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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Green Machine: mudanças com continuação

Afinal, a dissolução dos Green Machine não é efectiva. A notícia, então avançada pelo próprio vocalista da banda, João Pimenta (também nos Alto!, agora), veio entretanto a ser negada pelo baterista Pedro Oliveira, que adiantou ainda que a banda está em fase de reformulação e prepara-se inclusive para lançar novo álbum, o sucessor de "Green Machine Plays Ghost" (Rastilho, 2008), no início do próximo ano. Ainda bem!
Ainda que alheio à confusão, deixo aqui um pedido de desculpas aos restantes elementos do grupo pela notícia anterior. (E é altura de lembrar e reforçar uma nota particular já aprendida no passado e entretanto esquecida: "em bandas desavindas, não tomes a parte pelo todo".)
Mais sobre os Green Machine em www.myspace.com/greenmachinesucks

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Dez dias

Para um tipo que viva em Lisboa, que tenha a carteira mais ou menos tranquila, que não tenha responsabilidades familiares e que tenha conseguido arranjar bilhetes para espectáculos que se encontram esgotados, os próximos dias são valentes:

Hoje, dia 17 - Rrriot grrls na ZDB (Partyline, Noisy Pig, Adorno).
Amanhã, 18 - Os Haxixins no Lounge (e Bailarico Sofisticado no Left, já agora!)
Sábado, 19 - Magik Markers e Pumice no Sarau da Filho Único, no Museu do Chiado (começa às 18h30).
Domingo, 20 - Como se sabe, é dia de descanso (ainda que, para quem goste, haja Fat Freddy's Drop no Casino).
Segunda-feira, 21 - Nick Cave no Coliseu dos Recreios.
Terça-feira, 22 - Black Lips no Lux.
Quarta-feira, 23 - Mão Morta, com "Maldoror", na Culturgest.
Quinta-feira, 24 - JP Simões no Maxime. Ou, então, os Haxixins novamente, agora num Wonderland Club!, que se realiza no Gasoil, ali algures na rua da Madalena.
Sexta-feira, 25 - Festival japonoca na ZDB.
Sábado, 26 - Green Machine no MusicBox.

Ah, e claro, ainda há o Indie para complicar mais isto.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Novidades para os lados da máquina verde

Sai este mês o novo disco dos Green Machine. Chama-se "Plays Ghost", sai no próximo dia 14, pelas mãos da Rastilho e conta com convidados como Filipe Miranda (The Partisan Seed, Nikouala e Interm.Ission), Francisco Silva (Old Jerusalem), Luís Fernandes (The Astroboy e peixe:avião ) e Duarte Monteiro (Tree Valley). A produção esteve a cargo de Paulo Miranda. Próximas datas de apresentação:

11 de abril - Playa Club - La Coruña
18 de abril - Plano B - Porto
19 de abril - Zoom - Barcelos
25 de abril - Rio Maior
26 de abril - Musicbox - Lisboa
2 de Maio - Alfa - Leiria
3 de Maio - Casa da Música ( Clubbing ) - Porto
10 de Maio - Bar Académico - Covilhã
11 de Maio - Fnac Santa Catarina - Porto
11 de Maio - Fnac Norteshopping - Matosinhos
21 de Junho - Final RockKastrus - Forjães- Esposende

(Só para registo de psicólogos e afins: voltei a escrever Dream Machine. O que significará esta teimosia nata em escrever sempre Dream Machine quando me refiro aos Dream Machine? Nah, esta última foi de propósito.)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sangue na guelra

São jovens e hiper-activos. Transbordam de entusiasmo pelo que fazem. Estabelecidos em Rio Maior, essencialmente à volta do pequeno mas acolhedor In A Bar, os Maiorais chegaram ao primeiro ano de existência e fizeram a comemoração no passado sábado com (mais um) concerto dos D3Ö e outro dos The Hypers. Ao longo do último ano, levaram ali Bunnyranch, Fat Freddy, Nicotine's Orchestra, Sean Riley, Los Santeros, The Great Lesbian Show, Green Machine, The Poppers, Born a Lion, entre vários outros. Pode parecer pouco para quem nunca saia de Lisboa ou do Porto, mas o que este grupo de miúdos tem feito na sua terra, mesmo com as semanas passadas na capital a trabalhar ou estudar, é de enorme valor. Colocam Rio Maior no mapa dos concertos. A capital do distrito, Santarém, por exemplo, não consegue oferecer o que o In A Bar e os Maiorais oferecem. E se tanto se fala na crise de associativismo em Portugal, aqui está uma boa prática. E se tanto se fala de escassez de locais fora dos grandes centros com o mínimo de condições e de gente empenhada em criar rotinas de concertos e festas para os públicos locais, que permitam às bandas fazer digressões nacionais, por exemplo, como acontece com os nossos camaradas espanhóis, franceses ou ingleses, eis mais uma boa razão para dar valor a este trabalho. Não são os únicos a fazê-lo, seja-se justo para com todos os outros, mas oxalá mais Maiorais houvesse por esse país fora.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mais duas ou três coisas sobre o Barreiro Rocks

Começo por arrumar desde já as coisas más. O som no pavilhão dos ferroviários é, quase sempre, uma "ganda jarda", uma torrente de milhares de trajectórias acústicas que afundam o som numa amálgama que roça o imperceptível. Os Black Lips, por exemplo, sofreram com isso, mas também por culpa própria. Não se tivessem atrasado, teriam tido tempo para um sound check e para um som que se entendesse. Mais, aos DJs, tanto os do Wonderland Club como o Shimmy, foi-lhes dado pouco espaço na noite, no meio das atribulações para mudanças de palco para a pós-festa. Como já é hábito, diz-se, o público é essencialmente constituído por barreirenses ou outros margem-sulistas, por espanhóis e pelas entourages das outras bandas. Como se costuma dizer, é mais fácil encontrar por lá um espanhol do que um lisboeta. E o barco demora apenas um quarto de hora a atravessar o rio. E os ferroviários são ali mesmo ao lado.
Arrumadas que estão as coisas más, diga-se então que o Barreiro Rocks é muito mais do que estes problemas. É um encontro anual entre amigos que aproveitam ao máximo estas duas noites de deboche até às tantas da manhã. É um clima de festa que só é apreendido por quem já lá foi e, daí, fica com vontade de regressar todos os anos. Em que outro sítio se encontra um simpático senhor de 79 anos, o grande Crooner Vieira (vejam no youtube!), a cantar Tom Jones, Elvis Costello, Frank Sinatra e outros na apresentação das bandas? Houve concertos óptimos, como os de duas das bandas portuguesas em cartaz, os Born a Lion e os Green Machine, ou como o da dupla italiana Mojomatics, houve coisas que fizeram lembrar os festivais de hardcore de escolas secundárias nos anos 80, com os ingleses Hipshakes, cheios de sangue na guelra.
Dá vontade de imitar a voz de um qualquer locutor de rádio dos anos 60 e dizer que "foram duas belas noites de róque". Para o ano há mais.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O próximo fim-de-semana é Brr!

Onetwothreefour! No calendário do roquenró, este é o fim-de-semana do ano. É o fim-de-semana do Barreiro Rocks, o festival que a Hey Pachuco, um colectivo de indivíduos que nasceram e cresceram no Barreiro (só para dar conta do estado mental de tais pessoas), leva a cabo todos os anos. Sexta-feira e sábado, o Barreiro transformar-se-á na capital ibérica do rock de garagem, do punk, do surf. O pavilhão ferroviários será o saloon deste far west em que as seis cordas de uma guitarra fazem lei. E também há cerveja, um ou outro disparate menor, cerveja, números diversos de circo, cerveja e, bom, muito rock'n'roll. E cuidado com o rio ali mesmo ao lado. As taínhas vão estar com os dentes afiados desde os primeiros riffs.

E quem vai mandar na festa? O destaque deste ano vai para o regresso dos norte-americanos Black Lips, que já ali estiveram em 2005. Nitidamente influenciados pelo rock psicadélico dos anos 60 (Sonics, Seeds, Kim Fowley, etc.), os Black Lips já aparecem no Conan O'Brien, já são remisturados pelo Diplo, enfim, já não são os quatro miúdos que, vindos do nada, provocaram o grande estrondo, diz-se, no festival de há dois anos. Mas "Good Bad Not Evil", o novo álbum, apenas vem mostrar que, enfim, perder o concerto deles neste próximo sábado seria uma das coisas mais estúpidas deste ano...

Mas há mais, muito mais. Comecemos pela sexta-feira. A abrir, os Born a Lion, um trio da Marinha Grande, em que o baterista é também vocalista. Blues com garra de rock cabeludo, Yardbirds ou Motörhead sem verrugas. Depois, e vindos de Sheffield, em Inglaterra, mais um trio, The Hipshakes. Punk com muitas borbulhas, de uma cidade que nos anos 80 era mais conhecida pelos sintetizadores do que pelas guitarras. A primeira banda espanhola (a bem da verdade, galega!) a surgir no cartaz deste ano são os Samesugas. E são mais um trio. Fazem lembrar os "nossos" Vicious Five, que estiveram na edição do ano passado do Barreiro Rocks. O palco principal fecha com The Marahajas. Não, não são mais um trio. Desta vez são quatro e vêm da Suécia com algo que deve mais à América dos anos 60, do rock de garagem, dos psicadélicos que qualquer outra coisa que imaginemos na Escandinávia.
A sexta-feira não acaba assim. Já é tradição a pós-festa do Barreiro Rocks e este ano nem é preciso sair do pavilhão dos Fevorriários. Pelo resto da noite, vai haver ainda Tracy Lee Summer, Rob K & Uncle Butcher (que têm mais datas marcadas para o Lisboa, Porto e Coimbra) e o grande final com a discaria do sempre mui recomendável Wonderland Club.

E no sábado? Primeiro, Capitán Entresijos, uma dupla madrilenha que vêm substituir os Tres Delicias do cartaz. Depois, os portugueses Green Machine, que voltam ao Barreiro Rocks, agora com direito a palco principal. Já se falou muito deles aqui... porque são bons. De seguida, surgem, os italianos The Mojomatics, mais um duo guitarra-bateria, para a festa acabar em grande com os já mencionados Black Lips. Eu disse acabar? Não! Ainda há mais festa até à manhã de domingo, com mais prata da casa, através dos Act-Ups, dos espanhóis Los Chicos (é como se fossem do Barreiro, já que estão sempre lá batidos por esta altura do ano) e o homem dos sete polegadas, o DJ Shimmy, que volta a encerrar mais uma edição do Barreiro Rocks e que também passou a ser conhecido como "o cabrão que foi ver o concerto de regresso dos Sonics".

Pormenores práticos: os bilhetes custam €20 para os dois dias (ou menos €5 para quem for apenas um dia). Quem quiser entrar apenas para as pós-festas, tem que pagar bilhete de €5. Os concertos começam, em ambos os dias, às 22h, e acabam sabe-se lá quando (nunca depois das 22h do dia seguinte, presume-se). O pavilhão do GD dos Ferroviários fica muito perto da estação dos barcos. Para mais coisas, é favor ir ao myspace do festival (www.myspace.com/barreirorocks) ou ao forum da Hey Pachuco.
Agora, cuidado com o rio e com as taínhas assassinas!

Myspaces das bandas e djs:

Born a Lion myspace.com/bornalionband
The Hipshakes myspace.com/thehipshakes
Samesugas myspace.com/samesugas
The Maharajas myspace.com/themaharajas
Tracy Lee Summer myspace.com/tracyleesummer
Rob K & Uncle Butcher myspace.com/thejazzangels
Wonderland Club myspace.com/lovefingerclub

Capitán Entresijos myspace.com/capitanentresijos
Green Machine myspace.com/greenmachinesucks
The Mojomatics myspace.com/themojomatics
The Black Lips myspace.com/theblacklips
The Act-Ups myspace.com/actups
Los Chicos myspace.com/loschicosrocks
DJ Shimmy myspace.com/djshimmyusa

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Já há cartaz para o Barreiro Rocks!

Já é conhecido o elenco da edição deste ano do festival Barreiro Rocks. As guitarras vão outra vez fazer estardalhaço pelo pavilhão do Grupo Desportivo dos Ferroviários. Os bilhetes custam €15 (um dia) e €20 (dois dias). Black Lips, yeaaahhhhh!

9 de Novembro

01h00 The Maharajas
00h00 Samesugas
23h00 The Hipshakes
22h00 Born a Lion

After hours Pachuco:
Rob K & Uncle Butcher
Tracy Lee Summer
The Wonderland Club

10 de Novembro

01h00 The Black Lips
00h00 The Mojomatics
23h00 Green Machine
22h00 3 Delícias

After hours Pachuco:
Los Chicos
The Act-Ups
DJ Shimmy

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Hoje: reggae, rock'n'roll e Zeca Afonso



A Positive Vibes volta a apresentar mais uma grande noite de Reggae. Hoje, no Pavilhão dos Lombos, em Carcavelos, sobem ao palco as lendas jamaicanas U-Roy e Junior Murvin, numa festa que ainda inclui, como cabeças de cartaz, os norte-americanos Groundation, e, a abrir a noite, os portugueses One Love Family e Julah Jah Soundsystem.

Mas há mais por Lisboa. Os Green Machine voltam à capital para um concerto de entrada livre no Lounge, os Linda Martini tocam na ZDB e os Corsage no Music Box. No Porto, há segunda noite dos X-Wife pelo Mercedes, ao passo que BiarooZ e Isan apresentam-se no Passos Manuel. Mais a norte, no Theatro Circo de Braga, decorrerá o segundo concerto do colectivo Chirgilchin, depois de ontem terem passado por Lisboa.

Há que tomar nota também do largo número de eventos que, ao longo destes dias, evocam a memória de Zeca Afonso. Decorrem hoje 20 anos desde o seu falecimento. O melhor mesmo é consultar o blogue da Associação José Afonso.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

No regresso às aulas, eu quero...


...um concerto dos Green Machine pelas bandas de cá!
Não é nada de novo, é certo, mas é do mais excitante psycho-garage-punk-rock'n'roll que ouvi fazer-se por cá nos últimos tempos...
(Um gajo regressa ao trabalho, põe isto nos ouvidos e só dá vontade de partir o escritório, caramba...)
DESÇAM CÁ ABAIXO, SEUS TRIPEIROS! :)
www.myspace.com/greenmachinesucks