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quinta-feira, 3 de maio de 2018

100 de 1978, n.º 30, José Cid



10.000 ANOS DEPOIS ENTRE VÉNUS E MARTE
JOSÉ CID (Portugal)


Edição original: Orfeu
Produtor(es): José Cid



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

100 de 1975, n.º 46, Quarteto 1111



ONDE, QUANDO, COMO, PORQUÊ CANTAMOS PESSOAS VIVAS
QUARTETO 1111 (Portugal)


Edição original: Decca
Produtor(es): José Cid



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

10 mil anos depois entre Vénus e a Aula Magna

Olá a todos,
Eu estou muito contente por finalmente divulgar a data e local onde vou fazer este concerto que tantos pedem.
Estou desejoso que o dia 11 de Abril "chegue" rapidamente para poder tocar esta obra prima e outros temas de Rock Sinfónico.
Atenção que só estão disponíveis 1 400 lugares.
Obrigado e todos que fizeram "pressão" para que este dia chegasse.

Tio Zé ( sinfónico ) LOL

Dia 11 de abril. Bilhetes de 25 a 30 euros.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

José Cid e os F.R.I.C.S.

Os F.R.I.C.S. juntam-se a José Cid já amanhã, quarta-feira, no Porto. Depois do cancelamento à última da hora, em Outubro, desta é mesmo de vez. A boa gente do colectivo Soopa leva a cabo mais um encontro inédito entre músicos provenientes de universos distantes. Os F.R.I.C.S., criaturas da jovem galáxia da improvisação encontram-se num buraco negro com o senhor do universo entre Vénus e Marte, José Cid. Vai ser no Passos Manuel, a partir das 22h30. Mais informação aqui ou aqui.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pop Dell'Arte, Sérgio Godinho, Xutos, GNR e outros em BD

A editora Tugaland prepara-se para lançar no 19º FIBDA o primeiro volume de uma colecção de biografias em BD de bandas e artistas do rock português. Cada livro virá acompanhado de uma reedição em CD de um álbum. Neste primeiro volume, os visados são os Xutos & Pontapés, com BD de Alex Gozblau, e "Dados Viciados", o álbum de 1997, e dois temas gravados ao vivo, como bónus. Na colecção, organizada por João Paulo Cotrim, haverá ainda outros 13 nomes: Pop Dell'Arte, Sérgio Godinho, GNR, António Variações, Sétima Legião, Jorge Palma, José Cid, Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, UHF, Heróis do Mar, Trovante e Da Weasel.
Paralelamente, serão editadas duas outras colecções, uma dedicada ao fado e outra aos compositores mais famosos da música clássica.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

As lendas do número de telefone 1111

Para começar, ainda é coisa rara que em Portugal se escreva sobre a história de músicos, sobre música, em geral, ou sobre o fenómeno do rock, em particular. O panorama tem vindo a mudar, é certo, mas ainda há muito caminho a percorrer. Até porque ainda mais raro é nos serem oferecidas histórias que nos cativem, tanto pela riqueza do que há para contar (e há tanta coisa por contar), como pela forma como nos são relatadas. E a biografia do Quarteto 1111, "As Lendas do Quarteto 1111", escrita pelo António Pires e recentemente dada à estampa, consegue preencher de forma perfeita esses dois requisitos.
Primeiro, a história do Quarteto 1111 é boa demais para que possa ficar esquecida nas presentes e futuras gerações. Talvez o livro do António venha enterrar de uma vez por todas a frase feita que atribui a paternidade do rock a outro. Talvez agora se entenda finalmente que nos anos 60 já havia quem pegasse em guitarras para fazer barulho e não só José Cid e companhia, como o livro faz bem em dar conta. E que, para acabar com outra ideia errada, não eram apenas os chamados cantores de intervenção que eram alvo da censura e da perseguição da polícia política do regime de então. As histórias que são contadas em "As Lendas do Quarteto 1111" revelam o desbravamento que bandas como o 1111 tiveram que fazer, mas também recuperam de forma deliciosa o lado burlesco e divertido dos excessos, dos sucessos e das falhas, que fazem parte de qualquer história de rock'n'roll, sem grandes constrangimentos a pesarem sobre a pena (e só quem escreveu sobre uma banda sabe o que isto quer dizer), sem deixarem de ter um cunho rigoroso e quase enciclopédico naquilo que foi uma sequência de factos importante demais para ficar adormecida na ignorância do público.
Segundo, o António Pires conta a história como poucos (quase nenhuns, atrever-me-ia) têm sabido fazê-lo. Com o saudável vício de entrevistador, o António conta a história do Quarteto 1111 quase sempre na primeira pessoa, dando aos protagonistas o seu devido papel ao longo das páginas do livro.
"As Lendas do Quarteto 1111" vêm confirmar o que para muitos já era uma evidência: José Cid é um músico de talento enorme e multifacetado. Vem também dizer a toda a gente que, afinal, Tó-Zé Brito é um gajo porreiro, um verdadeiro rocker. Ah, é verdade, ele faz anos hoje. Parabéns ao Tó-Zé Brito.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Quarteto 1111 no Music Box, hoje

Já anda por essas livrarias fora, mas é esta noite que vai ser oficialmente apresentado. O livro "As Lendas do Quarteto 1111", escrito pelo jornalista António Pires, vai ser o protagonista desta noite no Music Box, numa apresentação que estará a cargo de Zé Pedro e de Cândido Mota e que contará ainda com uma actuação curta e inédita de José Cid, Michel Silveira, Mike Sergeant e Tózé Brito em conjunto, ou seja, o próprio Quarteto 1111. No comando dos discos estarão ainda o próprio autor e João Carlos Callixto.

sábado, 15 de setembro de 2007

Já anda pelas livrarias

O meu bom amigo António Pires tem razões para estar radiante. O seu filho, perdão, o seu livro já viu a luz do dia. "As Lendas do Quarteto 1111", a história do grupo que reuniu José Cid formou no final dos anos 60 e por onde passaram nomes como os de Tozé Brito, Mike Sergeant, entre outros músicos, já se pode encontrar nos escaparates. A apresentação pública decorrerá no próximo mês. A curiosidade é imensa. Parabéns, António!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

O entrudo que se aproxima

Há programas para todos os gostos. Tanto para quem se quer divertir à grande como para quem quer passar ao lado do clima de farra desta época. Aqui ficam algumas das opções para a noite do Carnaval, na próxima segunda-feira:

Lisboa, ZDB: Anonima Nuvolari e Freestyleira
Lisboa, Maxime: Ena Pá 2000, Miss Suzie, Phil Mendrix, MD Gimba
Lisboa, Santiago Alquimista: Devastations
Lisboa, Music Box: Bunnyranch, Slimmy, Handsome Hank & Peter, Lady G Brown & Bastard
Lisboa, Casino: José Cid

E, é claro, há que ter atenção a mais a uma edição do Entrudanças, essa bela festa que todos os anos invade Castro Verde. O programa começa no sábado gordo com Dites 34, Vozes do Imaginário, Ganhões de Castro Verde e a Banda Filarmónica 1º de Janeiro. No domingo, há Dites 34 e No Mazurca Band. A encerrar, na noite de Entrudo propriamente dita, haverá Uxu Kalhus, João Gentil e Luís Formiga.

Aproveitem os comentários e deixem outras sugestões para a rambóia, principalmente para coisas que aconteçam foram de Lisboa.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

terça-feira, 4 de abril de 2006

Geração iconoclasta?

O Luís Guerra usa, na reportagem à segunda noite do José Cid no Maxime, a expressão "geração iconoclasta" para caracterizar este novo público do músico. Não concordo. Esta geração não é iconoclasta. Esta geração manifesta regularmente esta fé levada ao extremo, naquilo que habitualmente designamos por histeria de grupo. E é uma fé que é depositada nas mais diversas referências, sejam elas cantores antigos, com reminiscências na infância ou na adolescência (caso do José Cid), seja o último grito da moda dos leitores de mp3. Esta geração tem mais ícones do que qualquer outra.

domingo, 2 de abril de 2006

"Eu sei que a vossa vontade é abraçarem-me, eu sei que a vossa vontade é despirem-me..."

A fila. Não havia compra antecipada de bilhetes (só reserva de mesas) e, logo pelas 22h30, a fila começava já a demonstrar alguns contornos burlescos. A excitação pairava no ar, como se este fosse um evento há muito aguardado e os microfones da rádio e as objectivas dos fotógrafos foram apanhando o momento. Não, não era a fila para a compra de bilhetes para o regresso dos U2. Era a fila para a entrada no concerto do José Cid, no Maxime.

O ambiente. A sala depressa encheu. Era impossível circular sem dar um encontrão numa tia do T-Club, num queque das docas, num daqueles broncos do clube de fãs do Fava com Chouriço, na elite fashion do Bairro Alto, na elite fashion do Lux, numa actriz conhecida, no Avô Cantigas, no Luís Montez ou no David Ferreira. Se Cid era o rei da noite, desde cedo também se percebeu que a histeria daquela gente iria com ele partilhar o trono. Mas nem tudo era assim tão "urticante": do sistema de PA saía esse magnífico -- a sério, magnífico -- trabalho que é "10 000 anos depois entre Vénus e Marte".

O espectáculo. Cid é uma personagem inexplicável. Génio? Clown? As duas coisas ao mesmo tempo? Ele é a Rita Lee portuguesa ou até mesmo uma versão compacta dos Mutantes para piano e voz, mas também é o entertainer de cabaret (a conjugação com o espaço era, daí, naturalmente perfeita) ou, nos momentos mais simianos, o único nacional cançonetista que ainda não foi esquecido. Toda a gente conhece as canções de cor (bom, nem todas, como aquela do "Deus Inventou o Rock" -- bem catita, por sinal). Há direito a "Vinte Anos" (duas vezes), "No Dia em que o Rei fez Anos", "A Cabana", "Como o Macaco Gosta de Banana" (horror, horror, fujam!), "Eu Nasci para a Música", "Cai Neve em Nova Iorque", "Adio, Adieu, Auf Wiedersehen, Goodbye" e muito mais. Afinal de contas, foram cerca de três horas (há que descontar o longo intervalo) de concerto, onde ainda se pôde ouvir (mas porquê? porquê?) versões de Rui Veloso e, ainda pior (a sério, como é que ainda podia ser pior?), Luís Represas. E vários convidados, como Paula Varela Cid, uma cantora lírica galega arrepiante (no pior dos sentidos) e o homem da casa, Gimba (para o "Navio" dos Afonsinhos do Condado"). E o povo ainda ficou a gritar pelo bis do... "Macaco". Terá Cid vivido todos estes anos da música para agora ser adorado pelo público como o novo Quim Barreiros?

After-hours. Ao set de disco e funk do giradisquista da noite, sucedeu-se, já lá para as tantas, o outro espectáculo da casa. E, não, não vão haver aqui descrições do que se sucedeu. Quem quiser que vá ao Maxime numa destas noites e veja com os próprios olhos o que aquela casa, agora nas mãos de pessoas tão equilibradas como o nosso presidente Manuel João Vieira e o sempre inclassificável Gimba, seja de supor que ofereça...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Blitz 1111

Interessante a maneira como o Blitz celebra hoje a sua 1111ª edição: uma entrevista a Tozé Brito e a José Cid, a propósito do Quarteto 1111. A conversa que é reproduzida nas páginas dos jornais é uma obra de serviço público, ao trazer para os dias de hoje as histórias (as origens, a censura e as formas de tornear esse crivo, as drogas, etc.) de um grupo de rock que surgiu muitos anos antes do boom do rock português dos anos 80 e que, não sendo recordado regularmente, se arrisca a ficar perdido nas memórias dos melómanos nacionais.
(Indirectamente relacionado: alguém sabe quando é o concerto dos Gatos Negros no Maxime, se é que já não foi?)

terça-feira, 14 de outubro de 2003

Por um punhado de espectadores ou Western Spagheti à moda de Matosinhos

Diga o que se disser sobre o estado da música portuguesa, a maior das barreiras que as novas bandas encontram por cá é a dificuldade de exposição. O concerto dos Fat Freddy, ontem no Santiago Alquimista, é disso paradigmático. Tirando seis ou sete convidados ligados à editora, estava ontem no Alquimista não mais do que meia-dúzia de espectadores para ver a banda de Matosinhos fazer o lançamento do seu álbum de estreia, "Fanfarras de Ópio". Pode-se dizer que era uma segunda-feira, é certo. Pode-se dizer que era uma banda do Norte, é certo. Pode-se dizer mil e uma coisas, mas a verdade é que nem imprensa, nem aqueles que normalmente se indignam publicamente perante o estado das coisas, marcaram presença ontem. Aqueles que, porventura, terão uma obrigação moral de mexer com as coisas, de divulgar, de fazer crer aos outros que se fazem coisas bastante interessantes por cá, não se viram no Alquimista. Parece que acaba por ser melhor para uma banda apresentar-se em showcases sem condições nas lojas de uma conhecida cadeia francesa de retalho de discos do que fazer concertos a sério, em locais com óptimas condições, como é o caso.
Os três Fat Freddy não deixaram, no entanto, abater-se e proporcionaram ao seu reduzido público uma grande noite. Numa mistela de surf-rock instrumental, paso dobles, programações e imagens hilariantes (a homenagem ao José Cid é um must), Pepito e Cª mostraram uma vez mais que fazem, ainda que em segredo apenas conhecido por uma elite privilegiada, uma dos melhores espectáculos que, de vez em quando, se podem assistir em palcos portugueses. A atitude rock'n'rolleira (já é marca do grupo a parte em que o contrabaixista se coloca em equilíbrio sobre o seu instrumento, enquanto violentamente ataca as notas de um dos "Batman Themes") e o humor completamente avariado do guitarrista Pepito dão cabo de qualquer conceito de normalidade com que se possa esperar, à partida, de um concerto dos Fat Freddy. Único problema de ontem: as mudanças de imagens e sons que acompanhavam os três músicos em palco. Muito lentas e atrapalhadas, por vezes. Mas, de resto, fica gravado na memória mais um inesquecível concerto.

(E eu juro que esgano o próximo que me aparecer à frente a dizer que não surgem bandas interessantes em Portugal, que não temos capacidade de ter nomes conhecidos lá fora para além dos habituais. Eu juro que esgano.)