign cultures, Authenticity discourages innovation. In its place is a preference for stasis or genre music. Even though Africa contains thousands of cultures, each with their own unique traditions, it is much easier to understand a continent of aural oddities populated with half-naked men creating rhythmic cacophony. In fact, when I explain to people that I play with African musicians, the typical response is: "So you guys have a bunch of drums?"

Lost in all of these discussions are the musicians themselves. I can confidently say that, for the African half of Extra Golden, music is a true passion - however, it is also a job. This point cannot be emphasized enough, especially as it is ultimately the determining factor behind most decisions. Authenticity can be a diverting topic for scholars to kick about, but for the working African musician economics will usually defeat academics.

No finer example of economics factoring into the lives of African musicians (only to be misunderstood by Western critics) exists than the Congolese group Konono No. 1. Founded almost 30 years ago, Konono play a form of traditional Bazombo music that features several likembes (thumb pianos). In order to compete with the urban noise pollution of Kinshasa, the group devised their own collection of microphones and amplifiers built from spare auto parts and the like. This helped create a unique sound but also, more importantly, kept the group working feverishly. It also allowed the band to gain exposure in Europe, where their inventiveness earned them the dubious classification of "Afro-punk". While it has undoubtedly done wonders for the group's wallets, this odious appellation is condescending and confused, representative of commercial considerations and unrealistic expectations.

If a rock group from Atlanta or Amsterdam built their own amplification system, as Konono did, then they might be acting in the DIY spirit often equated with the "punk" movement. This implies a choice. Could they have opted for a complete backline of vintage Fender tube amplifiers? Yes, but they made a conscious decision about their own identity by going against the perceived mainstream. Many Western groups define themselves through decisions like this, their music a decorative afterthought. Konono, like most African groups, did not have the luxury of this kind of fashionable declaration. For them, the choice was get louder or lose business. Konono did what they had to do, and Western critics have placed them at the forefront of a punk/industrial/trance/experimental/electronica movement for it. Won't they be surprised!?!

Before I conclude, I must mention something that has been playing around in my head ever since I started contemplating the Authenticity issue. Almost a decade before they became the Hollywood cocaine consorts of Stevie Nicks and Lindsey Buckingham, Fleetwood Mac were a rocking, British band led by the incomparable Peter Green. They specialized in faithful renditions of the blues, exactly the sort of formulaic genre music that proponents of Authenticity tend to champion. Of course, until the sixties, blues had generally been the exclusive domain of African-American musicians. In this writer's opinion, Fleetwood Mac's first couple of records stand as some of the finest recordings of blues music of the decade - from either side of the Atlantic. While the idea of "British Blues" has always ruffled the feathers of true blues purists, anyone who has spent January in Birmingham (Midlands, not Alabama) can surely sympathize.

Somewhere around 1968, Peter Green seemed to decide that a purely blues template was becoming a bit limiting. He started to incorporate elements of pop, rock and even African music into the group's work, culminating in one of the greatest albums of the decade, 1969's Then Play On. Hints of Green's boredom with the blues could be found on the single "Albatross", an astonishingly beautiful instrumental paean to the ambient resplendence of the guitar, released a mere eight months before what would be his last LP as a member of the group. The song was a huge success in England reaching #1 on the charts in February of that year.

Why do I mention all of this? On Samba Gaye, his 1997 collaboration with wife Djanka, Guinean guitarist Sekou Diabate Bembeya recorded his own version of Peter Green's "Albatross". While most critics reviled it as "tasteless" and "inauthentic", one could imagine Diamond Fingers (one of the many sobriquets Diabate's sparkling guitar work has earned him over the years) revelling in it, perhaps eliciting one of his trademark laughs that pepper the album. You see, Mr. Diabate gets it. The question shouldn't be is it Authentic, but, rather, is it good?

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Meio 2008

O fim do primeiro semestre de 2008 aproxima-se e, claro, está mesmo a pedir uma lista de discos. São dezasseis e representam o que mais se ouviu e o que mais se gostou por estas bandas. Há uma pequena batota no caso dos Vampire Weekend e do El Guincho, cujos discos são do final de 2007, mas não façam caso. Os melhores entre os melhores, primus inter pares, la crème de la crème, estão marcados a bold.



Bon Iver - For Emma, Forever Ago (Jagjaguwar)

Bonnie "Prince" Billy - Lie Down in the Light (Drag City)

The Fall - Imperial Wax Solvent (Sanctuary)

Fuck Buttons - Street Horrsing (ATP)

El Guincho - Alegranza (Discoteca Océano)

Mão Morta - Maldoror (Cobra Discos)

Nick Cave and the Bad Seeds - Dig, Lazarus, Dig!!! (Anti-)

No Age - Nouns (Sub Pop)

Portishead - Third (Mercury)


R.E.M. - Accelerate (Warner)

Silver Jews - Lookout Mountain, Lookout Sea (Drag City)

Stephen Malkmus & The Jicks- Real Emotional Trash (Matador)

Times New Viking - Rip it Off (Matador)

Toumani Diabaté - The Mande Variations (Nonesuch)

Vampire Weekend - Vampire Weekend (XL)

Why? - Alopecia (Anticon)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Esse Maio, maldito Maio, que aí vem

Heavy Trash (1 - MusicBox; 2 - TAGV; 3 - Plano B)
Rockabilly nas guitarras de Jon Spencer (da Jon Spencer Blues Explosion) e Matt Verta-Ray (ex-Madder Rose, ex-Speedball Baby).

Einstürzende Neubauten (3 - Casa da Música; 4 - Aula Magna)
A brigada de demolição Bargeld & Irmãos regressa, agora com um novo álbum, Alles Wieder Offen. Nem que o concerto tivesse metade da intensidade do último (no CCB), já seria uma experiência absolutamente imperdível. Ainda há muitos bilhetes... Como é que é possível?

Mão Morta "Maldoror" (3 - Theatro Circo)
O adeus definitivo a "Maldoror", que a casa retorna. Depois da estreia, naquele mesmo espaço, há cerca de um ano, "Maldoror" percorreu o país, para agora chegar ao fim. A partir daqui, vai ser sempre... "Foste? Sim? Foi tão bom, não foi? Não foste? Não sabes o que perdeste!".

Diamanda Galás (6 - Theatro Circo; 8 - Casa da Música; 10 - Aula Magna)
A senhora Galás apresenta-se com o espectáculo "Guilty Guilty Guilty", onde no qual abre o seu palco de horrores a composições tornadas populares por Johnny Cash, Edith Piaf e outras vozes.

The National (11 - Aula Magna)
Eles gostaram do nosso país e só este ano vêm cá por três vezes. Ou nós é que gostámos deles e queremos que por cá dêem um salto sempre que vierem visitar os primos na Europa. Este espectáculo na Aula Magna foi literalmente comprado por uma marca de comunicações e já está "esgotado" (com muitas aspas) há muito tempo. Por falar nisso, alguém arranja um bilhetinho?

James Blackshaw & Josef van Wissem (11 - ZDB)
Conheci o Jim quando a amorosa Josephine Foster o trouxe consigo na primeira série de concertos (promovidos aqui pelo tasco) que realizou por cá. Miúdo de poucas falas, deixou toda a gente extasiada com a forma como dedilhava a guitarra de doze cordas.


John Cale (16 - Casa das Artes de Famalicão; 17 - Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre)
A descentralização, a descentralização. Uma figura destas vem a Famalicão e a Portalegre. Nada de Lisboa ou Porto. É bonito!

Negativland (17 - LX Factory)
Alguém me corrija, mas não será esta a primeira vez que os veteranos do corte e colagem vêm ao nosso país, não? O concerto está previsto para o LX Factory, o nome eventualmente provisório de um espaço novo para os lados de Alcântara.

Kronos Quartet (20 - CCB)
Igualmente veteranos, mas já mais vistos por cá, o quarteto de cordas volta com um programa constituído por composições de JG Thirwell (dito Foetus), Rokia Traoré (na companhia da própria), Amon Tobin e John Zorn, entre outros.

Animal Collective (26 - Cinema Batalha; 29 - Lux)
Depois da inesquecível viagem de cacilheiro até à margem sul, o colectivo zoológico traz agora novos pretextos para fazer abanar alma e corpo. Traz também Bradford James Cox, o vocalista dos Deerhunter, no seu projecto Atlas Sound, para as primeiras partes.

Boris (26 - Porto-Rio; 27 - ZDB LX Factory)
Vão ser as noites dos amplificadores. Drones e heavy metal pelas mãos dos japoneses Boris. Nas primeiras partes outros adoradores de amplificadores, os norte-americanos Growing. Vai ser imperdível mas... é aconselhável levar tampões, pela vosse saúde auditiva (sem qualquer tom pejorativo, leia-se).

Cat Power (26 - Coliseu dos Recreios; 28 - Coliseu do Porto)
Mais uma visita da menina Marshall. Agora com direito a coliseus e tudo.

CocoRosie (26 - TAGV)
As manas Casady também estão de volta, agora com passagem por Coimbra.

Toumani Diabaté (28 - Casa da Música; 31 - Culturgest)
Ninguém fez tanto pela kora, guitarra da África Ocidental, nos últimos tempos. O mestre já não é uma cara estranha por cá e até podia cá vir com maior frequência, que a gente não se importa.

Young Marble Giants (30 - Casa da Música)
Reverenciados por muitos ao longo de quase três décadas (eu confesso, correndo o risco de ser agredido: sempre me passaram ao lado), reuniram-se e voltaram aos palcos. E ali estão eles na Casa da Música.

Vampire Weekend (30 - Casa da Música)
No mesmo dia e também na Casa da Música, uma das propostas mais interessantes vindas da pop americana. (Alguém arranja bilhete para estes, também, faxavor?)

É um mês tramado. E nem sequer falei da digressão pelo país dos Irmãos Verdades, entretanto regressados.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Mestre Diabaté no Avante!

O Luís Rei chama a atenção para o facto nas suas Crónicas da Terra: Toumani Diabaté, o grande mestre da kora, vai regressar a Portugal, para um concerto integrado na programação da próxima festa do Avante!. Depois de duas magníficas passagens pelo país, uma na companhia de Ali Farka Touré, em Lisboa, outra para um espectáculo em nome próprio no FMM 2006, o músico do Mali tem assim uma nova oportunidade para expor as virtudes da sua interpretação daquele instrumento de cordas. Mas há mais! Há os ciganos da Fanfare Ciocarlia, acompanhados por alguns dos convidados que trouxeram variedade ao mais recente álbum; há Levellers (!!!); há uma homenagem a Zeca Afonso com Cristina Branco, Couple Cofee e Jacinta; há Carlos Bica Azul Trio... Há muito mais. Parece que este ano a festa vai ser mesmo em grande!

sábado, 30 de junho de 2007

Ainda Ali Farka Touré e o Mali

Há alturas em que o olhar, o escutar, o sentir, todas as nossas atenções se dispersam. E isso é bom. Há outros momentos, porém, em que todas essas atenções são dirigidas para um único foco, como um raio laser que concentra energia. E isso é bom, também, mas pode ser perigoso. Uns chamam-lhe teimosia, obsessão, obstinação, pancada, distúrbio maníaco-compulsivo, e por aí adiante. Outros chamam-lhe somente amor.

Há dois discos que têm tocado muito por aqui: "Segu", de Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba, e o álbum homónimo de Vieux Farka Touré. O que há aqui em comum? Mali e Ali Farka Touré.

O primeiro, Bassekou Kouyaté, esteve na banda que Ali Farka trouxe a Lisboa há dois anos, na primeira edição do África Festival, realizada no Anfiteatro Keil do Amaral. É considerado o melhor intérprete da ngoni, uma guitarra tradicional maliana, que ontem foi também o foco das atenções no grupo com que Bassekou se apresentou, em Belém, para mais uma edição do "África".

O segundo, filho de Ali Farka, começou nas percussões, mas o pai, conhecendo este as dificuldades de uma profissão de músico, proibiu-o de seguir essa paixão. Ali Farka queria-o na carreira militar, mas Vieux Farka não desistiu da música e passou a tocar guitarra às escondidas do seu progenitor. Toumani Diabaté, o grande mestre da kora e discípulo de Ali Farka (com o qual também tocou no mítico concerto do anfiteatro Keil do Amaral), reconheceu as capacidades de Vieux e intercedeu junto do pai deste. Com Diabaté a servir de tutor, veio a autorização. Veio depois a gravação deste álbum de estreia, onde participam Diabaté e o próprio Ali Farka, num claro sinal de passagem de testemunho.

Tal como nos blues do delta do Mississipi, estes blues das margens do Níger, prováveis parentes ancestrais daqueles, usam as repetições e as pentatónicas para chegar a uma mesma expressão intrinsecamente genuína e orgânica, que faz dançar o corpo e a mente (e não é raro que esta sue mais que o primeiro), que faz chorar e rasgar um sorriso ao mesmo tempo, que faz sentir algo que não conseguimos explicar a alguém que não oiça música. Como aquele momento do concerto de ontem de Bassekou Kouyaté, num tema bastante calmo dedicado especialmente à memória de Ali Farka Touré.

No próximo Inverno, vou a Bamako, Niafunké e, se tudo correr bem, a Timbuktu, para o festival do deserto. Seja por teimosia ou por amor (se é que um não é causa para o efeito do outro e vice-versa).

myspace.com/bassekoukouyate
myspace.com/vieuxfarkatoure

segunda-feira, 31 de julho de 2006

O rescaldo possível

Foi uma semana louca, incrível, inesquecível. Os concertos, a convivência com os amigos, o clima de festa permanente... Ao último som do FMM, quando já eram quase oito horas da manhã de domingo, uma rapariga dizia para outra que aquele era o melhor festival do país; perto dela, os outros resistentes pediam por mais e, pouco depois, o meu amigo PL, quarenta anos feitos de muitos concertos e rock'n'róis, dizia-me que este tinha sido o maior festival de sempre a que ele tinha ido. Para mim também. E lembro-me daquele texto laudatório ao festival, no Notícias de Sines, que às tantas dizia, certamente por inadvertência, uma coisa como estas: "a world music não consegue ter a energia do rock". Pois não. O FMM mostrou que ela ainda pode é produzir mais força junto até dos mais incréus...

Seguem-se alguns comentários soltos, breves e sem grandes explicações ou justificações desta semana que passou. Ainda não tenho net por casa, nem muito tempo para estar aqui, frente a um computador...

1. Concertos preferidos:
1) Trilok Gurtu & The Misra Brothers
2) Seun Kuti & Egypt 80
3) Gaiteiros de Lisboa
4) Toumani Diabaté & Symmetric Orchestra
5) Cordel do Fogo Encantado

2. Grandes surpresas: K'Naan e Mariem Hassan.

3. A desilusão: Tony Allen (embora haja quem me diga que ele tenha estado às 7 da manhã a tocar com os friques do djembé... não é qualquer um, ainda por cima com a sua idade e o seu estatuto, que alinha numa coisa destas...)

4. Coisas que não vi e gostaria muito de ter visto: Boris Kovac, Mayra Andrade e Actores Alidos (diziam-me, por lá, que estes deram uma das maiores actuações do festival).

5. Gente, gente, gente. O FMM é um fenómeno cada vez mais popular. 50 mil espectadores-descobridores, como lhes chama a organização, é o número deste ano. Na última noite, quando o Bailarico Sofisticado estava a passar discos, vi a avenida da Praia de uma forma como nunca tinha visto. Até onde conseguia vislumbrar (uns 500 metros?), havia magotes intermináveis de gente, a dançarem, a pularem, a fazerem a festa.

6. Queria também agradecer a todos os amigos com quem partilhei esta magnífica semana (Bruno, Pedro, Pedro, Nuno, António, Dário, Petra, Neusa, Vítor, Jorge, João, Cristina, Rita, Gonçalo, Cristiano, Ana, Luís, Tânia, Pedro, Ana, e... porra, vocês eram tantos que me vou esquecer de algum, com certeza). O meu FMM também foi assim tão bom por vossa culpa, naturalmente. O mesmo agradecimento vai para para a Câmara de Sines e para a equipa de produção (Carlos, Carmen, Massimo, Mário, a malta do Estádio, etc.)

7. Já agora, se tiverem fotografias do festival, enviem-mas, que farei por publicá-las aqui, quando voltar a um computador, para a semana que vem. A que aqui aparece, com o Trilok Gurtu, pertence à Câmara de Sines e é da autoria do meu amigo Cameraman Metálico, também conhecido por António Melão.

8. Faltam trezentos e cinquenta e tal dias para o próximo FMM.

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

As listas da gerência (CONCERTOS)

Os 100 concertos do ano:

1. 12 abr - EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN @ ccb

2. 30 jul - KTU @ fmm sines

3. 20 out - ANIMAL COLLECTIVE @ cacilhas, antigo clube naval

4. 11 jul - SHARON JONES AND THE DAP KINGS @ santiago alquimista

5. 29 jul - MARC RIBOT & THE YOUNG PHILADELPHIANS @ fmm sines

6. 27 jul - POP DELL'ARTE @ forum lisboa

7. 28 jul - AMADOU & MARIAM @ fmm sines

8. 22 jul - ALI FARKA TOURÉ (& TOUMANI DIABATÉ) @ anf. keil do amaral

9. 21 jul - CAVEIRA @ zdb

10. 7 out - DURAN DURAN DURAN @ zdb

11. 24 jun - wolf eyes @ zdb
12. 4 jun - giant sand @ santiago alquimista
13. 29 mai - stooges @ sbsr
14. 25 dez - the legendary tigerman @ lisboa, zdb
15. 26 set - (smog) @ clube lua
16. 23 jun - hurtmold @ zdb
17. 7 dez - the hospitals @ lisboa, zdb
18. 3 fev - panda bear @ zdb
19. 5 fev - loosers @ padaria
20. 26 mar - james blackshaw @ zdb
21. 22 out - carlos bica @ lisboa, zdb
22. 6 nov - young gods @ lisboa, aula magna
23. 12 nov - caveira @ lisboa, aula magna
24. 17 fev - destroyer @ zdb
25. 30 mai - hood @ zdb
26. 28 ago - mogwai @ lisboa soundz
27. 15 dez - mécanosphère @ lisboa, institut franco-portugais
28. 12 mai - gang gang dance @ zdb
29. 9 abr - skatalites @ algés
30. 22 abr - six organs of admittance @ pátio do p.
31. 16 dez - anonima nuvolari @ lisboa, zdb
32. 5 mai - matt elliott @ zdb
33. 11 jun - nora keyes @ zdb
34. 2 jul - bypass @ zdb
35. 24 nov - the toasters @ lisboa, mercado da ribeira
36. 3 dez - caveira @ barreiro, ferroviários
37. 10 nov - meira asher @ lisboa, zdb
38. 3 nov - final fantasy @ lisboa, zdb
39. 9 abr - max romeo @ algés
40. 27 jan - dead combo (pt) @ zdb
41. 30 jul - master musicians of jajouka @ fmm sines
42. 17 mar - julie doiron @ zdb
43. 21 jan - ginferno @ zdb
44. 18 nov - samara lubelski @ lisboa, zdb
45. 18 nov - p.g. six @ lisboa, zdb
46. 23 mar - mão morta @ aula magna
47. 6 out - jane @ zdb
48. 19 mar - mão morta @ sines
49. 15 fev - dead combo @ bicaense
50. 30 jul - konono no.1 @ fmm sines
51. 10 set - vicious five @ mercado
52. 25 mar - james blackshaw @ famalicão, casa das artes
53. 28 jul - mahala rai banda @ fmm sines
54. 7 mai - bypass @ santiago alquimista
55. 12 mai - loosers @ zdb
56. 2 dez - the legendary tiger man @ lisboa, mercado
57. 29 jul - ba cissoko @ fmm sines
58. 27 mai - damon & naomi @ zdb
59. 11 jun - a hawk and a hacksaw @ zdb
60. 29 jul - astrid hadad @ fmm sines
61. 6 fev - jeffrey lewis @ zdb
62. 30 jul - samurai 4 @ fmm sines
63. 17 mar - berg sans nipple @ zdb
64. 30 set - vicious five @ zdb
65. 3 dez - lobster @ barreiro, ferroviários
66. 5 mai - many fingers @ zdb
67. 29 mai - bunnyranch @ sbsr
68. 29 mai - wray gunn @ sbsr
69. 26 nov - jackson and his computer band @ lisboa, sabotage
70. 26 mar - josephine foster @ zdb
71. 29 jul - hermeto pascoal @ fmm sines
72. 17 fev - frog eyes @ zdb
73. 12 mar - ty & dj bizznizz @ mercado
74. 6 out - evil moisture @ zdb
75. 10 fev - fish & sheep @ zdb
76. 12 nov - devendra banhart's hairy fairy @ lisboa, aula magna
77. 10 mar - hipnótica @ zdb
78. 10 mar - loosers @ lisboa bar
79. 7 out - candie hank @ zdb
80. 17 fev - hipnótica @ f*** chiado
81. 24 nov - westbound train @ lisboa, mercado da ribeira
82. 26 nov - who made who @ lisboa, sabotage
83. 13 abr - tuxedomoon @ forum lx
84. 23 jun - m. takara @ zdb
85. 22 jul - mabulu @ anfiteatro keil do amaral
86. 19 ago - dazkarieh @ sines
87. 28 ago - bunnyranch @ lisboa soundz
88. 8 dez - mojo hand @ lisboa, catacumbas
89. 7 out - ciné-mix @ zdb
90. 26 nov - camarão @ lisboa, lounge
91. 28 jul - segue-me à capela + brigada victor jara @ fmm sines
92. 14 jul - dêsso blues gang @ catacumbas
93. 25 mar - josephine foster @ famalicão, casa das artes
94. 22 nov - barbez @ lisboa, zdb
95. 3 jun - matt valentine & erika elder @ zdb
96. 10 fev - we shall say only the leaves @ zdb
97. 28 jul - ljiljiana buttler & mostar sevdah reunion @ fmm sines
98. 1 jul - martin rev @ zdb
99. 2 jul - ölga @ zdb
100. 14 jul - quinteto tati @ zdb