sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tinariwen, Konono nº1 e muitas outras coisas nos próximos dias

Grandes espectáculos que aí vêm, a começar já hoje, com Tinariwen no Arrábida World Music Festival. O AWM conta ainda com os cabos-verdianos Tcheka e o "nosso" Legendary Tiger Man, hoje, e a lendária Sun Ra Arkestra, amanhã, além do luso-persa Mazgani e os Heavy Trash de Jon Spencer. Vai ser uma curiosa mistura de músicas do mundo com rock'n'roll, bem se vê.

Mas este fim-de-semana fica especialmente marcado pelo regresso dos congoleses Konono nº1. Vão ser os reis da festa do 15º aniversário da ZDB amanhã (e vão também estar no Mestiço da Casa da Música, no dia seguinte), num conjunto de datas que têm início já hoje nas Festas do Almonda, em Torres Novas, um festival que está a passar despercebido injustamente. Afinal, é um festival cheio de nomes interessantes que decorre ao longo de... 10 dias! Além dos Konono, conta com os ciganos indianos Musafir, com a extensa Orquestra Imperial, do Brasil, com os italianos Municipale Balcanica, com os franceses Caravan Palace e, além de outros, com um vasto cartaz de nomes portugueses incluindo Lula Pena, as Tucanas, Cacique 97, Danças Ocultas, etc., e ainda alguns espectáculos mais próximos do teatro. Tudo isto com entrada livre, em dez dias de grande programação que merecem ser lembrados e destacados.

Lisboa acolhe, por sua vez, mais uma edição do Rotas & Rituais no cinema São Jorge, com os Master Musicians of Jajouka (hoje) e Kepa Junkera (amanhã), num ciclo de música que já começou na quinta-feira com os Gaiteiros de Lisboa. Além da música, há ainda programação com teatro, documentários, conferências, ateliers para crianças e exposições no âmbito do tema da "transumância" a que se subordina o festival.

E, pelo Porto, há também o Mestiço, que já começou ontem com Naná Vasconcelos, Virgínia Rodrigues e JP Simões, e que vai ainda levar à Casa da Música, além dos já citados Konono nº1 e Orquestra Imperial, nomes como Babylon Circus, Natiruts, Comunidade Nin-Jitsu, Lei Di Dai, entre outros.

O país (ou uma boa parte dele, sejamos honestos) ferve de acontecimentos.