Eu juro. Todos
os poetas estão do nosso lado. Eu
juro. E juro que, um dia, todos os
políticos se transformarão em
estrelas rock e que todas as fardas
se confundirão com luzes de néon em
cidades sem nome. E juro que, um
dia, Marc Bolan ressuscitará por
detrás de um écran gigante de vídeo.
E que em todas as ruas se dançará ao
som de Lou Reed. Take a walk on the
wild side. E se, um dia, os
fascistas no poder se transformarem
em balas perdidas na multidão, nós
saíremos à rua, nós seremos mais
fortes, nada nos calará, nada nos
derrubará. Eu juro. João Peste, em "Juramento sem
Bandeira" (1987)
AGENDA sugestões? erros? envie mail para vitor (ponto) junqueira (at) gmail (ponto) com!
16 de maio
■ john cale @ famalicão, casa das artes
■ out.fest (david maranha, uton, one might add, a parte maldita, peter bastien) @ barreiro, amac 17 de maio
■ john cale @ portalegre, cae
■ negativland @ lisboa, lx factory
■ out.fest (flower/corsano duo, ignatz, aluk todolo, calhau!, agape) @ barreiro, amac 20 de maio
■ kronos quartet @ lisboa, ccb 22 de maio
■ tom brousseau @ lisboa, zdb
■ b @ lisboa, maxime 23 de maio
■ bunnyranch @ lisboa, zdb 26 de maio
■ animal collective @ porto, batalha
■ boris, growing @ porto, porto-rio
■ cat power @ lisboa, coliseu dos recreios
■ cocorosie @ coimbra, tagv 27 de maio
■ boris, growing @ lisboa, lx factory 28 de maio
■ animal collective @ lisboa, lux
■ toumani diabaté @ porto, casa da música
■ cat power @ lisboa, coliseu 30 de maio
■ young marble giants, vampire weekend @ porto, casa da música
■ scout niblett @ lisboa, zdb
■ ölga @ lisboa, lounge 31 de maio
■ toumani diabaté @ lisboa, culturgest ■ young marble giants @ porto, casa da música 3 de junho
■ awesome color @ porto, passos manuel 4 de junho
■ awesome color @ lisboa 6 de junho
■ dirty projectors @ lisboa, zdb 8 de junho
■ sunset rubdown @ lisboa, zdb
■ konono no.1 @ porto, serralves 10 de junho
■ feist @ porto, coliseu 11 de junho
■ feist @ lisboa, aula magna
■ puny @ viseu, teatro viriato 19 de junho
■ thollem mcdonas, 2semicolcheiasinvertidas @ lisboa, fábrica do braço de prata 21 de junho
■ final do rock kastrus (green machine, ...) @ forjães (esposende), kastrus bar 25 de junho
■ med loulé (balkan beat box, ...) @ loulé 26 de junho
■ festival mestiço (bobab markovic, señor coconut c/louie austen) @ porto, casa da música
■ med loulé (...) @ loulé 27 de junho
■ festival mestiço (marcelo d2, mc k) @ porto, casa da música
■ med loulé (solomon burke, ...) @ loulé 28 de junho
■ festival mestiço (toots & the maytals, the dynamics) @ porto, casa da música
■ med loulé (amadou & mariam, ...) @ loulé
■ sightings @ lisboa, museu do chiado 29 de junho
■ festival mestiço (extra golden, timbila muzimba, amadou & mariam) @ porto, casa da música
■ med loulé (konono no.1, ...) @ loulé 10 de julho
■ alive festival (spiritualized, gogol bordello, vampire weekend, the national, cansei de ser sexy, mgmt, rage against the machine, the hives, tiga, ...) @ passeio marítimo de algés 11 de julho
■ alive festival (bob dylan, ...) @ passeio marítimo de algés 12 de julho
■ alive festival (neil young, the gossip, ...) @ passeio marítimo de algés 15 de julho
■ m.i.a. @ lisboa 16 de julho
■ m.i.a. @ porto 17 de julho
■ fmm sines (bassekou kouyaté & ngoni ba, ...) @ porto covo 18 de julho
■ fmm sines @ porto covo
■ the national @ guimarães, cc vila flor 19 de julho
■ fmm sines @ porto covo
■ leonard cohen @ lisboa, passeio marítimo...
■ lou reed @ lisboa, campo pequeno 20 de julho
■ fmm sines @ porto covo
■ lou reed @ loulé 21 de julho
■ fmm sines @ sines 22 de julho
■ fmm sines @ sines 23 de julho
■ fmm sines (kasai allstars, justin adams & juldeh camara, ...) @ sines 24 de julho
■ fmm sines (orchestra baobab, beirut, marful, lo còr de la plana, ...) @ sines 25 de julho (ktu, ...)
■ fmm sines @ sines 26 de julho
■ fmm sines (erika stucky, ...) @ sines 27 de julho
■ beirut @ lisboa, aula magna 31 de julho
■ festival de paredes de coura (sex pistols, ...) @ paredes de coura 1 de agosto
■ festival de paredes de coura @ paredes de coura
■ konono no.1, tony allen @ lisboa, ccb
■ festival intercéltico de sendim @ sendim 2 de agosto
■ festival de paredes de coura @ paredes de coura
■ festival intercéltico de sendim @ sendim 3 de agosto
■ festival de paredes de coura @ paredes de coura
■ festival intercéltico de sendim @ sendim 3 de agosto
■ andanças @ carvalhais 4 de agosto
■ andanças @ carvalhais 5 de agosto
■ andanças @ carvalhais 6 de agosto
■ andanças @ carvalhais 7 de agosto
■ andanças @ carvalhais
■ festival sudoeste @ zambujeira do mar 8 de agosto
■ andanças @ carvalhais
■ festival sudoeste @ zambujeira do mar 9 de agosto
■ andanças @ carvalhais
■ festival sudoeste @ zambujeira do mar 10 de agosto
■ andanças @ carvalhais
■ festival sudoeste @ zambujeira do mar 5 de setembro
■ festa do avante! @ seixal 6 de setembro
■ festa do avante! @ seixal 7 de setembro
■ festa do avante! @ seixal
(este espaço é da responsabilidade exclusiva do seu autor e não reflecte necessariamente qualquer ponto de vista imputável a João Peste ou a qualquer dos elementos dos Pop Dell'Arte)
A epígrafe do site Kill Yr Idols diz tudo. Bootlegs de concertos (por exemplo, os do Campo Pequeno e do Coliseu dos Recreios), temas raros que saíram apenas em compilações ou em fanzines, sessões de estúdio, covers, tributos de outros músicos, lados B esquecidos no tempo, gravações dos projectos paralelos de Thurston Moore, Lee Ranaldo, Kim Gordon e Steve Shelley, etc. Quase tudo se pode descarregar neste arquivo imenso da obra dos Sonic Youth. É de loucos. (Obrigado pela dica, Spinafro.)
No campo do experimentalismo das guitarras distorcidas, das escolas Sonic Youth, Swans ou My Bloody Valentine, ninguém por cá ousou chegar ao ponto que os Santa Maria Gasolina em Teu Ventre atingiram em "Free Terminator" (LP editado pela Ama Romanta em 1989) ou no EP sem título editado pelo grupo em 1991, onde constava o mítico "Go West, Céline", com a voz de Adolfo Luxúria Canibal. Este e outros temas estão agora de novo disponíveis para escuta, através do myspace criado para recordar os Santa Maria Gasolina em Teu Ventre. Salvé, Tom Anderson e companhia. É ir aqui: myspace.com/smgetv
A Câmara Municipal de Loulé deu na passada sexta-feira o primeiro passo na divulgação do cartaz do MED, que todos anos organiza. Foram divulgados apenas três nomes, por enquanto, e a (boa) surpresa para um festival que habitualmente centra as apostas nas músicas do mundo está na vinda de Solomon Burke, figura lendária do rock'n'roll e da soul (são músicas do mundo, não?), para um concerto no dia 27 de Junho. Os outros nomes são os do colectivo de DJs e MCs Balkan Beat Box (dia 25), que têm contribuído fortemente para que as músicas ciganas tenham uma presença cada vez mais forte nas pistas de dança alternativas, e o casal maliano Amadou & Mariam, que depois do inesquecível concerto no FMM Sines, há três anos, voltam a Portugal, para encabeçarem a noite de dia 28 no MED (também vão estar, no dia seguinte, no Festival Mestiço organizado pela Casa da Música). O MED de Loulé vai decorrer entre 25 e 29 de Junho, na cidade de Loulé. Por enquanto, ainda não há mais novidades da organização, mas este é o site oficial onde serão divulgadas mais informações: www.festivalmed.com.pt
O Barreiro prepara-se para receber, no final desta semana, mais uma edição do Out.Fest - Encontros de Música e Imagem do Barreiro. O cartaz dos concertos está assim alinhado:
No dia 16 (sexta-feira), no Auditório Municipal Augusto Cabrita, a partir das 21h30, - David Maranha - Uton - One Might Add - A Parte Maldita - Peter Bastien
Dia 17 (sábado), no mesmo local e a partir da mesma hora, - Flower/Corsano duo - Ignatz - Aluk Todolo - Calhau! - Agape
Paralelamente, decorre a exposição "Retratos a preto e branco", da fotógrafa Vera Marmelo, e a exibição de dois documentários: "Imagine the Sound", de Ron Mann, sobre o jazz vanguardista dos anos 60; "Global Metal", de Sam Dunn e Scot McFadyen, sobre o heavy metal. A exibição dos filmes tem também lugar no AMAC, nos dias 15 ("Imagine the Sound") e 22 ("Global Metal"), a partir das 21h30. Mais informações em www.outfest.pt.vu. E, já que se fala em Sam Dunn, a CNN hoje publicou no seu site um artigo onde justamente cita o antropólogo do heavy metal, curiosamente intitulado Heavy metal and violence: More than a myth?
...este concerto dos National teve o mesmo significado para a geração que hoje tem 20-25 anos e que hoje enchia a Aula Magna que o concerto dos Tindersticks, naquele mesmo local, teve para a minha geração.
Há quem seja pago para ir bater palminhas para os programas da Fátima Lopes ou do Fernando Mendes. Há quem pague para bater palminhas sempre que vai à Aula Magna. (Mas, tirando a histeria do público, o espectáculo dos National foi muito, muito bom. Obrigado pela perseverança, Sílvia!)
O Fernando Magalhães deixou-nos há cerca de três anos. Um número substancial de leitores habituais ficaram orfãos de novos textos com um "FM" no final, onde, com a extensa base de conhecimento e o humor que era característico do Fernando, dava a conhecer músicas novas e antigas. Parte do legado crítico do FM começa agora a ter uma presença na net, através do seguinte blogue: poeira-cosmica-fm.blogspot.com
Apesar de ser preciso subir muito até se encontrar a cabeça de Cope a pairar acima das nuvens, não quer dizer que o “acid head” esteja louco. Está é “alto” há uma quantidade de tempo. Mas já foi pior. Ele afirma que deixou de ingerir ácido há oito anos, preferindo actualmente os cogumelos e a erva. (...) O fogo de Kundalini (energia sexual transmutada em energia mental, na iniciação tântrica) continua a subir pela espinha de Julian Cope até ao “chakra” (centro nervoso do corpo astral) superior da nuca, como se vê pela imagem da contracapa desta alucinada caixinha… Resta saber até quando conseguirá ele manejar as suas labaredas sem se queimar. Para já, o cérebro fugiu num foguetão. (in crítica a "Interpreter", de Julian Cope, 23 de Outubro de 1996, suplemento Pop-Rock do Público.)
Razões para dar hoje um pulo até ao Castelo de São Jorge:
- O António Pires mete discos das 15h às 17h; - A Raquel Bulha mete discos das 18h às 20h; - Os Anonima Nuvolari metem a dançar quem ainda estava parado lá por volta das 20h/21h.
Os Deolinda ainda vão comer bastantes quilómetros de estrada e de céu por esse mundo fora. Numa opinião que não será unânime com a dos seguidores que esta noite esgotaram o São Jorge -- sim, os Deolinda estão agora a lançar o primeiro disco e já conseguem encher um espaço como o São Jorge -- estão ainda distantes de serem a grande revelação da música popular portuguesa após Madredeus, que servirão sempre de comparação, mas hão-de vir a pisar o mesmo caminho. A voz de Ana Bacalhau, quase sempre excelente, claudica porém em certos pontos, ora quando ataca frequências mais graves onde não se dá tão bem, ora quando, com alguma frequência até, esbanja na colocação de voz aquilo que perde na dicção (dirão que no canto lírico acontece o mesmo, mas nem é isso que se pede na música dos Deolinda, nem nunca a esse ponto se chega). No resto da banda, falta por vezes algo mais que as duas guitarras clássicas (que mal se ouviram, mas podia ser do sítio) e o contrabaixo para que aquela sequência de fados gingões, de chorinhos, de mornas e até de um quase tango (tudo família do fado, como se vê) chegue mais perto da perfeição. Mas se musicalmente poderia haver outro arrojo, é nas letras e nos ambientes criados pelas canções que chega a subversão dos Deolinda. Há o magnífico novo hino de Portugal, aqui e ali se afirma que ao fado também se dança, e num dos temas, Ana Bacalhau chega a encarnar com enorme à vontade a personagem de uma brasileira garçonette para explicar como a alegria e o ritmo também podem entrar no fado. Caso para dizer que, embora isso não seja culpa dos Deolinda, com tanta promoção ao lado sério, negro e melancólico do fado ao longo dos anos, seja agora preciso ir buscar uma personagem do outro lado do Atlântico para mostrar que afinal fado também pode ser acompanhado por um belo abanar de ancas... À parte de tudo isto, houvesse casa de apostas onde se jogasse o futuro de grupos portugueses, a noite de hoje iria fazer toda esta gente apostar já nos Deolinda. Daqui a uns anos vão estar a fazer digressões pelo Japão!
«O seu nome é Deolinda e tem idade suficiente para saber que a vida não é tão fácil como parece, solteira de amores, casada com desamores, natural de Lisboa, habita um rés-do-chão algures nos subúrbios da capital. Compõe as suas canções a olhar por entre as cortinas da janela, inspirada pelos discos de grafonola da avó e pela vida bizarra dos vizinhos. Vive com 2 gatos e um peixinho vermelho...» (in myspace.com/deolindalisboa)
Os Deolinda, grupo de Lisboa que encontrou no fado e noutras expressões da música popular portuguesa o ponto de partida para as canções que faz, apresenta hoje o seu álbum de estreia no São Jorge, a partir das 21h30.
Está aí às portas a sétima edição do MONSTRA, Festival de Animação de Lisboa, com muito cinema de animação para ser visto entre 8 e 18 de Maio, em espaços como o Teatro Maria Matos, o Cinema São Jorge, o Cinema King ou o Museu do Oriente. A programação é bastante extensa e inclui uma retrospectiva da cinematografia inglesa (desde os pioneiros aos estúdios Aardman), a secção de competição de curtas-metragens (depois das longas-metragens do ano passado) e programas infantis e juvenis, entre muitas outras actividades. Na próxima quinta-feira, a abertura do festival vai ser feita com um espectáculo encomendado ao duo Ela-Não-É-Francesa-Ele-Não-É-Espanhol, que desta vez terá um nome ainda mais comprido (junte-se "...Mas-Ele-É-Inglês"), em virtude da colaboração ao vivo com o realizador Thomas Hicks. Vai ser no Maria Matos e começa às 21h30. Nos outros dias, haverá concertos de Rubber Soul Project (dia 9), de München e JP Simões (dia 10) e do Ensemble JER (dia 16). Estão também previstas diversas sessões de giradisquismo no café do Maria Matos. Para mais informações, é favor visitar o www.monstrafestival.com
Houve, por alturas da edição de "Alles Wieder Offen", uma facção da crítica que se propôs a caracterizar os Einstürzende Neubauten como um projecto cristalizado no tempo, sem a ousadia de outrora. Não é novidade. Já o mesmo vinha a ser dito, aqui e ali, sempre que se falava de um álbum novo para os berlinenses. Mesmo a propósito, esta noite, na Aula Magna, ao longo de mais duas horas, quase todos os temas tocados pelos Einstürzende Neubauten foram criados nos anos mais recentes. E o espectáculo foi... tremendo. Não só a maior parte dos temas eram novos (destaque para as magníficas versões ao vivo de "Let's Do it a dada", de "Weil Weil Weil" ou de "Susej", a tal que usava o som percussivo da guitarra de Blixa Bargeld em 1982), como até houve oportunidade para demonstrar ao vivo o sistema de cartas DAVE, do qual Alex Hacke falava aqui, para apresentar ao público um tema inédito por natureza. O público também merece ser destacado. Nem parecia a Aula Magna, palco habitual para urros no meio das músicas, palmas a marcar o ritmo e outras histerias afins. Até o próprio Blixa fez o elogio: "esta já é a nossa 13ª ou 14ª data da digressão e não encontrámos um público tão bom [ok, isto é banal] e tão... disciplinado [isto sim, é novidade] como este".
Já anda por aí o novo álbum dos Fall. Mark E. Smith pode despedir e contratar quem quiser (e agora voltou a uma banda composta por ingleses), que de uma coisa não se livra: não há um álbum dos Fall que desça ao ponto da mediocridade. E este já é o 27º de estúdio, mais coisa, menos coisa... (*) Quem o dizia era John Peel, que tinha nos Fall a sua banda predilecta.
Heavy Trash (1 - MusicBox; 2 - TAGV; 3 - Plano B) Rockabilly nas guitarras de Jon Spencer (da Jon Spencer Blues Explosion) e Matt Verta-Ray (ex-Madder Rose, ex-Speedball Baby).
Einstürzende Neubauten (3 - Casa da Música; 4 - Aula Magna) A brigada de demolição Bargeld & Irmãos regressa, agora com um novo álbum, Alles Wieder Offen. Nem que o concerto tivesse metade da intensidade do último (no CCB), já seria uma experiência absolutamente imperdível. Ainda há muitos bilhetes... Como é que é possível?
Mão Morta "Maldoror" (3 - Theatro Circo) O adeus definitivo a "Maldoror", que a casa retorna. Depois da estreia, naquele mesmo espaço, há cerca de um ano, "Maldoror" percorreu o país, para agora chegar ao fim. A partir daqui, vai ser sempre... "Foste? Sim? Foi tão bom, não foi? Não foste? Não sabes o que perdeste!".
Diamanda Galás (6 - Theatro Circo; 8 - Casa da Música; 10 - Aula Magna) A senhora Galás apresenta-se com o espectáculo "Guilty Guilty Guilty", onde no qual abre o seu palco de horrores a composições tornadas populares por Johnny Cash, Edith Piaf e outras vozes.
The National (11 - Aula Magna) Eles gostaram do nosso país e só este ano vêm cá por três vezes. Ou nós é que gostámos deles e queremos que por cá dêem um salto sempre que vierem visitar os primos na Europa. Este espectáculo na Aula Magna foi literalmente comprado por uma marca de comunicações e já está "esgotado" (com muitas aspas) há muito tempo. Por falar nisso, alguém arranja um bilhetinho?
James Blackshaw & Josef van Wissem (11 - ZDB) Conheci o Jim quando a amorosa Josephine Foster o trouxe consigo na primeira série de concertos (promovidos aqui pelo tasco) que realizou por cá. Miúdo de poucas falas, deixou toda a gente extasiada com a forma como dedilhava a guitarra de doze cordas.
John Cale (16 - Casa das Artes de Famalicão; 17 - Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre) A descentralização, a descentralização. Uma figura destas vem a Famalicão e a Portalegre. Nada de Lisboa ou Porto. É bonito!
Negativland (17 - LX Factory) Alguém me corrija, mas não será esta a primeira vez que os veteranos do corte e colagem vêm ao nosso país, não? O concerto está previsto para o LX Factory, o nome eventualmente provisório de um espaço novo para os lados de Alcântara.
Kronos Quartet (20 - CCB) Igualmente veteranos, mas já mais vistos por cá, o quarteto de cordas volta com um programa constituído por composições de JG Thirwell (dito Foetus), Rokia Traoré (na companhia da própria), Amon Tobin e John Zorn, entre outros.
Animal Collective (26 - Cinema Batalha; 29 - Lux) Depois da inesquecível viagem de cacilheiro até à margem sul, o colectivo zoológico traz agora novos pretextos para fazer abanar alma e corpo. Traz também Bradford James Cox, o vocalista dos Deerhunter, no seu projecto Atlas Sound, para as primeiras partes.
Boris (26 - Porto-Rio; 27 - ZDB LX Factory) Vão ser as noites dos amplificadores. Drones e heavy metal pelas mãos dos japoneses Boris. Nas primeiras partes outros adoradores de amplificadores, os norte-americanos Growing. Vai ser imperdível mas... é aconselhável levar tampões, pela vosse saúde auditiva (sem qualquer tom pejorativo, leia-se).
Cat Power (26 - Coliseu dos Recreios; 28 - Coliseu do Porto) Mais uma visita da menina Marshall. Agora com direito a coliseus e tudo.
CocoRosie (26 - TAGV) As manas Casady também estão de volta, agora com passagem por Coimbra.
Toumani Diabaté (28 - Casa da Música; 31 - Culturgest) Ninguém fez tanto pela kora, guitarra da África Ocidental, nos últimos tempos. O mestre já não é uma cara estranha por cá e até podia cá vir com maior frequência, que a gente não se importa.
Young Marble Giants (30 - Casa da Música) Reverenciados por muitos ao longo de quase três décadas (eu confesso, correndo o risco de ser agredido: sempre me passaram ao lado), reuniram-se e voltaram aos palcos. E ali estão eles na Casa da Música.
Vampire Weekend (30 - Casa da Música) No mesmo dia e também na Casa da Música, uma das propostas mais interessantes vindas da pop americana. (Alguém arranja bilhete para estes, também, faxavor?)
É um mês tramado. E nem sequer falei da digressão pelo país dos Irmãos Verdades, entretanto regressados.
Como líder dos The Clash, Joe Strummer mudou a vida das pessoas para sempre. Quatro anos depois da sua morte, a sua influência estende-se pelo mundo, mais forte do que nunca. O realizador Julien Temple tem gasto a maior parte do seu tempo a documentar a cena musical em Inglaterra. Já em 1976 tencionava fazer um filme sobre uma banda inglesa de punk diferente: os The Clash. Mais de 30 anos depois nasceu este filme. O documentário exibe depoimentos de fãs de Joe Strummer, figuras destacadas em distintas áreas artísticas, como Flea, Bono, Martin Scorsese, Steve Buscemi, Matt Dillon, John Cusack, Johnny Depp, Jim Jarmusch, Courtney Love e Damien Hirst. Strummer é revelado não apenas como músico mas também, e sobretudo, como ser humano: a sua infância, os ideais, a sua arte e o seu carisma como comunicador exímio. A banda sonora inclui músicas da primeira banda de Strummer - 101ers - dos The Clash, Mescaleros, Ramones, Sex Pistols, Bob Dylan, Big Audio Dynamite, entre outros.
Esta foi apanhada no Raízes e Antenas, com algum atraso. Aproxima-se mais um festival de músicas do mundo. É pequenino, mas é jeitosinho. O Mercado Mundo Mix, a feira que este ano se realiza no Castelo de São Jorge, em Lisboa, de 9 a 11 de Maio, vai albergar o Festival World Mix Music. Eis a programação:
Dia 9 - Paulo Sousa Dia 10 - Anonima Nuvolari (Itália/Portugal) Dia 11 - Gnawa Sahara Soul (Marrocos)
Ao longo dos três dias, haverá também sessões de DJing com Tiago Claro (dia 9), Raquel Bulha (dia 10), Luís Rei (dia 11) e António Pires (dias 10 e 11).