sábado, 11 de agosto de 2007

Incrível Tasca Móvel, o espaço que os velhos não esquecem e os jovens adoram.

Festa do ano. Nas traseiras do Centro Cultural de Belém está montada uma tasca -- lembra mais um arraial -- ao ar livre, delimitada por uma longa gambiarra de muitas cores feita na Cova da Piedade, onde se fazem, como toda a gente sabe, as melhores gambiarras do mundo. Aos espectadores, perdão, aos comensais desta tasca sofisticada, a "Incrível Tasca Móvel", são servidos copos de ginginha (ou de qualquer outro licor alcoólico e açucarado). Logo daí a pouco começa-se a ouvir uma voz quente, muito quente, cantando "Guarda Che Luna", um êxito italiano dos anos 50, de Fred Buscaglione. É Miranda, a doce Miranda dos Ó'Questrada. São eles os grandes animadores desta tasca nesta noite. Eles e os italianos impagáveis que formam os Anonima Nuvolari e que se intrometem pelo meio. E o convidado especial desta sexta-feira, o fadista pugilista Toni Paiva. Inenarrável. Esta é uma noite de e para gente alegre que se senta à volta das mesas, que bebe um copo, dois, três e por aí fora, enquanto sorri à candura de Miranda, à viagem estética dos O'Questrada, à folia napolitana dos Anonima Nuvolari. (Não tenho por hábito fazer estes relatos assim que chegue a casa, nem tão pouco no tempo em que o devia fazer por razões profissionais. É por isso que, estes raros momentos em que o faço são também sinais de que a festa foi rija. Não percam amanhã ou no domingo. Custa apenas cinco euros e vale-vos para o resto do ano.)