sábado, 14 de julho de 2007

A casa

A casa ainda tem pouca gente. Numa das paredes do hall de entrada, está pendurado o horário das actuações. À esquerda, o P. e o A. vendem discos. Na divisão imediatamente a seguir, alguém toca. É aí, nesse quarto escuro, que se concentram as primeiras visitas. O bar fica na cozinha e a cozinha ainda fica longe, a meio do interminável corredor. Pelo caminho há mais dois ou três quartos, com papéis pendurados nas ombreiras das portas, avisando quem ali vai actuar. Na cozinha, o Z. está a passar Holger Czukay. A cerveja é quente. Ao longo da outra metade do corredor há ainda mais quartos, uns vazios, outros ocupados ora de instrumentos e amplificadores, ora de casais de namorados. À medida que o tempo avança, as pessoas vão chegando. Os Gala Drop do T. e do N., aos quais se junta o baterista A., dão um belo concerto. Os Frango tocam ao mesmo tempo, no outro lado da casa. Entretanto, a casa está cheia. As garrafas de cerveja estendem-se encostadas às paredes, tal como as pessoas. O Kyp Malone anda por aqui, sempre com os dedos a tapar os ouvidos. O techno improvisado dos One Might Add é hipnotizante. A cerveja continua quente. A casa está cheia de miúdas bonitas. A única casa de banho em funcionamento tem uma fila desesperante. A casa ainda tem um pátio enorme. Melhor, a casa também funciona na fracção do lado esquerdo. É aí que tocam os Calhau! com o António Contador. É aí que os CAVEIRA e nós quase vamos parar ao andar de baixo. Que bela casa esta. E que noite...