sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Que idade têm os teus ouvidos?

Como tantas outras partes do corpo humano, também os ouvidos envelhecem com o passar dos anos. É também do senso comum que, para a malta que não perde o gosto pela música, o problema se torne ainda mais grave. É uma injustiça quando pensamos que aqueles que mantém ativos no desporto, por exemplo, conseguem que órgãos como o coração ou os pulmões permaneçam jovens. Nós, que somos constantemente bombardeados pelos PAs dos concertos ou pelos auscultadores dos leitores portáteis, não temos tal sorte. Os nossos ouvidos envelhecem. E é na amplitude de frequências audíveis que mais notando a perda, tanto nas frequências graves, como nas agudas.

O teste presente neste youtube ajuda a perceber o quão os nossos ouvidos envelheceram, pelo menos no que diz respeito às frequências agudas. Este que vos escreve, por exemplo, já não consegue sequer distinguir a uma onda de 15 Khz (embora, na verdade, esteja na altura de fazer a rotineira lavagem de ouvidos, para que as frequências mais altas possam aqui chegar).

Precauções a ter na realização do teste:

1. Usem auscultadores e comecem com volume baixo.
2. Se não ouvirem uma das frequências propostas, voltem atrás e aumentem ligeiramente o volume.
3. Repitam o passo 2 até conseguirem ouvir. Se não o conseguirem de todo, escusam de prosseguir. O teste terminou.



Para levarem este teste um pouco mais longe -- e lembrem-se que estes são testes simples que não substituem aqueles para os quais vos poderá encaminhar um otorrinolaringologista (ena, em quase 10 anos deste tasco amarelo, é a primeira vez que esta tão bela palavra aqui surge) -- podem tentar um sintetizador online, para perceberem qual é a frequência derradeira que os vossos ouvidos podem captar. Experimentem este, por exemplo, que ainda ajuda a perceber a frequência a que toca o vosso tinnitus (aquele zumbido que volta e meia vos passa pelos ouvidos).

Os utilizadores de android ainda encontram uma aplicação gratuita e interessante aqui, que testa também o limite inferior da tal amplitude de frequências, ou seja, a frequência grave a partir da qual o vosso ouvido capta algum som.