sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Natais no Maxime e na ZDB
Tradição ou não, a noite do dia 25 vai ter novamente os Pop Dell'Arte no Maxime e o Legendary Tiger Man na ZDB. Na consoada, o Maxime abre portas para os Ena Pá 2000.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Canções do 08. Nº 2
"GILA", BEACH HOUSE
(de "Devotion", Carpark)
A malha da guitarra é soberba, e a maneira como, a páginas tantas, combina com a marcação da voz de Victoria Legrand ajuda a tornar este um dos pontos altos de "Devotion", depois de "Chamber House", já destacado nesta lista. Mesmo quando sabemos que a voz de Victoria desafina que se farta, como ouvimos no mês passado.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Sexta-feira: a última grande festa na casa da avenida
A boa gente da Filho Único prepara-se para aquela que provavelmente será a última grande festa no nº 211 da Avenida da Liberdade. Dois apartamentos, um número de salas difícil de contar e concertos, muito concertos. O formato foi estreado em Julho de 2007 e foi repetido em Dezembro do mesmo ano, e em Julho recente.
Na sexta-feira, as portas vão abrir às 21h, sendo que a música começa meia-hora mais tarde. Não vai haver "Comida do Povo", pelo que é de ir jantado desta vez. Não vai também haver reservas de bilhetes. A casa é enorme, mas a lotação esgotou das últimas duas vezes, pelo que convém estar cedo no 211. Os bilhetes custarão sete euros e começarão a ser vendidos a partir das 21h. Além dos concertos, que serão em número perto das duas dezenas, o Zeca dos Discos vai estar a meter música. A Flur estará também presente com a sua banca, assim como a editora Daemond Daemond.
Segue-se o horário das actuações:
21h30 - Gustavo Sumpta
22h00 - Kazike + Guilherme da Luz; Alexandre Estrela e J. Braima Galissa
22h40 - Rita Braga e Sei Miguel
23h00 - Ritchaz & Kéke e Alexandre Estrela
23h15 - David Maranha e António Contador + Calhau!
23h30 - Aquaparque
23h40 - Os N'Gapas
24h00 - Alexandre Estrela
00h20 - Panda Bear DJ Set; The Glockenwise e Frango
1h00 - Tropa Macaca
1h10 - Lobster e Coclea
1h35 - Zonk
2h00 - Loosers
Para mais informações, há o site da Filho Único.
Canções do 08. Nº 3
"THE RIP", PORTISHEAD
(de "Third", Island)
Sabe tão bem esperar pelo momento, aos 2'14, em que aquela linha de baixo sobrepõe-se ao dedilhado de guitarra, com a voz de Beth Gibbons em suspenso, como que a levar a canção para a estratosfera. Não fosse a marcação do sintetizador se tornar irritante, principalmente nas audições sucessivas, e esta seria a grande canção do ano. Em todo o caso, vale a pena dizer, a propósito deste "The Rip", bem como do álbum "Third", que há dois tipos de regressos tardios: aqueles que são meros cash-ins e o dos Portishead.
Já agora, e que tal a versão acústica e caseira dos Radiohead?
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Bailarico Sofisticado na passagem de ano em Sines
No Castelo, entre as 23h e as 2h30. Vai haver fogo-de-artifício e tudo. E durante vinte minutos! Mais informações aqui.
Nesta próxima sexta-feira, há também o regresso do Bailarico ao Left.
Nesta próxima sexta-feira, há também o regresso do Bailarico ao Left.
Canções do 08. Nº 4
"ELYNE ROAD", TOUMANI DIABATE
(de "Mande Variations", Nonesuch)
Continuamos pelo Mali, agora com uma composição repleta em partes iguais de tristeza e de beleza, e saída dos dedos mágicos de Toumani Diabaté, "le dieu de la kora", como lhe chamava Ali Farka Touré. Pode ser escutada em "Mande Variations", uma das obras maiores deste ano, sem grandes artifícios: é apenas um músico enorme e o instrumento através do qual se exprime como ninguém.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Canções do 08. Nº 5
"DOUNIA", ROKIA TRAORE
(de "Tchamantché", Nonesuch)
Agora, sim, as canções a sério. Para inaugurar o quinteto da frente, este blues com que Rokia Traoré abre "Tchamantché". Tem melancolia, como sempre se quis de um blues, mas também possui uma força imensa, especialmente sentida na parte em que a magnífica voz de Rokia salta para a frente dos instrumentos, num tom de raiva contida que contrasta com a doçura precedente. E se "Tchamantché" segue esta linha de contenção, de uma forma geral, que bela surpresa que ela nos deu com o autêntico estrondo que foi o seu concerto deste ano em Sines.
Canções do 08. Nº 6
"FLUME", BON IVER
(de "For Emma, Forever Ago", Jagjaguwar)
Aqui está mais uma que, tecnicamente, pertence a 2007, ano em que Justin Vernon lançou a primeira edição do álbum, a expensas próprias, mas quem é que ouviu isto a não ser neste ano, já na edição da Jagjaguwar? O álbum do ano para as lojas Rough Trade (quarto melhor para as revistas Uncut e Mojo) abre assim, desta forma arrebatadora, nestes arranjos simples, com o falsete arrepiante de Vernom, características comuns ao longo do alinhamento, e que se destacam especialmente neste "Flume". A Blogothéque arranjou aqui uma bela versão, em toada mais lenta, para a sua série de "concerts à emporter".
Canções do 08. Nº 7
"WHITE WINTER HYMNAL", FLEET FOXES
(de "Fleet Foxes", Sub Pop)
Primeiro single do excelente álbum de estreia dos Fleet Foxes. Uma ode ao Inverno, que serve de argumento para atirar à cara de quem acha que a pop é coisa de Verão ou que a música em geral pode ser catalogada de acordo com as estações do ano. Musicalmente, é interessante ouvir mais uma remissão aos coros da folk britânica dos anos 60, sem que deixe de soar genuína nos dias que correm.
Canções do 08. Nº 8
"WATER CURSES", ANIMAL COLLECTIVE
(de "Water Curses", Domino)
Há dois tipos de canções. Aquelas que entram à primeira e as outras que começamos por detestar até que, feito o clique, nos apaixonamos para sempre. No meu caso, esta "Water Curses", que abre o EP com o mesmo nome, foi um dos últimos casos. Porventura mais próxima de "Feels" do que de "Strawberry Jam", este é mais um daqueles temas em que assenta perfeitamente o que, em tempos, a Stylus escreveu sobre os Animal Collective: "play tug of war between typical pop dynamics and the skewed perspective of experimental music".
Canções do 08. Nº 9
"DIG, LAZARUS, DIG!!!", NICK CAVE AND THE BAD SEEDS
(de "Dig, Lazarus, Dig!!!", Mute)
Se não fossem os Grinderman a fornecerem a esperança, quem é que esperaria que Nick Cave e os Bad Seeds voltassem a gingar desta maneira?
(Não reparem, mas a canção até foi apresentada no final de 2007. Pormenores aos quais devemos fechar os olhos, certamente.)
domingo, 14 de dezembro de 2008
Earth no Porto!
Já não recordo a razão que à última da hora me impediu de ir até à Casa da Música, no Porto, para ver os Earth, num serão que ainda contava com os Sunn O))), aqui há uns dois anos, mas vai haver nova possibilidade. Os Earth vão novamente ao Porto, diz o Bodyspace. O novo espectáculo do projecto de Dylan Carlson, agora com o novo álbum na bagagem, "The Bees Made Honey in the Lion's Skull", está agendado para dia 31 de Março de 2009, no Passos Manuel e estará a cargo da boa gente da Amplificasom, que tem mais uma mão cheia de datas anunciadas (Wolves in the Throne Room, Löbo, This Will Destroy You, Year of no Light, etc.), como se pode ler na notícia do Bodyspace.
E, por falar em David Byrne e em "Everything That Happens Will Happen Today"

David Byrne tem passado os dias a apresentar as canções do álbum, além de outras, por cidades dos EUA. Mas para o próximo ano, a digressão que recebeu o nome "Songs of David Byrne and Brian Eno Tour" vai atravessar a Austrália, alguns países do extremo Oriente e, mais tarde, a Europa. E... DIA 28 DE ABRIL CHEGA AO COLISEU DOS RECREIOS DE LISBOA!
A acompanhar Byrne vão estar músicos como o teclista Mark Degli Antoni (Soul Coughing), o baixista Paul Frazier, o percussionista brasileiro Mauro Refosco (já tocou nos Lounge Lizars e hoje é um dos elementos do projecto Forro in the Dark) e o baterista Graham Hawthorne. Em palco haverá ainda um colectivo de dançarinos. David Byrne tem falado muito sobre os concertos e sobre as cidades por onde tem passado no seu magnífico blogue. Pormenores sobre a digressão podem ainda ser consultados no wikipedia. As datas estão disponiveis no site oficial de David Byrne.
Canções do 08. Nº 10
"STRANGE OVERTONES", BRIAN ENO & DAVID BYRNE
(de "Everything That Happens Will Happen Today", ed. autor)
Passaram 27 anos desde o histórico "My Life in the Bush of Ghosts". Brian Eno e David Byrne voltaram a unir as suas torrentes criativas e... could they do it? Yes, they could. É daquelas canções que fazem ligação directa entre os ouvidos e aquela recôndita parte do cérebro que tem por função deixar-nos bem disposto.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Canções do 08. Nº 11
"FIRST COMMUNION", GANG GANG DANCE
(de "Saint Dymphna", Social Registry)
Um dos maiores vícios dos últimos tempos, num álbum grandioso.
Canções do 08. Nº 12
"DANCE, DANCE, DANCE", LYKKE LI
(de "Youth Novels", LL/EMI)
É sueca, é loura como se sonha numa sueca, tem todo o fashionismo daquilo a que os miúdos de hoje chamam indie, mas consegue neste "Dance, Dance, Dance" reunir a energia de algo que mais parece uma dança africana. Mui aconselhável também é a versão tocada na rua com
(Por coincidência macaca, descobri a canção quando estava a ler um dos meus livros do ano, justamente com o mesmo título.)
Canções do 08. Nº 13
"HEART OF CHAMBERS", BEACH HOUSE
(de "Devotion", Carpark)
Pop sonhadora, como lhe chamam os americanos. Mazzy Star, como lembram os mais velhos. Querem melhor banda sonora para tardes de temporal?
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Canções do 08. Nº 14
"IN THE NEW YEAR", THE WALKMEN
(de "You & Me", Gigantic)
Todos os anos precisamos de, pelo menos, uma canção como esta. Não deixando de ser ligeira na composição, tem instrumentos bonitos e disciplinados q.b., a coabitarem em perfeita harmonia com voz incrível de Hamilton Leithauser, em diferentes cadências alternadas, como sucessivas ilustrações de uma história, uma história que é relatada em tons quase épicos ao longo da canção. Muitos tentam fazê-lo, mas são pouquíssimos os que conseguem atingir este nível.
Canções do 08. Nº 15
"BONELESS (PANDA BEAR REMIX)" THE NOTWIST
(de "Boneless", 7", Domino)
Creditar esta canção, neste formato, aos Notwist, ainda que com o rótulo de remistura para o Panda Bear é, no mínimo, descabido. Oiça-se o lado A do single, o tema original dos alemães, para se perceber a distância que separa as duas versões, para se perceber o quanto de Panda Bear se encontra nesta "remistura".
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