quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os primeiros nomes do fêmêmê são grandes demais

Primeiro, uma pequena historieta. Andava eu, aqui há meses, pelas ruas frias de Riga, quando vejo cartazes para um espetáculo a acontecer em breve com o mítico trompetista sul-africano Hugh Masekela, sucesso nos meios do jazz norte-americano, músico de Bob Marley nos seus primeiros discos, figura incontornável do afrobeat ao lado de Fela Kuti, companheiro de estrada de Paul Simon durante a digressão de "Graceland", marido durante algum tempo da não menos mítica Miriam Makeba, etc. "Mas estes cabrões destes letões têm o Masekela por cá e nós não?", pensava eu com a inveja de habitante de país pequenino e periférico para com outro país pequenino e periférico. Pois esse desequilíbrio vai ser desfeito e a inveja vai sumir porque, aos 73 anos, virá a Portugal, para um concerto no FMM Sines. Esta é uma das duas primeiras revelações do programa do festival. Masekela toca no castelo, dia 28 de Julho, o último sábado. Seria perfeito se do alinhamento do concerto constasse o tema... "Vasco da Gama":



Mas há mais. O segundo nome anunciado para o cartaz do FMM 2012, neste caso, um par de nomes, é outra bomba. Desde há muito considerado como o melhor intérprete de banjo do mundo, o norte-americano Béla Fleck junta-se a um nome gigantesco da música africana, que já passou pelo palco do FMM: a maliana Oumou Sangaré. A colaboração conjunta resulta de um projeto que Fleck tem levado a cabo em África desde 2005 e que resultou em vários discos, um dos quais "Throw Down Your Heart, Africa Sessions Part 2", com Sangaré, que ganhou o Grammy para melhor álbum de world music no ano passado. Fleck e Sangaré tocam no castelo, no primeiro sábado, 21 de Julho. (Ah, o Fleck não vem com os seus Flecktones, pelo que ainda não será desta que teremos oportunidade de deixar cair o queixo no chão ao ver ao vivo o baixista Victor Wooten...)



O FMM Sines tem lugar, como já é habitual, nos últimos dois fins-de-semana de Julho. Mais informações aqui.