terça-feira, 9 de outubro de 2007

Abertura total, de novo #4

(Continuação da entrevista a Alexander Hacke, dos Einstürzende Neubauten, a propósito do novo álbum, "Alles Wieder Offen".)

Q4. A maior parte das faixas deste disco têm partes retiradas dos vossos arquivos sonoros, de gravações ao vivo (como "Von Wegen", que aproveita um improviso do último concerto em Lisboa), destes álbuns exclusivos dos supporters ou, recuando mais no tempo, de gravações como a que foi usada em "Susej", que recupera o Blixa a tocar guitarra em 1982. É correcto dizer-se que "Alles Wieder Offen" é, por excelência, o disco de estúdio dos Neubauten, aquele em que houve menos tempo passado na sala de gravações?

ALEX HACKE: Não... "Von Wegen", tal como "Redukt", "Alles", "Seltener Vogel" e muitas outras faixas nossas derivam meramente de um "rampe", uma improvisação ao vivo. Como gravamos cada espectáculo que fazemos, voltamos a ouvir as gravações e analisamos essas improvisações, de forma a construírmos canções propriamente ditas a partir daí. No caso da gravação do Blixa, a bater com o pé e a tocar guitarra, nós voltámos a isso inúmeras vezes ao longo destes anos, mas até agora nunca tínhamos conseguido retirar daí algo com sentido e, daí, nunca a usámos de uma forma construtiva.