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terça-feira, 11 de março de 2014

O Thurston Moore vai trazer o Steve Shelley a Lisboa

Mais notícias ZDB. Se a aritmética funcionasse para as formações das bandas de rock, podíamos dizer que iríamos ter metade de Sonic Youth no aquário, no próximo dia 30 de março. Thurston Moore vai estar com Steve Shelley, o baterista, nesta matinée especial domingo, e ainda com o guitarrista e baixista inglês James Sedwards, de quem um dia John Peel poderá ter dito que era "the first person who's not a footballer that I've been jealous of".

Talvez ocorra o mesmo na Casa da Música, no dia anterior, Moore e Shelley aparecem no mesmo cartaz, o primeiro com Sedwards, o outro com os Sun Kill Moon de Mark Kozelek.

Alteram-se assim os planos anteriores que davam conta que Moore ia subir ao palco com os portugueses Gabriel Ferrandini, Rui Nogueiro e Pedro Gomes. A primeira parte vai estar a cargo do duo de Brooklyn Control Unit.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A academia a pensar nas cenas musicais, no DIY e no underground

A cena musical underground e as culturas de DIY vão ser alvo da atenção académica, na "Keep it Simple, Make it Fast!", uma conferência que se realizará no Porto, nas instalações da Faculdade de Letras e na Casa da Música, entre os dias 9 e 11 de julho de 2014.

O comité organizador está a aceitar submissões de papers para participação na conferência até ao próximo dia 15 de janeiro. Temas orientadores para as apresentações:

- Desenvolvimentos e complexidades da teoria social na música, nas artes e nas culturas jovens e urbanas;
- Historicidade, genealogia e diacronia das cenas musicais;
- Envelhecimento e género nas cenas musicais underground;
- Espaços urbanos, cenas musicais e novos movimentos sociais;
- Cenas musicais e redes sociais;
- Herança, memória e artefatos;
- Carreiras DIY: vias sociais e profissionais;
- Estilo, estética e corporalidade;
- Mercados, fronteiras, memorabilia e retromania;
- Criação artística e cenas musicais underground;
- Novas dinâmicas de inclusão social através da música e das práticas underground;
- Efeitos sociais e cognitivos da música e das cenas underground: experiência estética, ética, codificação e descodificação;
- Música e artes pela transformação social, arte nas comunidades e arte como parte da cultura urbana.

Os abstracts devem ser escritos em inglês, com aproximadamente 250 palavras, e incluir três a cinco palavras-chave. Devem ser enviados juntamente com uma pequena nota curricular dos autores (100 palavras).

Mais informações em: kismif.eventqualia.net ou www.facebook.com/kismif.conference2014

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Hoje e sexta há Gregory Porter

Uma pequena brecha na falta de tempo para aqui vir só para lembrar que hoje há Gregory Porter ao vivo no CCB. Na próxima sexta-feira será a vez da Casa da Música, no Porto, receber esta nova-grande voz jazz, que recentemente lançou pela Blue Note o seu terceiro álbum. Há mais informações no site da Ao Sul do Mundo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dead Can Dance: o concerto de Outubro está...

Facto 1: A 12 de Maio do ano passado, Brendan Perry anunciou que iria gravar um novo álbum de originais de Dead Can Dance com Lisa Gerrard, esperando tê-lo pronto no verão que se aproxima, para depois embarcarem numa digressão mundial com a duração de dois meses. O anúncio foi feito há 294 dias.

Facto 2: Ontem, o site da Blitz, citando o site oficial dos Dead Can Dance, dava a notícia da vinda a Portugal do duo, para um concerto na Casa da Música, no Porto, a 24 de Outubro. Daqui a 237 dias, portanto.

Facto 3: Os bilhetes foram hoje postos à venda, às 10h15 da manhã. A 42 euros. Quarenta e dois euros. Pouco menos de metade do preço do passe para o Primavera Sound do Porto. O preço de um bilhete de avião de ida e volta a Barcelona, na mesma data. Um décimo do salário mínimo nacional líquido.

Facto 4: A sala Suggia da Casa da Música tem perto de 1100 lugares. Mais precisamente, 1095, se contarmos as cadeirinhas que aparecem nesta página de aquisição de bilhetes.

Facto 5: Os bilhetes para o concerto de Dead Can Dance a 24 de Outubro, na Casa da Música, estão... esgotados.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hoje, na Casa da Música; sábado, na Gulbenkian

Yasmin Levy. Para quem gosta de experimentar arrepios na alma e na pele enquanto assiste a um concerto.

sábado, 10 de abril de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pára tudo! Todos ao Porto em Abril

Dick Dale e Sonics no Clubbing de Abril. Dia 10 de Abril, na Casa da Música do Porto. Mais informação na notícia do jornal que não quis arranjar problemas com a crónica do Mário Crespo.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Damo Suzuki também no Porto

Vai também haver concerto da Damo Suzuki Network no Porto, no dia 31 de Outubro, na Casa da Música. O espectáculo está integrado em mais uma noite clubbing da Casa da Música, que contará também com a irlandesa Róisin Murphy. Os sound carriers de Suzuki, isto é, os músicos locais que o vão acompanhar no improviso são os Mental Liberation Ensemble, um colectivo composto por gente da Soopa (e colaboradores próximos), que organiza o evento em conjunto com a Matéria Prima: Gustavo Costa (F.R.I.C.S., Most People..., Lost Gorbachevs, Mécanosphère, etc.), na bateria, João Filipe (F.R.I.C.S., Eskizofrénicos, Sektor 304, etc), na bateria, Henrique Fernandes (F.R.I.C.S., Mécanosphère, Lost Gorbachevs, etc), no contrabaixo eléctrico, Jonathan Saldanha (F.R.I.C.S., Mécanosphère, Faca Monstro e diversos outros projectos da Soopa), no shenai (uma espécie de oboé originário da Índia) e nas electrónicas, e Filipe Silva (F.R.I.C.S.), na guitarra e no gerador de feedback.
E, já que se fala na Soopa, os outros eventos promovidos pelo colectivo portuense incluem:
- SECRET CHIEFS 3, conforme já foi anunciado, no Plano B, a 30 de Setembro;
- FANFARRA RECREATIVA E IMPROVISADA COLHER DE SOPA (F.R.I.C.S.), com José Cid como convidado, no Passos Manuel, a 16 de Outubro. Já agora, fica aqui o myspace da F.R.I.C.S.: myspace.com/fanfarraimprovisada

terça-feira, 1 de julho de 2008

Brancos a tocarem música de pretos?

O meu bom amigo Carlos mandou-me este artigo do Alex Minoff, dos Extra Golden (e dos Weird War, dos Golden, dos Make-up e, uff, dos Six Finger Sattelite), colectivo americano-queniano que se encontra actualmente em Portugal, prevendo-se para amanhã noite de arromba na ZDB, alguns dias depois do espectáculo oferecido ao público do Mestiço, na Casa da Música. No artigo, Minoff aborda, não só no caso dos Extra Golden como num contexo mais global, a questão da autenticidade, da mistura da música africana com o rock, dos Toubab Krewe (grupo de música africana composto por americanos, a não perder na edição deste ano do FMM), das inovações dos Konono no.1, enfim, de mestiçagens e de racismos. O texto foi originalmente publicado na revista MungBeing (cujo site se encontra, aparentemente, inacessível). Já agora, parte disto faz-me lembrar a magnífica citação do compositor Gustav Mahler que o camarada António Pires tem no seu Raízes & Antenas: "A tradição é a transmissão do fogo e não a veneração das cinzas".

Extra Golden is a musical group consisting of two Americans (myself and Ian Eagleson) and two Kenyans (Opiyo Bilongo and Onyango Wuod Omari). The story of our formation is well-documented in other places, so I won't go into it here. The issue of how four musicians from such disparate economic and cultural backgrounds are able to create sounds sympathetic to each other's ears doesn't matter now. Instead, what I hope to address are the questions of Authenticity that relate to Extra Golden and our audience, as well as the general presentation of, and critical approach to, African music.

One of the most frequent questions asked of me is: "How do Africans react when they see a couple of white guys up on stage playing African music?" This is really just a coded way of asking, "Do they think you're fake or do they accept you as one of them?"

When I'm asked this question I usually explain that, at first, the Kenyans in the audience express a friendly disbelief, a sort of "I gotta see this!" mentality. But, after a few moments, any skepticism disappears, and they quickly revert to what they are there to do in the first place - have fun. That, of course, is the goal of the band. However, it is also the goal of the audience, which is why you'll never find a patron at a Kenyan bar watching the band from a distance with their arms folded, scratching their chin.

But there is more to this question than meets the ear. To a lot of people, nothing oozes Authenticity more than a couple of poor, African musicians ("These guys are the real deal, man!"). There is a subtle racism at work here, presupposing some sort of initiation into a mystical cult of Africanness, which would explain why I've never been asked, "How do Americans react when they see a couple of Africans playing rock music?"

Questions of Authenticity also arise when it comes to language. On our upcoming record, Hera Ma Nono, all four members of Extra Golden sing in English, Luo and Swahili. This raises all sorts of red flags with studious, world music types, and a recent review of a group called Toubab Krewe illuminates this point.

Toubab Krewe is a quintet from North Carolina who perform songs from the West African repertoire, incorporating the indigenous instruments of the region (kora, kamelengoni, etc.). They honed these difficult skills through various trips to Mali, Guinea and the Ivory Coast. This hard work is not lost on the critic, who compliments the group for the results of their travails. However, an interesting comment is added at the end of the review:

"The decision to include no singing on the album was both brave and wise. When Americans add English lyrics to African music, or sing in African languages, a line is crossed and a whole new set of compromises must be breached."

I am wondering about this. Earlier, the critic notes that Toubab Krewe, "have made this music their own with inventive, natural sounding arrangements that never lag or fall back on clichés." What is it about singing that would make Toubab Krewe's efforts inauthentic? The irony, of course, is that this group is performing using the instruments and songs of cultures far removed from their own.

It would be easy for a cynic to label them inauthentic without ever hearing a note. Yet, to this critic, the line between authenticity and inauthenticity is a lyrical one. What is it about the voice that makes it sonically more expressive than a guitar or kamelengoni? More important than a drum?

In Extra Golden, everybody sings together because we are a team. Sound is the most important thing, and everybody knows a chorus sounds better with four voices rather than two, no matter what language it is - it is called a chorus after all! (A quick sidenote: English happens to be an official language, not only of Kenya, but of such world music titans as Nigeria and Ghana, too.) To me, only allowing vocals to be sung by native speakers would be the real "compromise". Would it be a problem for me to sing in French? Probably not. This point of view is consistent with the one that exoticizes the African musician as possessing some form of inherent purity or Authenticity, ignoring the fact that most would put a bagpipe solo on their record in exchange for a new set of guitar strings!

So, does Extra Golden stand any real chance of being considered "authentic"? Well, if the above sentiments are any indication, then the answer would have to be a resounding "NO". Of course, these assumptions, and what they imply, would mean that nothing really could be. Too often, Authenticity is really just a synonym for cultural ignorance or misunderstanding. Fodeba Keita, who almost single-handedly modernized (inauthenticated?) Guinean music in the 1950s and 1960s, asked:

"How often do we hear the word authentic used here, there, and everywhere to describe folkloric performances? Come to the point! Authentic compared to what? To a more or less false idea which one has conceived about the sensational primitiveness of Africa?"

In coveting what is essentially a colonialist's concept of foreign cultures, Authenticity discourages innovation. In its place is a preference for stasis or genre music. Even though Africa contains thousands of cultures, each with their own unique traditions, it is much easier to understand a continent of aural oddities populated with half-naked men creating rhythmic cacophony. In fact, when I explain to people that I play with African musicians, the typical response is: "So you guys have a bunch of drums?"

Lost in all of these discussions are the musicians themselves. I can confidently say that, for the African half of Extra Golden, music is a true passion - however, it is also a job. This point cannot be emphasized enough, especially as it is ultimately the determining factor behind most decisions. Authenticity can be a diverting topic for scholars to kick about, but for the working African musician economics will usually defeat academics.

No finer example of economics factoring into the lives of African musicians (only to be misunderstood by Western critics) exists than the Congolese group Konono No. 1. Founded almost 30 years ago, Konono play a form of traditional Bazombo music that features several likembes (thumb pianos). In order to compete with the urban noise pollution of Kinshasa, the group devised their own collection of microphones and amplifiers built from spare auto parts and the like. This helped create a unique sound but also, more importantly, kept the group working feverishly. It also allowed the band to gain exposure in Europe, where their inventiveness earned them the dubious classification of "Afro-punk". While it has undoubtedly done wonders for the group's wallets, this odious appellation is condescending and confused, representative of commercial considerations and unrealistic expectations.

If a rock group from Atlanta or Amsterdam built their own amplification system, as Konono did, then they might be acting in the DIY spirit often equated with the "punk" movement. This implies a choice. Could they have opted for a complete backline of vintage Fender tube amplifiers? Yes, but they made a conscious decision about their own identity by going against the perceived mainstream. Many Western groups define themselves through decisions like this, their music a decorative afterthought. Konono, like most African groups, did not have the luxury of this kind of fashionable declaration. For them, the choice was get louder or lose business. Konono did what they had to do, and Western critics have placed them at the forefront of a punk/industrial/trance/experimental/electronica movement for it. Won't they be surprised!?!

Before I conclude, I must mention something that has been playing around in my head ever since I started contemplating the Authenticity issue. Almost a decade before they became the Hollywood cocaine consorts of Stevie Nicks and Lindsey Buckingham, Fleetwood Mac were a rocking, British band led by the incomparable Peter Green. They specialized in faithful renditions of the blues, exactly the sort of formulaic genre music that proponents of Authenticity tend to champion. Of course, until the sixties, blues had generally been the exclusive domain of African-American musicians. In this writer's opinion, Fleetwood Mac's first couple of records stand as some of the finest recordings of blues music of the decade - from either side of the Atlantic. While the idea of "British Blues" has always ruffled the feathers of true blues purists, anyone who has spent January in Birmingham (Midlands, not Alabama) can surely sympathize.

Somewhere around 1968, Peter Green seemed to decide that a purely blues template was becoming a bit limiting. He started to incorporate elements of pop, rock and even African music into the group's work, culminating in one of the greatest albums of the decade, 1969's Then Play On. Hints of Green's boredom with the blues could be found on the single "Albatross", an astonishingly beautiful instrumental paean to the ambient resplendence of the guitar, released a mere eight months before what would be his last LP as a member of the group. The song was a huge success in England reaching #1 on the charts in February of that year.

Why do I mention all of this? On Samba Gaye, his 1997 collaboration with wife Djanka, Guinean guitarist Sekou Diabate Bembeya recorded his own version of Peter Green's "Albatross". While most critics reviled it as "tasteless" and "inauthentic", one could imagine Diamond Fingers (one of the many sobriquets Diabate's sparkling guitar work has earned him over the years) revelling in it, perhaps eliciting one of his trademark laughs that pepper the album. You see, Mr. Diabate gets it. The question shouldn't be is it Authentic, but, rather, is it good?

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Fim-de-semana ao vivo

Que fim-de-semana este. Mestiço na Casa da Música, MED em Loulé, Timbila Muzimba na ZDB, Magnetic Fields na Aula Magna, Sightings no Museu do Chiado, Pop Dell'Arte na ZDB, Diane Cluck no Mercado Negro e na ZDB, jazz em Sines, David Grubbs no Passos Manuel, meia dúzia de boas bandas portuguesas na Caixa Económica Operária, Great Lesbian Show no Lounge, o regresso dos Mão Morta aos concertos tradicionais, em Mação, ...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Porto ou Loulé?

Nos próximos dias, Portugal acolhe dois festivais com cartazes de se lhes tirar o chapéu. No Porto, na Casa da Música, decorre o Festival de Mestiço. 449 quilómetros mais a Sul, há o MED de Loulé. Vejamos o cartaz de cada um, dia a dia (para a programação mais detalhada, principalmente no que diz respeito ao MED, cujo cartaz é particularmente extenso, o melhor é consultar o site oficial):

Quarta-feira, dia 25
O MED antecipa-se ao Mestiço e amanhã já há música na cidade algarvia, com os seis palcos do festival a oferecerem propostas diversas, desde a pop gourmet dos franceses Caravan Palace às tradições de Madagáscar, com os Kilema, ou o flamenco da espanhola La Shica. Um dos destaques da noite vai para os israelitas Balkan Beat Box, que, ao longo dos últimos anos, têm trazido os ritmos ciganos para a pista de dança. E há ainda, entre outros nomes, os portugueses Al-Driça e Susana Travassos.

Quinta-feira, dia 26
Primeiro dia para o Mestiço. A noite começa com os Kumpania Algazarra, prossegue com o sérvio Boban Markovic e termina com a orquestra de Señor Coconut, que regressa novamente a Portugal. Em Loulé, o MED apresenta o reggae de uma lenda, Jimmy Cliff, o siciliano Roy Paci e, entre outros, os catalães Muchachito Bombo Infierno.

Sexta-feira, dia 27
Esta é a grande noite de pecado do MED 08 (leia-se "fuga ao cartaz convencional de músicas do mundo"). Em estreia no nosso país, aos 68 anos de idade, chegado directamente do mundo da soul e do rock'n'roll, o grande cabeça-de-cartaz da edição deste ano do festival algarvio, a lenda viva que dá pelo nome de... Solomon Burke. Bastava só este nome para o MED 08 ter um cartaz de respeito. Depois de Burke, os holandeses Zuco 103 pegam nos ritmos latinos para fazer a festa durar. Noutro palco -- já se disse que esta era a grande noite de pecado do MED 08 -- tocam os belgas Zita Swoon. Sim, os Zita Swoon. Antes ainda dos Zita Swoon, tocam os Deolinda, fenómeno raro de sucesso entre portas (e, quem sabe, extra portas).
No Mestiço, a noite também é de contaminações (ou mestiçagens, como propõe o festival), com a noite partilhada entre africanos (MC K, Manif3stos com Dany Silva, Azagaia) e o brasileiro Marcelo D2.

Sábado, dia 28
O Mestiço vira-se para o reggae. Da Jamaica, os lendários Toots & the Maytals. De França, The Dynamics (os autores da versão reggae de "7-Nation Army", que de vez em quando se ouve num Bailarico Sofisticado). No início da noite, os portugueses Freddy Locks que, por sinal, tocam um dia depois de terem estado no MED.
A Sul, o MED traz a banda mais antiga do mundo, ou seja, os Master Musicians of Jajouka, numa noite que ficará marcada certamente pelo espectáculo do casal Amadou et Mariam (vão ao Mestiço no dia seguinte). No palco da Matriz, há fado com Ana Moura e rock mexicano com os Café Tacuba.

Domingo, dia 29
Esta é a grande noite do Mestiço. Diria até que se trata do acontecimento musical do ano, no Porto. Em palco estarão os americano-quenianos Extra Golden, dos quais se tem falado por aqui, os moçambicanos Timbila Muzimba (espreitem o myspace para ficarem viciados) e, a fechar em grande, os malianos Amadou et Mariam.
Em Loulé, já não haverá Konono no.1. O último dia do festival apresenta, entre outros nomes, o israelita Idan Raichel e, a fechar, os 17 músicos que compõe o grupo de percussões francês Tambours du Bronx.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

PÁRA TUDO! PÁRA TUDO! PÁRA TUDO!

Acaba de ser confirmada a vinda dos Extra Golden (ver post mais abaixo) a Lisboa. O grupo americano-queniano, que já tinha data agendada para o Festival Mestiço, na Casa da Música (27 29 de Junho), apresentar-se-á também em Lisboa, na ZDB, a 2 de Julho. Notem bem, é I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L!
(A propósito, a fotografia do cabeçalho é justamente deles.)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

África calling



Extra Golden (vídeo de promoção para "Here Ma Nono", o segundo álbum do grupo)

Se ainda não foram apanhados pela febre Extra Golden, fixem bem o nome, porque ele está provavelmente associado a um dos melhores espectáculos a acontecer por cá neste mês de Junho. Os Extra Golden apresentar-se-ão na Casa da Música no dia 29, integrados na noite final do Festival Mestiço. O palco vai ser divido com os moçambicanos Timbila Muzimba e, reparem bem, com o casal maliano Amadou & Mariam (que também vão estar em Loulé, no dia anterior). Vai ecoar África em todos os cantos da Casa da Música.
Os Extra Golden são um caso curioso do interesse cada vez mais patente do Ocidente pela música africana e da mestiçagem que daqui resulta. Em Maio de 2004, os norte-americanos Ian Eagleson e Alex Minoff tocavam juntos com o queniano Otieno Jagwasi num apartamento em Nairobi, num encontro aparentemente casual. Dos encontros seguintes resultaram as gravações que dariam origem, já em 2006, ao primeiro álbum, "Ok-Oyot System", editado pela Thrill Jockey (sim, a Thrill Jockey) já depois do falecimento de Jagwasi. No regresso ao activo, a banda passou a contar com Opiyo Bilongo, popular no seio da música benga, e em 2007 surgiu este "Here Ma Nono", novamente através da Thrill Jockey, onde se pode escutar, entre outras preciosidades, o ultra-hipnotizante "Obama". Sim, é uma canção de agradecimento, muito própria da tradição benga, a Barack Obama (outro mestiço de origem queniana-americana, por sinal) que, enquanto senador do Illinois apoiou os Extra Golden no regresso ao activo para a gravação do segundo álbum.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Uma casa portuguesa

No lufa-lufa das programações, há ainda quem consiga (ou quem tenha os meios para) fugir à rotina instalada e propor cartazes que, não sendo originais na ideia, são pouco frequentes e, portanto, dignos de toda a atenção. A Casa da Música alberga, a partir de hoje e até domingo, o festival Uma Casa Portuguesa, onde a cada noite propõe o encontro entre músicos portugueses e nórdicos.
Já hoje, Rão Kyao junta-se ao saxofonista norueguês Karl Seglem, numa reedição do encontro produzido na edição de 2007 do FMM Sines. Na primeira parte, tocam os Realejo.
Amanhã, é a vez de Gaiteiros de Lisboa e do sámi Lars-Ànte Kuhmunen pisarem o mesmo palco da sala Suggia da Casa da Música. A informação divulgada pela organização não é clara quanto à colaboração entre os músicos, mas é possível que esta venha a ocorrer.
No sábado, há concertos da dupla finlandesa constituída por Anna-Kaisa Liedes e Timo Väänänen e dos Toque do Caramulo. Para esta noite está ainda agendado um jantar que promete cruzar as gastronomias portuguesa e nórdica, ao que se seguirá uma jam session entre os portuenses Convinha Tradicional e todos os músicos que participam no festival.
Finalmente, no domingo, estarão no palco Júlio Pereira e a dupla dinamarquesa Haugaard and Hoirup.
Os bilhetes custam €10 para cada noite e os concertos têm horas de início diferenciadas de acordo com a noite. O melhor mesmo é consultar o site da Casa da Música.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Esse Maio, maldito Maio, que aí vem

Heavy Trash (1 - MusicBox; 2 - TAGV; 3 - Plano B)
Rockabilly nas guitarras de Jon Spencer (da Jon Spencer Blues Explosion) e Matt Verta-Ray (ex-Madder Rose, ex-Speedball Baby).

Einstürzende Neubauten (3 - Casa da Música; 4 - Aula Magna)
A brigada de demolição Bargeld & Irmãos regressa, agora com um novo álbum, Alles Wieder Offen. Nem que o concerto tivesse metade da intensidade do último (no CCB), já seria uma experiência absolutamente imperdível. Ainda há muitos bilhetes... Como é que é possível?

Mão Morta "Maldoror" (3 - Theatro Circo)
O adeus definitivo a "Maldoror", que a casa retorna. Depois da estreia, naquele mesmo espaço, há cerca de um ano, "Maldoror" percorreu o país, para agora chegar ao fim. A partir daqui, vai ser sempre... "Foste? Sim? Foi tão bom, não foi? Não foste? Não sabes o que perdeste!".

Diamanda Galás (6 - Theatro Circo; 8 - Casa da Música; 10 - Aula Magna)
A senhora Galás apresenta-se com o espectáculo "Guilty Guilty Guilty", onde no qual abre o seu palco de horrores a composições tornadas populares por Johnny Cash, Edith Piaf e outras vozes.

The National (11 - Aula Magna)
Eles gostaram do nosso país e só este ano vêm cá por três vezes. Ou nós é que gostámos deles e queremos que por cá dêem um salto sempre que vierem visitar os primos na Europa. Este espectáculo na Aula Magna foi literalmente comprado por uma marca de comunicações e já está "esgotado" (com muitas aspas) há muito tempo. Por falar nisso, alguém arranja um bilhetinho?

James Blackshaw & Josef van Wissem (11 - ZDB)
Conheci o Jim quando a amorosa Josephine Foster o trouxe consigo na primeira série de concertos (promovidos aqui pelo tasco) que realizou por cá. Miúdo de poucas falas, deixou toda a gente extasiada com a forma como dedilhava a guitarra de doze cordas.


John Cale (16 - Casa das Artes de Famalicão; 17 - Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre)
A descentralização, a descentralização. Uma figura destas vem a Famalicão e a Portalegre. Nada de Lisboa ou Porto. É bonito!

Negativland (17 - LX Factory)
Alguém me corrija, mas não será esta a primeira vez que os veteranos do corte e colagem vêm ao nosso país, não? O concerto está previsto para o LX Factory, o nome eventualmente provisório de um espaço novo para os lados de Alcântara.

Kronos Quartet (20 - CCB)
Igualmente veteranos, mas já mais vistos por cá, o quarteto de cordas volta com um programa constituído por composições de JG Thirwell (dito Foetus), Rokia Traoré (na companhia da própria), Amon Tobin e John Zorn, entre outros.

Animal Collective (26 - Cinema Batalha; 29 - Lux)
Depois da inesquecível viagem de cacilheiro até à margem sul, o colectivo zoológico traz agora novos pretextos para fazer abanar alma e corpo. Traz também Bradford James Cox, o vocalista dos Deerhunter, no seu projecto Atlas Sound, para as primeiras partes.

Boris (26 - Porto-Rio; 27 - ZDB LX Factory)
Vão ser as noites dos amplificadores. Drones e heavy metal pelas mãos dos japoneses Boris. Nas primeiras partes outros adoradores de amplificadores, os norte-americanos Growing. Vai ser imperdível mas... é aconselhável levar tampões, pela vosse saúde auditiva (sem qualquer tom pejorativo, leia-se).

Cat Power (26 - Coliseu dos Recreios; 28 - Coliseu do Porto)
Mais uma visita da menina Marshall. Agora com direito a coliseus e tudo.

CocoRosie (26 - TAGV)
As manas Casady também estão de volta, agora com passagem por Coimbra.

Toumani Diabaté (28 - Casa da Música; 31 - Culturgest)
Ninguém fez tanto pela kora, guitarra da África Ocidental, nos últimos tempos. O mestre já não é uma cara estranha por cá e até podia cá vir com maior frequência, que a gente não se importa.

Young Marble Giants (30 - Casa da Música)
Reverenciados por muitos ao longo de quase três décadas (eu confesso, correndo o risco de ser agredido: sempre me passaram ao lado), reuniram-se e voltaram aos palcos. E ali estão eles na Casa da Música.

Vampire Weekend (30 - Casa da Música)
No mesmo dia e também na Casa da Música, uma das propostas mais interessantes vindas da pop americana. (Alguém arranja bilhete para estes, também, faxavor?)

É um mês tramado. E nem sequer falei da digressão pelo país dos Irmãos Verdades, entretanto regressados.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Maldoror: a entrevista #3


(Ilustração de Isabel Lhano que acompanha a edição em CD de "Maldoror")

3. Falavas, na resposta anterior, nas salas que existem actualmente no nosso país, por contraponto com a situação de 1997. "Maldoror" não passou pelo Porto ou por Coimbra. Isso deve-se à inexistência de condições técnicas, de programação ou de interesse?

ALC: Um pouco de tudo!... O Porto está sem salas: a Casa da Música não tem condições técnicas (palco sem fundo e teia inexistente) para receber um espectáculo como o Maldoror; o Teatro Nacional de S. João e o Teatro Carlos Alberto têm a sua programação vocacionada exclusivamente para teatro e não têm condições técnicas (potência de som) para receberem grupos musicais; o Teatro Rivoli está entregue a um privado (La Féria) que o utiliza exclusivamente para as suas produções; o Teatro Sá da Bandeira não tem política de programação, para além de ser vetusto e estar sem manutenção; o Coliseu não tem política de programação... Quanto a Coimbra, o Teatro Académico Gil Vicente está descapitalizado (o que levou, inclusivé, o seu director a despedir-se na semana passada, por falta de condições para conseguir programar espectáculos para a sala - só tinha a dotação da própria Universidade, que cobre apenas as despesas correntes, e tanto a Câmara Municipal de Coimbra como o Ministério da Cultura contribuem com zero Euros!...) e não há mais nada!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Em Maio, concertos comó raio.

Dia 3 - Einstürzende Neubauten @ Casa da Música
Dia 3 - Maldoror, pelos Mão Morta @ Theatro Circo
Dia 4 - Einstürzende Neubauten @ Aula Magna
Dia 8 - Diamanda Galás @ Casa da Música
Dia 10 - Diamanda Galás @ Aula Magna
Dia 11 - The National @ Aula Magna
Dia 16 - John Cale @ Casa das Artes de Famalicão
Dia 17 - John Cale @ Centro das Artes e do Espectáculo de Portalegre
Dia 20 - Kronos Quartet @ CCB
Dia 26 - Cat Power @ Coliseu dos Recreios
Dia 27 - Animal Collective @ Cinema Batalha
Dia 28 - Animal Collective @ Theatro Circo
Dia 28 - Cat Power @ Coliseu do Porto
Dia 29 28 - Animal Collective @ Lux
Dia 31 - Young Marble Giants @ Casa da Música

(Sim, sim. Os Young Marble Giants vêm mesmo cá.)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

No sábado...


Onde mais queria estar no sábado? Na Casa da Música do Porto a ver novamente os Pere Ubu. David Thomas, Robert Wheeler, Keith Moliné, Michele Temple e Steve Mehlman fazem parte do cartaz de mais uma noite "Clubbing" na Casa da Música, que conta ainda com os islandeses Múm (na mesma sala) e diversas animações noutras salas. Mais informações aqui.
A propósito ainda de Pere Ubu, soube-se entretanto que o grupo vai participar, imagine-se, na própria peça "Rei Ubu", de Alfred Jarry, que será levada à cena em Londres, a 24 e 25 de Abril. Envolvidos no projecto estão Sarah-Jane Morris, que chegou a pertencer aos Communards, no papel de Dona Ubu. Imaginem para quem está guardado o papel de Dom Ubu. Sim, claro: David Thomas. E os Pere Ubu têm dez novos temas preparados especialmente para a banda sonora da peça. Londrinos de um raio.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Pára tudo!

(Conforme deixava antever a resposta de Alex Hacke relativamente a próximos concertos...) Einstürzende Neubauten na Casa da Música e na Aula Magna, dias 3 e 4 de Maio de 2008, respectivamente.