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domingo, 22 de dezembro de 2019

100 de 1979, n.º 10, The Fall



DRAGNET
THE FALL (Inglaterra)


Edição original: Step-Forward
Produtor(es): The Fall, Grant Showbiz



domingo, 10 de novembro de 2019

100 de 1979, n.º 52, The Fall



LIVE AT THE WITCH TRIALS
THE FALL (Inglaterra)


Edição original: Step-Forward
Produtor(es): The Fall, Bob Sargeant



quinta-feira, 16 de maio de 2013

The Fall no próximo OUT.FEST!

Esta é uma semana com duas boas novas para os seguidores do culto Markesmithiano. Os The Fall lançaram mais um álbum, "Re-Mit", e ficou entretanto a saber-se que virão a Portugal em Outubro, mais precisamente ao Barreiro, para a próxima edição do OUT.FEST. (Ver notícia do Blitz.)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Os melhores concertos de 2010 (41 a 50)

Desta vez, não há por aqui grande tempo, nem paciência, para listas inacabáveis de discos e afins. Só concertos, e mesmo assim, com pena de não ter assistido a dezenas e dezenas de espectáculos que aconteceram ao longo de 2010 e nos quais, pelas mais diversas razões, não pude aparecer. Este é aliás um dos anos em que assisti a menos concertos. Deu ainda assim para juntar alguns dos que mais apreciei e fazer esta lista meio tosca cuja publicação agora se inicia:

41. The Fall @ Primavera (27/5)
Escrevi na altura: «tiveram um arranque enérgico, proporcionado por um dos temas-título do novo álbum “Your Future Our Clutter”, e a esperada sobranceria de Mark E. Smith, que se entreteve por várias vezes a mexer nos amplificadores dos seus músicos. Excelente versão do “Strychnine”, dos Sonics, uma vez gravada para uma Peel Session e depois tornada habitual ao vivo». VÍDEO

42. Ui @ Primavera (27/5)
Eram, nos anos 90, uma das bandas que mais queria ver em palco. Tanto tempo depois, chegou a oportunidade de ver aqueles dois baixos com bateria, "circunspectos mas exímios na linguagem do pós-rock que ajudaram a inventar. VÍDEO

43. Orquestra Imperial @ Alameda (4/10)
Começaram bem com algo que não me recordo de alguma vez ter visto: substituíram os "nossos" Real Combo Lisbonense sem deixar a música cair. Depois, animaram como se pretendia as gentes que estavam ali para o Baile da República.

44. Guadalupe Plata @ Barreiro Rocks (14/11)
Foram um dos nomes mais falados no SXSW, parece que arrasaram no Primavera e, obviamente, a passagem pelo Barreiro fez também mossa. Eles têm o blues todo.

45. Dávila 666 @ Barreiro Rocks (14/11)
Chamam-lhes os Black Lips de Porto Rico e, se calhar, até conseguem ser melhores. Foram um dos maiores estrondos sonoros do Barreiro Rocks deste ano. VÍDEO

46. Kočani Orkestar @ Martim Moniz (18/9)
Mais de 15 anos separaram os dois espectáculos a que assisti da Kočani, mas deu para perceber que estes ciganos da Macedónia continuam a ser, a par com a Fanfare Ciocărlia, uma das brass bands mais empolgantes das balcãs.

47. Pixies @ Primavera (28/5)
É um tanto ou quanto confrangedor ver este regresso dos Pixies prolongar-se sem (quase) nada de novo a aparecer, mas sempres são os Pixies, sempre deu para assistir a (mais um) desaguisado entre o Frank Black e a Kim Deal e... houve "Winterlong" do Neil Young! VÍDEO

48. Grupo Fantasma @ FMM (29/7)
Num ano em que o FMM deu especial atenção à expressão latina, estes texanos souberam pôr toda a gente a dançar sem parar. VÍDEO

49. Forro In The Dark @ FMM (30/7)
Não foram exactamente os Forro in the Dark dos discos, mas foram o ritmo que se queria naquela noite junto à praia. VÍDEO

50. B Fachada @ Bons Sons (Cem Soldos) (21/8)
Já um fenómeno de popularidade incrível, mesmo antes de começar a vender azeite, num concerto bonito, numa aldeia bonita. VÍDEO

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O meu Primavera Sounds 2010

Enquanto se dá descanso aos pés dos quilómetros percorridos e das horas em pé a ver concertos e a dançar, enquanto se dá descanso aos ouvidos e à cabeça de tanto rock’n’roll, enquanto se dá descanso ao corpo daquela coisa com nome de santo a que os espanhóis chamam cerveja, há tempo para um esforço de rememoração daquilo que se conseguiu ver e ouvir no Primavera Sound 2010. Notem que esta é apenas uma breve apreciação do que foi «o meu Primavera Sounds 2010». Se já quando se assina uma reportagem sobre um mero concerto a subjectividade é, por natureza, inescapável, muito mais próprio se torna o relato de um festival em que mais de meia-dúzia de palcos funcionam praticamente em simultâneo, em que a cada um cabe decidir o alinhamento do que pretende ver. E este ano, por várias razões, a começar pela memória do estouro físico e mental da experiência de 2009, «o meu Primavera Sounds 2010» foi bastante mais compacto. Mas vamos aos destaques destes três dias de festival no Forum de Barcelona:

Os baixos, as baterias e os músicos que tocam que se fartam
Do cartaz do Primavera Sound deste ano fizeram parte inúmeras bandas com sonoridade (e line-ups) assentes nas secções rítmicas. O protagonismo do baixo e da bateria era evidente nas várias correntes e gerações que passaram por estes palcos.
Da terra do kraut, veio Michael Rother acompanhado de Steve Shelley e Aaron Mullan, para uma enérgica e retemperadora revisitação do reportório dos Neu!, no último final de tarde soalheiro do festival. Do kraut também se ouviu revivalismo por parte de músicos mais novos, como foi o caso da bela surpresa chamada Beak>, o novo projecto de Geoff Barrows, dos Portishead.
Da terra do funk-punk, vieram os Liquid Liquid. Quem, como eu, imaginava que se ia apenas prestar tributo a mais um grupo icónico do passado agora regressado aos palcos, de músicos enferrujados pelo tempo, percebeu logo desde o início o engano. Foi, neste meu Primavera, o melhor de todos os espectáculos (em ex aequo com os Les Savy Fav, mas já lá vamos). Esta potente máquina de dança parece não ter parado no tempo, não só por causa do acaso circunstancial do legado da banda fazer todo o sentido nas pistas de dança de hoje, mas também, e ainda mais, porque os próprios músicos tocam com um rigor e uma energia tais que tornam a dança obrigatória desde o início e que, por várias ocasiões, produzem clímaxes de loucura indescritíveis.
Da terra do pós-rock, vieram os Ui e os Tortoise. Os primeiros, dois baixos e bateria, circunspectos mas exímios na linguagem que criaram nos anos 90. Mais abertos, mais completos, mais ágeis, mais ricos musicalmente, os Tortoise, com John McEntire e John Herndon a trazerem as suas baterias para a frente do palco, mostraram em palco aquilo que já tinham provado em estúdio com “Beacons of Ancestorship”, isto é, que este combo de músicos exímios e multifacetados merece continuar a prolongar a carreira, já tantos anos depois da euforia do pós-rock.

Who rocks the party?
Ainda que com pena de ter perdido, por diferentes motivos, os concertos de Monotonix (diz quem foi que a loucura se instalou no palco ATP, com estes punks israelitas a tocarem no meio da assistência), King Khan, Black Lips, Almighty Defenders (grupo que reúne elementos dos dois anteriores), «o meu Primavera Sounds 2010» ficou marcado pela actuação dos nova-iorquinos Les Savy Fav. Tim Harrington, o vocalista, é a grande figura desta edição do festival. Se em mais de vinte anos de concertos pensava que já tinha visto de tudo, eis Tim Harrington a mostrar o contrário. Ainda mal a actuação tinha começado e já ele, apenas em calções, depois de ter retirado o seu fato de panda mutante, se atirava para a plateia. Ele e a sua opulente barriga. Surfava por cima dos espectadores, subia às bancadas, ia o mais longe possível que o cabo permitia, voltava a palco para subir as estruturas laterais e tentar destruir um ou outro holofote, voltava a atirar-se para o público, fazia questão em aleijar-se ao mergulhar de cabeça para o chão ou cobria-se de pó de talco e atirava-se de novo para a plateia, enquanto cantava o perfeitamente explícito “Who Rocks the Party?”. Tudo isto sem se furtar à tarefa de ter a voz nos momentos certos, no decorrer do excelente alinhamento trazido pelos Les Savy Fav. No último crowd-surfing desapareceu no meio do público e já não voltou. Hoje deve estar com hematomas pelo corpo inteiro. Até o Iggy Pop passa por atinado ao lado de Tim Harrington, que ainda atravessou o palco de um lado ao outro no dia seguinte, na actuação dos Liquid Liquid (ver vídeo aqui). Who rocks the party? Who rocks the party?

Outras coisas
No palco principal, apenas prestei atenção a três actuações. Primeiro, The Fall, que tiveram um arranque enérgico, proporcionado por um dos temas-título do novo álbum “Your Future Our Clutter”, e a esperada sobranceria de Mark E. Smith, que se entreteve por várias vezes a mexer nos amplificadores dos seus músicos. Excelente versão do “Strychnine”, dos Sonics, uma vez gravada para uma Peel Session e depois tornada habitual ao vivo. Mais tarde, vieram os Pavement, com um alinhamento mais ou menos esperado, alguns convidados de ocasião (dos Monotonix e dos Broken Social Scene) e algumas histórias ao microfone: “I got in the elevator with Mark E. Smith, Colin Newman from Wire and two members of Mission of Burma – It was a punk rock wet dream”, dizia o Scott “Spiral Stairs” Kannberg. Na sexta-feira, foi o dia de Pixies. Tal como nos Pavement, ouviu-se aquilo que mais ou menos se esperava (exceptuando a magnífica versão de “Winterlong”) e também se ouviu muitos pregos de Kim Deal (e diz quem estava mais perto do palco que, perante os risos da baixista nestas ocasiões, Frank Black reagia com cara de poucos amigos...).
Um susto chamado Gary Numan: ao princípio, imaginei tratar-se de uma qualquer banda dos círculos góticos espanhóis. Não era de se supor que houvesse alguém a tocar àquela hora no palco Vice, sabendo-se que neste festival os horários são respeitados de forma absolutamente escrupulosa, mas era mesmo o Gary Numan que ali estava naqueles preparos. Entrou logo directamente para o lugar de pior experiência n’«o meu Primavera Sounds 2010».

É muita gente
Há uma razão, entre outras, para não gostar, de uma forma geral, do conceito de festival. As multidões. E se, no ano passado, a experiência do Primavera tinha sido interessante por justamente não ter sido afectada por este problema, à excepção do último dia, por causa da presença em cartaz de Neil Young, este ano teve multidões compactas todos os dias e logo desde bem cedo. Em vários dos espectáculos, principalmente nos mais apelativos do palco principal ou nos do palco ATP, tornou-se complicado conseguir bons lugares, com um mínimo de boa visibilidade. Para ajudar ao clima de caos que rapidamente se instalava com o movimento das massas, as redes de telemóvel deixavam de funcionar. Comunicação por voz tornava-se impossível, e por texto havia atrasos de 10 ou 20 minutos na entrega das mensagens. Estamos em 2010 e problemas de comunicações em situações de grandes aglomerações de povo são coisa que já nem sequer por cá existe.
Por este andar, não vai haver «o meu Primavera Sounds 2011».

O TOP 10 d’«o meu Primavera Sounds 2010»
1º Liquid Liquid
Les Savy Fav (ex aequo)
3º Michael Rother & Friends present Neu! Music
4º Shellac
5º Tortoise
6º Diplo
7º Lee ‘Scratch’ Perry
8º Beak>
9º Pavement
10º The Fall

(O que mais pena me deu de não ter visto: The Almighty Defenders, Monotonix, Apse, Scout Niblett, Thee Oh Sees, The King Khan & BBQ Show, Major Lazer, Dum Dum Girls, Atlas Sound)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Canções do 08. Nº 22



"50 YEAR OLD MAN", THE FALL
(de "Imperial Wax Solvent", Castle)

É The Fall vintage. 27º álbum de estúdio e continuamos a encontrar temas desassossegados como este. É daqueles em que vale a pena acompanhar a letra, escrita por um Mark E. Smith cáustico como sempre, arrogante como sempre, genial como sempre:

Computer doesn't work for me
I had a Sinclair back in 1983
OL2QU, pre-warranty
And don't forget he's still up to it
That Steve Albini
He's in collusion with Virgin trains
Against me

I'm a fifty year old man
I'm a fifty year old man

But it won't get me

Go down Manchester town
Can't navigate it
The club scene, man
You can't compare with it
One third of securities count
I can't understand that
Again

You're not real boy
I say you're not real boy
You're a gym [teacher]
You're a Cancer and I expect
A little shit

I'm a fifty year old man
And I like it

I got a three foot rock hard on
But I'm too busy to use it

I'm a fifty year old man

I'm a fifty year old man
What you gonna do about it?

I go round a hotel
I see "Throw the towel on the floor"
On The Green Man
I throw it on the floor and
I piss in it

I'm a fifty year old man
And I like it

I'm trying to...

And don't forget
You try to destroy me
You're in collusion with the trains
Don't try and kid me

I'm a fifty year old man

Go down to the town
Can't navigate it
The club scene, man
You can't get in there

[Banjo interlude]

[Backing vocals repeat: 50 year old man]

I'm a fifty year old man
And I like it
I'm a fifty year old man
What're you gonna do about it?

And don't forget, you tried to destroy me
Steve Albini
You're in collusion with the trains
Don't try and kid me

I'm a fifty year old man
And I like it
I'm a fifty year old man
What're you gonna do about it?

I've got a three foot rock hard on
But I'm too busy to use it

I'm a fifty year old man
And I like it
I'm a fifty year old man
What're you gonna do about it?

Go down Manchester town
Can't navigate it
The club scene, man
You can't compare with it

I'm a fifty year old man
And I like it
I'm a fifty year old man
What're you gonna do about it?

And don't forget he's still up to it

[Interlude]

An inferior product mess
An inferior product man
Just over two thirds the price
I'm proud of it
I'm proud of it

I'm a type of guy who knows what is on CD
And then they lecture me on turning rubbish out
While shouting themselves out of existence

If they care so much, why don't they try eating
some of those cardboard cut-outs themselves
And they stuff the complimentary catering down their neck
Do the fifth re-take of their attempt to be scruffy
On a train
And go back to counselling and communicating

I'm an inferior product man
I'm an inferior product mix
They call me "Bad Head"
Don't ever forget it
And here is the fade out
Fade out
Fade out

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Meio 2008

O fim do primeiro semestre de 2008 aproxima-se e, claro, está mesmo a pedir uma lista de discos. São dezasseis e representam o que mais se ouviu e o que mais se gostou por estas bandas. Há uma pequena batota no caso dos Vampire Weekend e do El Guincho, cujos discos são do final de 2007, mas não façam caso. Os melhores entre os melhores, primus inter pares, la crème de la crème, estão marcados a bold.



Bon Iver - For Emma, Forever Ago (Jagjaguwar)

Bonnie "Prince" Billy - Lie Down in the Light (Drag City)

The Fall - Imperial Wax Solvent (Sanctuary)

Fuck Buttons - Street Horrsing (ATP)

El Guincho - Alegranza (Discoteca Océano)

Mão Morta - Maldoror (Cobra Discos)

Nick Cave and the Bad Seeds - Dig, Lazarus, Dig!!! (Anti-)

No Age - Nouns (Sub Pop)

Portishead - Third (Mercury)


R.E.M. - Accelerate (Warner)

Silver Jews - Lookout Mountain, Lookout Sea (Drag City)

Stephen Malkmus & The Jicks- Real Emotional Trash (Matador)

Times New Viking - Rip it Off (Matador)

Toumani Diabaté - The Mande Variations (Nonesuch)

Vampire Weekend - Vampire Weekend (XL)

Why? - Alopecia (Anticon)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

RTP R.E.M. Memória

A primeira audição do novo dos R.E.M., "Accelerate", faz-me lembrar a primeira vez que os ouvi, já lá vão mais de 20 anos. O miúdo deixou-se apanhar pelo "Radio Free Europe", pelo "Talk About the Passion", pelo "Driver 8", pelo "Fall on Me" (lembrar isto até faz ir buscar o disco), pelo "Cuyahoga", pelo "It's the End of the World...", pelo "Orange Crush"... Passado todo este tempo, parece que o crescido vai ficar a ouvir os temas deste "Accelerate" em modo repeat. Que grande surpresa.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sempre diferentes, sempre iguais (*)

Já anda por aí o novo álbum dos Fall. Mark E. Smith pode despedir e contratar quem quiser (e agora voltou a uma banda composta por ingleses), que de uma coisa não se livra: não há um álbum dos Fall que desça ao ponto da mediocridade. E este já é o 27º de estúdio, mais coisa, menos coisa...
(*) Quem o dizia era John Peel, que tinha nos Fall a sua banda predilecta.