Mostrar mensagens com a etiqueta gulbenkian. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta gulbenkian. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 28 de abril de 2015

O senhor Anouar Brahem toca hoje na Gulbenkian

Um dos maiores intérpretes do alaúde, o tunisino Anouar Brahem, está por Lisboa hoje, para um concerto no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, na companhia do seu quarteto e da própria Orquestra Gulbenkian.
Ninguém devia perder isto, é o que há aqui a dizer.
Bilhetes a 18 euros.

ANOUAR BRAHEM QUARTET
GULBENKIAN ORCHESTRA
ANOUAR BRAHEM (alaúde)
FRANÇOIS COUTURIER (piano)
KLAUS GESING (clarinete baixo)
BJÖRN MEYER (baixo elétrico)

Anouar Brahem "Souvenance"
Música para alaúde, quarteto e orquestra de cordas

Improbable Day (orquestra)
Tunis at Dawn (quarteto)
January (orquestra)
On the Road (quarteto) – Nouvelle Vague (orq.)
Deliverance (quarteto)
Youssef's Song (orquestra)
Kasserine (orquestra)
Like a Dream (quarteto)
Souvenance (orquestra)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

10 dias no jazz

Começa hoje a 31ª -- sim, a trigésima-primeira! -- edição do Jazz em Agosto, na Gulbenkian. Ao longo de 10 dias vai passar pelo anfiteatro ao ar livre uma autêntica caderneta de cromos indispensáveis ao jazz atual:


Sexta, 1 de Agosto, 21:30
James Blood Ulmer Memphis Blood Blues Band feat. Vernon Reid (EUA)
James Blood Ulmer (voz e guitarra elétrica), Vernon Reid (guitarra elétrica), Charles Burnham (violino), Leon Gruenbaum (teclados), David Barnes (harmónica), Mark Peterson (baixo elétrico), Aubrey Dayle (bateria)

Sábado, 2 de Agosto, 21:30
Evan Parker & Matthew Shipp (Reino Unido, EUA)
Evan Parker (saxofone tenor), Matthew Shipp (piano)

Domingo, 3 de Agosto, 21:30
Marc Ribot Ceramic Dog (EUA)
Marc Ribot (guitarra elétrica), Shahzad Ismaily (baixo elétrico, eletrónica), Ches Smith (bateria)

Segunda, 4 de Agosto, 21:30
Marc Ducret Real Thing #3 (França)
Fidel Fourneyron (trombone), Matthias Mahler (trombone), Alexis Persigan (trombone) Antonin Rayon (piano), Sylvain Lemêtre (vibrafone, marimba, percussões), Marc Ducret (guitarra elétrica)

Terça, 5 de Agosto, 21:30
Luís Lopes Lisbon Berlin Trio (Portugal, Alemanha)
Luís Lopes (guitarra eléctrica), Robert Landfermann (contrabaixo), Christian Lillinger (bateria)

Quarta, 6 de Agosto, 21:30
Franz Hautzinger Big Rain (Áustria, Japão, EUA)
Franz Hautzinger (trompete quartertone), Keiji Haino (guitarra elétrica, voz), Jamaaladeen Tacuma (baixo elétrico), Hamid Drake (bateria)

Quinta, 7 de Agosto, 21:30
Fred Frith / Joëlle Léandre / Hamid Drake (Reino Unido, França, EUA)
Fred Frith (guitarra elétrica), Joëlle Léandre (contrabaixo), Hamid Drake (bateria)

Sexta, 8 de Agosto, 21:30
MMM Quartet (França, Reino Unido, Suiça, EUA)
Joëlle Léandre (contrabaixo e voz), Fred Frith (guitarra elétrica), Urs Leimgruber (saxofone tenor e saxofone soprano), Alvin Curran (piano e eletrónica)

Sábado, 9 de Agosto 2014, 21:30
Massacre (Reino Unido, EUA)
Fred Frith (guitarra elétrica), Bill Laswell (baixo elétrico), Charles Hayward (bateria), Oz Fritz (processamento de som)

Domingo, 10 de Agosto, 21:30
L.U.M.E. – Lisbon Undreground Music Ensemble (Portugal)
Marco Barroso (composição, direção e piano), Manuel Luís Cochofel (flauta), Paulo Gaspar (clarinete), Jorge Reis (sax soprano), João Pedro Silva (sax alto), José Menezes (sax tenor), Elmano Coelho (sax barítono), Sérgio Charrinho/ Gonçalo Marques/ Pedro Monteiro (trompete), Luís Cunha/ Eduardo Lála/ Mário Vicente (trombone), Miguel Amado (contrabaixo e baixo elétrico), André Sousa Machado (bateria)


E, como é já habitual, vamos também ter filmes para ver (sempre no auditório 3 e com entrada livre):

Sábado, 2 de Agosto, 18:00
The Soul of a Man (2003)
Realização: Wim Wenders

Domingo, 3 de Agosto, 18:00
The Soul of a Man (2003)
Realização: Wim Wenders

Quarta, 6 de Agosto, 18:00
The Breath Courses Through Us (2014)
Realização: Alan Roth

Quinta, 7 de Agosto, 18:00
Dancing to a Different Drummer (1993-1994)
Realização: Julian Benedikt

Sexta, 8 de Agosto, 18:00
BasseContinue (2008)
Realização: Christine Baudillon

Sábado, 9 de Agosto, 18:00
Step Across the Border (1990)
Realização: Nicolas Humbert e Werner Penzel

Domingo, 10 de Agosto, 18:00
Terje Rypdal & The Chasers no Jazz em Agosto 1985
Realização: Oliveira Costa


Os bilhetes para os concertos do anfiteatro variam entre os 15 e os 20 euros, havendo ainda descontos para juniores e seniores. Há mais informações em www.musica.gulbenkian.pt/jazz. Entretanto, hoje temos já, então, os blues do James "Blood" Ulmer:

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Não é uma, nem são duas. São três vezes John Zorn. Ou mais.

O Jazz em Agosto deste ano tem John Zorn espalhado por todo o cartaz. Vai haver três concertos do músico, com diferentes formações (ver mais abaixo o elenco de pesos pesados que o acompanha) e ainda um ciclo de cinema composto por quatro filmes dedicados a Zorn. A programação do Jazz em Agosto, que decorre na Gulbenkian entre os dias 2 e 11 do mês estival (havendo ainda uma data isolada a 25 de julho, com OGRE, de Maria João), é aliás, fortíssima. Afinal de contas, é a 30ª edição do festival e a boa gente da Gulbenkian não poupa na festa: Peter Evans, Anthony Braxton, Pharoah Sanders, entre várias outras coisas. É DOSE. Para mais informações é ver em www.musica.gulbenkian.pt/jazz

THE DREAMERS
JOHN ZORN (condução)
MARC RIBOT (guitarra elétrica)
JAMIE SAFT (teclados )
TREVOR DUNN (contrabaixo, baixo elétrico)
KENNY WOLLESEN (vibrafone)
JOEY BARON (bateria)
CYRO BAPTISTA (percussão)

ESSENTIAL CINEMA
JOHN ZORN (condução, sax alto)
MARC RIBOT (guitarra elétrica)
JAMIE SAFT (teclados)
IKUE MORI (eletrónica)
TREVOR DUNN (contrabaixo, baixo elétrico)
CYRO BAPTISTA (percussão)
JOEY BARON (bateria)
KENNY WOLLESEN (vibrafone)
Com projeção de filmes de Maya Deren Joseph Cornell Harry Smith Wallace Berman

ELECTRIC MASADA
JOHN ZORN (sax alto)
MARC RIBOT (guitarra elétrica)
JAMIE SAFT (teclados)
TREVOR DUNN (contrabaixo, baixo elétrico)
KENNY WOLLESEN (vibrafone)
JOEY BARON (bateria)
CYRO BAPTISTA (percussão)
IKUE MORI (eletrónica)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ensaio sobre a cegueira (mas desta vez sobressai o melhor dos homens e mulheres)



Se podes ouvir, escuta. Se podes escutar, repara.

A citação de Saramago ao "Livro dos Conselhos" não é bem esta, mas assim ajusta-se bem a "Eclipse", o espetáculo que o casal Amadou & Mariam trouxe ontem ao Grande Auditório da Gulbenkian. Um espetáculo que prometia uma experiência multissensorial única, vedado que estava o sentido da visão de se distrair (a sala foi mergulhada durante quase todo o concerto na completa escuridão), deixando livres a audição para a música e os sons ambientes da história subjacente, o olfato para os odores de África e a perceção da temperatura que foi oscilando ao longo do concerto.

E foi, de facto, uma experiência única, incrível, inesquecível.

Já todos passámos pela experiência de fechar os olhos durante um concerto, deixando o som entrar livremente nos ouvidos sem disputar a atenção com o sentido da visão. Ou até em casa: se nunca o fizeram, experimentem pôr um disco a tocar, apagar a luz e deitarem-se no sofá, no chão, onde quer que sintam o corpo relaxado o suficiente para não vos distrair do que sai das colunas. Se nos agrada aquilo que escutamos, essa ligação pura e direta à música pode até fazer-nos transportar por uma viagem onírica. Sem químicos.

Imagine-se agora isto num concerto inteiro (ou quase inteiro). A ajudar, um som em quadrifonia, equilibrado e equalizado de forma perfeita. A Mariam Doumbia a ouvir-se atrás, do lado esquerdo, a kora a surgir do lado direito, o resto da banda lá à frente. Jogamos à cabra-cega e estamos a adorar, sentimos a felicidade das crianças que já fomos. Alguém dançará, certamente, pois já não está ali a vergonha que teria para se levantar sozinha das poltronas nos concertos iluminados. Casais trocarão carícias. Talvez haja quem se sinta desconfortável por não ter sido assim que a MTV ou o youtube a ensinou a ouvir música. Não temos nada para ver, nem para ser visto. Estamos apenas a escutar, a reparar nos sons que habitualmente não reparamos. Sentimo-nos tão perto dos músicos, tão perto da história de amor que uniu Amadou e Mariam e que tem sido levada aos palcos de todo o mundo. Aqui escutámo-la com direito a narração do percurso, desde que perderam a visão, desde que se encontraram na Eclipse Orchestra do Institut des Jeunes Aveugles de Bamako, até se tornarem as estrelas mundiais que são hoje. Temos um breve relance da maneira como os dois veem o mundo.

E sentimo-nos felizes por nos terem deixado experimentar o bom que é reparar no que escutamos.

domingo, 18 de novembro de 2012

Não é só por ser o regresso ansiado de Amadou & Mariam. É uma experiência sensorial incomum.

E eis que chega o dia em que a dupla Amadou & Mariam regressa ao nosso convívio. Já seria por isso um dia especial, mas o espetáculo que o casal traz ao Grande Auditório da Gulbenkian, ao fim da tarde, promete ser uma experiência sensorial rara. "Eclipse", assim se chama o espetáculo, vai decorrer totalmente às escuras, colocando o público um pouco mais próximo da realidade que os amblíopes Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia vivem desde muito cedo nas suas vidas. Mais, a sinopse do espetáculo promete outros tipos de experiências sensoriais, ao nível do olfato e da perceção da temperatura ambiente, a qual poderá oscilar entre os 15 e os 30 graus.
Ainda há uma meia dúzia de bilhetes disponíveis.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hoje, na Casa da Música; sábado, na Gulbenkian

Yasmin Levy. Para quem gosta de experimentar arrepios na alma e na pele enquanto assiste a um concerto.