quarta-feira, 4 de julho de 2012

Entrevista ao sr. FMM, parte 3

(Continuação da entrevista ao diretor artístico e de produção do FMM Sines, Carlos Seixas)
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3. Falavas atrás, a propósito de Sines, de "uma comunidade aberta ao mundo". Todos os anos se vê a simpatia com que os locais recebem, de uma forma geral, pessoas que lhes são tão diferentes. Como vês a região a receber o festival e em que é que o festival mudou a região?

Olha, já que ambos gostamos de números respondo-te com eles.

De 1999 até agora a estimativa de espetadores ronda os seiscentos mil. Uma grande fatia proveniente de outras paragens que não a cidade de Sines. A economia local e regional beneficia! Mesmo que o nosso público, que não é esbanjador, seja comedido com a oferta gastronómica da região e não seja demasiado exigente com o alojamento, a coisa já ultrapassa as centenas de milhares de euros. Basta fazer contas!

Depois há a imagem da cidade. No site FMM referimo-nos a isso. Desde as primeiras edições temos recebido jornalistas de vários órgãos de comunicação europeus, a crítica especializada, a blogosfera, e todos são unânimes na qualidade do festival. Publicações como o Libération, o L'Humanité, o Courrier International, o The Sunday Times, a revista Songlines têm destacado a qualidade da programação, os músicos participantes consideram-no um dos melhores festivais da Europa e toda a imprensa portuguesa tem dado relevo à sua excelência como evento cultural. E Sines lá está! Com todo o seu charme e localização apetecível. O complexo petroquímico ou as indústrias pesadas passam a segundo plano.

E para terminar mais um dado relevante: segundo um estudo efetuado pela Cision, em 2011, a cobertura mediática do FMM só nos meses de julho e agosto representava um valor publicitário correspondente a mais de um milhão de euros.


(Resposta atualizada com mais detalhe às 15:46)