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quarta-feira, 16 de maio de 2018

100 de 1978, n.º 17, Eno Moebius Roedelius



AFTER THE HEAT
ENO MOEBIUS ROEDELIUS (Inglaterra/Alemanha)


Edição original: Sky
Produtor(es): Brian Eno, Dieter Moebius, Hans-Joachim Roedelius, Conny Plank



domingo, 13 de maio de 2018

100 de 1978, n.º 20, Brian Eno



AMBIENT 1: MUSIC FOR AIRPORTS
BRIAN ENO (Inglaterra)


Edição original: EG, Polydor
Produtor(es): Brian Eno



sábado, 28 de abril de 2018

sábado, 12 de agosto de 2017

100 de 1977, n.º 3, Brian Eno



BEFORE AND AFTER SCIENCE
BRIAN ENO (Inglaterra)


Edição original: Polydor
Produtor(es): Brian Eno, Rhett Davies



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

100 de 1975, n.º 17, Eno



ANOTHER GREEN WORLD
ENO (Inglaterra)


Edição original: Island
Produtor(es): Brian Eno, Rhett Davies



terça-feira, 29 de novembro de 2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

100 de 1974, n.º 2, Eno



TAKING TIGER MOUNTAIN (BY STRATEGY)
ENO (Inglaterra)


Edição original: Island
Produtor(es): Eno



terça-feira, 2 de junho de 2015

100 de 1973, o primeiro deles todos: ENO - HERE COME THE WARM JETS



HERE COME THE WARM JETS
ENO (Inglaterra)
Edição original: Island
Produtor(es): Brian Eno
discogs allmusic wikipedia YOUTUBE

Para lá de toda aquela imagem andrógina e espampanante com que Brian Eno aparecia em público na altura, ainda na espuma da onda do glam, havia, já se sabia, um esteta compulsivo com requintes de cientista louco quando montava laboratório nos estúdios de gravações. Reza a lenda que para esta sua estreia a solo terá reunido 16 músicos razoavelmente diferentes para que do choque entre as diversas abordagens pudesse captar a energia do acidente. Assim como os físicos que se entretém a ver partículas a coliderem entre si. Chamou a si todos os Roxy Music, à exceção de Bryan Ferry. Foi buscar o baterista Simon King aos Hawkwind e o baixista Paul Rudolph aos vizinhos Pink Fairies, também ele futuro Hawkwind. De Canterbury, chamou o baixista Bill MacCormick, dos Matching Mole. Dos King Crimson, vieram o guitarrista Robert Fripp, com quem Eno já tinha trabalhado no excelente "(No Pussyfooting)" (ver abaixo nesta lista) e o baixista John Wetton. Ainda teve a ajuda do guitarrista Chris Spedding. Depois, continua a lenda, dançou para eles. Ou melhor, Eno dirigiu os músicos através da dança e de outros sinais, corporais ou verbais, aos quais estes iam respondendo em simpatia. Na posse das gravações individuais, lançou-se depois a um meticuloso trabalho de mistura, corte e costura, do qual fez parir uma dezena de canções das quais se diz terem poucas ou nenhumas semelhanças com os contributos originais. À boa maneira inglesa da altura, juntou-lhe rapidamente letras cómicas que soassem bem e que, à exceção da história do dragão humano A.W. Underwood invocada em "The Paw Paw Negro Blowtorch", pouco ou nenhum sentido fizessem. É que a voz era mais um instrumento manipulado pelo cientista louco.

Ao 12.º dia, o criador chamou-lhe um álbum e descansou.

Há nestas dez canções ainda muito dos Roxy Music, claro, pelo menos na forma como Eno veria o grupo de onde tinha saído meses antes. As duas primeiras faixas, "Needles In The Camel's Eye" e "The Paw Paw Negro Blowtorch" são bons exemplos dessa espécie de declaração de interesses de Eno. Em "Baby’s on Fire" também, mas aqui já tínhamos a guitarra incendiária de Fripp a pegar fogo aos modelitos de lantejoulas, num solo que ainda parece furar os ouvidos de muita gente nos dias de hoje. "Cindy Tells Me" volta ao glam, por via da pop dos anos 60, como se fosse revista pelos Velvet e depois esticada pela saturação de efeitos de Eno. Em "Driving Me Backwards", parece que há um filme a andar para trás, enquanto um pianista se houve do fundo de uma cave, exortando os seus demónios, momento negro que é logo compensado pela beleza de "On Some Faraway Beach", uma melodia de tons nostálgicos que fica no ouvido, uma fórmula que Eno viria a repetir aqui e em discos futuros. Volta ao glam em "Blank Frank", porventura deitando mais ácido sarcástico para cima do seu passado recente. Cheia de voz e de letras parvas e boas vem depois "Dead Finks Don’t Talk". Pop épica a abrir uma alameda de aclamação para os dois grandes momentos finais do disco. Talvez devamos dizer os monumentos finais do disco. O primeiro, "Some of Them Are Old", lembra Robert Wyatt ou outro amigo deste, Ivor Cutler, mas aqui Eno, ou melhor, os vários Enos que aqui ouvimos em coro conduzem a folk que constitui a melodia da canção a cenários cósmicos, como quando Sun Ra levava o bebop para além de Saturno. No final da canção fica um piano solto, perdido no espaço, como que uma sinfonia do rasto radiofónico do big bang, a qual se continua a ouvir, se estiverem bem atentos, na faixa final, que dá ou recebe o título do álbum. Nela, voltamos aos traços nostálgicos que Eno tão bem consegue deixar numa canção, seja a solo, seja nas bandas que já produziu até hoje. É tão bom este momento que não conseguimos fazer outra coisa que não seja voltar a ouvir o disco do princípio.

A meio caminho entre o glam, cujo prazo estava a acabar, e o punk, que batia à porta, Brian Eno conseguiu um disco da mais extraordinária pop. Pop para gente chanfrada, é certo, mas pop extraordinária. E vanguardista, até para os dias de hoje.


(Antes que alguém venha do Wikipedia com a reclamação de que o disco saiu já em janeiro de 1974, aconselha-se primeiro a leitura da página de discussão das alterações que esse artigo já teve, nomeadamente no que à data de lançamento concerne. Também poderá ver o registo no Discogs ou, talvez ainda mais importante..., o próprio disco. O meu, em CD, tem claramente indicação de 1973 como ano da edição original...)

sábado, 9 de maio de 2015

100 de 1973, n.º 25, Roxy Music (rep.)



FOR YOUR PLEASURE
ROXY MUSIC (Inglaterra)
Edição original: Island
Produtor(es): Chris Thomas, John Anthony, Roxy Music
discogs allmusic wikipedia YOUTUBE

Ao segundo álbum, os Roxy Music, que prosseguiam o combate Bryan vs Brian, procuravam equilibrar-se entre a pop experimental, como em "Bogus Man", que Eno aparentava aos Can, e as canções mais estruturadas, como os singles "Do The Strand" e "Editions of You". É talvez por terem conseguido sobreviver à tensão da forma como o fizeram, aqui espelhada, que "For Your Pleasure" é um disco tão curioso e interessante. Há pouco tempo, Morrissey dizia que apenas se lembrava de um álbum britânico verdadeiramente grande. Este, precisamente.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

100 de 1973, n.º 33, Fripp & Eno (rep.)



(NO PUSSYFOOTING)
FRIPP & ENO (Inglaterra)
Edição original: Island
Produtor(es): Robert Fripp, Brian Eno
discogs allmusic wikipedia YOUTUBE

Ponha-se no mesmo estúdio dois dos maiores músicos e estetas que a Inglaterra viu nascer, deixe-se a marinar o tempo suficiente, e sirva-se o resultado. "(No Pussyfooting)" é um marco incontornável da música ambiente, o primeiro de uma trilogia de trabalho levada a cabo pelo guitarrista Robert Fripp (voltará a esta lista, mais à frente, com o seu maior projeto de sempre) e pelo multi-facetado Brian Eno (também voltará aqui, e por duas vezes, ora a solo, ora com a sua banda). Eram ainda apenas jovens homens (Fripp tinha 27, Eno era dois anos mais novo), mas artistas maduros que deixavam a sua afirmação inequívoca.

terça-feira, 20 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 33



(NO PUSSYFOOTING)
FRIPP & ENO (Inglaterra)
Edição original: Island
Produtor(es): Robert Fripp, Brian Eno
discogs allmusic wikipedia

Ponha-se no mesmo estúdio dois dos maiores músicos e estetas que a Inglaterra viu nascer, deixe-se a marinar o tempo suficiente, e sirva-se o resultado. "(No Pussyfooting)" é um marco incontornável da música ambiente, o primeiro de uma trilogia de trabalho levada a cabo pelo guitarrista Robert Fripp (voltará a esta lista, mais à frente, com o seu maior projeto de sempre) e pelo multi-facetado Brian Eno (também voltará aqui, e por duas vezes, ora a solo, ora com a sua banda). Eram ainda apenas jovens homens (Fripp tinha 27, Eno era dois anos mais novo), mas artistas maduros que deixavam a sua afirmação inequívoca.

domingo, 14 de dezembro de 2008

E, por falar em David Byrne e em "Everything That Happens Will Happen Today"


David Byrne tem passado os dias a apresentar as canções do álbum, além de outras, por cidades dos EUA. Mas para o próximo ano, a digressão que recebeu o nome "Songs of David Byrne and Brian Eno Tour" vai atravessar a Austrália, alguns países do extremo Oriente e, mais tarde, a Europa. E... DIA 28 DE ABRIL CHEGA AO COLISEU DOS RECREIOS DE LISBOA!
A acompanhar Byrne vão estar músicos como o teclista Mark Degli Antoni (Soul Coughing), o baixista Paul Frazier, o percussionista brasileiro Mauro Refosco (já tocou nos Lounge Lizars e hoje é um dos elementos do projecto Forro in the Dark) e o baterista Graham Hawthorne. Em palco haverá ainda um colectivo de dançarinos. David Byrne tem falado muito sobre os concertos e sobre as cidades por onde tem passado no seu magnífico blogue. Pormenores sobre a digressão podem ainda ser consultados no wikipedia. As datas estão disponiveis no site oficial de David Byrne.

Canções do 08. Nº 10



"STRANGE OVERTONES", BRIAN ENO & DAVID BYRNE
(de "Everything That Happens Will Happen Today", ed. autor)

Passaram 27 anos desde o histórico "My Life in the Bush of Ghosts". Brian Eno e David Byrne voltaram a unir as suas torrentes criativas e... could they do it? Yes, they could. É daquelas canções que fazem ligação directa entre os ouvidos e aquela recôndita parte do cérebro que tem por função deixar-nos bem disposto.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Byrne e Eno: já saiu!

Já está disponível o resultado da mais recente colaboração entre David Byrne e Brian Eno, o álbum "Everything That Happens Will Happen Today". A dupla enviou hoje mail para todos aqueles que fizeram o download do tema oferecido previamente. A partir de hoje, o álbum pode ser escutado gratuitamente aqui (ou no leitor incorporado no final desta postagem). O álbum está igualmente disponível para compra, nos formatos electrónico ou físico.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Histórias Peel #1

Era o final do ano de 1973 (belo ano, por sinal) e Robert Fripp e Brian Eno tinham acabado de editar "No Pussyfooting". Porque a tecnologia necessária para a gravação destes temas era complexa demais, em vez de levar Fripp e Eno aos estúdios da BBC para gravar uma sessão como faziam todos os outros músicos, o produtor das Peel Sessions aceitou antes comprar uma gravação alternativa à do álbum. Estranhou que soasse tão diferente do que estava no disco e confirmou com a editora. Era aquela a fita, não havia qualquer dúvida. Na noite em que passou na rádio, Brian Eno ia a conduzir. Teve que encostar para telefonar à BBC: "Tenho que falar com John Peel, pois ele está a tocar o meu álbum de trás para a frente". "É o que todos dizem, senhor", ter-lhe-á respondido a telefonista, não passando a chamada. As editoras costumavam enrolar as fitas com o fim da parte de fora, ao passo que a BBC colocava o início. "Felizmente, apenas o Eno deu conta", conta o produtor John Walters.

in "The Peel Sessions - A story of teenage dreams and one man's love of new music", Ken Garner, BBC Books, 2007

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Recordação do dia


"Passengers: Original Soundtracks 1" (Polygram/Island, 1995)

Em 1995, os U2 abdicavam do estatuto de super-mega-estrelas para porem na rua um brilhante disco, disfarçados sob o nome de Passengers. Na fase posterior a "Joshua Tree", este é o melhor trabalho (o único realmente indispensável) de Bono, Adam Clayton, The Edge, Larry Mullen Jr. e, finalmente creditado como fazendo parte do grupo, Brian Eno (honra que já devia ter acontecido em "The Unforgettable Fire", por exemplo).

segunda-feira, 2 de maio de 2005

De onde raio é que vem o nome? #31: A Certain Ratio

Depois de Leeds e dos Kaiser Chiefs, recuamos no tempo e vamos a Manchester, ao encontro dos A Certain Ratio. O nome vem alegadamente de uma letra de Brian Eno, do tema "The True Wheel", retirado do álbum "Taking Tiger Mountain (by Strategy)".
(...)
Looking for a certain ratio
Someone must have left it underneath the carpet
Looking up and down the radio
Oh, oh, nothing there this time
Looking for a certain ratio
Someone said they saw it parking in a car lot
Looking up and down the radio
Oh, oh, nothing there this time
Going back down to the rodeo
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, here we go!
(...)

terça-feira, 7 de setembro de 2004