segunda-feira, 31 de outubro de 2005

O Paiva...

...foi despedido do Blitz. Boa sorte, Paiva.



(O que faltará mais?)

Loosers na Arthur

Arhtur Magazine, nº 18, Novembro de 2005. Na coluna habitualmente assinada por Byron Coley e Thurston Moore, fala-se de Loosers:
Our knowledge of the Portuguese underground is not what it should be, we admit it. But it just got a little better, with the arrival of two records by the Loosers. Not that there's much findable info at hand, but the sounds themselves are sweet. A trio, the Loosers do a surprising number of things at once. Their basic focus is art-damaged power-pus, but they do it in a variety of ways, recalling everyone from Sonic Youth to Jackie O Motherfucker at various times. Their first LP is For All the Round Suns (Ruby Red) and it is a pretty wonderful blend of several generations of underground nonsense - from Birthday Party to NNCK to My Cat Is An Alien - and could easily be the best new CDR from Brooklyn this week, if you know what we mean. But it's a dandy looking LP and that ain't hay. Nor is their second LP, Slugs (Ruby Red), although it is not quite as overloaded with sheer idea-wattage, taking more the form of debased prog-grope excursions onto the ramp of the ringed percussive o-mind. It's a nice trip, with flutes and toots up the old wazoot. Why they only pressed 100 is anyone's guess.

Obrigado pela dica, Space Moth.

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Breves de sexta-feira

1. Bauhaus de volta a Portugal, para concerto único no Coliseu do Porto. 17 de Fevereiro.

2. Hoje A: Uri Caine na Culturgest. Sábado é no Teatro Aveirense e domingo é na Casa das Artes de Famalicão.

3. Hoje B: DJ Spooky no Mercado. O virtuoso giradisquista apresenta-se no novo espaço do Mercado, na rua das Taipas (junto ao Bairro Alto, próximo da esquadra da PSP).

4. Hoje C: entrada gratuita na Caixa Económica Operária, para uma série de actuações na área das electrónicas experimentais: Sci-Fi Industries, Flat Opak, Slow Soldier e Structura, com giradisquismo do DJ Goldenshower e visuais de L'Ego. É a partir das 22h30.

5. Hoje D: reabre a Casa Verdades de Faria - Museu da Música Portuguesa, no Estoril. A re-inauguração é feita com a presença do coro da CML, mas o programa de amanhã e domingo inclui ainda a actuação de vários grupos: Zés Pereiras de Sanfins do Douro, Pauliteiros de Miranda do Douro e Galandum Galundaina, Quarteto com piano de Moscovo e Solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras. A Casa Verdades de Faria reúne, entre outras peças, espólio do etnomusicólogo Michel Giacometti. Mais informações em www.cm-cascais.pt/cascais.

Charadas #174

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anteriores:
#173 - rockin' in a free world, neil young
#172 - sunday morning, velvet underground & nico

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Iconoclasia #1


"Todos os Olhos", Tom Zé, 1973

A capa de "Todos os Olhos" tornou-se famosa, particularmente nos últimos anos, depois da recuperação pública do génio dos génios brasileiros -- Tom Zé -- tendo recebido inúmeras distinções em todo o mundo ocidental. Diz o mito que aquele olho é um outro olho que não daqueles que servem para ver, e essa até foi, de facto, a ideia original, o que não deixa de assumir um contorno especial, pois o disco foi lançado em plena ditadura militar no Brasil, passando incólume pelos censores, os quais não terão percebido a provocação da mensagem implícita. Ninguém pode retirar a genialidade à ideia, nem tão pouco ao resultado final, porém, aquilo que ali se vê não é um olho (seja qual for a liberdade de linguagem aqui ímplicita). É, na verdade, uma boca. Mas o melhor mesmo é ler uma crónica publicada recentemente num jornal brasileiro, onde se explica toda a verdade sobre a capa de "Todos os Olhos":
www.cartacapital.com.br. Ao que parece, nem o Tom Zé sabia disto...

Charadas #173a

Uma vez que a charada #173 se estava a revelar difícil, da forma como estava anteriormnete, aqui vai uma nova versão, em ponto pequenino, para não incomodar muito:

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Sympathy for the devil

Cá o temos de volta, com um projecto bastante diferente de tudo o que já apresentou por cá: Animator, de Kimmo Pohjonen.

Depois dos concertos no Porto e em Guimarães, ainda é possível vê-lo em:
Aveiro, teatro aveirense (hoje)
Coimbra, teatro académico gil vicente (quinta-feira)
Guarda, teatro municipal (sábado)

Bruxas!

Já não há qualquer paciência...

...para os editoriais do Vítor Rainho. Mais valia que ele voltasse a falar todas as semanas dos amigos que conhece pela noite fora. Pelo menos, nessa altura, as suas palavras eram completamente inócuas. E inodoras. Agora, têm um perfume tão pútrido que nem merecem mais qualquer tipo de comentários. Só distância.
Não fosse o interesse por boa parte dos trabalhos publicados no Blitz(*) e já estes editoriais me teriam feito perder este hábito de comprar o jornal, já lá vão praticamente vinte anos...
(*) A propósito, polegares levantados para a reportagem dos Animal Collective pelo António Pires, para a entrevista do Sardinha à Bor Land e pelos textos sobre Zorn, Kompakt, etc.

Charadas #173



anteriores:
#172 - sunday morning, velvet underground & nico

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Diagnóstico de globalização do juramento

(Ranking de países que já visitaram o tasco)

TOP TEN:

Portugal, 84 mil visitas
Brasil, 2661
Reino Unido, 2076
EUA, 1366
Espanha, 1271
Alemanha, 446
França, 364
Bélgica, 333
Estónia (!), 201
Canadá, 174


Outros:
Itália (149), República Checa (141), Suécia (131), Holanda (108), Suíça (86), México (82), Geórgia (78), Japão (61), Rússia (58), Singapura (46), Polónia (44), Dinamarca (42), Áustria (37), Emiratos Árabes Unidos (36), Austrália (34), Argentina (31), Chile (28), Hungria (26), Moçambique e Macau (ambos 25), Finlândia e Roménia (ambos 24), Grécia (23), Noruega (22), Peru (18), Luxemburgo e Malásia (ambos 16), Colômbia (14), Hong Kong (13), Turquia, Venezuela, Uruguai, Filipinas, Formosa e Coreia do Sul (todos 11), Irlanda, Índia e Bulgária (10), Irão, Israel e Egipto (8), Cabo Verde (7), República Dominicana e Jugoslávia (6), Angola, Lituânia, Equador e África do Sul (5), Bolívia, Panamá, Islândia, Eslovénia, Croácia e Nova Zelândia (4), Porto Rico, Eslováquia e Costa Rica (3), Malta, Paraguai, Letónia, Indonésia, Chipre, Guatemala, Tailândia, Moldávia, Qatar e Bahamas (2), Vietnam, Arábia Saudita, Kuwait, Guiana Francesa, Mónaco, Ucrânia, Jordânia, Paquistão, China, Bósnia-Herzegovina, Uzbequistão, Costa do Marfim e Belize (1).

Breves not so breves

1. As tatuagens e o rock sempre se deram bem. Levando a união de facto um pouco mais longe, a Clockwork Tattoos e a Queen of Hearts organizam o festival Tattoo and Rock Festival nos próximos dias 25 a 27 de Novembro, no Clube Lua (antigo Musicais), com a presença de Tara Perdida, Texabilly Rockers, Brutus and the Caniballs e V8Wankers (Alemanha), entre outros nomes a anunciar em breve. A representar a noiva, estarão presentes vários estúdios de tatuagens e piercings, bem como lojas de vestuário, merchandising e banda desenhada. A GNR já decidiu apresentar queixa pelo abuso da utilização do nome Tattoo. Ok, piada foleira. Next...

2. Venham mais cinco, parte II (sem qualquer relação com a parte I). Chama-se musica.pt e foi criada por cinco organizações -- Algarpalcos, hm.música, Ocarina, Vachier & Associados e o festival Atlantic Waves -- com o objectivo de promover a música portuguesa no Womex, cuja edição de 2005 arranca já depois de amanhã, em Newcastle, e se prolonga até domingo. Essa vai ser a primeira aparição pública da união musica.pt, que pretende vir a marcar uma posição forte a favor da música feita em Portugal neste género de eventos internacionais.

3. Por falar em Atlantic Waves, já está definido o alinhamento do festival de música portuguesa em Londres. Começa a 22 de Novembro, com o fado de Joana Amendoeira e Hélder Moutinho, no Spitz. No dia seguinte, o Spitz passa ao rock'n'roll, com a presença dos Dead Combo (Jim Black é o convidado) e The Legendary Tiger Man (com Billy Jenkins). Na noite seguinte, é a vez dos The Gift, Fat Freddy e Ana da Silva, ainda no Spitz. Ao quarto dia (dia 25 de Novembro), a clássica contemporânea apresenta-se por intermédio do projecto Lontano, no Purcell Room. A 27, 1-Uik Project e Blasted Mechanism atacam o Cargo. Para dia 28, no Spitz, ficam guardadas as electrónicas, que, à semelhança do ano passado, contam com a promiscuidade positiva (ou não) de artistas locais: Tonne & Américo Rodrigues, Simon Fisher Turner & Vítor Joaquim & Lia, Aki Onda & Adriana Sá & Hugo Barbosa. A improvisação marca depois os dois últimos dias, 29 e 30, ainda no Spitz, com o Sei Miguel Quarteto & Joe Morris, Manuel Mota & Okkyung Lee & Toshio Kajiwara & Tim Barnes e Ernesto Rodrigues & Guilherme Rodrigues & Angharad Davies & Masafumi Ezaki & Alessandro Bosetti. Na última das noites tocam Rafael Toral & Oren Marshall & César Burago, Margarida Garcia & Barry Weisblat & John Tilbury & Eddie Prévost, e, para terminar, Carlos Bechegas & Joëlle Léandre.

4. Nota aos produtores caseiros: as Noites CD-R, de cuja estreia se falou aqui há semanas atrás, garantiram uma presença mensal no Lounge, em todas as primeiras quartas-feiras de cada mês. Quer isto dizer que a próxima Noite CD-R acontece já no próximo dia 2 de Novembro. Mais informação aqui.

Comentários

Algo de errado se passa com o serviço de comentários da haloscan. Deve ser da segunda-feira, naturalmente.

Charadas #172

As charadas estão de volta, mas com uma pequena diferença. Não é pedido o nome do artista ou banda que está escondido por trás das imagens, mas antes o nome de um tema, o qual poderemos considerar como minimamente "clássico", para estreitar o número de possibilidades. Por ora, e com o mesmo objectivo de reduzir a escolha entre um universo tão vasto como é o das canções, é pelo rock que se começa. É preciso responder não só ao nome da canção, mas também do intérprete (o primeiro intérprete, no caso de ser um tema dado a versões).

domingo, 23 de outubro de 2005

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

O acontecimento

Um acontecimento como o de ontem é inesquecível. Pelo exercício da improvisação, pela soberania da criatividade, a ZDB conseguiu ao longo destes onze anos fazer aquilo a que sempre se propôs, mostrar arte nas suas mais diversas formas, sem cansar, sem se tornar previsível, sem dar hipóteses a que alguém, por mais empedernido que seja, diga "antigamente é que era". Não, agora é que é, e a noite de ontem não podia ser melhor evidência.
Essa tal noite começou com uma pequena surpresa. O concerto já não ia ser no cacilheiro, mas sim num espaço qualquer, algures do outro lado do rio. Depois das avarias ocorridas em dois cacilheiros, a organização preferiu não fazer o concerto no terceiro navio colocado à disposição, um ferry com poucas condições, onde quase não cabiam as várias centenas de pessoas que ontem apareceram no terminal do Cais do Sodré. Havendo, como se sabe, males que vêm por bem, a mudança de planos proporcionou assim a utilização de um magnífico local, o antigo Clube Naval, pavilhão decrépito à beira-rio (será aquele o espaço que os responsáveis do Hard Club de Gaia andaram a sondar há tempos?), a poucos metros do Espaço Ginjal. A experiência já estava a deixar marcas indeléveis na nossa memória e ainda estavam para vir os Animal Collective, depois do aquecimento com a chinfrineira de Anla Curtis. E as expectativas viriam a ser ultrapassadas.
Talvez se perceba isto de melhor forma num concerto do que em disco: os Animal Collective são um corpo único, uma unidade orgânica completamente solidária nas suas partes, onde tudo faz sentido quando interage. Por mais fútil que possam parecer quando examinados à parte, aquele grito sincopado, aquele eco do timbalão, aquela voz proibidamente carregada de delay, só para citar alguns dos milhares de ingredientes que esta receita usa, fundem-se em algo que singulariza em absoluto o som dos Animal Collective. É nestes termos que se desenvolve o concerto. Como uma criatura viva, o som que é criado no palco, desenvolve-se, ganha diversas formas ao longo do processo: pequenas, redondas e singelas estimulam o espírito; grandes, fortes e crispadas fazem o corpo dançar. E sem pausas, promovendo a evolução ininterrupta destas diversas formas e dos diferentes temas apresentados, vários deles novos. E quando o corpo assumiu a forma de "Grass" (de "Feels", o novo álbum)? Lamento, mas receio que seja impossível de descrever esse momento em poucas palavras...
Longa vida para a ZDB.

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Ontem à noite, em Coimbra

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(Animal Collective no Via Latina. Foto: ARJSA)

Ontem, em Coimbra.
Hoje, pelo Porto.
Amanhã, sobre o Tejo.

Como gostar e não gostar do Last Days

(O que se segue advém da ressaca do visionamento do mais recente filme de Gus Van Sant, Last Days, alegadamente baseado nos últimos dias da vida de Kurt Cobain. Não é, naturalmente, um filme onde reine o suspense -- toda a gente sabe que a personagem principal morre no fim, aha! -- mas acho que as palavras que se seguem devem ter como destinatários exclusivos aqueles que já o viram. Eu, pelo menos, não gosto de ler muito acerca de um filme antes de o ver.)

Não gostei do Last Days...
É uma valente modorra. Blake (o Kurt Cobain de Gus Van Sant) aparece retratado como um heroinómano, presume-se, no seu mais profundo estado de decadência. Murmura, cai, levanta-se, morre aos poucos. É, porém, uma reprodução, ainda que forçada, da decadência humana que qualquer um de nós já testemunhou, entre o círculo de amigos, na vizinhança, na escola, etc. E, provavelmente, acaba por ser uma visão fiel, em certa medida, à matéria em que Van Sant se baseou para trabalhar o filme. Mas hora e meia de Blake é cansativa. Sabe-se desde o início, naturalmente, que aquela desgraça não tem qualquer saída. E isso cria angústia no espectador, não por simpatia, como cordas que reagem ao movimento de outras, mas antes porque o espectador cada vez menos aguenta as quedas e os murmúrios daquele desgraçado, cada vez menos aguenta aqueles tiques forçados de puto indie...

...mas gostei do Last Days
Quase paradoxalmente, é justamente o vazio destes últimos dias de Blake que acaba por dar valor ao filme. Van Sant podia ter feito uma bio pic cheia de "rock'n'roll glamour", repetindo tudo o que meio mundo já disse acerca do líder dos Nirvana e da sua morte. Podia ter-se espalhado ao comprido, como Oliver Stone se espalhou com o filme dos Doors. Mas conseguiu, porém, ter o discernimento de não seguir esse caminho. Blake/Cobain é um comum heroinómano em fim de viagem, tal como porventura teria sido, no passado, um puto igual a qualquer outro. Não é o líder do ressurgimento do rock'n'roll, não é o Cristo do movimento grunge (a mais grave mentira MTV de sempre), nada disso. Discordo, por isso, em absoluto com o Miguel Guedes, dos Blind Zero, quando ao fim do filme, no debate que a Medeia Filmes promoveu, se queixava por ver Kurt Cobain a ser tratado como "uma pessoa como qualquer um de nós" e que "os Nirvana e o seu líder deviam ter outro tratamento, pelo que foram". Van Sant procurou exactamente o inverso, creio. Fugiu, tal como Blake foge a todos os que o procuram durante aqueles últimos dias, à imensa cacofonia mediática posterior à morte de Cobain (ou, se quisermos, posterior à saída de "Nevermind"...)

terça-feira, 18 de outubro de 2005

MeTem nojo, Vocês

Ok, a malta até nem é inteiramente ingénua nestas coisas. Já sabia, desde tenra idade, que as palminhas e os risinhos do 1-2-3 eram "sugeridos" pela produção do programa, em cartazes que eram levantados no momento apropriado. Até o Tony Silva brincava com essa mentira televisiva, transportando-a, porventura, para o domínio das coisas que aceitamos como "normais". Mas, desde então, o mundo do espectáculo e da televisão evoluiu (nota para a produção: levantar cartaz "Rir!").

A produção do MTV Awards Lisboa 2005, aquele evento que trará à capital portuguesa a indústria mundial da música, no que de melhor (nota: levantar novamente o cartaz "Rir!") e pior possa ter, prepara-se para fazer o casting de seat fillers, papparazi, screamers e pessoas para o golden circle. O que querem dizer estes nomes? Muito rapidamente, um seat filler é alguém que substitui o artista no momento em que este sobe ao palco; um papparazi, neste contexto, é um fotógrafo a fingir, para criar no espectador a ilusão de um grande momento mediático (nota: levantar o cartaz "Ahhhh!"); o screamer é um figurante aos berros e as pessoas que vão para o golden circle, a área junto ao palco, são mais figurantes bem animados, conforme quer a produção.

O Zezinho, que assiste ao MTV Awards em casa, chegará a pensar que aquela gente grita porque é fã dos artistas que passam pelo tapete vermelho ou que sobem ao palco. Poderá imaginar até que aquelas miúdas histéricas a puxarem pelos seus cabelos são revisitações genuínas daquelas outras que nos anos 60 recebiam os Beatles nos aeroportos ou nas salas de concerto. É que essa genuidade continua a haver na música (nota: levantar cartaz "Ahhhh"), mas em círculos arredados desta grande máquina que encontra na MTV o seu principal canal de propaganda e de arregimentação de papalvos. O Zezinho, coitado, deixa-se levar pela mentira que é a televisão, e nem sabe que aquelas pessoas estão lá para cumprir a função de o ludibriar. E não é só ele que é ludibriado. As próprias pessoas que participam neste triste espectáculo nem sequer são pagas...

Mete-me nojo isto. Cada vez mais evito a televisão. O verdadeiro já nem consegue ser um momento do falso...