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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Jóhann Jóhannsson



Entre o final dos anos 90 e o dealbar deste novo século, a editora islandesa Kitchen Motors lançou três discos que serviram de documento ao ponto principal do seu manifesto, a criação de espaços comuns a artistas provenientes de diferentes backgrounds, islandeses na sua maioria. Estes discos, autênticos testemunhos de genialidade na improvisação, ganharam o nome "Motorlab" e reuniram projectos como os Stilluppsteypa, Múm, Apparat Organ Quartet, Barry Adamson e Pan Sonic, entre muitos outros. Há um nome que é transversal às três edições: Jóhann Jóhannsson. No Motorlab #1, trabalhou com Hilmar Jensson, Úlfar Haraldsson e o ensemble de jovens músicos Caput. No Motorlab #2, fazia (e ainda faz) parte integrante dos magníficos Apparat Organ Quartet (se não conhecem, façam o favor de ouvir imediatamente este projecto). Finalmente, em Motorlab #3, ajudou a misturar a peça "The Hymn of the 7th Illusion", composta entre Barry Adamson e Pan Sonic.
Ora, vem a propósito dizer que Jóhann Jóhannsson tem álbum a solo recente, "Fordlândia", o primeiro a sair com selo 4AD, que deve ser ouvido com toda a urgência por quem ficou com a Islândia nos ouvidos desde o final dos anos 90. Como seria de esperar, até pelo próprio contexto estético dos Motorlabs, "Fordlândia" remete para paisagens sonoras com tanto de electrónica como de música de câmara, lembrando, claro, os Sigur Rós e tantos outros projectos que se destacaram na ilha nórdica há cerca de uma década. É uma bela banda sonora para se atingir a estratosfera enquanto o diabo esfrega o olho.

CORRECÇÃO: Não é o primeiro álbum de Jóhannsson pela 4AD, mas sim o segundo. "Fordlândia" é, aliás, o segundo de uma trilogia baseada em tecnologia e em nomes de marcas históricas norte-americanas. A 4AD já havia lançado "IBM 1401, A User's Manual" em 2006. Obrigado pela atenção, Jorge Pinho.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Reabertura de portas

Refeito de uma ausência prolongada e forçada, parte devida a trabalho (tentarei arranjar tempo para deixar aqui algumas impressões sobre a música e outros aspectos da cultura de Timor Leste), parte devida a férias (e ao sempre esgotante FMM), eis que surge (e urge) a vontade em reabrir as portas do tasco amarelo.

Enquanto se areja esta atmosfera bafienta daqui para fora, deixo-vos já com o cardápio para os meses que se seguem (lembram-se da secção "cardápio" do Blitz? - melhor nome de sempre para uma secção de agenda ou não?). Eis uma selecção caseira de alguns dos concertos da rentrée, naquilo a que também se chamava "o regresso às aulas":

* Há quase 20 anos que as Noites Ritual marcam o regresso das férias, com concertos de bandas portuguesas nos jardins do Palácio de Cristal do Porto. Este ano decorrem a 27 e 28 de Agosto, com OqueStrada, Anaquim, Diabo na Cruz, The Legendary Tigerman, Tiguana Bibles e outros.

* Ainda há mais tempo, outro marco incontornável do regresso é a festa do Avante!, que este ano vai ocupar a Quinta da Atalaia, no Seixal, entre 3 e 5 de Setembro. Aqui por estas bandas, destaca-se as presenças de Bunnyranch, Cacique'97, Dazkarieh e os projectos que António Chaínho e Janita Salomé ali vão levar. EPs a 19,50 agora, 29 depois.

* Leonard Cohen gostou, Leonard Cohen volta. Mais um concerto, agora a 10 Setembro, no Pavilhão Atlântico. Preços entre 30 e 75 euros.

* Uma das notícias mais interessantes dos últimos dias prende-se com o regresso aos palcos dos Atari Teenage Riot e com a passagem já agendada pelo Porto, para a nova sala do Hard Club, a 17 de Setembro.

* De regresso também, estão os brasileiros Haxixin. Rock de garagem no Maxime (23 de Setembro), no Alfabar de Leiria (24) e no Armazém do Chá (25).

* Mais regressos: Eels e Goldfrapp no Coliseu dos Recreios. Ele a 19 de Setembro, ela a 22.

* Já aqui tinha dado conta, mas nunca é de mais recordar que o islandês Jóhann Jóhannsson estreia-se (?) em palcos portugueses (Maria Matos, neste caso) a 28 de Setembro.

* Por falar no Maria Matos, há que não esquecer um dos principais eventos desta rentrée, com a presença dos alemães Faust naquela sala, a 6 de Outubro. Bilhetes a 15 euros (7,5 para sub-30). A ZDB, que produz o espectáculo, informa ainda que os Faust vão dar um workshop (para músicos e não músicos) no dia seguinte, nas instalações da galeria. A inscrição tem o preço de 15 euros.

* Estiveram cá em 1991, já fora do prazo de validade na opinião de alguns, e arrumaram as botas pouco depois. Em 2001 decidiram fazer o mesmo que outras quinhentas mil bandas dos anos 80, ou seja, voltaram a juntar-se para dar espectáculos por esse mundo fora. Os Psychedelic Furs vão voltar a Portugal, a 19 e 20 de Outubro, para concertos no Coliseu dos Recreios e no Sá da Bandeira, respectivamente.

* Com álbum novo, "Strange Weather, Isn't It?" (sai para a semana), os !!! vêm agitar o Lux e o Sá da Bandeira, a 9 e 10 de Novembro, respectivamente.


Esta é apenas uma pequena selecção feita à pressa e entre aquilo que já se conhece. Em breve, serão conhecidas mais novidades. É esperar.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Faust em Lisboa!

Calma, é só para Outubro, ainda sem dia definido, mas fica desde já dada a notícia: os alemães Faust, pioneiros do kraut, vão subir ao palco do Maria Matos, para um concerto produzido em parceria entre o teatro e a ZDB. Como é sabido, o grupo encontra-se hoje dividido em duas formações homónimas. Em 2006, vieram à Casa da Música com a banda liderada pelo fundador Hans Joachim Irmler. Quem virá em Outubro ao Maria Matos será a outra formação onde se destacam os dois outros fundadores no activo, Werner "Zappi" Diermaier e Jean-Hervé Péron. A ZDB prepara-se ainda para anunciar outras novidades em redor deste espectáculo.
Uma outra boa surpresa do programa 2010-2011 recentemente anunciado pelo Maria Matos é a vinda do islandês Jóhann Jóhannsson (falei dele aqui, em tempos), em Setembro.