quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Abertura total, de novo #1

"Alles Wieder Offen", que é como quem diz "tudo aberto, de novo", é o título do mais recente álbum dos alemães Einstürzende Neubauten, que deverá chegar às lojas a 19 de Outubro. Nos três anos que o separam de "Perpetuum Mobile", muito aconteceu na história do grupo. Mais de dez discos foram lançados exclusivamente para o clube restrito dos "supporters" que têm contribuído financeiramente para a independência do grupo da tradicional indústria discográfica. O disco de regresso, por assim dizer, ao grande público, é mais um sinal da independência adquirida pelos Neubauten: o selo é da Potomak, editora constituída pelos próprios. É um belíssimo disco. E a digressão vem a seguir. Preparem-se.

Ao longo dos próximos dias, deixarei as respostas de Alexander Hacke, um dos Neubauten, às perguntas que lhe fiz.



Q1. Este disco parece dar um passo em frente no processo de maturação dos Einstürzende Neubauten, tal como se tem visto desde "Silence is Sexy" ou, indo mais longe, desde "Tabula Rasa". É um disco Einstürzende Neubauten, não haja dúvida, mas parece ter mais instrumentos convencionais, a voz do Blixa soa ainda mais suave e todos os arranjos parecem estar perfeitos. Faz isto algum sentido para si? Discutiram isto no processo de composição, gravação e mistura do disco?

ALEX HACKE: Estou contente por saber que existe alguma espécie aparente e reconhecível de progresso. Nós apenas trabalhamos com todas as ferramentas disponíveis para criar a música que entendemos. Desta vez, não aplicámos nenhuma forma conceptual como no "Perpetuum Mobile", onde o tema era o ar, a perspectiva dos pássaros, viagens e assim. Apenas tentámos fazer a música que gostamos de ouvir. O resultado é um álbum muito pessoal, que leva em linha de conta e acarinha a nossa história enquanto um grupo de indivíduos que passaram a maior parte das suas vidas juntos.