quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Tempo de antena no Juramento

(Ao abrigo do disposto no Decreto-Lei tal e tal, de não-sei-quantos-de-tal, o espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade de tal e tal.)

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Charadas #188

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anteriores:
#187 - 30 seconds over tokyo, rocket from the tombs/pere ubu; #186 - (how i wrote) elastic man, the fall; #185 - children of the revolution, t-rex; #184 - spanish bombs, the clash; #183 - radio free europe, r.e.m.; #182 - love will tear us apart, joy division; #181 - orgasmatron, motörhead; #180 - holidays in the sun, sex pistols; #179 - like a rolling stone, bob dylan; #178 - teen age riot, sonic youth; #177 - brown sugar, rolling stones; #176 - killing an arab, the cure; #175 - t.v. eye, the stooges; #174 - sound and vision, david bowie; #173 - rockin' in a free world, neil young; #172 - sunday morning, velvet underground & nico

Mais Pop Dell'Arte

Lux, a 29 de Dezembro.

(Ora bolas. Não estou por cá.)

terça-feira, 29 de novembro de 2005

A noite da vingança

Não tem restado, nestes últimos dias, muito tempo para vir até aqui. Valha-nos Hendrix que depois de amanhã é feriado e que, até mesmo antes, já amanhã à noite, há um programa para fazer esquecer o dia-a-dia de trabalho:

Loosers e Mouthus na ZDB
Os Loosers começam a digressão europeia em casa, com o álbum For-All-The-Round-Suns numa mala que poderá, e espera-se que sim, trazer muitas e outras derivações. Para companheiros desta viagem por várias cidades europeias, os Loosers vão ter a companhia dos nova-iorquinos Mouthus.

6º Aniversário da Mondo Bizarre no Lisboa Bar
A festa da Mondo começa às 23h para acabar lá para as quatro da manhã. Os convidados especiais serão DJ Shimmy, no bar, que só passa sete polegadas do soul ao rock'n'roll, e DJ Volante, no clube (na caverna, portanto).

Which Creation Records band are you?

Ride
You Are... Slowdive.

You are very comfortable with the person that you
are. You are pretty traditional in a classical
sort of way. You relate most to things of a
darker, more mysterious nature. You tend to be
quiet and shy but you still manage to make
friends pretty easilly. Though your ambition is
bigger than your talents, your perseverance
will always lead you to bigger and greater
things.

Podem também fazer o teste aqui

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Breves de sexta-feira

1. É amanhã inaugurado o auditório do novíssimo Centro de Artes de Sines. O primeiro espectáculo estará a cargo do Bernardo Sasseti Trio e tem início marcado para as 22h.

2. O primeiro álbum dos Censurados vai ser reeditado em CD para acompanhar uma das próximas edições do Blitz.

3. Começa hoje o Tatoo Rock Festival. Até Domingo, passarão pelo Clube Lua, em Lisboa, Mata Ratos, God, V8Wankers, Texabilly Rockers e Tara Perdida, entre outros nomes, num evento onde além das óbvias sessões de tatuagens (com concurso e tudo), acontecerão ainda "fetish shows" e coisas do género.

4. Amanhã é a primeira noite de música do Out.Fest, no Barreiro. Ao palco dos Ferroviários subirão Fish & Sheep, Lemur, Homemcãovelhomorto e One Might Add.

5. Amanhã é também dia para a festa da Oxigénio, no Club Sabotage (antigo ABS), em Santos. Do cartaz fazem parte os nomes de Jamie Lidell, Who Made Who e Jackson and His Computer Band, além de um programa de deejaying garantido pelos animadores da estação de rádio.

6. Pelas mesmas razões invocadas ontem, é bastante provável que não haja charada hoje...

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

É hoje!

POR LISBOA:

TOASTERS, no Mercado da Ribeira, com primeira parte dos Westbound Train. Não se pode perder!

A NORTE:
Começa também hoje o Sons em Trânsito, com um cartaz fantástico que se prolonga por este e pelo próximo fim-de-semana. A abertura vai ser feita com Faiz Ali Faiz e Victor Gama, em Aveiro, e Celso Fonseca, em Famalicão. O destaque dos próximos dias vai para Mahmoud Ahmed, Armenian Navy Band, Corey Harris, Toumani Diabaté e June Tabor. Toda a informação está disponível no site oficial do festival.


(Hoje é também dia de muito trabalho por estas bandas e de uma complicada luta contra o relógio, daí que não seja provável que apareça a habitual charada diária...)

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Ainda as cassettes


Vários artistas, "Sub Pop 200" (Sub Pop, 1988)

Após o fim das emissões da 91.6 (90.0 no Porto, salvo erro), a rádio deixou de ter interesse enquanto companhia para a condução. Houve então que voltar a dar uso ao esquecido leitor de cassettes. E a primeira escolha resultou de tal maneira que a cassette ainda não saiu de lá. Mesmo depois de passados todos estes anos, esta colectânea da Sub Pop continua a ter alto rendimento. Viva a Sub Pop.
Alinhamento:
1 Sex God Missy - Tad
2 Is It Day I'm Seeing? - Fluid
3 Spank Thru - Nirvana
4 Come Out Tonight - Steven Bernstein
5 The Rose - Mudhoney
6 Got No Chains - Walkabouts
7 Dead Is Dead - Hale, Terry Lee
8 Sub Pop Rock City - Soundgarden
9 Hangin' Tree - Green River
10 Swallow My Pride - Fastbacks
11 The Outback - Blood Circus
12 Zoo - Swallow
13 Underground - Chemistry Set
14 Gonna Find a Cave - Girl Trouble
15 Split - Nights And Days
16 Big Cigar - Cat Butt
17 Pajama Party in a Haunted Hive - Beat Happening
18 Love or Confusion - Screaming Trees
19 Untitled - Steve Fisk
20 You Lost It - Thrown Ups

A melhor intérpetre de theremin do mundo

Eu já vi muito virtuoso do theremin, o estranho instrumento que não é tocado, literalmente, e que foi inventado pelo russo Lev Sergeivitch Termen em 1919. Reformulo: pensava eu que se tratavam efectivamente de virtuosos. Mas ontem precisei de fazer uma actualização da palavra, depois de ter visto a actuação de Pamelia Kurstin no concerto do grupo do qual faz parte, os Barbez, de Montreal. É que ela não se limita a longas suspensões harmoniosas ou a frenéticos movimentos espasmáticos que eu via nos outros intérpretes (e que, ainda assim, já achava fabulosos). Ela consegue mesmo retirar do theremin (um moog theremin, a propósito) qualquer tipo de frase melódica, com a delicadeza de uma harpista treinada ou a presença segura de uma boa cantora lírica. Dizia-me ao final o Pedro Gomes que ela havia sido considerada por Bob Moog, meses antes de este morrer, a melhor intérprete de theremin do mundo. Não fui confirmar, mas não me custa nada a crer no elogio...

Charadas #187

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terça-feira, 22 de novembro de 2005

Charadas #186


(pista: ingleses)

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#185 - children of the revolution, t-rex
#184 - spanish bombs, the clash
#183 - radio free europe, r.e.m.
#182 - love will tear us apart, joy division
#181 - orgasmatron, motörhead
#180 - holidays in the sun, sex pistols
#179 - like a rolling stone, bob dylan
#178 - teen age riot, sonic youth
#177 - brown sugar, rolling stones
#176 - killing an arab, the cure
#175 - t.v. eye, the stooges
#174 - sound and vision, david bowie
#173 - rockin' in a free world, neil young
#172 - sunday morning, velvet underground & nico

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

A Puta voltou!

Do primeiro editorial desta nova versão:
«Então é assim: um ano passou desde a última vez que a Puta deu notícias. Um longo período de hibernação forçado e fora de época ? há quem diga que foi apenas preguiça ? que agora termina. Depois de muitas reuniões e falsas partidas, que não foram mais do que desculpas para beber cerveja de qualidade frequentemente duvidosa, chega enfim a primeira edição d´A Puta da Subjectividade ? versão 2.0. (...)
Assim, a Puta volta com novo embrulho (um layout assumidamente datado mas ainda assim encantador - e com letras que dão para ler), uma carteira de novos colaboradores e, como principal novidade, uma periodicidade fixa: em vez de um cabide online de actualizações meteóricas passa a ser uma webzine com novos conteúdos todas as quartas-feiras e um novo editorial todos os meses. (...)»

Mais em www.aputadasubjectividade.net.

Link Wray (1929-2005)

Morreu o avô do power chord...

Charadas #185


(Desenho de Telma Veiga, da Escola Básica de Vale de Cavalos, 1999)

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#182 - love will tear us apart, joy division
#181 - orgasmatron, motörhead
#180 - holidays in the sun, sex pistols
#179 - like a rolling stone, bob dylan
#178 - teen age riot, sonic youth
#177 - brown sugar, rolling stones
#176 - killing an arab, the cure
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#174 - sound and vision, david bowie
#173 - rockin' in a free world, neil young
#172 - sunday morning, velvet underground & nico

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Parem as rotativas!

ELECTRELANE, FELIX KUBIN E LES GEORGE LENINGRAD NA CASA DA MÚSICA, DIA 10 DE DEZEMBRO!
(É o site dos Les George Leningrad que o diz... Obrigado, Baigs, pela dica.)

A propósito das cassettes

A propósito do link (ver mais abaixo) para aquele autêntico museu de cassettes e antes que venha daí mais um apelo à nostalgia e "aos bons velhos tempos", acho que é necessário refrear os ânimos e lembrar exactamente o que eram esses tempos da cassette. Inspiro-me numa carta que um leitor da Wire enviou e que foi publicada nesta última edição. A missiva dele vinha justamente responder ao destaque que a revista havia dado, meses antes, a um nostálgico da cassette (já não me recordo se era uma instalação, um livro ou até mesmo uma obra musical editada nesse formato). No meu tempo de adolescente, não era muito o dinheiro que me sobrava da minúscula (mas justa) mesada dos meus pais para comprar discos, fosse em vinilo ou no incipiente CD, pelo que cheguei a acumular para cima de setecentas ou oitocentas cassettes. Daí que me rogo ao direito de ter alguma autoridade para falar do MAU que era o tempo da cassette, por comparação aos dias de hoje. Não tenho essa Wire comigo, neste momento, e repetirei certamente algumas das características que o leitor da Wire enumerou, de uma forma até bastante pungente para quem se famialiriza com essa experiência, e, talvez, acrescentar algumas. Aqui vão elas (quem se lembrar de mais, que acrescente nos comentários):

#1 - Para encontrar a faixa que queríamos, era um pesadelo. Alguns leitores mais inteligentes da última geração vinham já acompanhados de um sistema que identificava as pausas, mas, ainda assim, éramos obrigados a esperar que a fita corresse até ao sítio certo. Que perda de tempo.

#2 - No tempo dos álbuns em vinilo, a duração das cassettes de 90 minutos até possibilitava a gravação de um disco em cada um dos lados, mas quando chegaram os CDs e a duração padrão dos 70 minutos, veio a dor de cabeça de ficar com álbuns cortados entre um lado e outro. Por vezes, a última canção do lado A ficava mesmo cortada, levando-nos posteriormente a irritantes coitus interruptus quando a fossemos ouvir por engano e, de repente, naquele momento empolgante, zás, acaba a fita. Uma gestão mais cuidada do espaço durante a gravação podia evitar este problema, é certo, mas as cassettes nem sempre tinham a mesma duração. Mais ainda: o que fazer com o espaço livre no lado B? A opção, por estes lados, era a de gravar singles, de preferência ligados a esse mesmo álbum, mas nem sempre era fácil fazer essa ligação óbvia. Estas dúvidas chegavam a ser existenciais.

#3 - As cassettes tinham a porra da mania de se gastarem com o tempo. Quantas versões diferentes não tive eu de gravar do primeiro álbum dos Mão Morta ou do "It's Alive" dos Ramones? Desesperante.

#4 - Havia também uma característica que se evidenciava particularmente com o tempo e com o uso dado à cassette que era a alteração drástica que os primeiros minutos da fita sofriam ao nível da equalização sonora. No início da fita, perduravam apenas as frequências graves, como que se durante a primeira faixa, os músicos estivessem a tocar dentro de um aquário. Era assustador.

#5 - Para quem ouvia muita música, havia a garantia que tinha de tomar uma de duas opções: ou renovava o material onde ouvia as cassettes ou tinha que constantemente andar a afinar o parafuso que comandava a cabeça de leitura, com uma chave de fendas minúscula, sem nunca ter a certeza de estar a fazer a afinação mais apurada. De loucos.

#6 - Quantas fitas não ficaram irremediavelmente trituradas no mecanismo do leitor de cassettes? E se por acaso não estávamos lá quando isso acontecia? Apetecia-nos atirar com o leitor à parede.

Continuem, por favor, que eu já estou retro-deprimido...

Earth

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Earth "Hex: Or Printing In The Infernal Method" (Southern Lord, 2005)

Esquecidos na inundação grunge que varreu Seattle e quase todo o estado de Washington no início dos anos 90, os Earth regressam agora com um álbum de estúdio, quase dez anos depois de "Pentastar: In the Style of Demons". Doom metal, como ainda lhes chamam, ao ritmo lento de uns Labradford e sem guitarras saturadas (ao ponto de alguém já ter apelidado este disco de "black americana").
Impossível? Claro que não. E é um disco genial. Oiçam An Inquest Concerning Teeth.

Cassette Jam '05


(carreguem na cassette)

Indecisão do dia

Reggae do Horace Andy (Clube Lua) ou free folk do P.G. Six e da Samara Lubelski (ZDB)?

Charadas #184



#183 - radio free europe, r.e.m.
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#173 - rockin' in a free world, neil young
#172 - sunday morning, velvet underground & nico