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domingo, 20 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #41-45

41. LISA GERMANO @ SANTIAGO ALQUIMISTA
2 de Dezembro de 2006
Se alguma vez me apaixonasse por alguém em palco, teria que ser a Lisa Germano (OK, esqueçam, o condicional; até foram várias vezes que uma relação platónica entre plateia e palco ganhou forma, mas a Lisa Germano estaria sempre no primeiro lugar dos afectos...). "Tantos anos de espera para a ver ao vivo e não há uma ponta de desilusão que manche tanta expectativa. Bem pelo contrário, aliás.", escrevi na altura.

42. YO LA TENGO @ PARADISE GARAGE
6 de Abril de 2001
Vi os Yo La Tengo por diversas vezes e esta actuação no Garage, com muita ajuda da intimidade que o espaço proporcionava entre público e banda, foi a mais marcante. Sentíamos de perto a melancolia dos registos mais calmos, o frenesi dos desvarios sónicos, as brincadeiras em palco (tão cómica que foi a versão do "You Sexy Thing"...).

43. WARSAW VILLAGE BAND @ FMM SINES
29 de Julho de 2004
Esta foi a primeira vez que os polacos da Warsaw Village Band foram a Sines. Centrados na tradição folk do Norte da Europa, evocativos em parte dos Hedningarna e de outros projectos nórdicos, o grupo teve nesta edição uma actuação explosiva que não encontraria tanto eco assim no regresso ao local do crime, ocorrido neste ano de 2009.

44. DAT POLITICS @ ZDB
27 de Maio de 2004
Antes do concerto, à porta da ZDB, o Fernando Magalhães dizia a turistas estrangeiros, que lhe perguntavam o que se ia passar, que era uma banda pop francesa. Pop. Ficou para sempre estampado o rótulo naqueles que já tinham dado pelo nome de Tone Rec, que abrasivos eram e abrasivos continuaram. Mas, para nós, era a melhor banda pop francesa do mundo.

45. DIRTY PROJECTORS @ ZDB
6 de Junho de 2008
Discos estupendos, "Rise Above" e "Bitte Orca" (nunca pus os ouvidos nos anteriores), e uma postura em palco avassaladora. Produto de Brooklyn que não é apenas imagem para consumo de fashionista.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Classe de 2006 - os concertos

Os clientes do tasco foram convidados a deixarem as suas preferências de 2006. Este é o resultado da votação para os melhores concertos de 2006. Obrigado a todos.



1. lisa germano @ santiago alquimista
2. kode9 & spaceape @ musicbox
3. liars @ clube lua
4. comets on fire @ zdb
5. damo suzuki + caveira @ zdb
6. kanye west @ cool jazz fest
7. cordel do fogo encantado @ fmm sines
8. yo la tengo @ aula magna
9. heavy trash @ tagv
10. tom zé @ culturgest

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Sobrevivência

Não é fácil passar por um fim-de-semana como este que acabou (acabou? hoje ainda há Cat Power!), com tantos concertos bons. Não é fácil sobreviver ao "anjo que desceu dos céus", como chamava o meu amigo JP à Lisa Germano, por exemplo. Tantos anos de espera para a ver ao vivo e não há uma ponta de desilusão que manche tanta expectativa. Bem pelo contrário, aliás. E os Yo La Tengo, ontem? Quando uma banda termina uma digressão europeia em Portugal, isso pode querer dizer duas coisas. Ou vem extremamente cansada dos milhares de quilómetros feitos em autocarro por esse continente fora e com vontade de regressar a casa ou, simplesmente, quer fazer da última noite da digressão uma celebração, uma noite de festa, algo que dure até às tantas para acabar em grande a digressão. E os Yo La Tengo de ontem foram essa festa, dono de um enorme à-vontade em palco e de total despreocupação pelo tempo que passava, os encores que se sucediam, os temas fora de alinhamento improvisados na altura.
Este fim-de-semana diabólico, inaugurado pelos Parkinsons (melhor concerto deles até agora, por cá) ainda não acabou: hoje ainda há Cat Power na Aula Magna...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2004

De onde raio é que vem o nome? #1: Yo La Tengo

A origem do nome Yo La Tengo está no basebol, possivelmente numa estória do Mets de Nova Iorque, clube recordista em derrotas. A parábola conta-se em poucas linhas. Sempre que se preparava para apanhar a bola, Richie Ashburn, um dos poucos jogadores que se destacava na equipa, gritava "I got it!", mas o seu colega Elio Chacon, que não entendia inglês, acabava na maior parte das vezes por chocar com ele, fazendo com que a bola se perdesse no chão, dando mais tempo à equipa adversária. Até que o treinador do Mets ensinou Richie a dizer "Yo la tengo!". Assim Chacon percebia de imediato e não disputava a mesma bola que Ashburn.