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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

10 anos, 10 canções

Não é fácil escolher 10 canções para um período de 10 anos, nem é certo que daqui a meia hora a escolha fosse a mesma (ei, a "All Leaves Are Gone", a "Someone Great" e a "Banshee Beat" estariam lá sempre). Aqui ficam, por ordem alfabética, 10 das canções que fizeram mexer os neurónios e os músculos por estas bandas, desde que esta casa amarela abriu, em agosto de 2003:

Adele "Rolling in the Deep" (2010)



Akron/Family "River" (2009)



Animal Collective "Banshee Beat" (2005)



Bombino "Her Tenere" (2013)



Dan Le Sac vs. Scroobius Pip "Thou Shalt Always Kill" (2007)



Edward Sharpe and the Magnetic Zeros "Home" (2010)



Josephine Foster "All Leaves Are Gone" (2004)



LCD Soundsystem "Someone Great" (2007)



Mão Morta "Tiago Capitão" (2010)



Six Organs of Admittance "Lisboa" (2005)


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

10 anos, 10 concertos

São 10 anos de muitos concertos, estes últimos. Entre perto de dois milhares de espetáculos, eis dez favoritos:

10. AMADOU & MARIAM @ Grande Auditório da Gulbenkian
18 de novembro de 2012
"Se podes ouvir, escuta. Se podes escutar, repara. A citação de Saramago ao "Livro dos Conselhos" não é bem esta, mas assim ajusta-se bem a "Eclipse", o espetáculo que o casal Amadou & Mariam trouxe ontem ao Grande Auditório da Gulbenkian. Um espetáculo que prometia uma experiência multissensorial única, vedado que estava o sentido da visão de se distrair (a sala foi mergulhada durante quase todo o concerto na completa escuridão), deixando livres a audição para a música e os sons ambientes da história subjacente, o olfato para os odores de África e a perceção da temperatura que foi oscilando ao longo do concerto. (...) sentimo-nos felizes por nos terem deixado experimentar o bom que é reparar no que escutamos."


9. SWANS @ Aula Magna
9 de abril de 2011
"Quantas bandas viram vocês que, regressadas ao ativo, gravam um disco tremendo como "My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky", dão concertos tão intensos como o de ontem, onde tocam versões demolidoras de temas antigos, com a segurança perfeita de um relógio suíço, e ainda... surpreendem com dois temas inéditos?"




8. CORDEL DO FOGO ENCANTADO @ Teatro Viriato
15 de junho de 2007
"(...) Se os Mão Morta não tivessem nascido em Braga, mas sim em Pernambuco, na pequena cidade de Arco Verde, talvez tivessem sido como o Cordel. E se Adolfo Lúxuria Canibal não crescesse a ler Lautréamont ou outros autores malditos e tivesse os poemas de cordel do interior brasileiro na mesinha de cabeceira, talvez tivesse sido Lirinha, figura epicêntrica deste abalo de terras que dá pelo nome de Cordel do Fogo Encantado. Foi melhor que em Sines? Foi sim, embora não consiga sequer explicar como é que isso ainda pôde ser possível."


7. DIRTY THREE @ Lux
2 de junho de 2007
"(...) é sobre o violino de Warren Ellis que acaba por recair, na maior parte das vezes, a atenção. Ele não fez um pacto com o diabo. Ele é mesmo o diabo. Não que seja o mais virtuoso dos violinistas. (...) Ellis é o 'fiddler' que anima uma tasca barulhenta algures no meio do deserto australiano, acompanhado de bouzukis num numa aldeia grega, musicando lendas de lobos algures na Europa de Leste. E ainda tem a lata de tirar feedbacks do instrumento. O concerto desta noite conseguiu ser, por diversos momentos, e não se tenha pejo em usar a palavra quando ela deve ser efectivamente usada, epifânico. Foi a celebração plena daquilo que a música consegue por vezes produzir ao vivo: um rapto violento da consciência do ouvinte (e tão bem que sabe fechar os olhos e facilitar essa captura) para uma terra de ninguém, onde se experimentam sensações que só algumas drogas poderão produzir."




6. CONGOTRONICS VS. ROCKERS @ FMM Sines (Castelo)
23 de julho de 2011
"Intenso, esgotante. Talvez o melhor concerto que alguma vez o FMM acolheu."




5. KONONO n.º 1 @ Museu de História Natural
4 de julho de 2009
"Totalmente poderosos. A 'orquestra folclórica toda poderosa Konono nº1 de Mingiedi' voltou a mostrar por cá por que é cada vez mais famosa, por que é que o Congo está de volta ao mapa da música reconhecida pelo Ocidente, depois do soukous e kwassa kwassa dos anos 80. (...) Dança-se -- mesmo o pé de chumbo mais empedernido -- como se não houvesse amanhã."




4. DAMO SUZUKI NETWORK @ ZDB
19 de julho de 2004
"(...) A 'comunicação' tinha acontecido e, ao fim da noite, entendia-se melhor o que Damo antes explicava acerca da sua forma de ver a música. Afinal, não se tratava de meros símbolos, de meras teorias de 'proggie'. Era mesmo a música a assumir o seu mais ancestral desígnio, amplamente disseminado pelas civilizações desde a idade da pedra. Magnífica comunhão de espaço e tempo."


3. TOM ZÉ @ FMM Sines (Castelo)
30 de julho de 2004
"(...) Por vezes rimos, por vezes chorámos, por vezes dançámos, por vezes saltámos e a toda a hora fomos levados por um moleque safado de 67 anos. Não há palavras suficientemente justas para Tom Zé, para as suas palavras, para as suas músicas, para a sua banda."


2. AKRON/FAMILY @ MusicBox
22 de abril de 2007
"(...) como não haveremos nós de reagir perante tipos simples e humildes que tocam bem e suam em palco (conseguido com que a plateia os acompanhe nessa missão), enquanto esticam os limites da imaginação melómana ao jogarem os Can e os Faust com a free folk marada norte-americana, as polifonias do gospel com as polifonias das guitarras?"


1. NEIL YOUNG @ Alive
12 de julho de 2008
"(...) Não é uma banda nova que promete vir a revolucionar a música e que provavelmente estará esquecida daqui a poucos anos. E também não é (só) uma lenda que está ali em palco. É, genuinamente, um músico vivo e transbordante de energia que, à frente da sua banda, mostra, quase como se fosse a primeira vez que o fizesse, uma pequena parte de um reportório tão rico que devia ser património mundial da UNESCO."

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Passe L&L para os concertos que aí vêm

A Lovers & Lollypops tem uma agenda cheia para este mês, no Porto (a maior parte passa também por Lisboa, pela ZDB -- apenas o norte-americano Com Truise surge como concerto único). O destaque, visto daqui, vai para os Pink Mountaintops do mui respeitável Stephen McBean (mais conhecido pelos Black Mountain) e, claro, os Akron/Family. Uma boa novidade da L&L, pouco habitual por cá, prende-se com a emissão de um passe, ao preço de 25€, que permitirá a entrada em todos os concertos. O passe e os bilhetes encontram-se em venda antecipada na CDGO, na Louie Louie, na Lost Underground e na Matéria Prima. Eis a programação completa:

Dia 5, 22h
Eternal Tapestry (Thrill Jockey / US) + Unzen Pilot + Surya Exp Duo
Plano B
6€/8€
(ZDB no dia anterior)

Dia 11, 22h
Pink Mountaintops (Jagjaguwar / CAN) + Cavalheiro
Maus Hábitos
10€
(ZDB no dia seguinte)

Dia 20, 18h (!)
Akron/Family (Dead Oceans / US) + The Partisan Seed
Hard Club
12€
(ZDB no dia anterior)

Dia 22, 21h30
Gary War (Sacred Bones / US) + Tren Go! Soundsystem
Passos Manuel
6€
(ZDB no dia seguinte)

Dia 27, 17h (!)
Com Truise (Ghostly International / US) + Dreams + The Festmen
Maus Hábitos
6€
(Concerto único em Portugal)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os 100 mais de uma década de concertos, #3

3. AKRON/FAMILY @ MUSICBOX
22 de Abril de 2007
Reacção a quente, de então, mas inteiramente subscrita nesta recuperação: "São três e vinte da manhã e só agora chego a casa, depois de ter ficado apeado por baixo de um viaduto, sem gasolina, (...), depois da primeira estação de serviço não aceitar o multibanco, e, acabo já esta frase pouco dada a respirações, como se estivesse armado em Saramago, desculpem lá, voltando ao que dizia, depois de um estupendo, um devastador, um inclassificável concerto dos Akron/Family. Ufa. A expectativa era muita, conforme terão reparado nas postagens anteriores, carregadas de vídeos que testemunham a passagem destes friques de Brooklyn por outros palcos. Mas nada do que se passou esta noite pelo Musicbox foi menos bom do que aquilo deixava perceber, e se já era difícil superar tantas expectativas, próprias já só de um puto que noutros tempos aguardaria impacientemente concertos de Jesus and Mary Chain ou Nick Cave, como explicar que esta noite foi ainda melhor do que aquilo que se esperava? Por outro lado, como não haveremos nós de reagir perante tipos simples e humildes que tocam bem e suam em palco (conseguido com que a plateia os acompanhe nessa missão), enquanto esticam os limites da imaginação melómana ao jogarem os Can e os Faust com a free folk marada norte-americana, as polifonias do gospel com as polifonias das guitarras? Foi uma noite inesquecível. Como o meu chapéu, assim que o comprar, se este não for um dos concertos do ano. Não fosse ter que trabalhar na terça-feira e eu vos diria quem estaria em Braga amanhã. Há bandas que merecem esse sacrifício e os Akron/Family, por voltarem a fazer-me sentir um puto a descobrir a alegria que é ver um concerto, preenchem inapelavelmente o requisito. Akron/Family ou Angels of Light, voltem, já."

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Pedidos para o 09, nº 2

AKRON/FAMILY
myspace.com/akak

Porque deram um concerto inesquecível há dois anos e já fazem falta, porque vão ter álbum novo na Primavera, porque sim.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Um bom 08 para todos!

Falta pouco mais de um dia para que este velho 07 chegue ao fim. Foi um ano intenso para mim. As reviravoltas na minha vida pessoal, que entretanto julgo ter estabilizado da melhor forma, os abraços, as risadas e as lágrimas dos e com os amigos (vós sabeis quem sois, famigliares), os inúmeros concertos (ainda assim menos que em 2005), os bailaricos sofisticados e outros que tais. 07 foi o grande ano dos festivais de world music (Sines, Sines, Sines, sempre inesquecível, mas também Viseu e Póvoa do Varzim e todos os outros que não pude ir), foi o ano em que poucas pessoas estiveram a ver os incríveis Akron/Family (quero mais em 08, Luís!), foi o ano em que toda a gente foi para o Primavera e eu a Joana delirámos com os Dirty Three, foi o ano de foi o ano para fazer crowd surfing nos braços dos Maiorais ao som dos d3ö, foi o ano para estar cara-a-cara com o exorcismo dos demónios do Lirinha do Cordel, foi o ano do campeonato decidido até ao final (valeu a taça), foi o ano do encore dos Mudhoney com o "Fix Me" dos Black Flag, foi o ano da brincadeira com a Internacional na esplanada da SMURSS pelo Jacky Mollard e compinchas bretões, foi o ano do sim à IVG (finalmente, porra), foi o ano do Shortbus, foi o ano do Control, foi o ano em que o meu filho mais vezes disse que "gochto muito do meu pai", foi o ano da Passarola, foi o ano dos Anonima Nuvolari um pouco por todo o lado, foi o ano de mais um estrondo criativo de Robert Wyatt, foi o ano para voltar a interessar-me por música feita de propósito para as pistas, foi o ano de muitas leituras interessantes, foi o ano do novo livro da Naomi Klein (bom, está a ser, na verdade), foi o ano do Death Proof, foi o ano das festas incríveis dos Filho Único no 211 da avenida da Liberdade...
Por outro lado, 07 foi também o ano em que vi menos cinema, menos teatro, menos exposições, foi o ano em que menos vontade tive de ir à ZDB, foi o ano que cheguei a pensar ser o pior de sempre, foi o último ano em que se pode fumar em liberdade (não confundir com respeito por outrém), foi o ano em que menos viajei, foi o ano das perspectivas iludidas ao nível da situação profissional (cercear as liberdades pessoais é mais fácil do que acabar com os recibos verdes), foi o ano do calafrio mais ou menos esperado com o fim-não-fim dos Mão Morta...
Mas, como dizia, 07 foi intenso. E como intenso que foi, há muitos momentos que já ficaram esquecidos. Há uma certa brincadeira habitual nesta altura que apenas não fica esquecida porque vou tomando nota ao longo do tempo. É a lista dos meus... cem melhores concertos do ano. Desde o concerto dos Vicious Five no Alquimista, na primeira parte do Marky Ramone, a 3 de Janeiro, até ao dos Caveira nesta passada sexta, no Lounge (o Quim Albergaria acaba por ser aqui um elemento comum curioso...), 07 ofereceu-me um total de 149 concertos (caramba, devia ter ido ontem ver os Alla Pollaca para chegar a um número redondo, mas estava estourado...), mais que em 06, menos que em 05 (a culpa é dos Gomez Brothers terem deixado a ZDB). Na lista dos mais assistidos estão os grandes Anonima Nuvolari (seis concertos), Caveira (quatro), d3ö, Green Machine, Norberto Lobo e Ó'questrada (três), Born a Lion, Hipnótica, Nicotine's Orchestra, Pop Dell'Arte e Vicious Five (dois). Aqui vão, então, os 100+, de trás para a frente:

100. marcel kanche @ sines (23 jul)
99. human league @ terreiro do paço (4 ago)
98. capitán entresijos @ barreiro (10 nov)
97. mojo hand @ catacumbas (20 dez)
96. caveira @ zdb (27 set)
95. andrew bird @ são jorge (31 mai)
94. señor coconut @ sines (28 jul)
93. rob k & uncle butcher @ barreiro (9 nov)
92. gala drop @ espaço avenida (13 jul)
91. norman @ lounge (13 set)
90. mayra andrade @ belém (28 jun)
89. [d-66] @ lounge (5 out)
88. marky ramone and friends @ santiago alquimista (3 jan)
87. pop dell'arte @ maxime (25 dez)
86. the white stripes @ oeirasalive (9 jun)
85. green machine @ music box (26 mai)
84. d3ö @ oeirasalive (9 jun)
83. josephine foster @ zdb (8 mar)
82. traumático desmame @ casa da avenida (21 dez)
81. ó qu'estrada @ zdb (24 nov)
80. the black lips @ barreiro (10 nov)
79. jesus and mary chain @ sbsr (4 jul)
78. bunnyranch @ music box (21 set)
77. green machine @ zdb (13 jan)
76. lobster @ zdb (9 fev)
75. vicious five @ santiago alquimista (3 jan)
74. haydamaky @ porto covo (22 jul)
73. caveira @ lounge (28 dez)
72. caveira @ lux (3 mai)
71. the mojomatics @ barreiro (10 nov)
70. rão kyao & karl seglem @ porto covo (22 jul)
69. d3ö @ rio maior, in a bar (8 dez)
68. anonima nuvolari @ póvoa de varzim (1 set)
67. hypnotic brass ensemble @ sines (26 jul)
66. born a lion @ barreiro (9 nov)
65. bypass @ santiago alquimista (13 abr)
64. músicos do nilo @ belém (28 jun)
63. nobody's bizness @ teatro viriato (16 jun)
62. caveira & jorge martins @ espaço avenida (13 jul)
61. young gods acústicos @ são jorge (16 nov)
60. green machine @ barreiro (10 nov)
59. wraygunn @ oeirasalive (10 jun)
58. beastie boys @ oeirasalive (10 jun)
57. ó qu'estrada @ zdb (20 jan)
56. the hospitals @ zdb (9 fev)
55. la etruria criminale banda @ sines (27 jul)
54. wraygunn @ lux (4 mai)
53. nicotine's orchestra @ lounge (3 fev)
52. world saxophone quartet @ sines (27 jul)
51. hamilton de holanda quinteto @ sines (27 jul)
50. oumou sangaré @ sines (25 jul)
49. mamany keita & nicolas repac @ porto covo (21 jul)
48. don byron @ porto covo (21 jul)
47. dead combo @ santiago alquimista (30 jan)
46. darko rundek & cargo orkestar @ porto covo (20 jul)
45. galandum galundaina @ porto covo (20 jul)
44. d3ö @ culto club (11 jul)
43. tó trips @ maxime (9 dez)
42. bassekou kouyate & ngoni ba @ belém (29 jun)
41. hypnotic brass ensemble @ sines (26 jul)
40. hipnótica @ restart (29 mar)
39. nicotine's orchestra @ zdb (31 mai)
38. norberto lobo & iancarlo mendonza @ soc. guilherme cossoul (8 fev)
37. howe gelb @ santiago alquimista (30 jan)
36. pop dell'arte @ lux (11 mai)
35. panda bear @ b.leza (11 abr)
34. anonima nuvolari @ incrível tasca móvel (10 ago)
33. k'naan @ sines (28 jul)
32. tartit @ sines (26 jul)
31. bellowhead @ sines (25 jul)
30. anonima nuvolari @ clube de viseu (16 jun)
29. mahmoud ahmed @ sines (26 jul)
28. ttukunak @ sines (23 jul)
27. anonima nuvolari @ zdb (19 fev)
26. hipnótica @ music box (13 out)
25. etran finatawa @ porto covo (20 jul)
24. mountain tale @ teatro viriato (16 jun)
23. anonima nuvolari @ b.leza (30 mai)
22. djumbai jazz @ zdb (26 jan)
21. kap bambino @ lounge (19 out)
20. vicious five @ oeirasalive (10 jun)
19. erika stucky @ sines (28 jul)
18. trilok gurtu band @ sines (25 jul)
17. the go! team @ oeirasalive (9 jun)
16. anonima nuvolari @ catacumbas (19 set)
15. harry manx @ sines (26 jul)
14. o'questrada @ incrível tasca móvel (10 ago)
13. jacky mollard acoustic quartet @ sines (24 jul)
12. mão morta maldoror @ theatro circo (12 mai)
11. rachid taha @ sines (27 jul)

10. CARLOS BICA TRIO AZUL C/DJ ILL VIBE @ SINES (26 JUL)
9. GOGOL BORDELLO @ SINES (28 JUL)
8. MUDHONEY @ CULTO CLUB (11 JUL)
7. PATTI SMITH @ COLISEU DOS RECREIOS (28 OUT)
6. TINARIWEN @ SÃO JORGE (5 JUL)
5. STARS OF THE LID @ NIMAS (6 DEZ)
4. LCD SOUNDSYSTEM @ SBSR (4 JUL)
3. CORDEL DO FOGO ENCANTADO @ TEATRO VIRIATO (15 JUN)
2. DIRTY THREE @ LUX (2 JUN)
1. AKRON/FAMILY @ MUSICBOX (22 ABR)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Listas 2007: os melhores concertos dos leitores

As vossas votações deram uma clara vitória ao concerto dos LCD Soundsystem (foi mesmo bom, não foi?). Houve também bastante gente a colocar o concerto dos Arctic Monkeys nas listas. Eis, então, os ranking dos dez melhores concertos:

1. LCD SOUNDSYSTEM @ SBSR
2. ARCTIC MONKEYS @ Coliseu dos Recreios
3. ARCADE FIRE @ SBSR
4. THE GO! TEAM @ Oeiras Alive
5. KAP BAMBINO @ Lounge
6. MÃO MORTA (Cantos de Maldoror) @ CAE de Portalegre
7. CORDEL DO FOGO ENCANTADO @ Viseu
8. SONIC YOUTH @ Paredes de Coura
9. THE SEA AND CAKE @ ZDB
10. AKRON/FAMILY @ MusicBox

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A lista de álbuns da gerência

2007 foi, a respeito de discos, um ano de colheita memorável, na quantidade e na qualidade. Muito ficou por ouvir, como sempre, fazendo que só daqui a alguns anos se consiga ter uma lista (quase) definitiva, mas esta é, para já, a lista dos 25 melhores álbuns de 2007 para a gerência do tasco:


1. ROBERT WYATT "Comicopera" (Domino)


2. NEIL YOUNG "Chrome Dreams II" (Wea)


3. LCD SOUNDSYSTEM "Sound of Silver" (Capitol)


4. PANDA BEAR "Person Pitch" (Paw Tracks)


5. BATTLES "Mirrored" (Warp)


6. JAPANTHER "Skuffed Up My Huffy" (Menlo Park)


7. TINARIWEN "Aman Iman" (World Village)


8. AKRON/FAMILY "Love is Simple" (Young God)


9. NORBERTO LOBO "Mudar de Bina" (Bor Land)


10. ELECTRELANE "No Shouts No Calls" (Too Pure/Beggars)


11. THE NATIONAL "Boxer" (Beggars)
12. M.I.A. "Kala" (Interscope)
13. VON SÜDENFED "Tromatic Reflexxions" (Domino)
14. BASSEKOU KOUYATÉ & NGONI BA "Segu Blue" (Out Here)
15. ANIMAL COLLECTIVE "Strawberry Jam" (Domino)
16. LIARS "Liars" (Mute)
17. SHELLAC OF NORTH AMERICA "Excellent Italian Greyhound" (Touch & Go)
18. BLACK LIPS "Good Bad Not Evil" (Vice)
19. DIGITALISM "Idealism" (Astralwerks)
20. GRINDERMAN "Grinderman" (Mute)
21. NO AGE "Weirdo Rippers" (Fat Cat)
22. BLACK LIPS "Los Valientes Del Mundo Nuevo" (Vice)
23. IRON AND WINE "The Sheperd's Dog" (Sub Pop)
24. WHITE STRIPES "Icky Thump" (Wea)
25. !!! "Myth Takes" (Warp)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O que faz um público?

Público? O que é, o que o cria, o que o move? Comunidades? O que são, o que as cria, o que as move? O observador mais atento consegue, com ou maior ou menor esforço, chegar a estas respostas, mas... sempre? Talvez não. Tem que haver uma margem de erro que tolde sempre qualquer análise mais determinista. Senão, o que justifica, por exemplo, que um grupo como os Hipnótica não seja hoje seguido nos seus concertos por centenas ou até mesmo milhares de pessoas?

Serem difíceis? Não pode ser. Talvez nem todos os ouvidos tenham a predisposição (ou a formação) necessária para absorverem com maior profundidade os elementos mais complexos e quase inexpugnáveis das actuais composições do grupo, mas a música é inteiramente acessível à partida.

Terem passado da moda por estarem ainda rotulados com o downtempo e o trip hop? Também não pode ser, não só porque o downtempo e o trip hop já não estão de novo assim tão fora de moda, mas até porque os Hipnótica estão cada vez mais roqueiros (a guitarra voltou a ser um instrumento essencial, por exemplo) e cada vez mais bombásticos ao vivo, o que corresponde já mais aos actuais padrões de moda da música popular.

Serem músicos diletantes? Até o podem ser por definição, mas estão em processo constante de criação. Lançam álbuns com regularidade, dão os concertos que podem, musicam filmes e dão-se até ao luxo de tocarem temas inéditos em apresentações de álbuns, como se não houvesse tempo a perder, dando o rótulo de proibido à palavra comodismo.

O que pode estar, então, na origem do underrating dos Hipnótica? Como é que não houve mais gente a assistir ao fantástico concerto deste sábado no Music Box? No ouvido ainda ressoam os temas deste belíssimo novo álbum "New Communities For Better Days", os inéditos e a quase epifânica versão para "Song to the Siren", do Tim Buckley, ou a forma como o concerto acabou, ao jeito dos Akron/Family, com toda a gente a cantar "Women of the World", de Ivor Cutler, mas redescoberta no "Eureka" de Jim O'Rourke (olhem, outro génio que nunca teve o reconhecimento merecido do público).

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Eu confesso

Ontem, pela primeira vez em muitos anos de concertos, eu bati palmas a acompanhar a música. No caso, "Blessing Force", dos Akron/Family. Vou penitenciar-me logo à noite ouvindo 33 vezes consecutivas o disco gravado ao vivo.

Peripécias

(Alerta geral! alerta geral! Post pessoal! Post demasiado pessoal!) São três e vinte da manhã e só agora chego a casa, depois de ter ficado apeado por baixo de um viaduto, sem gasolina, a primeira vez que isto acontece em 14 anos de carta, é preciso que seja dito, depois da primeira estação de serviço não aceitar o multibanco, e, acabo já esta frase pouco dada a respirações, como se estivesse armado em Saramago, desculpem lá, voltando ao que dizia, depois de um estupendo, um devastador, um inclassificável concerto dos Akron/Family. Ufa. A expectativa era muita, conforme terão reparado nas postagens anteriores, carregadas de vídeos que testemunham a passagem destes friques de Brooklyn por outros palcos. Mas nada do que se passou esta noite pelo Musicbox foi menos bom do que aquilo deixava perceber, e se já era difícil superar tantas expectativas, próprias já só de um puto que noutros tempos aguardaria impacientemente concertos de Jesus and Mary Chain ou Nick Cave, como explicar que esta noite foi ainda melhor do que aquilo que se esperava? Por outro lado, como não haveremos nós de reagir perante tipos simples e humildes que tocam bem e suam em palco (conseguido com que a plateia os acompanhe nessa missão), enquanto esticam os limites da imaginação melómana ao jogarem os Can e os Faust com a free folk marada norte-americana, as polifonias do gospel com as polifonias das guitarras? Foi uma noite inesquecível. Como o meu chapéu, assim que o comprar, se este não for um dos concertos do ano. Não fosse ter que trabalhar na terça-feira e eu vos diria quem estaria em Braga amanhã. Há bandas que merecem esse sacrifício e os Akron/Family, por voltarem a fazer-me sentir um puto a descobrir a alegria que é ver um concerto, preenchem inapelavelmente o requisito. Akron/Family ou Angels of Light, voltem, já.

domingo, 22 de abril de 2007

É HOJE!

(...em Lisboa. Em Braga, é só amanhã. Há já muito tempo que não ansiava assim por um concerto...)



Akron/Family, "Blessing Force", a 10 de Março último, no Empty Bottle de Chicago.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Faltam três dias...

...para Lisboa, quatro para Braga.


(Akron/Family @ Durham, Duke Coffehouse, Fevereiro 2007)

terça-feira, 17 de abril de 2007

Já faltam poucos dias





Akron/Family, já no próximo domingo, com os portugueses DOPO na primeira parte. Absolutamente i-m-p-e-r-d-í-v-e-l. Os bilhetes custam €10 e estão à venda na Carbono, na Flur e na AnAnAnA.

"Thanks so much for booking Akron/Family into your venue. As you probably know by now, their live shows are absolutely mind-bending, just fantastic in every way - sonically, emotionally, physically. They are one of the best live bands I've ever experienced. People leave their shows both drained and elated. They GIVE everything, stretching the limits of their music, their own physical endurance, and that of the audience. They are an incredibly special band - "experimental" in many ways, but also immediately accessible and hugely entertaining - in the best sense. It's deeply rewarding to see them getting the attention they deserve.",
Mensagem de Michael Gira, patrão da Young God Records, para a Nervo, produtora do evento

domingo, 14 de janeiro de 2007

Um vídeo por dia traz cor e alegria #12



AKRON/FAMILY - Love and Space (ao vivo)

DATA: Setembro de 2005
Dando aqui expressão à sua faceta gospel-frique, os Akron/Family rodeiam o microfone para tocarem "Love and Space", o tema que encerra o brilhante "Meek Warrior", álbum do ano passado. Isto aconteceu na edição de 2005 do "Adventures in Modern Music", o festival que a revista The Wire tem levado a cabo no Empty Bottle de Chicago. Daqui a uns três meses, Lisboa e Braga vão ter a hipótese de conhecer mais de perto este colectivo. Até lá, deverá aparecer álbum novo e, agendada para Fevereiro, está a edição de "You, You're A History In Rust", dos canadianos Do Make Say Think (Constellation), que contará justamente com as vozes dos Akron/Family.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

E por falar em Akron/Family...

Mais uma grande notícia para começar o ano:

22 de Abril - Lisboa
23 de Abril - Braga

(Vai haver álbum novo, a propósito.)

Os meus álbuns de 2006

2006 foi, para mim, mais um ano de descobertas e redescobertas de música de outras eras do que propriamente de acompanhamento da actualidade. Ainda assim, há que destacar estas pérolas:


Akron/Family "Meek Warrior" (Young God Records)


1. akron/family - meek warrior
2. liars - drums not dead
3. current 93 - black ships ate the sky
4. pink mountaintops - axis of evol
5. six organs of admittance - the sun awakens
6. tom waits - orphans (brawlers, bawlers and bastards)
7. sonic youth - rather ripped
8. beirut - gulag orkestar
9. oneida - happy new year
10. howe gelb - sno angel like you

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Classe de 2006 - os álbuns

Os clientes do tasco foram convidados a deixarem as suas preferências de 2006. Este é o resultado da votação para os melhores álbuns de 2006. Obrigado a todos.



1. liars - drums not dead
2. kode9 & the spaceape - memories of the future
3. scott walker - the drift
4. burial - burial
5. current 93 - black ships ate the sky
6. ali farka touré - savane
7. tv on the radio - return to cookie mountain
8. comets on fire - avatar
9. akron/family - meek warrior
10. man man - six demon bag