quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A cidade vai arder esta noite

Tanta coisa boa (e obrigatória) a que ir:

Os PERE UBU regressam a Lisboa, 14 anos depois. Vai ser na ZDB e a lotação, a menos que haja desistência de reservas, está esgotada.

Os DEAD COMBO dão um daqueles concertos que promete ser inesquecível, no Coliseu de Recreios. O palco vai estar montado na plateia, o público vai dispor-se ao redor. (Curiosamente, já os vi neste formato, mas num espaço várias centenas de vezes mais pequeno.)

O MUSICBOX celebra os sete anos e a festa vai ser de partir os quadris. Destaque total para a presença de Brian Shimkovitz -- o autor do blogue mais notável de sempre, o AWESOME TAPES FROM AFRICA --, mas também para os FUMAÇA PRETA. A festa do Musicbox continua ainda pelo fim de semana (ver mais aqui).

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Até sempre, Sardinha

Morreu esta manhã Eduardo Sardinha.

A notícia acabou de chegar aos meus olhos neste momento. O choque é impossível de descrever e as razões para o sucedido desconheço-as. Só sei que o Sardinha era novo demais para desaparecer.

Conheci o Sardinha por volta de 1998, quando se ofereceu para ser o correspondente nortenho da Musicnet, que então eu dirigia. Desde essa altura e até ao fim do projeto, construímos cumplicidades e uma amizade fortíssima. Cada vez que ia ao Porto, encontrava um amigo que parecia conhecer desde sempre, um amigo que me recebia como poucos. Havia um respeito mútuo notável. E se o Sardinha era assim no conhaque, nem sei se vos consigo dizer como era no trabalho. Apesar de receber tuta e meia para fazer reportagens de vez em quando, ele era, de todos os colaboradores da casa, o verdadeiro jornalista, aquele que estava sempre atento à notícia, aquele que sabia o boato antes de ser boato, aquele que confirmava o boato antes de este já ser notícia por todo o lado. Desde o fim do projeto, afastámo-nos, Eduardo, e fui sentindo pena disso ao longo dos anos, mas que queres, é a vida, e a vida está sempre a andar para a frente. Até que pára, como agora parou para ti... Cedo demais.

Até sempre, meu amigo.

(Tem sido um ano difícil, este. Da família, dos amigos, as pessoas vão-me desaparecendo.)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

20 000 dias já em exibição

(Fotografia confortavelmente surripiada ao camarada Dinis.)

Lisboa, Cinema Nimas (todos os dias, 13h45, 15h45, 17h45, 19h45 e 21h45)
Porto, Teatro do Campo Alegre (dias úteis, 18h30 e 22h; fim de semana, 15h30, 18h30 e 22h)
Almada, Academia Almadense
(Informação do Cinecartaz)

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Lisboa, hoje: Sona Jobarteh e Gala Drop

Hoje há duas propostas a não perder para quem vive por Lisboa e arredores. Ao CCB chega-nos Sona Jobarteh, a primeira intérprete feminina da kora, a harpa da África Ocidental. No B.Leza, os nossos Gala Drop apresentam o seu segundo álbum, "II".

Sona Jobarteh, nascida em Londres e de ascendência gambiana, provem de uma das cinco principais famílias griot associadas ao longo de séculos à interpretação da kora. Curiosamente, é prima de Toumani Diabaté, o mais conhecido e talvez o mais virtuoso dos intérpretes daquele instrumento, conforme já tivemos a oportunidade de testemunhar nas várias vezes que nos visitou. Sona, que teve formação clássica de nível superior, é a primeira mulher a pegar num instrumento de homens. Colaborou em filmes e com vários músicos (Damon Albarn, claro, é um deles) e apresenta-se agora a solo, passando por Lisboa para fazer a primeira parte do concerto da brasileira Patrícia Bastos, por ocasião do Misty Fest. Será no pequeno auditório do CCB e está integrado na programação do Misty Fest. O espetáculo começa às 21h e as entradas custam 15 euros.



No B.Leza, os Gala Drop apresentam o álbum "II". Vai haver primeira parte do Coclea, que começará por volta das 22h00. As entradas custam 9,99€ ou 14,99€, e incluem o CD ou o LP, respetivamente, dos Gala Drop. Sábado será a vez da apresentação no Porto, no Plano B.

galadrop.bandcamp.com/album/ii

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Uivo, amanhã

Somos seguramente uma multidão imensa, aqueles que sentimos saudades do António Sérgio. Passarão amanhã cinco anos desde o desaparecimento de um dos maiores agitadores que a cena musical portuguesa conheceu, o formador de várias gerações, o homem da rádio e muito mais. A data vai ser assinalada com a estreia do documentário "Uivo", realizado por Eduardo Morais, no Palácio Foz, com sessões à tarde (16h30) e à noite (21h30). Do programa consta ainda a apresentação de "Uivo da Matilha", coletânea de cartas póstumas reunida pela sua cúmplice Ana Cristina Ferrão. À noite, haverá ainda espaço para atuações de Fast Eddie Nelson, The Fellow Man e Charles Sangnoir. "Uivo", o documentário, seguirá depois para outras 19 localidades, com o seguinte mapa de apresentações:

6 nov. - Barcelos
7 nov. - Santo Tirso
8 nov. - Coimbra (c/ Subway Riders e Dirty Coal Train)
10 nov. - Portalegre
11 nov. - Castelo Branco
12 nov. - Guarda
13 nov. - Bragança
15 nov. - Viseu
19 nov. - Porto
20 nov. - Braga
21 nov. - Barreiro
22 nov. - Rio Maior (c/ The Act-Ups, Cave Story, Dirty Coal Train)
27 nov. - Aveiro
28 nov. - Vale de Cambra
29 nov. - Caldas da Rainha (c/ Cave Story)
6 dez. - Setúbal
12 dez. - Beja (c/ Dirty Coal Train)
13 dez. - Loulé (c/ Dirty Coal Train)
20 dez. - Évora



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

E por falar em diabo, hoje é dia de Liars!

Hoje é o dia em que os Liars regressam à pista do Lux, trazendo na bagagem o álbum mais virado para a discoteca desde que começaram com as experiências de ritmo e ruído, já lá vão 14 anos e sete álbuns.

O diabo finlandês está de volta

Kimmo Pohjonen, o homem que revolucionou o som do acordeão, está de volta a Portugal, para uma minidigressão a solo com passagem por meia dúzia de localidades portuguesas:

6 de novembro - Torres Vedras, Teatro Cine
9 de novembro - Braga, Theatro Circo
11 de novembro - Lisboa, Tivoli
13 de novembro - Castelo Branco, Cineteatro Avenida
14 de novembro - Faro, Teatro das Figuras
15 de novembro - Ílhavo, Centro Cultural

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Amanhã à tarde, há estacionamento livre no Maria Matos para a nave de Sun Ra

Em junho tivemos o prazer de receber a mítica Arkestra no B.Leza, neste ano em que celebramos os 100 anos de Sun Ra. Entretanto, o Teatro Maria Matos, que chegou à bonita idade dos 45 anos, lembrou-se de prestar tributo ao génio deste que é um dos mais extraordinários compositores da galáxia, e por isso, a festa de amanhã à tarde, apropriadamente intitulada "100 Ra" (glosando a de há dois anos, "100 Cage") promete ser imperdível.

A viagem ao universo musical de Sun Ra, que decorrerá amanhã entre as 16h30 e as 20h30, em vários espaços do Maria Matos, terá por comandantes:

- Bruno Pernadas e o seu ensemble;

- Gala Drop e convidados;

- Mo Junkie;

- Nuno Rebelo com o Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga (música original, composta especialmente para esta tarde, sob encomenda e produção do Maria Matos e GNRation)

Os bilhetes vão custar 5 euros e o programa pode ser consultado aqui.

Chegámos àquela altura do ano em que ficamos a saber quem vai ao Barreiro Rocks

E então, para pegar numa expressão corrente, é assim:

O Barreiro Rocks tem lugar, uma vez mais, no pavilhão do GD dos Ferroviários, entre 5 e 7 de dezembro, com Bad News Boys (King Khan & BBQ), The Experimental Tropic Blues Band, Tamar Aphek, The Act-Ups, 10 000 Russos, Modernos, Killimanjaro, Dirty Coal Train, The Jack Shits, Alek Rein, Asimov, Pista, Los Saguaros, Tracy Lee Summer, Cave Story, Thee O.B.’s, Smix Smox Smux, Pow, Cangarra, Besta e, claro, o Crooner Vieira.

Todos ao Barreiro!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Lembrando o Forum Sons

Recentemente, bateu-me à porta a saudade do Forum Sons. Bateu por duas vezes: na primeira, era a sensação de falta daquelas discussões à volta da música (e mais o que fosse); nos dias mais recentes, principalmente neste "dia seguinte" ao desaparecimento trágico da Tânia, era a nostalgia por um tempo em que a toda a hora surgia um novo amigo que nos trazia novas formas de pensar as coisas.

Porque o tempo já lá vai e porque haverá quem não saiba o que era o Forum Sons, as próximas 797 palavras são dedicadas a essas pessoas. As demais não precisam.

O Forum Sons surgiu por volta de 1997 ou 1998, a memória já não me ajuda, no então incipiente abraço às novas tecnologias por parte do jornal Público, e em particular do seu suplemento de música "Sons". Pequenos anúncios nas páginas do jornal lançavam um mote semanal e convidavam os leitores melómanos a participarem ativamente na construção daquele espaço de discussão, um fórum online.

Logo começou a aparecer gente interessante com coisas interessantes para partilhar naquelas páginas de design simples e de fundo azul, gente da qual ainda hoje me orgulho de ser amigo (e próximo, em alguns dos casos). Talvez valha a pena notar que a WWW em português ainda era coisa de um grupo mais ou menos reduzido de utilizadores, essencialmente estudantes da faculdade e nerds dos computadores. Nada que se pudesse assemelhar ao que temos agora, em que damos um pontapé num qualquer botão de uma rede social e damos de caras com o chefe do serviço, o primo que já não víamos desde o casamento, o gordo do liceu ou a senhora que nos tira as bicas da manhã. Talvez por isso, por sermos poucos e por sermos realmente interessados no tema, não havia ainda tanto espaço para a javardice popular que desde então veio crescendo até ao ponto que encontramos nos comentários de qualquer notícia publicada online.

Avançou o tempo e aumentou também a presença do Público (e do público) na internet. Aumentou também o número das pessoas que participavam no Forum Sons, o qual foi passando por várias lavagens de cara e pelo melhor apetrechamento técnico. Falava-se mais de música e de mais músicas. E também se falava de outras coisas. Afinal, era um universo em expansão de pessoas com interesses múltiplos.

Passaram cerca de quatro anos e alguém no Público mudou de ideias em relação ao projeto, o que não caiu no agrado daqueles que o amanhavam e que, em resposta, e como uma comunidade cigana, mudaram-se para outras paragens. Escrevi a esse propósito numa das minhas crónicas para o Diário Digital, que ainda se encontra online: "Morreu o Forum Sons, Viva o Forum Sons!". Vieram iniciativas individuais que ainda duraram alguns anos, à qual lhes faltou capital e estratégia para poder gerir as eventuais potencialidades daquele negócio. Surgiram soluções gratuitas, por vezes mais do que uma em simultâneo, como que em linhagens paralelas de um multiverso. Mas a principal razão para o declínio do Forum Sons, foi, paradoxalmente, a humanização do mesmo. A determinada altura, já éramos todos muito amigos ou muito inimigos. A música ficava para segundo plano e tomava dianteira a javardice, que antes até tinha ajudado a tornar o Forum Sons um local atrativo, dificultando a entrada de gente aborrecida. Já não se conhecia novas músicas, já não se trocava discos, já não se discutia aquele mesmo tema batido de sempre, o estado da música portuguesa. A debandada deu-se e o Forum Sons foi ficando residente apenas na memória daqueles que o trabalharam.

Em todos aqueles anos de vida do Forum Sons, conhecia-se música nova e antiga que os tradicionais meios eram incapazes de dar a conhecer. Sabíamos desde a primeira hora quem vinha cá tocar e quando. Vendiam-se e trocavam-se discos. Faziam-se coletâneas coletivas. Nasciam programas de rádio. Nasciam associações (a Mula, por exemplo, que organizou o primeiro concerto de Howe Gelb por cá). Nasciam conhecimentos duradouros. Começavam-se relações (umas deram em casamento!). Combinavam-se autênticas excursões a festivais e concertos por esse país fora. Formavam-se bandas e coletivos de DJs. Recrutavam-se jornalistas e críticos. Ria-se, chorava-se (e muito se chorou na morte de um dos maiores instigadores do Forum Sons no Público, o Fernando Magalhães).

Tudo isto se passava num ambiente mais ou menos democrático, com gente de diferentes proveniências e diferentes motivações. No Forum Sons, participavam meros ouvintes, lado a lado com os músicos (muitos), os jornalistas (quase todos), os produtores de eventos, o Miguel Esteves Cardoso. Havia quem participasse sobre o mais profundo anonimato, só muitos anos depois revelado. Havia muitos que nem sequer participavam, estando porém atentos ao que ali se passava, como se o Forum Sons fosse um focus group de excelência.

Não sei se quero e se precisamos de outro Forum Sons como aquele(s), mas agrada-me sempre a ideia de uma praça pública onde se discuta, se troque e se fomente a música (e tudo, na verdade). Ainda há dias comentava com uma jornalista, a propósito dos 20 anos da ZDB, que uma das maiores virtudes da galeria ao longo dos tempos mais recentes foi o de providenciar uma espécie de ágora onde gente de interesses comuns ou tangentes – público, músicos, jornalistas, gente com vontade de fazer coisas, ... - se reunisse de copo na mão e música nos ouvidos. É do diálogo que nascem as coisas.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pop already ate itself

Em 1982, abriam guerra às guerras da Irlanda do Norte ao Chile, em nome da paz.
Em 1984, lembravam heróis passados e presentes das lutas pela integração racial no mundo.
Em 1984, alertavam o mundo para a fome em África.
Em 1986, tornavam-se uma das vozes mais importantes da Amnistia Internacional.
Em 1992, aliavam-se à Greenpeace pelo ambiente.
Em 1994, ridicularizavam os líderes mundiais que permitiam e fomentavam a guerra da Bósnia.
Em 1997, caricaturavam o peso emergente de referências capitalistas e consumistas na cultura popular.
Em 2000, ele aliava-se à campanha pelo perdão da dívida dos países do Terceiro Mundo.
Em 2001, lembravam Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz e prisioneira política birmanesa até há pouco tempo.
Em 2002, ele fez campanha contra a SIDA em África.
Em 2005, estiveram em campanhas para ajudar as vítimas do furacão Katrina.
Em 2006, ele entrou na luta financeira contra a pobreza.

Em 2014? Em 2014, ajudam a vender telemóveis e afins para as classes média e alta.

Mas é mais do que isso.

Desde que se começou a discutir o declínio da indústria discográfica, mantenho a opinião de que o principal fator subjacente à crise nas vendas não é a pirataria, ainda que esta seja obviamente determinante. É a alteração dos hábitos de consumo, ou melhor, o surgimento e a intensa diversificação de novas necessidades junto da população mais jovem, aquela que antes sustentava a indústria.

Roupas caras, computadores e jogos, viagens de turismo, intercâmbios estudantis, concertos e festivais para todos os gostos, maior oferta na noite, e, claro, os telemóveis, dos equipamentos aos planos mensais de preços, para este e para aquele serviço.

Muitos destes "novos" bens e serviços tornam-se necessidade e ganham até a maior quota-parte do seu preço final através do ato publicitário, por mais que qualquer profissional de marketing nos venha dizer que a necessidade já lá estava à espera de ser acordada. E que seja, então, porque a conclusão não é radicalmente diferente.

Mais, muitos destes "novos" bens e serviços são eles próprios o suporte privilegiado para a afirmação da pirataria. Como se houvesse aqui um duplo ataque ao velho paradigma da indústria discográfica: tomam o lugar da música no orçamento mensal e ainda permitem que se partilhe e oiça música sem que os antigos agentes do negócio, incluindo os próprios autores, sejam daí remunerados.

E quem tem ajudado a vender estes bens e serviços, quem tem ajudado a diversificar o destino dos orçamentos (cada vez mais magros nesta altura de crise geral) dos jovens? A própria música.

A novidade é que já não são pequenas bandas, daquelas que precisam de exposição e dinheiro para o arranque, como quando os Dandy Warhols plagiavam os Specials nos anos 90 num dos maiores sucessos mundiais da publicidade. Agora é uma das maiores bandas de sempre, aquela para quem aliás parece ter sido cunhada a expressão "a maior banda do mundo", aquela que era conhecida pelos seus atos de filantropia e de ativismo social e político.

No reino das metáforas, o novo álbum dos U2 é a pedra da lápide que faltava.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pere Ubu no aquário, Bonnie 'Prince' Billy no São Luiz e outros para a festa da ZDB

Há muito, muito tempo, eras tu uma criança que brincava no...
Parem já tudo e celebrem: A ZDB faz 20 anos e traz os Pere Ubu para a festa. Tomem nota do dia 4 de dezembro próximo. Os Pere Ubu -- a banda, claro -- voltam a Lisboa, 14 anos (CATORZE ANOS, PORRA!) depois da Aula Magna, seis anos depois da Casa da Música.

Esta é apenas uma das novidades da programação de outono da ZDB, parte dela integrada no 20.º aniversário da casa. Junte-se ainda o já anunciado Ty Segall, o sempre bem-vindo Bonnie 'Prince' Billy, o velho amigo Lee Ranaldo, os Black Bananas (da Jennifer Herrema, ex-Royal Trux), e mais, mais, mais:

Setembro
18 - Rashad Becker + Ondness
20 - Lust For Youth + Bispo
26 - Waterfalls c/ Raw Forest + Afonso Simões + Trash Kit + Taxila

Outubro:
4 - Amen Dunes + Modernos
5 - Marissa Nadler
7 - Nate Wooley + Chris Corsano + Hugo Antunes – Malus
15 - bEEdEEgEE | Jejuno
18 - Lee Ranaldo @ Igreja de St.George
25 - Ty Segall

Novembro:
1 - Black Bananas + Putas Bêbadas
15 - Bonnie ‘Prince’ Billy @ Teatro São Luiz

Dezembro:
4 - Pere Ubu

E há ainda a promessa de que serão anunciadas mais datas para este outono festivo. Mais informações em www.zedosbois.org.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Festão na Casa Independente

A Casa Independente, em Lisboa, acolhe no próximo sábado a primeira edição do Magafest, repleto de nomes fortes da cena atual:

15h00 - 16h00 Norberto lobo e Gabriel Ferrandini
16h00 - 17h00 João lobo
17h00 - 18h00 Nome Comum
18h00 - 19h00 Não Simão
19h00 - 20h00 Noz 2

Jantar

21h00 - 22h00 Bruno Pernadas
22h00 - 23h00 Memória de Peixe
23h00 - 00h00 Tiago Sousa
00h00 - 01h00 JP Simões

A entrada custa 15 euros. Mais informações em magasessions.com

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A nova frente do Discogs

A boa gente do Discogs não para e abriu entretanto um novo portal, exclusivamente dedicado à missão de documentar todas as lojas de discos do planeta. "It's like Discogs, for Record Shops."

Aqui:

www.vinylhub.com

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

E como não duas sem três, aí vem também o regresso às aulas da ZDB

Calma, porém. É ainda apenas uma pequena parte do regresso que acaba agora de ser divulgada. Hipsters-roqueiros-alfacinhas, alegrai-vos, que vem aí o Ty Segall para o aniversário da ZDB -- o 20.º! --, que não vai acontecer na ZDB, mas sim noutro sítio conhecido igualmente por apenas três letrinhas, o Lux. Vai ser no dia 25 de outubro. As entradas custam 15 euros e já estão à venda. Antes do aniversário, a ZDB conta ainda apresentar, além outros nomes que não foram anunciados:
18 de setembro: Rashad Becker (ALE) + Ondness (PT)
20 de setembro: Lust for Youth (SUE) + Bispo (PT)


ATUALIZAÇÃO:
Avisa o Sérgio, e bem, que o aniversário da ZDB não se ficará pelo Ty Segall, nem se ficará por uma única noite. A festa será longa, portanto. Ainda bem.

Novidades para os lados do Maria Matos, também

Para quem não se distrai nos banhos ou outras coisas de verão, o mês de agosto traz sempre novidades interessantes a respeito do que há de aí vir quando as temperaturas já não forem assim tão altas, quando já toda a gente estiver regressada às suas vidas diárias. Há pouco era o Out.Fest, mas também há novidades do Maria Matos para a próxima temporada de concertos:

20 de setembro - peixe:avião + Filho da Mãe & Jibóia (serão filmes-concerto, com os peixe:avião a musicarem "Ménilmontant", filme de 1926, de Dimitri Kirsanoff, e a dupla de guitarras FdM & J com "In the Land of the Head Hunters", filme de 1914, de Edward S. Curtis, ambos os filmes da colheita deste ano do Festival de Curtas de Vila do Conde)

27 de setembro - Steve Gunn & Mike Cooper (reedição em palco da dupla criada no Out.Fest do ano passado, que gravou por cá "Cantos de Lisboa")

18 de outubro - 100 Ra (programa cósmico-especial de celebração do 45.º aniversário do Maria Matos, em tributo a Sun Ra, no ano do centenário do seu nascimento, em quatro frentes musicais diferentes: Bruno Pernadas e seu emsemble, Gala Drop e convidados, Mo Junkie e Nuno Rebelo em colaboração com o Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga)

1 de novembro - Simon James Phillips "Perto do Ar" (regresso do australiano ao Panteão Nacional, para a apresentação de obra inédita para instrumentos de sopro no aniversário do grande terramoto de 1755, dia de Todos os Santos)

Peter Evans e Fennesz juntam-se ao cartaz de luxo do Out.Fest

Já se sabia da presença da dupla Peter Brötzmann & Steve Noble, dos Magik Markers e dos The Ex. Sabe-se entretanto que também o Peter Evans Quintet e Christian Fennesz vão participar no Out.Fest, o festival de vanguarda do Barreiro, que este ano acontece entre 2 e 5 de outubro próximos. Também os bilhetes já se encontram à venda em bilheteiraonline.pt e locais associados. Mais informações em www.outfest.pt e www.facebook.com/outfestbarreiro.