sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Últimos dias no sítio do castelo

O Sítio do Cefalópode vai deixar o bairro do Castelo. O bar, que em tempos antigos chegou a pertencer a Ary dos Santos, e que recentemente vinha a oferecer um conjunto de propostas aliciantes, vai fechar portas. Os actuais gerentes, que prometem continuar a fazer festas por outros locais de Lisboa e do país, deixaram, em forma de protesto, as razões deste abandono do Castelo:

Deixamos um apelo público às autoridades (in)competentes, para que melhorem a acessibilidade aos bairros históricos, nomeadamente ao Castelo e Alfama, ou pelo menos que reponham a pouca que existia antes. A falta de circulação veio prejudicar gravemente a formação de públicos e o desenvolvimento cultural nestas zonas antigas; todo o comércio local ficou muito afectado e a qualidade de vida das pessoas piorou.
Não basta fechar um bairro nem é legítimo faze-lo, muito menos quando essa medida é aplicada de forma autista e prepotente, e não é acompanhada por um plano para reparar o consequente impacto sobre a acessibilidade ao bairro e enfim sobre a vida do bairro e das pessoas. Os parqueamentos continuam escassos, aliás, é quase impossível estacionar; não foi criada sequer uma praça de taxis que sirva a zona; os transportes públicos são altamente insuficientes e não foram aumentados; não foi criada uma carreira nocturna (o último eléctrico é às 23 horas)... Enfim, uma medida desenquadrada, uma total irresponsabilidade política! Esperemos que a recente mudança camarária traga uma mudança de atitude em relação ao problema da acessibilidade aos bairros antigos.
Por uma cidade
com mobilidade!


Entretanto, os últimos dias do Sítio do Cefalópode no castelo vão ter a seguinte programação:

Sábado, 13 - Bruno Pernadas Jazz 5tet
Segunda, 15 - Jazz Open Jam Session
Terça, 16 - Roda de Chorinho
Sexta e Sábado, 19/20 - FESTA DE DESPEDIDA DO CASTELO (Live Acts + DJ's + JAM SESSION FREE STYLE)
Segunda, 22 - Última Jam Session no Castelo
Terça, 23 - A última Roda de Chorinho no sítio do Castelo

BOA SORTE, CEFALÓPODES!