quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

E por falar em diabo, hoje é dia de Liars!

Hoje é o dia em que os Liars regressam à pista do Lux, trazendo na bagagem o álbum mais virado para a discoteca desde que começaram com as experiências de ritmo e ruído, já lá vão 14 anos e sete álbuns.

O diabo finlandês está de volta

Kimmo Pohjonen, o homem que revolucionou o som do acordeão, está de volta a Portugal, para uma minidigressão a solo com passagem por meia dúzia de localidades portuguesas:

6 de novembro - Torres Vedras, Teatro Cine
9 de novembro - Braga, Theatro Circo
11 de novembro - Lisboa, Tivoli
13 de novembro - Castelo Branco, Cineteatro Avenida
14 de novembro - Faro, Teatro das Figuras
15 de novembro - Ílhavo, Centro Cultural

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Amanhã à tarde, há estacionamento livre no Maria Matos para a nave de Sun Ra

Em junho tivemos o prazer de receber a mítica Arkestra no B.Leza, neste ano em que celebramos os 100 anos de Sun Ra. Entretanto, o Teatro Maria Matos, que chegou à bonita idade dos 45 anos, lembrou-se de prestar tributo ao génio deste que é um dos mais extraordinários compositores da galáxia, e por isso, a festa de amanhã à tarde, apropriadamente intitulada "100 Ra" (glosando a de há dois anos, "100 Cage") promete ser imperdível.

A viagem ao universo musical de Sun Ra, que decorrerá amanhã entre as 16h30 e as 20h30, em vários espaços do Maria Matos, terá por comandantes:

- Bruno Pernadas e o seu ensemble;

- Gala Drop e convidados;

- Mo Junkie;

- Nuno Rebelo com o Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga (música original, composta especialmente para esta tarde, sob encomenda e produção do Maria Matos e GNRation)

Os bilhetes vão custar 5 euros e o programa pode ser consultado aqui.

Chegámos àquela altura do ano em que ficamos a saber quem vai ao Barreiro Rocks

E então, para pegar numa expressão corrente, é assim:

O Barreiro Rocks tem lugar, uma vez mais, no pavilhão do GD dos Ferroviários, entre 5 e 7 de dezembro, com Bad News Boys (King Khan & BBQ), The Experimental Tropic Blues Band, Tamar Aphek, The Act-Ups, 10 000 Russos, Modernos, Killimanjaro, Dirty Coal Train, The Jack Shits, Alek Rein, Asimov, Pista, Los Saguaros, Tracy Lee Summer, Cave Story, Thee O.B.’s, Smix Smox Smux, Pow, Cangarra, Besta e, claro, o Crooner Vieira.

Todos ao Barreiro!

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Lembrando o Forum Sons

Recentemente, bateu-me à porta a saudade do Forum Sons. Bateu por duas vezes: na primeira, era a sensação de falta daquelas discussões à volta da música (e mais o que fosse); nos dias mais recentes, principalmente neste "dia seguinte" ao desaparecimento trágico da Tânia, era a nostalgia por um tempo em que a toda a hora surgia um novo amigo que nos trazia novas formas de pensar as coisas.

Porque o tempo já lá vai e porque haverá quem não saiba o que era o Forum Sons, as próximas 797 palavras são dedicadas a essas pessoas. As demais não precisam.

O Forum Sons surgiu por volta de 1997 ou 1998, a memória já não me ajuda, no então incipiente abraço às novas tecnologias por parte do jornal Público, e em particular do seu suplemento de música "Sons". Pequenos anúncios nas páginas do jornal lançavam um mote semanal e convidavam os leitores melómanos a participarem ativamente na construção daquele espaço de discussão, um fórum online.

Logo começou a aparecer gente interessante com coisas interessantes para partilhar naquelas páginas de design simples e de fundo azul, gente da qual ainda hoje me orgulho de ser amigo (e próximo, em alguns dos casos). Talvez valha a pena notar que a WWW em português ainda era coisa de um grupo mais ou menos reduzido de utilizadores, essencialmente estudantes da faculdade e nerds dos computadores. Nada que se pudesse assemelhar ao que temos agora, em que damos um pontapé num qualquer botão de uma rede social e damos de caras com o chefe do serviço, o primo que já não víamos desde o casamento, o gordo do liceu ou a senhora que nos tira as bicas da manhã. Talvez por isso, por sermos poucos e por sermos realmente interessados no tema, não havia ainda tanto espaço para a javardice popular que desde então veio crescendo até ao ponto que encontramos nos comentários de qualquer notícia publicada online.

Avançou o tempo e aumentou também a presença do Público (e do público) na internet. Aumentou também o número das pessoas que participavam no Forum Sons, o qual foi passando por várias lavagens de cara e pelo melhor apetrechamento técnico. Falava-se mais de música e de mais músicas. E também se falava de outras coisas. Afinal, era um universo em expansão de pessoas com interesses múltiplos.

Passaram cerca de quatro anos e alguém no Público mudou de ideias em relação ao projeto, o que não caiu no agrado daqueles que o amanhavam e que, em resposta, e como uma comunidade cigana, mudaram-se para outras paragens. Escrevi a esse propósito numa das minhas crónicas para o Diário Digital, que ainda se encontra online: "Morreu o Forum Sons, Viva o Forum Sons!". Vieram iniciativas individuais que ainda duraram alguns anos, à qual lhes faltou capital e estratégia para poder gerir as eventuais potencialidades daquele negócio. Surgiram soluções gratuitas, por vezes mais do que uma em simultâneo, como que em linhagens paralelas de um multiverso. Mas a principal razão para o declínio do Forum Sons, foi, paradoxalmente, a humanização do mesmo. A determinada altura, já éramos todos muito amigos ou muito inimigos. A música ficava para segundo plano e tomava dianteira a javardice, que antes até tinha ajudado a tornar o Forum Sons um local atrativo, dificultando a entrada de gente aborrecida. Já não se conhecia novas músicas, já não se trocava discos, já não se discutia aquele mesmo tema batido de sempre, o estado da música portuguesa. A debandada deu-se e o Forum Sons foi ficando residente apenas na memória daqueles que o trabalharam.

Em todos aqueles anos de vida do Forum Sons, conhecia-se música nova e antiga que os tradicionais meios eram incapazes de dar a conhecer. Sabíamos desde a primeira hora quem vinha cá tocar e quando. Vendiam-se e trocavam-se discos. Faziam-se coletâneas coletivas. Nasciam programas de rádio. Nasciam associações (a Mula, por exemplo, que organizou o primeiro concerto de Howe Gelb por cá). Nasciam conhecimentos duradouros. Começavam-se relações (umas deram em casamento!). Combinavam-se autênticas excursões a festivais e concertos por esse país fora. Formavam-se bandas e coletivos de DJs. Recrutavam-se jornalistas e críticos. Ria-se, chorava-se (e muito se chorou na morte de um dos maiores instigadores do Forum Sons no Público, o Fernando Magalhães).

Tudo isto se passava num ambiente mais ou menos democrático, com gente de diferentes proveniências e diferentes motivações. No Forum Sons, participavam meros ouvintes, lado a lado com os músicos (muitos), os jornalistas (quase todos), os produtores de eventos, o Miguel Esteves Cardoso. Havia quem participasse sobre o mais profundo anonimato, só muitos anos depois revelado. Havia muitos que nem sequer participavam, estando porém atentos ao que ali se passava, como se o Forum Sons fosse um focus group de excelência.

Não sei se quero e se precisamos de outro Forum Sons como aquele(s), mas agrada-me sempre a ideia de uma praça pública onde se discuta, se troque e se fomente a música (e tudo, na verdade). Ainda há dias comentava com uma jornalista, a propósito dos 20 anos da ZDB, que uma das maiores virtudes da galeria ao longo dos tempos mais recentes foi o de providenciar uma espécie de ágora onde gente de interesses comuns ou tangentes – público, músicos, jornalistas, gente com vontade de fazer coisas, ... - se reunisse de copo na mão e música nos ouvidos. É do diálogo que nascem as coisas.

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Pop already ate itself

Em 1982, abriam guerra às guerras da Irlanda do Norte ao Chile, em nome da paz.
Em 1984, lembravam heróis passados e presentes das lutas pela integração racial no mundo.
Em 1984, alertavam o mundo para a fome em África.
Em 1986, tornavam-se uma das vozes mais importantes da Amnistia Internacional.
Em 1992, aliavam-se à Greenpeace pelo ambiente.
Em 1994, ridicularizavam os líderes mundiais que permitiam e fomentavam a guerra da Bósnia.
Em 1997, caricaturavam o peso emergente de referências capitalistas e consumistas na cultura popular.
Em 2000, ele aliava-se à campanha pelo perdão da dívida dos países do Terceiro Mundo.
Em 2001, lembravam Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz e prisioneira política birmanesa até há pouco tempo.
Em 2002, ele fez campanha contra a SIDA em África.
Em 2005, estiveram em campanhas para ajudar as vítimas do furacão Katrina.
Em 2006, ele entrou na luta financeira contra a pobreza.

Em 2014? Em 2014, ajudam a vender telemóveis e afins para as classes média e alta.

Mas é mais do que isso.

Desde que se começou a discutir o declínio da indústria discográfica, mantenho a opinião de que o principal fator subjacente à crise nas vendas não é a pirataria, ainda que esta seja obviamente determinante. É a alteração dos hábitos de consumo, ou melhor, o surgimento e a intensa diversificação de novas necessidades junto da população mais jovem, aquela que antes sustentava a indústria.

Roupas caras, computadores e jogos, viagens de turismo, intercâmbios estudantis, concertos e festivais para todos os gostos, maior oferta na noite, e, claro, os telemóveis, dos equipamentos aos planos mensais de preços, para este e para aquele serviço.

Muitos destes "novos" bens e serviços tornam-se necessidade e ganham até a maior quota-parte do seu preço final através do ato publicitário, por mais que qualquer profissional de marketing nos venha dizer que a necessidade já lá estava à espera de ser acordada. E que seja, então, porque a conclusão não é radicalmente diferente.

Mais, muitos destes "novos" bens e serviços são eles próprios o suporte privilegiado para a afirmação da pirataria. Como se houvesse aqui um duplo ataque ao velho paradigma da indústria discográfica: tomam o lugar da música no orçamento mensal e ainda permitem que se partilhe e oiça música sem que os antigos agentes do negócio, incluindo os próprios autores, sejam daí remunerados.

E quem tem ajudado a vender estes bens e serviços, quem tem ajudado a diversificar o destino dos orçamentos (cada vez mais magros nesta altura de crise geral) dos jovens? A própria música.

A novidade é que já não são pequenas bandas, daquelas que precisam de exposição e dinheiro para o arranque, como quando os Dandy Warhols plagiavam os Specials nos anos 90 num dos maiores sucessos mundiais da publicidade. Agora é uma das maiores bandas de sempre, aquela para quem aliás parece ter sido cunhada a expressão "a maior banda do mundo", aquela que era conhecida pelos seus atos de filantropia e de ativismo social e político.

No reino das metáforas, o novo álbum dos U2 é a pedra da lápide que faltava.

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Pere Ubu no aquário, Bonnie 'Prince' Billy no São Luiz e outros para a festa da ZDB

Há muito, muito tempo, eras tu uma criança que brincava no...
Parem já tudo e celebrem: A ZDB faz 20 anos e traz os Pere Ubu para a festa. Tomem nota do dia 4 de dezembro próximo. Os Pere Ubu -- a banda, claro -- voltam a Lisboa, 14 anos (CATORZE ANOS, PORRA!) depois da Aula Magna, seis anos depois da Casa da Música.

Esta é apenas uma das novidades da programação de outono da ZDB, parte dela integrada no 20.º aniversário da casa. Junte-se ainda o já anunciado Ty Segall, o sempre bem-vindo Bonnie 'Prince' Billy, o velho amigo Lee Ranaldo, os Black Bananas (da Jennifer Herrema, ex-Royal Trux), e mais, mais, mais:

Setembro
18 - Rashad Becker + Ondness
20 - Lust For Youth + Bispo
26 - Waterfalls c/ Raw Forest + Afonso Simões + Trash Kit + Taxila

Outubro:
4 - Amen Dunes + Modernos
5 - Marissa Nadler
7 - Nate Wooley + Chris Corsano + Hugo Antunes – Malus
15 - bEEdEEgEE | Jejuno
18 - Lee Ranaldo @ Igreja de St.George
25 - Ty Segall

Novembro:
1 - Black Bananas + Putas Bêbadas
15 - Bonnie ‘Prince’ Billy @ Teatro São Luiz

Dezembro:
4 - Pere Ubu

E há ainda a promessa de que serão anunciadas mais datas para este outono festivo. Mais informações em www.zedosbois.org.

terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Festão na Casa Independente

A Casa Independente, em Lisboa, acolhe no próximo sábado a primeira edição do Magafest, repleto de nomes fortes da cena atual:

15h00 - 16h00 Norberto lobo e Gabriel Ferrandini
16h00 - 17h00 João lobo
17h00 - 18h00 Nome Comum
18h00 - 19h00 Não Simão
19h00 - 20h00 Noz 2

Jantar

21h00 - 22h00 Bruno Pernadas
22h00 - 23h00 Memória de Peixe
23h00 - 00h00 Tiago Sousa
00h00 - 01h00 JP Simões

A entrada custa 15 euros. Mais informações em magasessions.com

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

A nova frente do Discogs

A boa gente do Discogs não para e abriu entretanto um novo portal, exclusivamente dedicado à missão de documentar todas as lojas de discos do planeta. "It's like Discogs, for Record Shops."

Aqui:

www.vinylhub.com

segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

E como não duas sem três, aí vem também o regresso às aulas da ZDB

Calma, porém. É ainda apenas uma pequena parte do regresso que acaba agora de ser divulgada. Hipsters-roqueiros-alfacinhas, alegrai-vos, que vem aí o Ty Segall para o aniversário da ZDB -- o 20.º! --, que não vai acontecer na ZDB, mas sim noutro sítio conhecido igualmente por apenas três letrinhas, o Lux. Vai ser no dia 25 de outubro. As entradas custam 15 euros e já estão à venda. Antes do aniversário, a ZDB conta ainda apresentar, além outros nomes que não foram anunciados:
18 de setembro: Rashad Becker (ALE) + Ondness (PT)
20 de setembro: Lust for Youth (SUE) + Bispo (PT)


ATUALIZAÇÃO:
Avisa o Sérgio, e bem, que o aniversário da ZDB não se ficará pelo Ty Segall, nem se ficará por uma única noite. A festa será longa, portanto. Ainda bem.

Novidades para os lados do Maria Matos, também

Para quem não se distrai nos banhos ou outras coisas de verão, o mês de agosto traz sempre novidades interessantes a respeito do que há de aí vir quando as temperaturas já não forem assim tão altas, quando já toda a gente estiver regressada às suas vidas diárias. Há pouco era o Out.Fest, mas também há novidades do Maria Matos para a próxima temporada de concertos:

20 de setembro - peixe:avião + Filho da Mãe & Jibóia (serão filmes-concerto, com os peixe:avião a musicarem "Ménilmontant", filme de 1926, de Dimitri Kirsanoff, e a dupla de guitarras FdM & J com "In the Land of the Head Hunters", filme de 1914, de Edward S. Curtis, ambos os filmes da colheita deste ano do Festival de Curtas de Vila do Conde)

27 de setembro - Steve Gunn & Mike Cooper (reedição em palco da dupla criada no Out.Fest do ano passado, que gravou por cá "Cantos de Lisboa")

18 de outubro - 100 Ra (programa cósmico-especial de celebração do 45.º aniversário do Maria Matos, em tributo a Sun Ra, no ano do centenário do seu nascimento, em quatro frentes musicais diferentes: Bruno Pernadas e seu emsemble, Gala Drop e convidados, Mo Junkie e Nuno Rebelo em colaboração com o Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga)

1 de novembro - Simon James Phillips "Perto do Ar" (regresso do australiano ao Panteão Nacional, para a apresentação de obra inédita para instrumentos de sopro no aniversário do grande terramoto de 1755, dia de Todos os Santos)

Peter Evans e Fennesz juntam-se ao cartaz de luxo do Out.Fest

Já se sabia da presença da dupla Peter Brötzmann & Steve Noble, dos Magik Markers e dos The Ex. Sabe-se entretanto que também o Peter Evans Quintet e Christian Fennesz vão participar no Out.Fest, o festival de vanguarda do Barreiro, que este ano acontece entre 2 e 5 de outubro próximos. Também os bilhetes já se encontram à venda em bilheteiraonline.pt e locais associados. Mais informações em www.outfest.pt e www.facebook.com/outfestbarreiro.

sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

E Tim voltou para casa viajandão, dirigindo seu jipe e certo de que tinha salvado a alma da "Flips"


in "Noites Tropicais - solos, improvisos e memórias musicais", de Nelson Motta (Ed. Objetiva, 2000)

10 dias no jazz

Começa hoje a 31ª -- sim, a trigésima-primeira! -- edição do Jazz em Agosto, na Gulbenkian. Ao longo de 10 dias vai passar pelo anfiteatro ao ar livre uma autêntica caderneta de cromos indispensáveis ao jazz atual:


Sexta, 1 de Agosto, 21:30
James Blood Ulmer Memphis Blood Blues Band feat. Vernon Reid (EUA)
James Blood Ulmer (voz e guitarra elétrica), Vernon Reid (guitarra elétrica), Charles Burnham (violino), Leon Gruenbaum (teclados), David Barnes (harmónica), Mark Peterson (baixo elétrico), Aubrey Dayle (bateria)

Sábado, 2 de Agosto, 21:30
Evan Parker & Matthew Shipp (Reino Unido, EUA)
Evan Parker (saxofone tenor), Matthew Shipp (piano)

Domingo, 3 de Agosto, 21:30
Marc Ribot Ceramic Dog (EUA)
Marc Ribot (guitarra elétrica), Shahzad Ismaily (baixo elétrico, eletrónica), Ches Smith (bateria)

Segunda, 4 de Agosto, 21:30
Marc Ducret Real Thing #3 (França)
Fidel Fourneyron (trombone), Matthias Mahler (trombone), Alexis Persigan (trombone) Antonin Rayon (piano), Sylvain Lemêtre (vibrafone, marimba, percussões), Marc Ducret (guitarra elétrica)

Terça, 5 de Agosto, 21:30
Luís Lopes Lisbon Berlin Trio (Portugal, Alemanha)
Luís Lopes (guitarra eléctrica), Robert Landfermann (contrabaixo), Christian Lillinger (bateria)

Quarta, 6 de Agosto, 21:30
Franz Hautzinger Big Rain (Áustria, Japão, EUA)
Franz Hautzinger (trompete quartertone), Keiji Haino (guitarra elétrica, voz), Jamaaladeen Tacuma (baixo elétrico), Hamid Drake (bateria)

Quinta, 7 de Agosto, 21:30
Fred Frith / Joëlle Léandre / Hamid Drake (Reino Unido, França, EUA)
Fred Frith (guitarra elétrica), Joëlle Léandre (contrabaixo), Hamid Drake (bateria)

Sexta, 8 de Agosto, 21:30
MMM Quartet (França, Reino Unido, Suiça, EUA)
Joëlle Léandre (contrabaixo e voz), Fred Frith (guitarra elétrica), Urs Leimgruber (saxofone tenor e saxofone soprano), Alvin Curran (piano e eletrónica)

Sábado, 9 de Agosto 2014, 21:30
Massacre (Reino Unido, EUA)
Fred Frith (guitarra elétrica), Bill Laswell (baixo elétrico), Charles Hayward (bateria), Oz Fritz (processamento de som)

Domingo, 10 de Agosto, 21:30
L.U.M.E. – Lisbon Undreground Music Ensemble (Portugal)
Marco Barroso (composição, direção e piano), Manuel Luís Cochofel (flauta), Paulo Gaspar (clarinete), Jorge Reis (sax soprano), João Pedro Silva (sax alto), José Menezes (sax tenor), Elmano Coelho (sax barítono), Sérgio Charrinho/ Gonçalo Marques/ Pedro Monteiro (trompete), Luís Cunha/ Eduardo Lála/ Mário Vicente (trombone), Miguel Amado (contrabaixo e baixo elétrico), André Sousa Machado (bateria)


E, como é já habitual, vamos também ter filmes para ver (sempre no auditório 3 e com entrada livre):

Sábado, 2 de Agosto, 18:00
The Soul of a Man (2003)
Realização: Wim Wenders

Domingo, 3 de Agosto, 18:00
The Soul of a Man (2003)
Realização: Wim Wenders

Quarta, 6 de Agosto, 18:00
The Breath Courses Through Us (2014)
Realização: Alan Roth

Quinta, 7 de Agosto, 18:00
Dancing to a Different Drummer (1993-1994)
Realização: Julian Benedikt

Sexta, 8 de Agosto, 18:00
BasseContinue (2008)
Realização: Christine Baudillon

Sábado, 9 de Agosto, 18:00
Step Across the Border (1990)
Realização: Nicolas Humbert e Werner Penzel

Domingo, 10 de Agosto, 18:00
Terje Rypdal & The Chasers no Jazz em Agosto 1985
Realização: Oliveira Costa


Os bilhetes para os concertos do anfiteatro variam entre os 15 e os 20 euros, havendo ainda descontos para juniores e seniores. Há mais informações em www.musica.gulbenkian.pt/jazz. Entretanto, hoje temos já, então, os blues do James "Blood" Ulmer:

quarta-feira, 30 de Julho de 2014

A Gisela (ou barulho, que se vai cantar o fado)

Circunstâncias pessoais pelas quais ninguém deseja passar impediram-me de desfrutar por inteiro de mais uma edição do FMM Sines. Tive, contudo, eu e mais alguns milhares de pessoas, o privilégio de assistir ao concerto da Gisela João. E não é todos os dias que vamos a um concerto de fado.

Não há quem duvide que o fado voltou à ribalta grande, aqui e lá fora. Por cá, deixou de ser apenas o pequeno orgulho sociocultural do betinho do CDS ou do marialva do Ribatejo para explodir em novas vozes, em novas casas e novos antros de fado vadio ou erudito para locais e turistas, em salas de espetáculo esgotadas, em espaço de fartura nos canais mediáticos para novos e velhos, pobres e ricos. Mas coloquemos um travão neste entusiasmo, porque a canção continua essencialmente a viver num museu, tanto mais depois de atingir o estatuto UNESCO de Património Imaterial da Humanidade. É um museu reconstruído, é certo, agora com janelas abertas para a rua, mas continua a ser museu.

Não tem faltado quem tente tirar o fado da redoma conservadora que o encerra em memórias, tempos e contextos sociais que a maioria dos portugueses deseja ver pelas costas, mas com que métodos e resultados? Confesso que, ainda que gostando, nunca me entusiasmei desmesuradamente com a Mísia; cheguei a insultar o Paulo Bragança num concerto em que os Calexico o convidaram ao palco; tenho pouco ou nada a dizer sobre quem maltrata a guitarra portuguesa, tratando-a como um adorno na música ligeira; quase vomito com algumas das experimentações eletrónicas no fado; gosto de Zambujo, mas já foge mais para a bossa nova do que para o fado. E, claro, tenho a maior das admirações por gente como o Carlos do Carmo, o Camané e seus irmãos, a Cristina Branco, a Ana Moura, etc., mas esses trabalham em maior ou menor medida, e muito bem, no fado do museu, e são outra cantiga.

É neste contexto que surge a Gisela João. O camarada António Pires andou durante tempos a chamar a malta para a ouvirmos cantar na Bela de Alfama. Não fui e arrependo-me de só agora a conhecer ao vivo, numa altura em que já conheço o seu álbum de estreia de trás para a frente. A Gisela é dona de uma voz incrível, uma das melhores desta nova geração, talvez mesmo a mais apaixonante. Mas há muito mais. O que a Gisela está a fazer pelo fado merece o agradecimento de todos nós que gostamos de música, de todos nós que temos esta relação tímida com a canção portuguesa. As biografias que o futuro lhe escreverá debruçar-se-ão, espero, sobre o meio em que cresceu – Barcelos, uma das três capitais nacionais do rock – enquanto mola determinante para a sua atitude em palco e fora dele. Talvez daí venha a Gisela iconoclasta, que entrou em cena de pernas ao léu, com um vestido branco, uma cor proibida por cartilha, para depois o trocar por um conjunto blusa-calção num chocante colorido de verão (estava demasiado vento para o vestido). Talvez daí venha a Gisela festiva e extrovertida, que contagiou toda a plateia do castelo na dança dos fados corridos e dos malhões. Talvez daí venha a Gisela com tudo de miúda e nada de diva, que improvisa momentos em palco, que não se deixa abalar e até disso tira partido quando um dos músicos se vê obrigado a abandonar por instantes o seu posto de trabalho.

Se quisermos, e ainda que através de métodos muito diferentes, a forma como a Gisela trabalha o fado é análoga à irreverência crítica e cheia de vida e de graça com que os Gaiteiros de Lisboa tratam as tradições rurais e o cante de trabalho, por exemplo. É dar vida à música no momento atual, não é ficar apenas a recriar o passado. É tratar a música por tu com o mesmo respeito que as gerações mais jovens tratam por tu os pais. Isto multiplica o entusiasmo gerado na relação entre músicos e público. Na passada sexta-feira, no Castelo de Sines, ouviu-se, dançou-se, cantou-se o fado, com toda a naturalidade, um fado que já não é apenas aquele que cabe ao museu, mas um que esteve bem vivo entre os que tiveram a sorte de partilhar este momento.

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Ai e tal e se te dissessem que só podes ver 10 dos não-sei-quantos concertos do FMM

Eu escolhia estes que se seguem, mas sabendo de antemão que, como sempre, as inúmeras surpresas (e uma ou outra desilusão) vão alterar quaisquer expectativas de partida:

Quem: SELMA UAMUSSE (Moçambique)
Quando: 20 (domingo), 21h30
Onde: Largo Marquês de Pombal (Porto Covo)
Quê: Já toda a gente conhece a Selma, quanto mais não seja das backing (ou até lead) vocals dos Wraygunn ou dos tributos a Nina Simone. Mas são poucos os que conhecem a Selma que está para vir, com um novo espetáculo em que abraça ainda mais África, que coloca ainda em maior evidência a sua grande referência vocal, Miriam Makeba (é favor não fazer confusão com o vídeo abaixo, de outro espetáculo diferente).




Quem: COLIN STETSON (EUA/Canadá)
Quando: 21 (segunda-feira), 22h00
Onde: Auditório do Centro de Artes de Sines
Quê: É o saxofonista que acompanha os Arcade Fire e o Bon Iver nas digressões. É um artista regular da Constellation (sim, a Constellation dos godspeed). Rabo na poltrona do auditório e mente a divagar pelas estrelas desenhadas por Stetson.




Quem: ÁFRICA NEGRA (São Tomé e Príncipe)
Quando: 23 (quarta-feira), 19h00
Onde: Castelo
Quê: Banda mítica de São Tomé, desde os anos 70. Estiveram parados ou intermitentes durante cerca de duas décadas e voltam agora com a sua rumba de influência congolesa, com jeitos de soukous que vai de certeza pôr toda a malta a levantar os pés do chão desde cedo.




Quem: IBRAHIM MAALOUF "ILLUSIONS" (Líbano/França)
Quando: 23 (quarta-feira), 21h45
Onde: Castelo
Quê: Jazz das arábias, por um dos jovens trompetistas mais reconhecidos no meio. Funciona sempre bem no castelo.




Quem: MULATU ASTATKE (Etiópia)
Quando: 24 (quinta-feira), 21h45
Onde: Castelo
Quê: Está dispensado de grandes apresentações, sendo talvez o nome mais sonante do FMM 2014, a par de Angélique Kidjo.




Quem: GISELA JOÃO (Portugal)
Quando: 25 (sexta-feira), 21h45
Onde: Castelo
Quê: Teremos fado no castelo, coisa quase rara. Mas é a Gisela João, a princesa da nossa música.




Quem: TIGRAN (Arménia/EUA)
Quando: 25 (sexta-feira), 23h15
Onde: Castelo
Quê: O pianista arménio Tigran Hamasyan foi uma das grandes revelações da edição do ano passado, quando se viu obrigado, em cima do momento, a apresentar-se a solo, depois de se saber que o seu parceiro de palco para aquela noite, o gigantesco Trilok Gurtu, tinha perdido a viagem para Portugal.




Quem: FATOUMATA DIAWARA & ROBERTO FONSECA (Mali/Cuba)
Quando: 26 (sábado), 21h45
Onde: Castelo
Quê: Há dois anos, em frente àquele mesmo palco, deixámos que os nossos corações, que já eram preenchidos por Rokia Traoré, tivessem também lugar para outra nova voz do Mali. Foi um dos melhores momentos daquela edição e pode bem voltar a ser, agora que traz consigo o pianista cubano Roberto Fonseca.




Quem: ANGÉLIQUE KIDJO (Benim)
Quando: 26 (sábado), 23h15
Onde: Castelo
Quê: Das maiores divas de África, fazia falta há algum tempo na galeria de visitantes do FMM. Vasco da Gama, trata-me desse charme de anfitrião, que vem aí uma senhora de respeito.




Quem: BALKAN BEAT BOX (Israel/EUA)
Quando: 26 (sábado), 00h45
Onde: Castelo
Quê: Talvez já não seja o momento ideal no tempo para vermos os Balkan Beat Box. Mas a festa é certa. Para mais, vão ter direito a uma das maiores instituições do FMM, o fogo de artifício.




A não perder ainda:

O pós-rock chinês dos JAMBINAI.
As cumbias, salsas e chichas retrabalhadas na mesa da eletrónica lúdica pelos MERIDIAN BROTHERS.
As percussões do iraniano MOHAMMAD REZA MORTAZAVI.
O rock mexicano dos ARREOLA+CARBALLO.
A esplendorosa Istambul dos ISTIKLAL TRIO.
E tanto mais...

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

O apocalipse como nunca o vimos até hoje

A notícia mais estranha e, ao mesmo tempo, mais excitante dos últimos tempos: Scott Walker está a gravar com os Sunn O))). Repita-se: Scott Walker, o bom velho tio Walker que despontou na música popular dos Walker Brothers para se tornar um dos maiores ícones da pop vanguardista das últimas décadas, está a gravar com os ritualistas do drone metal, os Sunn O))), sob os auspícios da 4AD. O álbum que daqui resultar sairá lá mais para o fim do ano. E, por enquanto, há isto: scott-o.com

E hoje é dia do quê? Do regresso dos Lemur!

Diz assim o press release: "rock furiosamente instrumental". E é também mais ou menos isso que está gravado na memória daquilo que foi o surgimento dos Lemur, na Lisboa de há cerca de dez anos, e da sua participação no panteão das bandas que prometiam rebentar com tudo e que, quando vamos a espreitar outra vez, já acabaram. Mas hoje é diferente. Os Lemur estão de volta para um concerto especial no Lounge, que ajudará a celebrar a edição da discografia completa em formato CD (edição a três, entre banda, a Associação Terapêutica do Ruído e a Miranada, dos Familea Miranda). A primeira parte vai ser dos Aye Aye e o resto da animação pela noite fora vai estar na discaria do Mário Valente e da Syma.



quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Tudo a postos para Sines: programa completo




------ ESPETÁCULOS ------

PORTO COVO

18 DE JULHO (SEXTA)
17h30: JAIPUR MAHARAJA BRASS BAND (Rajastão – Índia) @ Ruas de Porto Covo
19h00: CUSTÓDIO CASTELO & SHINA (Portugal / França) @ Largo Mq. de Pombal
21h45: KRISMENN / ALEM (Bretanha – França) @ Largo Mq. de Pombal
23h15: BACHU KHAN (Rajastão – Índia) @ Largo Mq. de Pombal

19 DE JULHO (SÁBADO)
18h00: JAIPUR MAHARAJA BRASS BAND (Rajastão – Índia) @ Ruas de Porto Covo
19h00: ISTIKLAL TRIO (Israel) @ Largo Mq. de Pombal
21h45: KAYHAN KALHOR & ERDAL ERZINCAN (Irão / Turquia) @ Largo Mq. de Pombal
23h15: TETA (Madagáscar) @ Largo Mq. de Pombal

20 DE JULHO (DOMINGO)
20h00: KAROLINA CICHA & BART PALYGA (Polónia – Podláquia) @ Largo Mq. de Pombal
21h30: SELMA UAMUSSE (Moçambique) @ Largo Mq. de Pombal
23h00: CIMARRÓN (Colômbia) @ Largo Mq. de Pombal

SINES

21 DE JULHO (SEGUNDA)
19h00: AI! (Portugal) @ Pátio das Artes
20h00: ASTRAKAN PROJECT (Bretanha – França) @ Pátio das Artes
22h00: COLIN STETSON (EUA / Canadá) @ Centro de Artes – Auditório *
23h30: MUDIYETT (Índia) @ Av. Praia

22 DE JULHO (TERÇA)
19h00: ZÉ PERDIGÃO "SONS IBÉRICOS" (Portugal) @ Castelo
22h00: OLIVER MTUKUDZI & THE BLACK SPIRITS (Zimbabué) @ Castelo *
23h30: LA YEGROS (Argentina) @ Castelo *
01h00: DEBADEMBA (Burkina Faso / Mali) @ Castelo *

23 DE JULHO (QUARTA)
19h00: ÁFRICA NEGRA (S. Tomé e Príncipe) @ Castelo
20h15: AJINAI (China) @ Av. Praia
21h45: IBRAHIM MAALOUF "ILLUSIONS" (Líbano / França) @ Castelo *
23h15: JAMBINAI (Coreia do Sul) @ Castelo *
00h45: MÉLISSA LAVEAUX (Canadá / Haiti) @ Castelo *
02h30: JUNGLE BY NIGHT (Holanda) @ Av. Praia

24 DE JULHO (QUINTA)
19h00: GALANDUM GALUNDAINA (Portugal) @ Castelo
20h15: ARREOLA+CARBALLO (México) @ Av. Praia
21h45: MULATU ASTATKE (Etiópia) @ Castelo *
23h15: NÁSTIO MOSQUITO (Angola) @ Castelo *
00h45: MAMAR KASSEY (Níger) @ Castelo *
02h30: MERIDIAN BROTHERS (Colômbia) @ Av. Praia
04h00: NILADRI KUMAR (Índia) @ Av. Praia

25 DE JULHO (SEXTA)
19h00: JÚLIO PEREIRA (Portugal) @ Castelo
20h15: MOHAMMAD REZA MORTAZAVI (Irão) @ Av. Praia
21h45: GISELA JOÃO (Portugal) @ Castelo *
23h15: TIGRAN (Arménia / EUA) @ Castelo *
00h45: ANTHONY JOSEPH (Trinidad) @ Castelo *
02h30: MÓ KALAMITY & THE WIZARDS (Cabo Verde / França) @ Av. Praia
04h15: SHAZALAKAZOO (Sérvia) @ Av. Praia

26 DE JULHO (SÁBADO)
19h00: THE SOAKED LAMB (Portugal) @ Castelo
20h15: SMADJ "FUCK THE DJ" (Tunísia / França / Marrocos / África do Sul) @ Av. Praia
21h45: FATOUMATA DIAWARA & ROBERTO FONSECA (Mali / Cuba) @ Castelo *
23h15: ANGÉLIQUE KIDJO (Benim) @ Castelo *
00h45: BALKAN BEAT BOX (Israel / EUA) @ Castelo *
02h45: JAGWA MUSIC (Tanzânia) @ Av. Praia
04h15: ACID ARAB (França / Mundo Árabe) @ Av. Praia

(*) Concertos com bilhete


------ ANIMAÇÃO DE RUA ------

CORO DA ACHADA - 19 de julho, 17h00 @ Largo do Marquês de Pombal (Porto Covo)
YEMADAS - 24 e 25 de julho, 18h00 @ Av. Praia


------ ESCOLA DAS ARTES DO ALENTEJO LITORAL @ FMM SINES ------

ORQUESTRA LOCOMOTIVA - 18 de julho, 20h15 @ Largo do Marquês de Pombal (Porto Covo)
PREC e THE NEXT UNEMPLOYED GENERATION - 18 de julho, 1h30 @ Bar Alma Luza (Sines)
ORQUESTRA DE CORDAS e MARIMBUS - 19 de julho, 20h15 @ Largo do Marquês de Pombal (Porto Covo)
ENSEMBLE ALLJAZZ - 19 de julho, 1h30 @ Bar Alma Luza (Sines)
TRIBUTO A PINK FLOYD - 19 de julho, 1h30 @ Bar Alma Luza (Sines)
ENSEMBLE DAS DESCOBERTAS e ENSEMBLE DAMIÃO DE ODEMIRA - 22 de julho, 17h00 @ Pátio das Artes
ORQUESTRA DE GUITARRAS (COMBOIO ASCENDENTE) e ORQUESTRA DE VIOLONCELOS - 23 de julho, 17h00 @ Pátio das Artes
ORQUESTRA DE SOPROS & SKALABÁ TUKA - 24 de julho @ Av. Praia


------ EXPOSIÇÃO ------

"DE PROPÓSITO - MARIA KEIL, OBRA ARTÍSTICA" - 11 de julho a 26 de outubro, 14h00 às 20h00 @ Centro de Artes & CCEN


------ CONVERSA UNIPOP ------

ROMA FORESTIERA / ALESSANDRO PORTELLI - 18 de julho, 15h00 @ Junta de Freguesia de Porto Covo


------ CRIANÇAS ------

ATELIÊS INFANTIS COM MÚSICOS DO FMM - 21 a 26 de julho, 11h00 @ Centro de Artes de Sines
21: CIMARRÓN
22: ASTRAKAN PROJECT
23: AJINAI
24: ARREOLA+CARBALLO
25: GALANDUM GALUNDAINA
26: SMADJ

CANTO DE COLO - 21 de julho, 10h00 @ Centro de Artes - Auditório

ESPETÁCULO "HISTÓRIAS MAGNÉTICAS" - 21 de julho, 15h40 @ Centro de Artes - Auditório


------ CONVERSAS COM OS MÚSICOS ------

23, 25 e 26 de julho @ Escola das Artes
23: MULATU ASTATKE (17h30)
25: TIGRAN (16h30)
26: MOHAMMAD REZA MORTAZAVI (16h30)


------ CINEMA DOC ------

23 a 26 de julho, 15h30 @ Centro de Artes - Auditório
23: TIMNADINE SONGS (Caitlin M. Roger) + KORA (José Correia Carvalho)
24: HEREROS ANGOLA (Sérgio Guerra)
25: DONA TUTUTA (João Alves da Veiga)
26: SOUNDBREAKER (Kimmo Koskela)


------ CONVERSAS COM ESCRITORES ------

AFONSO CRUZ - 24 de julho, 17h00 @ Centro de Artes - Foyer
ALEXANDRA LUCAS COELHO - 26 de julho, 17h00 @ Centro de Artes - Foyer


------ CONTOS DE TANTOS MUNDOS ------

ANA SOFIA PAIVA - 20 de julho, 17h30 @ Largo do Marquês de Pombal - Porto Covo
ANTONELLA GILARDI - 22 de julho, 18h00 @ Centro de Artes
BRU JUNÇA - 23 de julho, 18h00 @ Centro de Artes
ANTÓNIO FONTINHA - 24 de julho, 18h00 @ Capela da Misericórdia
PATRÍCIA AMARAL (TIXA) - 25 de julho, 18h00 @ Capela da Misericórdia


------ OUTRAS ATIVIDADES ------

FEIRA DO LIVRO E DO DISCO - 21 a 26 de julho, 17h00-02h00 @ Capela da Misericórdia
HOMEM DO SACO (ATELIÊ DE IMPRESSÃO) - 23 a 26 de julho, 16h00-20h00 @ Centro de Artes - Casa Preta
AULA DE BIODANZA - 26 de julho, 17h00 @ Praia Vasco da Gama



Preços dos bilhetes:
Castelo/noite (bilhete diário) - 10 euros
Castelo/noite (passe 5 dias) - 40 euros
Centro de Artes - 5 euros

Mais informações: fmm.com.pt