quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Skip&Die por cá nos próximos dias

Fecharam o cartaz do FMM 2013 e estão agora de volta, para uma minidigressão por palcos nacionais. Melting pot de culturas musicais, línguas e nacionalidades, os Skip&Die nasceram do encontro entre a voz da sul africana Cata.Pirata e do produtor holandês Crypto.Jori, aos quais se juntam em palco Gino Bombrini (percussão e guitarra) e Daniel Rose (guitarra, baixo, sitar, saz). Consciência global e anti-capitalismo no mês da revolução.

18 Abril @ Porto, Plano B (22h30)
19 Abril @ Coimbra, Salão Brazil (22h30)
24 Abril @ Lisboa, Musicbox (no festival Lisboa, Capital, República, Popular) (00h30)
25 Abril @ Sines, Largo do Castelo (00h00)

sábado, 5 de Abril de 2014

Onde estavas tu, há 20 anos?

Não foi exatamente há 20 anos. Só no dia 8 é que o mundo soube. Dia 8 de abril de 1994 era uma sexta-feira e eu estava no Bairro com os amigos. No Grog's, precisamente. Já na altura achávamos que era um bar de miúdos -- mais miúdos que nós, entenda-se -- mas gostávamos dos shots. Ou do seu preço. Lá mais para meio da noite, aparece mais um amigo, que a memória já não me ajuda a recordar. "Morreu o Kurt Cobain!", disse. Ficou estragada a noite.

Kurt Cobain morreu há 20 anos.


(Curiosamente, esta manhã -- e não me lembrava sequer da efeméride -- acordei com um pesadelo. Recebia mensagens que diziam que o Neil Young tinham morrido. Não me custa nada imaginar o Kurt Cobain a envelhecer da mesma maneira que o tio Neil.)

domingo, 23 de Março de 2014

Morreu o Ribas

Morreu hoje, aos 48 anos, apenas aos 48 anos, nada mais que a merda de 48 anos, o João Ribas, uma das figuras mais honesta e genuína na sua atitude e mais simpática que conheci até hoje no meio musical português.
(Ver notícia do Público.)

quarta-feira, 12 de Março de 2014

Um italiano e um alemão que hoje sobem ao palco do Maria Matos

O italiano é Teho Teardo, de 47 anos, compositor de bandas sonoras para cinema, colaborador de gente como Mick Harris, Erik Friedlander, Nurse With Wound ou Lydia Lunch e fundador dos Meathead, nos anos 90. O alemão é Blixa Bargeld, de 55 anos e do qual se dispensa quaisquer outras apresentações. No ano passado juntaram-se para o belíssimo álbum "Still Smiling".

Sobem hoje ao palco do Maria Matos. E porque o Maria Matos gosta sempre de tornar estas ocasiões ainda mais especiais, com eles vai estar também o Quarteto Lopes-Graça para, como se diz na página, "ouvirmos cada canção tal como foi idealizada".

Os bilhetes custam 18€, com os habituais descontos, e o espetáculo começa às 22h.

terça-feira, 11 de Março de 2014

O Thurston Moore vai trazer o Steve Shelley a Lisboa

Mais notícias ZDB. Se a aritmética funcionasse para as formações das bandas de rock, podíamos dizer que iríamos ter metade de Sonic Youth no aquário, no próximo dia 30 de março. Thurston Moore vai estar com Steve Shelley, o baterista, nesta matinée especial domingo, e ainda com o guitarrista e baixista inglês James Sedwards, de quem um dia John Peel poderá ter dito que era "the first person who's not a footballer that I've been jealous of".

Talvez ocorra o mesmo na Casa da Música, no dia anterior, Moore e Shelley aparecem no mesmo cartaz, o primeiro com Sedwards, o outro com os Sun Kill Moon de Mark Kozelek.

Alteram-se assim os planos anteriores que davam conta que Moore ia subir ao palco com os portugueses Gabriel Ferrandini, Rui Nogueiro e Pedro Gomes. A primeira parte vai estar a cargo do duo de Brooklyn Control Unit.

Kelela na ZDB (e mais)

Há boas novas acabadas de chegar dos lados da rua da Barroca. Dia 2 de maio vai marcar a estreia em Portugal de Kelela, a americana de origem etíope que no ano passado lançou o sedutor "Cut 4 Me" (um dos discos preferidos aqui da casa, mesmo que nesta casa nunca se oiça essas coisas hi(p)stéricas do R&B).



Mas há mais. Dia 17 do mesmo mês, regressa um velho adorado de todos, Sir Richard Bishop, para uma noite que terá a primeira parte marcada por outro regresso, neste caso de Circuit des Yeux, que esteve há bem pouco tempo por cá para fazer as introduções do concerto de Bill Callahan no São Jorge. Mais cedo ainda, a 4 de abril, vamos ter Excepter, com Tropa Macaca para o aquecimento, entre várias outras coisas. Segue-se o programa conhecido para os próximos meses da ZDB:

Ken Vandermark & Paal Nilssen-Love
Yaw Tembe
Sexta, 14 de Março às 22h

Waterfalls Spring
Sexta, 21 de Março às 23h

Thurston Moore, Gabriel Ferrandini, Rui Nogueiro e Pedro Gomes | Control Unit
Domingo, 30 de Março às 18h00

Dirty Beaches – Landscapes in the mist
Quinta, 3 de Abril às 22h

Excepter
Tropa Macaca
Sexta, 4 de Abril às 22h

David Maranha Ensemble
Sexta, 18 de Abril às 22h

Kelela
Sexta, 2 de Maio às 22h

Norberto Lobo & Eric Chenaux
Sábado, 3 de Maio às 22h

Norberto Lobo
Domingo, 4 de Maio às 18h30

Sir Richard Bishop
Circuit des Yeux
Sábado, 17 de Maio às 22

Mykki Blanco “Baby Steps: How to Heal Yourself From Everyday Psychic Poisons or Repentance for Dummies”
Quarta, 21 de Maio às 22h

Rodrigo Amarante
Quarta, 4 de Junho às 23h

sexta-feira, 7 de Março de 2014

Mike Watt, hoje na ZDB!

Hoje é dia de um dos baixistas mais simpáticos, mais saltitões e, claro, mais interessantes do rock norte-americano voltar à ZDB. Mike Watt, 56 anos, ex-Minutemen, ex-Firehose, colaborador de meio mundo de bandas e ainda baixista convidado dos Stooges regressados, vem agora ao aquário com a sua banda mais recente, The Missingmen.

quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

Ainda o que o streaming paga

Aqui há semanas, mostrava-se aqui as remunerações típicas de serviços de streaming como o Spotify. Agora aparece este artigo interessante (à falta de melhor termo) que ilustra a situação com a imagem de cheques recebidos por vários artistas. Entristece-me particularmente ver o da Janis Ian, uma velha favorita aqui de casa. Um cêntimo de dólar:

quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2014

Matinée na ZDB com Thurston Moore

Dia 30 de março, ao final da tarde (18h30), temos Thurston Moore de volta à ZDB. Desta vez vai estar na companhia dos portugueses Gabriel Ferrandini, Rui Nogueiro e Pedro Gomes.

Vai ser um mês em grande, daqueles que já não se viam há algum tempo, para os lados da rua da Barroca. Dia 7 regressa também Mike Watt, dia 8 há Norberto Lobo & João Lobo e dia 14 há Ken Vandermark. Assim é que é.

Nirvana em Cascais: foi há 20 anos

E eu estive lá, muahahah. E deve ter sido tão bom que me só me lembro da entrada dos Buzzcocks (primeira parte) e da camisola de flanela vermelha e do ar de frete do Kurt Cobain.

Áudio completo:

sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

O tio fala, nós ouvimos, nós sorrimos



Discurso de Neil Young da passada terça-feira, quando recebeu o prémio de mérito atribuído pelo presidente da academia de profissionais de gravação, associada à estrutura dos Grammy.

quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

A idade do que as pessoas ouvem

Ide primeiro aqui.


Este tipo de exercício não é novo. Já as bases de dados do last.fm ou do Pandora serviram a muita gente que, com conhecimentos suficientes de tratamento de dados, pudessem fazer análise de frequências ao que as pessoas ouvem, quando ouvem, que géneros, que épocas, etc.

Chegou entretanto a Google, com o seu serviço de música, o Play, e alguém nos seus laboratórios lembrou-se de pegar na imensidão de informação digital que dispõe dos registos deixados pelos ouvintes e construir esta espécie de cronologia da música. Não é este o melhor termo, porque estes gráficos correspondem à atualidade, isto é, àquilo que os assinantes do Play ouvem nos tempos que correm, ainda que distribuído no tempo, no que à edição original da música diz respeito.

É, porém, interessante ver como estas audições se distribuem. Só é pena que esta informação esteja disposta em termos relativos e não absolutos, pelo menos no gráfico inicial, caso contrário poderíamos perceber melhor se a música mais antiga rivaliza ou não com as edições atuais, nos hábitos de escuta das pessoas que usam estes serviços.

10 mil anos depois entre Vénus e a Aula Magna

Olá a todos,
Eu estou muito contente por finalmente divulgar a data e local onde vou fazer este concerto que tantos pedem.
Estou desejoso que o dia 11 de Abril "chegue" rapidamente para poder tocar esta obra prima e outros temas de Rock Sinfónico.
Atenção que só estão disponíveis 1 400 lugares.
Obrigado e todos que fizeram "pressão" para que este dia chegasse.

Tio Zé ( sinfónico ) LOL

Dia 11 de abril. Bilhetes de 25 a 30 euros.

quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Amanhã, no Plano B

O grande Toni Polo (dito DJ Cucurucho) e eu voltamos amanhã à nossa dupla ibérica, Groove Trotters, desta feita para subirmos ao Porto, ao Plano B. A noite desta sexta-feira terá o nome "Highlife!" e será trazida desde Glasgow por Esa Williams (Auntie Flo), que será o cabeça de cartaz juntamente com o chileno Alejandro Paz (eles na sala Cubo, nós na sala Palco). Muito world beat, muitas músicas do mundo.
Aparecei, gentes da inbicta!
Mais informação aqui e aqui.

terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Kill the Boy

A páginas tantas da saga "Songs of Ice and Fire", de George R.R. Martin, levada à televisão na série "Game of Thrones", uma das personagens, um miúdo recém-nomeado comandante de um corpo militar (poupo nos detalhes para não estragar a leitura de quem venha a fazê-lo), revela um pensamento persistente: "Kill the boy". Mais à frente, percebemos a expressão por intermédio de outras que lhe sucedem: "Kill the boy. It takes a man to rule. Kill the boy and let the man be born."

Sem pretender atalhar foice em searas da psicologia ou da antropologia para as quais não me formei, julgo que era assim (e ainda é, em grande medida) que os homens e mulheres fechavam fronteiras entre as etapas de crescimento. A realidade de hoje, porém, é muito mais complexa. Somos, muitos de nós, aquilo que entretanto os sociólogos e marketeers passaram a designar por "kidults", adultos a meio caminho entre a infância ou a adolescência e a idade adulta, ou até mesmo adultos já avançados na idade, que se divertem como crianças, que guardam interesses ainda do tempo em que eram as maiores dúvidas eram se a Cristina da carteira da frente ia dizer que sim ou para que servia o teorema de Pitágoras. E isto sem deixarem de ser responsáveis como se quer que um adulto seja.

Não sei que razões costumam ser apontadas para que este fenómeno tenha surgido nas últimas décadas nas sociedades modernas. Mas suspeito que o rock, nos cinquenta ou sessenta anos que leva, bem como outras indústrias culturais massivas das sociedades ocidentais, desempenhem aqui um papel muito forte. Há, pelo menos, uma clivagem notória entre quem, já em idade adulta, opta, consciente ou inconscientemente, por manter tais laços com os interesses da juventude e aqueles que rompem, aqueles que "matam a criança", como no caso da saga acima citada, porque os contextos sociais, culturais ou económicos assim o determinam. Todos encontramos essa experiência no dia-a-dia, principalmente no local mais óbvio em que nos encontramos com outros adultos da nossa idade, o local de trabalho. Há quem nos olhe de esguelha, há quem nos olhe com alguma ponta de inveja (haverá mesmo ou estarei a ser demasiado otimista?), há quem desde logo sinta cumplicidade mútua connosco. Não espanta que sejam, muitas das vezes, as primeiras amizades que fazemos no sítio em que nos damos com outras pessoas que não escolhemos.

Poderá também ser um motor de desigualdades sociais, seguramente. Um grupo de pessoas move-se no tecido social com uma mundividência que pode ser bastante diferente da do outro, e não são tão pouco frequentes os episódios de arrogância e sobranceria de parte a parte. A nível pessoal, a opção poderá também trazer inconvenientes: o sentido de responsabilidade pode lá estar, mas a falta de tino, para usar uma palavra boa, é mais frequente no caso dos "kidults". Mas é provavelmente essa "falta de tino" que torna mais colorida a vida desta pessoas, o suficiente para que cada um assim justifique as suas escolhas face aos outros que levam a vida normal. É que, seja isto um ato de sobranceria ou não, julgo que, por vezes, se sobrevaloriza a normalidade.
Vá, deixem a criança viver, se isso vos fizer mais felizes. A mim, faz. Não me olhem é de esguelha, vocês os outros, que eu chamo a turma lá da rua.

segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014

Os Filhos do Rock - Oito razões que me fazem gostar da série

1. É a série que mais bem sucede a "Conta-me Como Foi". Ambas revisitam a memória de um povo, sem glorificarem o passado. Se "Conta-me Como Foi" falava de um país amordaçado, "Os Filhos do Rock" vira a página e mostra a liberdade a chegar em força, o rock a sair das elites e a tornar-se num fenómeno popular e o grande motor da explosão cultural urbana dos anos 80.

2. A ficção encaixa na história real de maneira pacífica e genuína. Por um lado, as personagens ficcionadas parecem as que conhecemos da vida real: o locutor Xavier (Ivo Canelas), por exemplo, aparece como um compósito de António Sérgio e Luís Filipe Barros. Por outro, as personagens "reais" (Rui Veloso, Jorge Palma ou Xutos, até agora) dão um contexto verosímil à história.

3. De uma forma geral, o texto está bem escrito, tanto no nível macro do enredo (ainda que só vamos no 4º episódio, promete o que aí vem), como no nível micro dos diálogos, como este, que põe o diretor da rádio (Albano Jerónimo) a discutir com o locutor Xavier:
[Ouve-se Go Graal Blues Band no estúdio]
Xavier (ao microfone): "Que música maravilhosa. Estivemos a ouvir 'Stray Dog'. Isto sim, é um blues à séria. É o primeiro álbum dos Go Graal Blues Band. Eles são lisboetas, acreditem ou não, e provam que não é preciso ser preto, nem de New Orleans para ter o blues e o soul a correr nas veias!"
[Entra o "Beat on the Brat" dos Ramones e, alguns segundos depois, aparece o diretor Pedro no estúdio]
Pedro: "Tu acabaste de dizer preto?"
Xavier: "Preto? Ah... Não sei, se calhar, disse. Mas que querias tu que lhe chamasse?"
Pedro: "Não sei... Música negra!"
Xavier: "Música negra? Não. Pedro, a música não é negra, eles é que são pretos."

4. Ainda no texto, é bem interessante a opção de dividir a narrativa em "Lado A" (os eventos iniciais) e em "Lado B" (os eventos posteriores). Não é habitual vermos estas opções de risco em séries feitas por cá.

5. Há atores enormes, como o Ivo Canelas (gigantesco), a Margarida Carpinteiro (sempre, sempre, sempre, toda a vida genial), a Isabel Abreu e um incrível Cristovão Campos (quem o viu no "Conta-me Como Foi" e quem o vê agora editado: as semelhanças com o Fernando Pires, o ator do "Conta-me Como Foi", levaram-me ao engano).
(Também há quem tenha desempenhos de fugir, mas adiante.)

6. O trabalho de fotografia e cinematografia é notável (e raro no panorama nacional da ficção televisiva).

7. É giro ver o Estádio, do Bairro Alto, que foi minha segunda casa durante mais de 20 anos, a servir frequentemente de cenário às cenas sociais de músicos e profissionais do meio. Ou, a outro nível, a loja Discolecção, do Vítor.

8. O Zé Paulo (Cristovão Campos) tinha o "Cinnamon Girl" a tocar na carrinha na primeira saída com a Beatriz (Filipa Areosa). Só isto já bastava.

terça-feira, 31 de Dezembro de 2013

A primeira boa notícia de 2014, ainda em 2013

Já se começava a saber que ia haver FMM Sines em 2014, o que é sempre uma notícia excelente no contexto difícil que ultrapassamos, tanto mais que por aqueles lados se deu este ano uma mudança política na liderança da autarquia que desde 1999 organiza o festival. Mais do que isso, agora sabem-se datas (e ainda há regresso a Porto Covo!):

18 a 26 de julho.

domingo, 22 de Dezembro de 2013

De Abelho a Zuca-Truca, uma autoprenda



Talvez desconhecida de muito boa gente, a Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX é um trabalho notável de investigação desenvolvido no Instituto de Etnomusicologia, com apoios da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, do Instituto Camões e do (então) Ministério da Cultura, ao longo de mais de dez anos e dado a conhecer ao grande público em 2009, pela Círculo de Leitores. Ao todo, são quatro tomos repletos de entradas (ou verbetes) relativas a pessoas, géneros, meios, instrumentos, espaços, etc., nos mais diversos domínios musicais, da música erudita à música popular, do fado ao rock.

Pode parecer extemporâneo falar de enciclopédias em papel em 2013, quase 2014, mas estes quatro volumes continuam a representar um trabalho único no contexto português. Alguns lembrar-se-ão da "Enciclopédia da Música Ligeira", uma obra de alcance mais reduzido, editada em 1998, também pela Círculo de Leitores, que rapidamente desapareceu dos escaparates (nem a própria editora conseguia responder aos apelos daqueles que, como eu, lutaram em vão por encontrar um exemplar).

A enciclopédia anda por aí a ser vendida nas feiras de fundos de catálogo (aquelas que, pelo menos em Lisboa, se encontram instaladas em várias estações de Metro ou em áreas de maior circulação de pessoas). Este exemplar, por exemplo, veio da Gare do Oriente. Doze euros cada volume. É D'APROVEITAR, Ó FREGUESIA.