* O Museu do Chiado acolhe mais um Sarau da Filho Único, hoje com o franco-turco Ghédalia Tazartès e Calhau!. A partir das 22h, entrada a 7€.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Hoje há
* Os Bypass apresentam o novo álbum, "Like Mice and Heroes", no MusicBox. A partir das 23h.
* O Museu do Chiado acolhe mais um Sarau da Filho Único, hoje com o franco-turco Ghédalia Tazartès e Calhau!. A partir das 22h, entrada a 7€.
* O Museu do Chiado acolhe mais um Sarau da Filho Único, hoje com o franco-turco Ghédalia Tazartès e Calhau!. A partir das 22h, entrada a 7€.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Contra Mundum, Dada Pro Semper
"Contra Mundum", contra tudo e contra todos, como um manifesto de independência total? É certo que os Pop Dell'Arte nunca foram uma banda comum, uma banda igual a tantas outras. Talvez seja até arriscado falar-se nos Pop Dell'Arte enquanto banda, dada a dificuldade que encontramos na comparação com as carreiras de outros projectos, dados os vários interregnos de percurso, dadas as várias mudanças de formação, dadas as posições de militância à margem do circuito comum. Contra as expectativas que o público e os meios constroem ao redor de uma banda, o projecto de João Peste (e de Zé Pedro Moura, novamente) procurou sobreviver ao longo destas mais de duas décadas, sem nunca se vergar a terceiros, chegando a cair por vezes no esquecimento das gerações mais antigas de fãs, surgindo a parte do público mais jovem como algo que não eram mais do que "uns gajos estranhos do tempo dos irmãos mais velhos", perdendo até, sejamos explícitos no que ao negócio da música diz respeito, valor de mercado. Mas sempre sem vergar. Não é tão raro assim ocorrer-me a expressão "não deixar cair os parentes na lama" quando penso nos Pop Dell'Arte, talvez até porque a tenha chegado a ouvir, em tempos e a propósito da carreira do grupo, da boca do próprio João Peste. Aquelas palavras podem ser expressão de altivez e soberba, quando quem o diz não tem obra que as sustente, ou de mentira, quando todos vemos que a dignidade se perdeu pelo caminho. Mas poucos, pouquíssimos projectos, por cá ou lá fora, conseguiram manter a dignidade, manter os seus parentes enxutos como os Pop Dell'Arte conseguiram.
"Contra Mundum" já seria um álbum brilhante mesmo sem este contexto, mas talvez este próprio percurso pouco comum dos Pop Dell'Arte possa ajudar, pelo menos em parte, a perceber como é que chegámos, quase 23 passados da edição de "Free Pop", a um conjunto tão ímpar de canções como este. Sabe bem ouvi-lo, depois de todos estes anos de espera, depois de avanços e recuos na edição do sucessor de "Sex Symbol" (1995), que chegaram a criar o ritual anedótico da habitual notícia anual do novo álbum de originais dos Pop Dell'Arte. Mas, se a espera serviu para alguma coisa, ajudou pelo menos a que o resultado fosse um disco extremamente cuidado nas composições (sempre o mais importante, não será assim?), na produção, nos mais pequenos detalhes, na voz perfeita de João Peste.
Haverá talvez quem da escuta deste álbum saia aborrecido por aqui não encontrar grandes evidências de rompimento com o passado. Muito do que aqui escutamos já conhecemos de outras vidas do grupo. Mesmo até o namoro, aparentemente recente, com a boémia dançante, em que o novo single "Ritual Trandisco" surge como paradigma perfeito dessa relação, é algo que já os Pop Dell'Arte sabiam fazer, e bem, desde "Querelle". Os temas abordados, amor, sexo, religião, ficção científica e a postura sempre, sempre dada fazem desde há longo tempo parte do código genético dos Pop Dell'Arte.
Voltando atrás, o que, no fundo, torna "Contra Mundum" um disco especial são as composições, as canções. Há aqui canções que valem bem o tempo que se esperou para se poder ouvi-las. Canções que nos levam a ouvir o disco vezes sem fim, numa espécie de ritual antigo, do tempo em que éramos crianças ou adolescentes e de vinte em vinte minutos nos levantávamos para virar a agulha ou o lado da cassette. E de tão boas que são, vale mesmo a pena dissecá-las um pouco mais do que é habitual:
1. Ritual Transdisco. O single de apresentação de "Contra Mundi" arranca em primeiro no alinhamento. Os Pop Dell'Arte voltam ao clube, às pistas de dança, dando seguimento ao percurso iniciado no funk-punk de "Querelle", primeiro disco do grupo (1987), e que passou, entre outras paragens clubísticas, pela house em "MC Holly" (1991) ou na mais recente versão de "No Way Back" (2008), para não falar da atenção que alguns dos temas do grupo tem merecido por parte de editoras e projectos lá fora nos últimos tempos. Mas se Campo de Ourique fosse Brooklyn, já teríamos, mesmo antes do álbum sair, metade do rooster da DFA a fazer versões e remisturas de "Ritual Transdisco" (e de vários outros temas deste disco), acreditem. É um groove de 100 BPMs magnífico.
2. My Rat Ta-Ta. Uma valsa dada, com a voz nasalada de João Peste a encaixar na perfeição. Faz lembrar outros momentos da história do grupo, como a versão de "Little Drummer Boy" ou "Poppa Mundi". Atenção, o refrão vai ficar no ouvido. Dá vontade de o cantar pelas ruas soalheiras destes dias. Dá vontade de pegar nos braços de um(a) estranho(a) para dançar.
3. Wild'n'Chic. Há uma parte da crítica internacional que, sempre que apanha um grupo independente que ao terceiro ou quarto álbum produz uma obra pop de contornos arrojados, faz títulos com "(Nome da banda): os próximos U2?". Aconteceu com os Cure, aconteceu com os Radiohead, aconteceu há pouco tempo com os The National. A que propósito vem isto? É que este "Wild'n'Chic" é, por excelência, um tema que encaixa bem nesta definição. Pop épica, com guitarras em sustain, e outros instrumentos a entrarem, compasso a compasso, e a produzirem crescendos, quase com sabor a hino ("wild'n'chic, we are so wild'n'chic, we are the ones"). O Brian Eno passou pelo estúdio e ninguém se deu conta.
4. Slave for Sale. De volta à pista de dança e ao funk-punk, a baixas BPMs, num terreno que, uma vez mais, não é nada estranho aos Pop Dell'Arte, tanto na música como no tema sexo, que transpira ao longo de toda a faixa. The biggest dick in San Francisco, the biggest dick in San Francisco.
5. Noite de Chuva em Campo-de-Ourique. Algo que também não é nada estranho aos Pop Dell'Arte: João Peste a cantar a capella um poema de amor.
6. Eastern Streets. Mais dança. O baixo e a bateria continuam a mandar, mas agora com um toque latino-exótico-bongolândia nas percussões e numa guitarra que entra de vez em quando e que parece marcar os passos de dança, como se fossem pegadas desenhadas num tapete de aprendizagem. Irresistível. Rituais de tambores, rituais de estranhos prazeres (...) Ao longe oiço os passos de um marinheiro louco, dançando ao luar
7. Mr. Sorry. Surge naturalmente na sequência de "Eastern Streets". Há qualquer coisa neste som da guitarra que lembra os Pop Dell'Arte, bem como outros grupos da Ana Romanta, dos anos 80.
8. Diary of a Soldier (I Saw U Dancin'). Um piano e um ambiente planante de banda sonora e Peste em registo melancólico.
9. (How I Miss Your Furious Kisses) In My Room. Mais funk estrambólico à Pop Dell'Arte, no tema mais curto do álbum.
10. Electric G. Por aqui paira, aposto, Philip K. Dick. E quem fala em K. Dick, tala também em Gary Numan. Talvez. Não é coisa que seja estranha nos Pop Dell'Arte, nem tão pouco a forma de cantar de Peste neste tema.
11. La Nostra Feroce Volontà D'Amore. E por aqui parece pairar outro dos heróis de Peste, Scott Walker, num tema cantado em italiano sobre loops de orquestra, rematado de forma deliciosa por "A Internacional" em versão de caixa de música.
12. Har Megido's Lullaby. É dos temas mais simples e, ao mesmo tempo, mais bonitos que se podem encontrar no disco. Uma canção de embalar, se se conseguir imaginar, para o dia do apocalipse, para o último dos cataclismos, para a batalha de deus contra os homens (Har Megido é o nome hebraico do lugar biblíco que viria a dar origem à palavra "armagedom"). É um tema perfeito para terminar o alinhamento do disco (ainda que haja uma 13ª faixa, sem nome, de curta duração e sem estrutura de canção, a encerrar "Contra Mundum").
Pop Dell'Arte - La Nostra Feroce... from pm on Vimeo.
O porteiro do Jamaica que não gosta de estrangeiros (ainda as agressões aos No Age)
O I fez uma notícia dando conta de outros casos recentemente ocorridos na rua Nova do Carvalho.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
É uma pena, mas...
É uma pena, mas ao contrário do que chegou a estar previsto, a edição de "Contra Mundum", o novo álbum de Pop Dell'Arte, agendada para o próximo dia 14 de Junho, não vai contar com o formato LP. Será apenas um CD de edição limitada e numerada com um booklet de 24 páginas ilustradas e um poster de face dupla, de acordo com a promoção ao disco.
Bilhetes de Atlas Sound a menos de metade do preço inicial
A entrada para o concerto de Atlas Sound, hoje, no Lux, vai custar 7€ e não 15€ como estava previsto. Quem já comprou bilhete pode reaver os 8€ de diferença nas lojas que vendem os bilhetes ou na bilheteira do Lux, esta noite.
Comunicado da Filho Único:
Comunicado da Filho Único:
Amigo e músico Bradford Cox, que toca no Lux Frágil esta sexta-feira 4 de Junho, decidiu, juntamente com a Filho Único, que os bilhetes não irão permanecer ao preço inicial de 15€ e irão passar a custar 7€. O artista decidiu reduzir o seu pagamento pelo concerto para metade e a F.U. está a tirar mais de metade do preço inicial, devido a grande parte do público local não ter capacidade financeira de presenciar o espectáculo, no contexto da situação económica nacional e global. Para o público que já adquiriu o bilhete poderá reaver os seus 8€ de reembolso nas lojas de discos que estão a vender bilhetes (Flur e Matéria Prima) bem como no Lux, à hora marcada do espectáculo, 22h, com primeira parte a cargo dos portugueses Aquaparque.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Os novos discos do El Guincho
Aparentemente, trata-se de uma série de discos e o primeiro volume sai a 12 de Julho pela Young Turks, podendo ser ouvido desde já:
El Guincho / Piratas de Sudamerica EP by Young Turks
El Guincho / Piratas de Sudamerica EP by Young Turks
Novidades FMM: Barbez, U-Roy, Tinariwen e Cheick Tidiane
Já há mais nomes para o cartaz do FMM, que este ano se realiza entre 28 e 31 de Julho, na cidade de Sines.
U-ROY (Jamaica). Aos 67 anos de idade, o mítico toaster (e, mais tarde, artista completo do reggae) vem a Sines para um concerto no dia 31 de Julho, o último do FMM, junto à praia.
myspace.com/uroyreggae
TINARIWEN (Mali). O blues do deserto que os Tinariwen trazem na bagagem já não é propriamente uma novidade, mas ninguém ficará indiferente ao espectáculo que estes antigos guerrilheiros irão apresentar no castelo, no dia 30.
myspace.com/tinariwen
CHEICK TIDIANE SECK feat. MAMANI KEITA (Mali). Continuando no Mali, vamos também ter entre nós Cheick Tidiane, pianista da histórica Rail Band, ao lado de Salif Keita e Mory Kanté. A acompanhá-lo, Mamani Keita, a antiga cantora de Salif Keita, vai regressar ao FMM, depois de um belo espectáculo em 2007, para acompanhar Tidiane. Vai ser no último dia do FMM, no castelo.
myspace.com/cheicktidianeseck
BARBEZ (EUA). Não fez parte do lote de três nomes hoje anunciados organização do FMM, mas o site oficial do grupo nova-iorquino já avança com a novidade. O super-colectivo de Dan Kaufman, que chegaram a gravar para a Tzadik de Zorn um álbum baseado no poeta judeu Paul Celan e que passaram pela ZDB há cerca de cinco anos (recordam-se daquela incrível intérprete de theremin que um dia viram no palco do aquário?), têm vindo a colaborar com imensa gente boa: Cat Power, Sun Ra Arkestra, godspeed you! black emperor, Faun Fables, Sleepytime Gorilla Museum, DKT/MC5, Devendra Banhart, Dresden Dolls, Lonesome Organist, Shelley Hirsch, Faun Fables, Angels of Light. Vão estar no FMM no dia 30 de Julho. Vão também passar por Paredes de Coura no dia seguinte e vão ainda tocar em lugar a anunciar a 1 de Agosto, com a portuense F.R.I.C.S. (Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa).
myspace.com/barbez
U-ROY (Jamaica). Aos 67 anos de idade, o mítico toaster (e, mais tarde, artista completo do reggae) vem a Sines para um concerto no dia 31 de Julho, o último do FMM, junto à praia.
myspace.com/uroyreggae
TINARIWEN (Mali). O blues do deserto que os Tinariwen trazem na bagagem já não é propriamente uma novidade, mas ninguém ficará indiferente ao espectáculo que estes antigos guerrilheiros irão apresentar no castelo, no dia 30.
myspace.com/tinariwen
CHEICK TIDIANE SECK feat. MAMANI KEITA (Mali). Continuando no Mali, vamos também ter entre nós Cheick Tidiane, pianista da histórica Rail Band, ao lado de Salif Keita e Mory Kanté. A acompanhá-lo, Mamani Keita, a antiga cantora de Salif Keita, vai regressar ao FMM, depois de um belo espectáculo em 2007, para acompanhar Tidiane. Vai ser no último dia do FMM, no castelo.
myspace.com/cheicktidianeseck
BARBEZ (EUA). Não fez parte do lote de três nomes hoje anunciados organização do FMM, mas o site oficial do grupo nova-iorquino já avança com a novidade. O super-colectivo de Dan Kaufman, que chegaram a gravar para a Tzadik de Zorn um álbum baseado no poeta judeu Paul Celan e que passaram pela ZDB há cerca de cinco anos (recordam-se daquela incrível intérprete de theremin que um dia viram no palco do aquário?), têm vindo a colaborar com imensa gente boa: Cat Power, Sun Ra Arkestra, godspeed you! black emperor, Faun Fables, Sleepytime Gorilla Museum, DKT/MC5, Devendra Banhart, Dresden Dolls, Lonesome Organist, Shelley Hirsch, Faun Fables, Angels of Light. Vão estar no FMM no dia 30 de Julho. Vão também passar por Paredes de Coura no dia seguinte e vão ainda tocar em lugar a anunciar a 1 de Agosto, com a portuense F.R.I.C.S. (Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa).
myspace.com/barbez
terça-feira, 1 de junho de 2010
No Age espancados em Lisboa
Isto é que é um blogue com interesse
Apontai os vossos browsers para:
ashtapes.blogspot.com
No Ashtapes encontram-se gravações de concertos realizados por cá, concertos das bandas das quais se gosta muito por aqui. Que belo trabalho.
E não resisto a citar o mote do blogue, que também é mui defendido por aqui:
ashtapes.blogspot.com
No Ashtapes encontram-se gravações de concertos realizados por cá, concertos das bandas das quais se gosta muito por aqui. Que belo trabalho.
E não resisto a citar o mote do blogue, que também é mui defendido por aqui:
CONCERTS ARE THE REAL THING. THERE ISN'T A MORE PERSONAL, INTIMATE AND INTENSE EXPERIENCE. WORDS DON’T MAKE THEM JUSTICE, NOT EVEN PICTURES, MOVIES OR TAPES. IT’S ALL IN YOUR MIND, IN THAT MOMENT.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Do tempo em que fazia colecção de setlists, nº11
Teenage Fanclub, Festi.Mail, Coliseu dos Recreios, 1 de Maio de 1998
O meu Primavera Sounds 2010
Enquanto se dá descanso aos pés dos quilómetros percorridos e das horas em pé a ver concertos e a dançar, enquanto se dá descanso aos ouvidos e à cabeça de tanto rock’n’roll, enquanto se dá descanso ao corpo daquela coisa com nome de santo a que os espanhóis chamam cerveja, há tempo para um esforço de rememoração daquilo que se conseguiu ver e ouvir no Primavera Sound 2010. Notem que esta é apenas uma breve apreciação do que foi «o meu Primavera Sounds 2010». Se já quando se assina uma reportagem sobre um mero concerto a subjectividade é, por natureza, inescapável, muito mais próprio se torna o relato de um festival em que mais de meia-dúzia de palcos funcionam praticamente em simultâneo, em que a cada um cabe decidir o alinhamento do que pretende ver. E este ano, por várias razões, a começar pela memória do estouro físico e mental da experiência de 2009, «o meu Primavera Sounds 2010» foi bastante mais compacto. Mas vamos aos destaques destes três dias de festival no Forum de Barcelona:
Os baixos, as baterias e os músicos que tocam que se fartam
Do cartaz do Primavera Sound deste ano fizeram parte inúmeras bandas com sonoridade (e line-ups) assentes nas secções rítmicas. O protagonismo do baixo e da bateria era evidente nas várias correntes e gerações que passaram por estes palcos.
Da terra do kraut, veio Michael Rother acompanhado de Steve Shelley e Aaron Mullan, para uma enérgica e retemperadora revisitação do reportório dos Neu!, no último final de tarde soalheiro do festival. Do kraut também se ouviu revivalismo por parte de músicos mais novos, como foi o caso da bela surpresa chamada Beak>, o novo projecto de Geoff Barrows, dos Portishead.
Da terra do funk-punk, vieram os Liquid Liquid. Quem, como eu, imaginava que se ia apenas prestar tributo a mais um grupo icónico do passado agora regressado aos palcos, de músicos enferrujados pelo tempo, percebeu logo desde o início o engano. Foi, neste meu Primavera, o melhor de todos os espectáculos (em ex aequo com os Les Savy Fav, mas já lá vamos). Esta potente máquina de dança parece não ter parado no tempo, não só por causa do acaso circunstancial do legado da banda fazer todo o sentido nas pistas de dança de hoje, mas também, e ainda mais, porque os próprios músicos tocam com um rigor e uma energia tais que tornam a dança obrigatória desde o início e que, por várias ocasiões, produzem clímaxes de loucura indescritíveis.
Da terra do pós-rock, vieram os Ui e os Tortoise. Os primeiros, dois baixos e bateria, circunspectos mas exímios na linguagem que criaram nos anos 90. Mais abertos, mais completos, mais ágeis, mais ricos musicalmente, os Tortoise, com John McEntire e John Herndon a trazerem as suas baterias para a frente do palco, mostraram em palco aquilo que já tinham provado em estúdio com “Beacons of Ancestorship”, isto é, que este combo de músicos exímios e multifacetados merece continuar a prolongar a carreira, já tantos anos depois da euforia do pós-rock.
Who rocks the party?
Ainda que com pena de ter perdido, por diferentes motivos, os concertos de Monotonix (diz quem foi que a loucura se instalou no palco ATP, com estes punks israelitas a tocarem no meio da assistência), King Khan, Black Lips, Almighty Defenders (grupo que reúne elementos dos dois anteriores), «o meu Primavera Sounds 2010» ficou marcado pela actuação dos nova-iorquinos Les Savy Fav. Tim Harrington, o vocalista, é a grande figura desta edição do festival. Se em mais de vinte anos de concertos pensava que já tinha visto de tudo, eis Tim Harrington a mostrar o contrário. Ainda mal a actuação tinha começado e já ele, apenas em calções, depois de ter retirado o seu fato de panda mutante, se atirava para a plateia. Ele e a sua opulente barriga. Surfava por cima dos espectadores, subia às bancadas, ia o mais longe possível que o cabo permitia, voltava a palco para subir as estruturas laterais e tentar destruir um ou outro holofote, voltava a atirar-se para o público, fazia questão em aleijar-se ao mergulhar de cabeça para o chão ou cobria-se de pó de talco e atirava-se de novo para a plateia, enquanto cantava o perfeitamente explícito “Who Rocks the Party?”. Tudo isto sem se furtar à tarefa de ter a voz nos momentos certos, no decorrer do excelente alinhamento trazido pelos Les Savy Fav. No último crowd-surfing desapareceu no meio do público e já não voltou. Hoje deve estar com hematomas pelo corpo inteiro. Até o Iggy Pop passa por atinado ao lado de Tim Harrington, que ainda atravessou o palco de um lado ao outro no dia seguinte, na actuação dos Liquid Liquid (ver vídeo aqui). Who rocks the party? Who rocks the party?
Outras coisas
No palco principal, apenas prestei atenção a três actuações. Primeiro, The Fall, que tiveram um arranque enérgico, proporcionado por um dos temas-título do novo álbum “Your Future Our Clutter”, e a esperada sobranceria de Mark E. Smith, que se entreteve por várias vezes a mexer nos amplificadores dos seus músicos. Excelente versão do “Strychnine”, dos Sonics, uma vez gravada para uma Peel Session e depois tornada habitual ao vivo. Mais tarde, vieram os Pavement, com um alinhamento mais ou menos esperado, alguns convidados de ocasião (dos Monotonix e dos Broken Social Scene) e algumas histórias ao microfone: “I got in the elevator with Mark E. Smith, Colin Newman from Wire and two members of Mission of Burma – It was a punk rock wet dream”, dizia o Scott “Spiral Stairs” Kannberg. Na sexta-feira, foi o dia de Pixies. Tal como nos Pavement, ouviu-se aquilo que mais ou menos se esperava (exceptuando a magnífica versão de “Winterlong”) e também se ouviu muitos pregos de Kim Deal (e diz quem estava mais perto do palco que, perante os risos da baixista nestas ocasiões, Frank Black reagia com cara de poucos amigos...).
Um susto chamado Gary Numan: ao princípio, imaginei tratar-se de uma qualquer banda dos círculos góticos espanhóis. Não era de se supor que houvesse alguém a tocar àquela hora no palco Vice, sabendo-se que neste festival os horários são respeitados de forma absolutamente escrupulosa, mas era mesmo o Gary Numan que ali estava naqueles preparos. Entrou logo directamente para o lugar de pior experiência n’«o meu Primavera Sounds 2010».
É muita gente
Há uma razão, entre outras, para não gostar, de uma forma geral, do conceito de festival. As multidões. E se, no ano passado, a experiência do Primavera tinha sido interessante por justamente não ter sido afectada por este problema, à excepção do último dia, por causa da presença em cartaz de Neil Young, este ano teve multidões compactas todos os dias e logo desde bem cedo. Em vários dos espectáculos, principalmente nos mais apelativos do palco principal ou nos do palco ATP, tornou-se complicado conseguir bons lugares, com um mínimo de boa visibilidade. Para ajudar ao clima de caos que rapidamente se instalava com o movimento das massas, as redes de telemóvel deixavam de funcionar. Comunicação por voz tornava-se impossível, e por texto havia atrasos de 10 ou 20 minutos na entrega das mensagens. Estamos em 2010 e problemas de comunicações em situações de grandes aglomerações de povo são coisa que já nem sequer por cá existe.
Por este andar, não vai haver «o meu Primavera Sounds 2011».
O TOP 10 d’«o meu Primavera Sounds 2010»
1º Liquid Liquid
Les Savy Fav (ex aequo)
3º Michael Rother & Friends present Neu! Music
4º Shellac
5º Tortoise
6º Diplo
7º Lee ‘Scratch’ Perry
8º Beak>
9º Pavement
10º The Fall
(O que mais pena me deu de não ter visto: The Almighty Defenders, Monotonix, Apse, Scout Niblett, Thee Oh Sees, The King Khan & BBQ Show, Major Lazer, Dum Dum Girls, Atlas Sound)
Os baixos, as baterias e os músicos que tocam que se fartam
Do cartaz do Primavera Sound deste ano fizeram parte inúmeras bandas com sonoridade (e line-ups) assentes nas secções rítmicas. O protagonismo do baixo e da bateria era evidente nas várias correntes e gerações que passaram por estes palcos.
Da terra do kraut, veio Michael Rother acompanhado de Steve Shelley e Aaron Mullan, para uma enérgica e retemperadora revisitação do reportório dos Neu!, no último final de tarde soalheiro do festival. Do kraut também se ouviu revivalismo por parte de músicos mais novos, como foi o caso da bela surpresa chamada Beak>, o novo projecto de Geoff Barrows, dos Portishead.
Da terra do funk-punk, vieram os Liquid Liquid. Quem, como eu, imaginava que se ia apenas prestar tributo a mais um grupo icónico do passado agora regressado aos palcos, de músicos enferrujados pelo tempo, percebeu logo desde o início o engano. Foi, neste meu Primavera, o melhor de todos os espectáculos (em ex aequo com os Les Savy Fav, mas já lá vamos). Esta potente máquina de dança parece não ter parado no tempo, não só por causa do acaso circunstancial do legado da banda fazer todo o sentido nas pistas de dança de hoje, mas também, e ainda mais, porque os próprios músicos tocam com um rigor e uma energia tais que tornam a dança obrigatória desde o início e que, por várias ocasiões, produzem clímaxes de loucura indescritíveis.
Da terra do pós-rock, vieram os Ui e os Tortoise. Os primeiros, dois baixos e bateria, circunspectos mas exímios na linguagem que criaram nos anos 90. Mais abertos, mais completos, mais ágeis, mais ricos musicalmente, os Tortoise, com John McEntire e John Herndon a trazerem as suas baterias para a frente do palco, mostraram em palco aquilo que já tinham provado em estúdio com “Beacons of Ancestorship”, isto é, que este combo de músicos exímios e multifacetados merece continuar a prolongar a carreira, já tantos anos depois da euforia do pós-rock.
Who rocks the party?
Ainda que com pena de ter perdido, por diferentes motivos, os concertos de Monotonix (diz quem foi que a loucura se instalou no palco ATP, com estes punks israelitas a tocarem no meio da assistência), King Khan, Black Lips, Almighty Defenders (grupo que reúne elementos dos dois anteriores), «o meu Primavera Sounds 2010» ficou marcado pela actuação dos nova-iorquinos Les Savy Fav. Tim Harrington, o vocalista, é a grande figura desta edição do festival. Se em mais de vinte anos de concertos pensava que já tinha visto de tudo, eis Tim Harrington a mostrar o contrário. Ainda mal a actuação tinha começado e já ele, apenas em calções, depois de ter retirado o seu fato de panda mutante, se atirava para a plateia. Ele e a sua opulente barriga. Surfava por cima dos espectadores, subia às bancadas, ia o mais longe possível que o cabo permitia, voltava a palco para subir as estruturas laterais e tentar destruir um ou outro holofote, voltava a atirar-se para o público, fazia questão em aleijar-se ao mergulhar de cabeça para o chão ou cobria-se de pó de talco e atirava-se de novo para a plateia, enquanto cantava o perfeitamente explícito “Who Rocks the Party?”. Tudo isto sem se furtar à tarefa de ter a voz nos momentos certos, no decorrer do excelente alinhamento trazido pelos Les Savy Fav. No último crowd-surfing desapareceu no meio do público e já não voltou. Hoje deve estar com hematomas pelo corpo inteiro. Até o Iggy Pop passa por atinado ao lado de Tim Harrington, que ainda atravessou o palco de um lado ao outro no dia seguinte, na actuação dos Liquid Liquid (ver vídeo aqui). Who rocks the party? Who rocks the party?
Outras coisas
No palco principal, apenas prestei atenção a três actuações. Primeiro, The Fall, que tiveram um arranque enérgico, proporcionado por um dos temas-título do novo álbum “Your Future Our Clutter”, e a esperada sobranceria de Mark E. Smith, que se entreteve por várias vezes a mexer nos amplificadores dos seus músicos. Excelente versão do “Strychnine”, dos Sonics, uma vez gravada para uma Peel Session e depois tornada habitual ao vivo. Mais tarde, vieram os Pavement, com um alinhamento mais ou menos esperado, alguns convidados de ocasião (dos Monotonix e dos Broken Social Scene) e algumas histórias ao microfone: “I got in the elevator with Mark E. Smith, Colin Newman from Wire and two members of Mission of Burma – It was a punk rock wet dream”, dizia o Scott “Spiral Stairs” Kannberg. Na sexta-feira, foi o dia de Pixies. Tal como nos Pavement, ouviu-se aquilo que mais ou menos se esperava (exceptuando a magnífica versão de “Winterlong”) e também se ouviu muitos pregos de Kim Deal (e diz quem estava mais perto do palco que, perante os risos da baixista nestas ocasiões, Frank Black reagia com cara de poucos amigos...).
Um susto chamado Gary Numan: ao princípio, imaginei tratar-se de uma qualquer banda dos círculos góticos espanhóis. Não era de se supor que houvesse alguém a tocar àquela hora no palco Vice, sabendo-se que neste festival os horários são respeitados de forma absolutamente escrupulosa, mas era mesmo o Gary Numan que ali estava naqueles preparos. Entrou logo directamente para o lugar de pior experiência n’«o meu Primavera Sounds 2010».
É muita gente
Há uma razão, entre outras, para não gostar, de uma forma geral, do conceito de festival. As multidões. E se, no ano passado, a experiência do Primavera tinha sido interessante por justamente não ter sido afectada por este problema, à excepção do último dia, por causa da presença em cartaz de Neil Young, este ano teve multidões compactas todos os dias e logo desde bem cedo. Em vários dos espectáculos, principalmente nos mais apelativos do palco principal ou nos do palco ATP, tornou-se complicado conseguir bons lugares, com um mínimo de boa visibilidade. Para ajudar ao clima de caos que rapidamente se instalava com o movimento das massas, as redes de telemóvel deixavam de funcionar. Comunicação por voz tornava-se impossível, e por texto havia atrasos de 10 ou 20 minutos na entrega das mensagens. Estamos em 2010 e problemas de comunicações em situações de grandes aglomerações de povo são coisa que já nem sequer por cá existe.
Por este andar, não vai haver «o meu Primavera Sounds 2011».
O TOP 10 d’«o meu Primavera Sounds 2010»
1º Liquid Liquid
Les Savy Fav (ex aequo)
3º Michael Rother & Friends present Neu! Music
4º Shellac
5º Tortoise
6º Diplo
7º Lee ‘Scratch’ Perry
8º Beak>
9º Pavement
10º The Fall
(O que mais pena me deu de não ter visto: The Almighty Defenders, Monotonix, Apse, Scout Niblett, Thee Oh Sees, The King Khan & BBQ Show, Major Lazer, Dum Dum Girls, Atlas Sound)
terça-feira, 25 de maio de 2010
Shellac da Nort'América
Os Shellac não são uma banda. São um relógio suíço de frontispício em que, no lugar do cuco ou dos paisanos da aldeia surge um power trio clássico. São um metrónomo de três hastes, cada uma delas com um tique-taque sincronizado ao limite do absurdo, mais preciso que o relógio atómico de Greenwich. Eles nem se olham entre si quando acertam entre si as paragens, os arranques, as mudanças de tempos. E Steve Albini, como se tornou hábito dizer-se, é deus. E também é um óptimo guitarrista, que extrai da sua Travis Bean de alumínio o som rude, sujo e áspero do metal com que a maior parte de nós cresceu ao ouvir as bandas que Albini gravou e produziu ao longo das duas últimas décadas. E é ainda um poeta rock, em diferentes momentos do espectáculo, como em "The End of Radio". Nessas alturas, Albini pisa com toda a segurança o caminho de outros poetas americanos de palco como Patti Smith, Jim Morrison ou Jello Biafra. Mas Shellac não é só Albini. Bob Weston, que tem o sangue do hardcore de DC a correr pelas cordas do baixo, e Todd Trainer, um autêntico demónio na bateria (nota: não é figurativo), são as duas outras engrenagens do tal relógio suíço. O alinhamento teve vários pontos de contacto com o concerto do ano passado, no Primavera, e ainda mais terá certamente com o deste ano no mesmo local. Quem nunca passou pela experiência Shellac e na próxima sexta-feira, em Barcelona, se propuser a trocar parte dos Pixies ou dos The King Khan & BBQ Show, que tocam quase à mesma hora noutros palcos, não ficará seguramente a perder.
Assistiu-se, esta noite, a um dos maiores concertos deste ano. (Mission of Burma foi bom, óptimo até, mas depois do estrondo shellaquiano, fica-se com pouco para se dizer.)
Assistiu-se, esta noite, a um dos maiores concertos deste ano. (Mission of Burma foi bom, óptimo até, mas depois do estrondo shellaquiano, fica-se com pouco para se dizer.)
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Quem se atreve a perder isto, hoje?
Hoje, na ZDB, a partir das 22h.
Como é que alguém no seu perfeito juízo se atreve a perder estes dois colossos do rock americano num cenário tão intimista (e tão sudorífero também) como o do aquário da ZDB?
sexta-feira, 21 de maio de 2010
A contenção de custos também chegou a Sines
A contenção de custos instalou-se um pouco por todo o lado. Das despesas públicas aos pequenos orçamentos familiares, (quase) todos vamos ter que nos habituarmos à palavra redução. Tal como também nos vamos ter de habituarmos a más notícias como esta. A Câmara Municipal de Sines, que todos os anos organiza o FMM, já confirmou o cancelamento do palco de Porto Covo na edição deste ano do festival, bem como das já habituais datas mais calmas, de segunda e terça-feira, no Centro de Artes. Ou seja, o FMM 2010 foi emagrecido para os dias 28 a 31 de Julho. Este ano, a grande festa começa na quarta-feira.
Comunicado da CMS:
Comunicado da CMS:
A Câmara Municipal de Sines, entidade organizadora do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2010, informa que foi decidido o cancelamento do palco de Porto Covo nesta edição.
A decisão tem como efeito imediato o avanço do início do festival para 28 de Julho, quarta-feira, em Sines, passando as datas do evento a ser 28, 29, 30 e 31 de Julho.
Esta alteração não afecta os concertos já anunciados para o Castelo e a Av. Vasco da Gama.
O cancelamento do palco de Porto Covo e, em paralelo, a introdução de medidas de gestão para tornar mais eficiente a realização do evento em Sines, inserem-se num plano de contenção de custos da autarquia motivado pela quebra de receitas agravada pela crise nacional e internacional que atinge actualmente um momento de especial gravidade.
A organização procurou uma solução que garantisse o cumprimento das datas e do modelo inicialmente anunciado, mas tal não se mostrou possível no seu actual quadro financeiro.
Nesta conjuntura, o esforço foi direccionado para diminuir o custos inerentes à dispersão de palcos e à longa duração, eliminar as despesas de produção que não afectam o resultado artístico e concentrar os meios no essencial: um programa que, embora mais curto, terá no seu alinhamento de concertos toda a qualidade e impacto positivo a que o público do FMM está habituado.
A Câmara Municipal de Sines pede a devida compreensão a todos e em particular aos participantes no festival em Porto Covo, assim como à população e comerciantes da freguesia, tendo em conta as suas expectativas.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Do tempo em que fazia colecção de setlists, nº10
Tricky, Coliseu dos Recreios, 29 de Junho de 1999
Ride, Pessoal e Transmissível
Fossemos súbditos da rainha de Inglaterra e ao Carlos Vaz Marques já teria sido atribuído um OBE ou qualquer outra comenda de distinção pelos serviços prestados à nação. Não leiam isto como um típico "aqui as coisas são assim" ou "lá fora é outra coisa". Nada disso. Nem tão pouco precisamos de OBEs nem de comendas atribuídas pelo Sr. Silva. O que precisamos é de gente como o CVM para fazer boas perguntas, com aquele ar de extrema curiosidade com que o faz (mesmo que só lhe oiçamos a voz, percebemos-lhe o ar) e de gente como, por exemplo, o (DJ) Ride para responder bem e, mais importante, ser um prodígio de esforço e talento na arte, na profissão, no métier a que se dedica. O exemplo não é fortuito. Foi mais um "Pessoal e Transmissível", ontem transmitido na TSF, e que pode agora ser escutado aqui.
terça-feira, 18 de maio de 2010
O Steve Shelley não pára
Gosto de gente assim. Gente que não pára, gente que tira proveito das oportunidades que a vida oferece, gente que faz as oportunidades acontecerem. Steve Shelley, baterista desde há 25 anos nos Sonic Youth, editor desde há 17 através da Smells Like Records, produtor e colaborador de um número imenso de músicos, DJ de ocasião (ainda ontem teve mais uma magnífica sessão, transmitida online, a qual pode agora ser escutada aqui), ainda arranja tempo para projectos como:
Michael Rother & Friends present Neu! music
É uma das coisas mais aguardadas no cartaz do Primavera Sound. A Michael Rother (Neu!, Harmonia e Kraftwerk) juntam-se Steve Shelley e Aaron Mullan (Tall Firs) para experimentarem um regresso ao riquíssimo património kraut dos Neu!. Sábado, dia 29 de Maio, pelas 19h. Mais informação aqui.
The High Confessions
É um supergrupo composto, além de Steve Shelley, por Chris Connelly (já há algum tempo que não ouvíamos falar da mente impulsionadora de projectos inesquecíveis como os Ministry, os Revolting Cocks e tantos outros nomes da cena industrial), Sanford Parker (Minsk, Buried at Sea, etc.) e Jeremy Lemos (técnico de gravações de boa gente como Stereolab, Jim O'Rourke ou Smog). O álbum de estreia, "Turning Lead into Gold with The High Confessions", sai nos EUA a 20 de Julho e já está em pré-venda no site da editora, a Relapse. Mais informação em myspace.com/thehighconfessions.
Gosto de gente assim.
Michael Rother & Friends present Neu! music
É uma das coisas mais aguardadas no cartaz do Primavera Sound. A Michael Rother (Neu!, Harmonia e Kraftwerk) juntam-se Steve Shelley e Aaron Mullan (Tall Firs) para experimentarem um regresso ao riquíssimo património kraut dos Neu!. Sábado, dia 29 de Maio, pelas 19h. Mais informação aqui.
The High Confessions
É um supergrupo composto, além de Steve Shelley, por Chris Connelly (já há algum tempo que não ouvíamos falar da mente impulsionadora de projectos inesquecíveis como os Ministry, os Revolting Cocks e tantos outros nomes da cena industrial), Sanford Parker (Minsk, Buried at Sea, etc.) e Jeremy Lemos (técnico de gravações de boa gente como Stereolab, Jim O'Rourke ou Smog). O álbum de estreia, "Turning Lead into Gold with The High Confessions", sai nos EUA a 20 de Julho e já está em pré-venda no site da editora, a Relapse. Mais informação em myspace.com/thehighconfessions.
Gosto de gente assim.
30 anos
Há exactamente 30 anos, Ian Curtis punha fim à sua vida. Mas perdura até hoje e perdurará pelos anos e anos que vierem nas nossas memórias, nos nossos sentidos.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Do tempo em que fazia colecção de setlists, nº9
Trans Am, ZDB, 19 de Janeiro de 2000
(Nas costas de um pequeno autocolante do "La Iguana Club", de Vigo.)
Por falar em Trans Am, há aí álbum novo...
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