quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

D'América

Para ouvir e saltar:

De LA, California, Mika Miko - myspace.com/mikamiko
Igualmente de LA, California, Abe Vigoda (*) - myspace.com/abevigoda
De Olympia, Washington, Go Go Simba - myspace.com/gogosimba
De Austin, Texas - Finally Punk - myspace.com/finallypunk
De Nashville, Tennessee, JEFF the Brotherhood - myspace.com/jakeandjamin
De Portland, Oregon, Here Comes a Big Black Clound - myspace.com/herecomesabigblackcloud
Também de Portland, World's Greatest Ghosts - myspace.com/worldsgreatestghosts

(*) É certo que a moda diz que ter estilo é ter o ar mais palerma de sempre, e estes Abe Vigoda batem qualquer concorrência.

Eles são capas de discos



E muitas mais aqui. E aqui também. (Obrigado, Ananásia.)

Semântica #1

"Eu conheço os nomedebandarefundida."

Há 10/15 anos, significava, pela seguinte ordem de probabilidade:
1. Gravaram ou emprestaram-me o disco.
2. Comprei o disco.
3. Vi-os na televisão.
4. Vi-os ao vivo.

Há 20 anos:

1. Ouvi-os no Som da Frente, do António Sérgio.
2. Alguém foi a Londres e trouxe, gravou ou emprestou-me o disco.
3. Vi-os em Espanha.

Hoje:

1. Vi o videoclip no youtube.
2. Saquei isso no outro dia.
3. Vi-os ao vivo no nomedequalquersalanacional.
4. (err...) Comprei o disco.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Bah.

Os Japanther iniciam amanhã digressão europeia. Não é desta que passam por cá.

Breves de quarta-feira

1. O próximo fim-de-semana vai contar com a presença entre nós da voz mais reconhecida da Lapónia. Mari Boine apresenta-se em dois concertos imperdíveis, primeiro na sexta-feira, no Teatro Municipal da Guarda, depois em Lisboa, na Culturgest.

2. Também na sexta-feira, há concerto dos Reservoir Dogs no MusicBox. Quem? Ora, os Reservoir Dogs são uma banda especialmente criada para celebrar o universo musical de Quentin Tarantino nesta noite temática e conta na formação com Rui Reininho, Tiago Bettencourt, Cláudia F e Carla Bolito (vozes); Alex Cortez (baixo); Zé Pedro, Flak, Tó Trips e Tomé Freitas (guitarras); Filipe Valentim (Teclados); Fred Ferreira, Kalu (bateria e percussões) e Gui (saxofone). CORRECÇÃO: NÃO É NESTA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, MAS SIM NA DA PRÓXIMA SEMANA, DIA 22 (OBRIGADO PELA ATENÇÃO, LUÍS).

3. Pela ZDB há uma série de três noites seguidas como já não se via há algum tempo. Começa amanhã, com a guitarra dedilhada de Steffen Basho-Junghans, com primeira parte a cargo de Davida Maranha e David Daniell. Depois, na sexta, o regresso de Lydia Lunch (que também sobe ao palco do Teatro São Mamede, em Guimarães, no dia seguinte). No sábado, os Golden Jooklo Age, editados pela "nossa" Searching Records, cuja digressão por Portugal inclui ainda outros concertos (hoje em Coimbra, amanhã na galeria do Desassossego de Beja, sexta-feira no Alburrica Bar do Barreiro e segunda no Porto, na Eira).

4. Hoje, quarta-feira, há mais uma concentração contra o fecho do Grémio Lisbonense. É a partir das 17h, junto ao Arco da Bandeira, no Rossio. Mais informações aqui.

5. O jornalista Pedro Gonçalves iniciou-se nos podcasts, compilações, mix-tapes, o que lhe queiram chamar. E, para tal, criou um novo blogue, Com Carinho e Com Efeito. A primeira selecção já lá está disponível para download.

6. Continuando na onda dos Podcasts, a Sandra do Absolute Beginner também já disponibilizou a 3ª edição do "Broadcasting from Home", com o título sugestivo por si só: "(Un)covering Bowie".

No sábado...


Onde mais queria estar no sábado? Na Casa da Música do Porto a ver novamente os Pere Ubu. David Thomas, Robert Wheeler, Keith Moliné, Michele Temple e Steve Mehlman fazem parte do cartaz de mais uma noite "Clubbing" na Casa da Música, que conta ainda com os islandeses Múm (na mesma sala) e diversas animações noutras salas. Mais informações aqui.
A propósito ainda de Pere Ubu, soube-se entretanto que o grupo vai participar, imagine-se, na própria peça "Rei Ubu", de Alfred Jarry, que será levada à cena em Londres, a 24 e 25 de Abril. Envolvidos no projecto estão Sarah-Jane Morris, que chegou a pertencer aos Communards, no papel de Dona Ubu. Imaginem para quem está guardado o papel de Dom Ubu. Sim, claro: David Thomas. E os Pere Ubu têm dez novos temas preparados especialmente para a banda sonora da peça. Londrinos de um raio.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Downloads ilegais podem levar à cessação da ligação

É, pelo menos, o que poderá vir a acontecer no Reino Unido. E parece que já há ISPs que estão a seguir códigos de conduta do género, mesmo sem legislação a obrigá-los. Vejam a notícia do NME.

O MySpace da semana #5



www.myspace.com/darkophallu
Projecto: DARKO PHALLU
Descrição tola de tão breve que é: Este nem sequer precisa de descrição tola.
Tema a ouvir já: Sempre que Brilha o Sol

Tugas no SXSW

Já no ano passado fiz referência ao South By Southwest, aquele que será provavelmente o maior festival de rock do mundo. Na semana de 7 a 16 de Março, a cidade texana de Austin enche-se de concertos e de filmes. "Encher" é mesmo a palavra. Ao todo são mais de 1500 actuações (não, não há nenhum zero a mais, são mesmo mais de mil-e-quinhentos concertos e dj sets). E entre estas actuações, já se sabe da presença de alguns portugueses. Seguindo a última actualização de artistas que estarão no SXSW, ficamos a saber que irão por lá passar Bildmeister, David Fonseca, Kalashnikov, Norton e... Zé dos Frangos (é a mais recente banda do Nathan Lively, antigo técnico de som da ZDB).

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Bailarico Sofisticado live at Legoland



(vê-se melhor em écran completo)

E esta? (II)

Sex Pistols em Paredes de Coura. Os ingleses são os cabeças-de-cartaz da primeira noite do festival minhoto, que este ano volta aos fins-de-semana, mais precisamente de 31 de Julho a 3 de Agosto. Os bilhetes são hoje mesmo postos à venda e custam 40 euros. O passe para os quatro dias custa €70, mas há desconto de €10, na compra até 3 de Abril, ou até mesmo de €20, na compra até 3 de Março.

E esta? (I)

Bryan Adams arranca digressão europeia no Maxime (ver notícia).

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Chamar a isto música é como vender um carrinho de compras e chamar-lhe mercearias

A propósito da pedrada no charco que "In Rainbows", dos Radiohead, representa na história da indústria da música, a revista Wired juntou à conversa Thom Yorke e David Byrne, na sua edição de Janeiro. Bastante mais interessante é o longo artigo que o último deixa nas páginas da revista: "David Byrne's Survival Strategies for Emerging Artists — and Megastars". Falando na qualidade de músico e editor (ou melhor, ex-editor), Byrne começa por traçar o diagnóstico que, finalmente, se mostra cada vez mais uma evidência para toda a gente. E aqui importa saber-se o que se discute realmente quando se aborda este tema. É por isso fundamental que se distinga do que se fala quando se fala da indústria da música: se da música propriamente dita, como a que é feita por músicos há milénios, se do negócio das caixas de plástico e afins ("chamar a isto música é como vender um carrinho de compras e chamar-lhe mercearias"). Feita esta distinção e compreendendo o papel das editoras, no passado, no presente e, de alguma forma, no futuro, Byrne prossegue com a identificação dos vários modelos de negócio que se colocam perante os músicos, desde a opção em que uma empresa controla todo o trabalho e o artista não é mais que um empregado que contribui com a sua parte para o produto final, até à opção DIY, em que tudo passa pelo artista. Pelo meio, há modelos mistos que já se verificam (Byrne dá vários exemplos) e que poderão vir a ter maior importância no futuro.
É um artigo a ler com atenção, no meio de tanta palavra gasta em redor deste tema, com frequentes reflexões imparciais que não vislumbram o todo, e que confundem com ou sem intenção o que está realmente em jogo, como na anedota indiana do elefante: é preciso afastar-se para se perceber que é mesmo um elefante (ou qualquer coisa assim).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Educação musical apenas para os mais ricos

To: Ministério da Educação

Porque Não Podemos Concordar Com a Ministra da Educação
Por Uma Escola Pública de Qualidade

-Extinção do ensino musical especializado no 1º ciclo

Por decisão ministerial as escolas públicas de música (vulgo Conservatórios) vão ser impedidas de dar aulas ao 1º ciclo (chamados cursos de iniciação). Assim, os actuais e futuros alunos (dos 6 aos 9 anos de idade), se quiserem continuar a estudar música, terão de frequentar aquilo que o estado passa a oferecer gratuitamente, as actividades de enriquecimento curricular (AEC), o que representa passar de um currículo de 6 horas semanais com estudo individual de instrumento, orquestra, formação musical, coro e expressão dramática, para uma actividade de currículo ainda desconhecido, provavelmente com a duração de apenas duas horas semanais.

Se por acaso o aluno quiser continuar com a mesma formação que as actuais iniciações oferecem, terá de se inscrever numa escola particular, deixando de pagar a propina anual da escola pública (em Lisboa é de 45€) para passar a desembolsar grandes quantias em dinheiro.

Ao tomar esta atitude de alargamento da oferta de ensino musical através das AECs, e de inviabilizar o ensino do 1º ciclo (iniciações) nos Conservatórios, o Ministério impede o ensino especializado de oferecer um ensino de qualidade que visa o desenvolvimento da criança na idade ideal para o início da formação como instrumentista. (Suzuki, Gordon, Manturzewska, Lhemann, Schuter-Dyson, Sosniak, Bloom).

A razão pela qual se extingue o 1º ciclo das escolas públicas de ensino especializado de música não tem como finalidade uma verdadeira democratização do ensino musical, assumindo declaradamente uma componente apenas de formação genérica, visando competências diferentes das que actualmente os Conservatórios oferecem para estas cargas etárias. A verdadeira razão encontra-se sim na necessidade de libertar os docentes que actualmente leccionam as iniciações, procedendo ao seu despedimento e posterior reconversão para leccionarem as AECs, pelas quais serão remunerados abaixo do seu actual estatuto, pois o Ministério sabe que nem a médio prazo terá docentes em número suficiente para a tal generalização do ensino da música ao 1º ciclo.

Trata-se pois apenas de uma operação de engenharia financeira sem ter em conta a degradação de qualidade que este novo sistema irá introduzir no ensino da música. Este novo sistema irá produzir indubitavelmente efeitos perversos e anti-democráticos pois terão naturalmente preferência na admissão às escolas públicas (a partir do 2º ciclo) aqueles candidatos que demonstrem maiores competências, competências essas que passarão a ser exclusivo do ensino particular a preços elevados. Haverá um favorecimento daqueles que têm maior capacidade económica para proporcionarem essa formação aos seus filhos em detrimento da criança de meios sócio - económicos mais desfavorecidos.
Não se deve, com o pretexto da criação de um ensino generalizado da música, extinguir o ensino vocacional (especializado).
(...)


Para assinar por baixo é aqui.

Zu cancelados!

Seria hoje, em pleno dia de Itália-Portugal em futebol, que os italianos Zu voltariam à ZDB, para um concerto aguardado com expectativa, depois do turbilhão sonoro que foi a presença do trio naquele mesmo espaço há cerca de três anos. Mas, afinal, já não vai ser. A digressão europeia foi cancelada ou, dizendo de outra forma, foi substituída por uma nova, a acontecer em Março, onde os italianos serão acompanhados por... Mike Patton. E, não, não parece que vá passar por cá. Seja como for, nunca se diga nunca. E se não for com o Patton, que sejam só eles, tal como prometeram para hoje. Já seria fantástico.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Segunda-feira gorda

Lembram-se do "Man in the Moon", dos R.E.M.? Viram o "Man in the Moon" do Miloš Forman (e com o Jim Carrey)? Era do Andy Kaufman, um comediante com tanto de falhado quanto de genial, que se falava.



(Gentilmente roubado à malta do blog e tal)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Entrudar por aí

Como sempre, são muitas as propostas para este fim-de-semana, principalmente para segunda-feira gorda. Aqui vão algumas delas (desculpai ser só em Lisboa, mas não me chegou informação de outras festas por esse país fora, nem há tempo para pesquisar):

ZDB - Hip Hop Fudido do Xangai (sic) com os Bro-X (a malta do rock a rimar com os beats) e, depois, DJ Andy Punch (André Murraças, o Rapaz do Calendário da Radar).

Maxime - Tecno-baile pelos Tocha Pestana.

MusicBox - Festa da Lomo, com concerto dos KUNG FOO FUNK (Lady G Brown + Dr. Bastard + Filipe Valentim + Alex Cortez + Ras da Mula + Fred Ferreira + José Lencastre)

Aula Magna - The Charlatans pela primeira vez em Portugal (err... é Carnaval, ninguém leva a mal)

Casino de Lisboa - Festa Disco Sound, com Boney M e tudo!

Grémio Lisbonense - Farra Fanfarra

Santiago Alquimista - Ena Pá ZOOO

Orchestra Baobab em Sines!



Já há mais um nome para o cartaz do FMM Sines 2008: Orchestra Baobab. As Crónicas da Terra revelam que a orquestra senegalesa vai subir ao palco do festival no dia 24 de Julho. Fundada em 1970 como banda residente do clube Baobab, a orquestra começou por fazer regressar à África Ocidental o son cubano e outras músicas das caraíbas, juntado-os às tradições daquela região africana. Suspenderam a actividade em 1987, para retornarem já em 2001, como resposta ao interesse despertado junto do público europeu. Em Outubro do ano passado, a editora inglesa World Circuit, a principal responsável pelo ressurgimento da Baobab, lançou "Made in Dakar".
Entretanto, e pelas piores razões, há a registar uma baixa no cartaz que está a ser preparado para o FMM 2008. Andy Palacio, figura maior da música do Belize, pequeno país da América Central, faleceu no início deste ano.