sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Steve Shelley é daqueles tipos que dorme apenas duas horas por dia

Steve Shelley, que vai fazer 50 anos no próximo mês de junho, não pára. O pendurar de botas dos Sonic Youth dar-lhe-á ainda mais tempo para se dedicar a outros projetos, seguramente, mas o lugar que, desde 1985, ocupava atrás da bateria do grupo nova-iorquino (ou que ainda ocupa, se quisermos ser otimistas), não o impediu, nos tempos mais recentes, de ser, por exemplo, patrão da Smells Like Records, que lançou os Blonde Redhead e a Cat Power ou recuperou os discos do Lee Hazlewood, entre outros, de ser o gestor dos selos SYR e Goofin', dos próprios SY, de manter atualizada a sua participação no blip.fm, de blogar no vampireblues.net, ao lado de Chris Lee, John Agnello e Howe Gelb, e, claro, de ser baterista de meio mundo, ora em estúdio, ora ao vivo, ora em ambos os contextos. Em 2007, esteve no coletivo The Million Dollar Bashers. Em 2009, gravou e fez concertos pelos The High Confessions, com Chris Connelly, dos Revolting Cocks e dos Ministry. Desde 2010 que anda a viajar pelo mundo a tocar Neu!, com Michael Rother e Aaron Mullan, nos Halogallo 2010. No ano passado, juntou-se aos Disappears, uma banda de Chicago que se prepara agora para lançar o terceiro álbu, via Kranky, e que conta com Shelley para a digressão por várias cidades americanas e europeias. O próximo álbum (e a digressão) do M. Ward também conta com ele na bateria. Ao longo dos últimos cinco anos, e se não contarmos com os SY, já entrou em mais de 15 discos. Procrastinar? Nunca. Gosto de gente assim.

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