segunda-feira, 9 de maio de 2005
Selecção de sábado @ Alquimista
four tet - twenty three (domino)
spring heel jack - obscured (thirsty ear)
rashanim - olamim (masada) (tzadik)
jesus lizard the lounge lizards - tarantella (milan)
the one ensemble of daniel padden - farewell my porcupine (textile)
jesus lizard the lounge lizards - voice of chunk (milan)
ui - molloy's march (southern)
from monument to masses - comrades & friends (dim mak)
tortoise - tin cans & twine (city slang)
efterklang - prey & predator (leaf)
[videoclip]
polmo polpo - requiem for a fox (constellation)
[concerto de bypass]
liars - grown men don't fall in the river, just like that (blast first)
sex pistols - pretty vacant (virgin)
franz ferdinand - cheating on you (domino)
bloc party - this modern love (v2)
yeah yeah yeahs - pin (interscope)
futureheads - meantime (sire)
electrelane - only one thing is needed (too pure)
trans am - television eyes (thrill jockey)
bypass - tobogan
sonic youth - youth against fascism (geffen)
the fall - my new house (beggars banquet)
xtc - making plans for nigel (virgin)
the jam - 'a' bomb in wardour street (polydor)
iggy pop - nightclubbing (virgin)
the clash - lost in the supermarket (epic)
the stranglers - curfew (a&m)
lou reed - vicious (rca)
einstürzende neubauten - feurio! (rough trade)
young gods - did you miss me (organik)
throbbing gristle - distant dreams part two (mute)
björk vs fantômas - where is the light
jorge perestrelo - golo
spring heel jack - obscured (thirsty ear)
rashanim - olamim (masada) (tzadik)
the one ensemble of daniel padden - farewell my porcupine (textile)
ui - molloy's march (southern)
from monument to masses - comrades & friends (dim mak)
tortoise - tin cans & twine (city slang)
efterklang - prey & predator (leaf)
[videoclip]
polmo polpo - requiem for a fox (constellation)
[concerto de bypass]
liars - grown men don't fall in the river, just like that (blast first)
sex pistols - pretty vacant (virgin)
franz ferdinand - cheating on you (domino)
bloc party - this modern love (v2)
yeah yeah yeahs - pin (interscope)
futureheads - meantime (sire)
electrelane - only one thing is needed (too pure)
trans am - television eyes (thrill jockey)
bypass - tobogan
sonic youth - youth against fascism (geffen)
the fall - my new house (beggars banquet)
xtc - making plans for nigel (virgin)
the jam - 'a' bomb in wardour street (polydor)
iggy pop - nightclubbing (virgin)
the clash - lost in the supermarket (epic)
the stranglers - curfew (a&m)
lou reed - vicious (rca)
einstürzende neubauten - feurio! (rough trade)
young gods - did you miss me (organik)
throbbing gristle - distant dreams part two (mute)
björk vs fantômas - where is the light
jorge perestrelo - golo
PÁRA TUDO!
O astronauta bahiano vai voltar!
25 de Junho - Porto, Jardins do Palácio de Cristal
27 de Junho - Lisboa, Aula Magna
29 de Junho - Loulé, Festivalmed
1 de Julho - Guarda, Teatro Municipal
25 de Junho - Porto, Jardins do Palácio de Cristal
27 de Junho - Lisboa, Aula Magna
29 de Junho - Loulé, Festivalmed
1 de Julho - Guarda, Teatro Municipal
sexta-feira, 6 de maio de 2005
Nur Was Nicht Ist, Ist Möglich #2
ALEXANDER HACKE: Naquele tempo, o Blixa estava em constante delírio de cocaína. Ele trabalhava como projeccionista no cinema Tali em Kottbusser Damm. Hoje é o Moviemento. Eles apenas passavam o "Rocky Horror Picture Show". O cinema era gerido por Elsa Maxwell e pelo Blixa. Nunca pagaram ao distribuidor e, um dia, tiveram que desistir do cinema. Qualquer dinheiro que entrasse ia directamente para os narizes deles. Na altura, a cocaína não era tão mais barata como hoje. Era um estado de paranóia total. Eu quase nem bebia álcool e tinha acabado de aprender a enrolar um charro. Depois do filme acabar, havia vezes em que eu tinha que ir pelas coxias com uma lanterna porque o Blixa estava demasiado paranóico para ir ver se ainda havia gente ou, como ele receava, se alguém se escondia. Isto foi antes dos Neubauten. Os punks apareciam por lá, também, para gozar com os fãs do Rocky Horror. O cinema era uma espécie de ponto de encontro -- ias lá para gozar com a assistência.
Excerto de "Nur Was Nicht Ist, Ist Möglich / No Beauty Without Danger", de Max Dax e Robert Defcon, biografia dos Einstürzende Neubauten, recentemente publicada através de edição limitada disponível apenas nos concertos da presente digressão e no site do grupo.
Excerto de "Nur Was Nicht Ist, Ist Möglich / No Beauty Without Danger", de Max Dax e Robert Defcon, biografia dos Einstürzende Neubauten, recentemente publicada através de edição limitada disponível apenas nos concertos da presente digressão e no site do grupo.
Charadas #155
(A charada hoje é do mais chunga que pode haver, passe a excessiva evidência de tal facto, mas a resposta não...)
quinta-feira, 5 de maio de 2005
Nur Was Nicht Ist, Ist Möglich #1
ALEXANDER HACKE: Eu ouvia essencialmente noise. Coisas do verdadeiro noise industrial. E, claro, coisas mais antigas, como os Stooges, que estavam comigo a toda a hora. Ouvia mesmo muito Stooges. Ao contrário do Andrew, que não se interessava de todo pela música e que também não ouvia música em casa. Apenas tinha discos dos Beatles. Era os únicos discos que possuia. E as colunas dele estavam envolvidas em folha de alumínio porque ele gostava do som da folha que a vibração das colunas produzia. O Blixa tinha um gosto diferente de todos nós. Quando o conheci, ouvíamos reggae a toda a hora, por mais surpreendente que isso possa parecer. Ele tinha uma colecção incrível de discos de reggae. Coleccionava essencialmente singles de reggae, sem quaisquer palavras nos títulos. Singles que tinham nomes como "Wagga-dagga-da" ou coisas assim. Achava aquilo fantástico. De cada vez que o visitava, ele tinha um novo single: "Ouve isto -- e o refrão ia 'whoappa, whoappa, whoappa...'!" O Blixa costumava ouvir muito reggae.
Excerto de "Nur Was Nicht Ist, Ist Möglich / No Beauty Without Danger", de Max Dax e Robert Defcon, biografia dos Einstürzende Neubauten, recentemente publicada através de edição limitada disponível apenas nos concertos da presente digressão e no site do grupo. Ocasionalmente, trarei aqui outros excertos deste interessante trabalho.
Excerto de "Nur Was Nicht Ist, Ist Möglich / No Beauty Without Danger", de Max Dax e Robert Defcon, biografia dos Einstürzende Neubauten, recentemente publicada através de edição limitada disponível apenas nos concertos da presente digressão e no site do grupo. Ocasionalmente, trarei aqui outros excertos deste interessante trabalho.
quarta-feira, 4 de maio de 2005
Breves a meio da semana
1. Kubik está de volta com o sucessor de "Oblique Musique". O segundo álbum de Victor Afonso vai chamar-se "Metamorphosia" e estará disponível no final deste mês, ostentando de novo o selo da portuguesa Zounds. "Metamorphosia" junta vários convidados, designadamente Adolfo Luxúria Canibal (voz), Old Jerusalem (voz), Américo Rodrigues (voz), César Prata (gaita de foles e voz), Luís Andrade (guitarra, baixo e programações) e Alberto Rodrigues (saxofone alto). O disco inclui ainda uma remistura de Kubik para o tema "Driving With Your Fingers Crossed", dos Bypass. A primeira apresentação ao vivo decorrerá no café-concerto do novo teatro municipal da Guarda, a 2 de Junho. Ah, e parece que o Mike Patton, que convidou Kubik para a primeira parte dos Fantômas na Aula Magna, no ano passado, voltou a gostar bastante deste novo disco.
2. Por falar em Bypass, aqui vão mais alguns pormenores em relação ao concerto do próximo sábado, no Santiago Alquimista: será uma pré-apresentação do álbum "Mighty Sounds Pristine", começa por volta da meia-noite, vai ter o acompanhamento visual de uma equipa dos vjs Videojack e ainda a selecção musical pré- e pós-concerto patrocinada aqui pelo Juramento. Os bilhetes custam cinco euros.
3. A próxima Semana Académica de Lisboa (vulga SAL) é a coisa mais insonsa que alguma vez se viu no panorama festivo da academia lisboeta. Dos Toranja aos EZ Special, do Luís Represas à Mafalda Veiga (até parece que foram negociados em pacote... de leite estragado), há imensos motivos para fugir. Para quem o desejar, fica aqui a ligação para os horários da CP do Intercidades. É que semana académica (ou Queima, no caso), só mesmo em Coimbra.
2. Por falar em Bypass, aqui vão mais alguns pormenores em relação ao concerto do próximo sábado, no Santiago Alquimista: será uma pré-apresentação do álbum "Mighty Sounds Pristine", começa por volta da meia-noite, vai ter o acompanhamento visual de uma equipa dos vjs Videojack e ainda a selecção musical pré- e pós-concerto patrocinada aqui pelo Juramento. Os bilhetes custam cinco euros.
3. A próxima Semana Académica de Lisboa (vulga SAL) é a coisa mais insonsa que alguma vez se viu no panorama festivo da academia lisboeta. Dos Toranja aos EZ Special, do Luís Represas à Mafalda Veiga (até parece que foram negociados em pacote... de leite estragado), há imensos motivos para fugir. Para quem o desejar, fica aqui a ligação para os horários da CP do Intercidades. É que semana académica (ou Queima, no caso), só mesmo em Coimbra.
terça-feira, 3 de maio de 2005
A petição do Ritz Club
Já aqui se falou da petição do Ritz. Agora também pode ser assinada no petitionoline.com:
http://www.petitiononline.com/ritzclub/petition.html
http://www.petitiononline.com/ritzclub/petition.html
Afinal, em que ficamos?
Aqui há uns tempos rematei um artigo para o Disco Digital, sobre visões e "entrevisões" do mercado da música, da seguinte forma:
Na altura da publicação, houve logo várias reacções, entre as quais a de um amigo meu, ligado a uma major, que me veio dizer que não era bem-assim-que-as-editoras-não-ganhavam-nada-bla-bla.
Eu sempre tive a ideia que os meus antigos camaradas espanhóis da ya.com negociavam licenciamentos a editoras como a Sony, por exemplo, para poderem fornecer conteúdos para telemóveis ou para o online, mas se agora estas outras pessoas diziam que a minha perspectiva estava errada, quem era eu para fazer outra coisa que não aceitar a correcção e, no fundo, aprender?
Não me incomoda nada ser corrigido, até porque, muitas das vezes, é com os erros que aprendemos. Não sei é como reagir quando mais tarde leio coisas que afinal confirmam aquilo que eu escrevi. Hoje, no Blitz, numa notícia:
«(...) Vai nascer daqui ? já nasceu porventura há mais tempo, mas talvez ainda não nos tenhamos apercebido completamente disso ? um novo conceito, o «mobile friendly», por analogia ao já corriqueiro «radio friendly». Caricaturando, imagino os executivos da indústria a julgar e decidir os potenciais êxitos futuros com base nos quatro a dezasseis segundos que a mesma pode ter num telefone portátil. (...)»
Na altura da publicação, houve logo várias reacções, entre as quais a de um amigo meu, ligado a uma major, que me veio dizer que não era bem-assim-que-as-editoras-não-ganhavam-nada-bla-bla.
Eu sempre tive a ideia que os meus antigos camaradas espanhóis da ya.com negociavam licenciamentos a editoras como a Sony, por exemplo, para poderem fornecer conteúdos para telemóveis ou para o online, mas se agora estas outras pessoas diziam que a minha perspectiva estava errada, quem era eu para fazer outra coisa que não aceitar a correcção e, no fundo, aprender?
Não me incomoda nada ser corrigido, até porque, muitas das vezes, é com os erros que aprendemos. Não sei é como reagir quando mais tarde leio coisas que afinal confirmam aquilo que eu escrevi. Hoje, no Blitz, numa notícia:
«Mas é no mercado da 'mobile music' (toques de telemóvel) que a Universal regista resultados mais animadores: de 2003 a 2005 passou de 300 mil para 6 milhões de euros de receitas.»
segunda-feira, 2 de maio de 2005
Project Rockstar de novo
Já por aqui falei do Project Rockstar. Trata-se, basicamente, de um jogo online de origem inglesa, participado por vários milhares de pessoas de todo o mundo, onde se assume o papel de um manager (e ainda de um agente e de um editor, se quisermos) no mundo do rock'n'roll.
As possibilidades são imensas -- desde a gestão do tempo de uma pequena banda, entre tocar ao vivo, escrever canções ou promover discos, por exemplo, até à construção de uma editora e tratamento de uma variada gama de assuntos que interferem com a actividade desta.
Para estimular a competição entre os milhares de utilizadores, há tabelas de singles, de álbuns, de assistências nos concertos, de ranking dos managers, etc. Volta e meia, por exemplo, há que saber dar a resposta certa a problemas que se colocam (ei, andam a dizer que o guitarrista da tua banda de country é gay, o que é que vais fazer?) e saber gerir os convites que as editoras de outros fazem às nossas bandas (será que duas mil libras por um contrato de um álbum e cinco singles compensa?).
O melhor de tudo é que o jogo, ao contrário de outras experiências online do tipo, precisa apenas, em média, de dez ou quinze minutos diários. Além de fazer perder pouco tempo, o jogo permite assim um equilíbrio competitivo entre todos os utilizadores. E permite ainda o agendamento de tarefas, útil para quem não tem acesso à internet todos os dias.
Experimentem. E assinem as vossas bandas de rock pela Juramento Sem Bandeira Records (procurar pelo utilizador junqueira73). ;)
As possibilidades são imensas -- desde a gestão do tempo de uma pequena banda, entre tocar ao vivo, escrever canções ou promover discos, por exemplo, até à construção de uma editora e tratamento de uma variada gama de assuntos que interferem com a actividade desta.
Para estimular a competição entre os milhares de utilizadores, há tabelas de singles, de álbuns, de assistências nos concertos, de ranking dos managers, etc. Volta e meia, por exemplo, há que saber dar a resposta certa a problemas que se colocam (ei, andam a dizer que o guitarrista da tua banda de country é gay, o que é que vais fazer?) e saber gerir os convites que as editoras de outros fazem às nossas bandas (será que duas mil libras por um contrato de um álbum e cinco singles compensa?).
O melhor de tudo é que o jogo, ao contrário de outras experiências online do tipo, precisa apenas, em média, de dez ou quinze minutos diários. Além de fazer perder pouco tempo, o jogo permite assim um equilíbrio competitivo entre todos os utilizadores. E permite ainda o agendamento de tarefas, útil para quem não tem acesso à internet todos os dias.
Experimentem. E assinem as vossas bandas de rock pela Juramento Sem Bandeira Records (procurar pelo utilizador junqueira73). ;)
De onde raio é que vem o nome? #32: Sétima Legião
Não consegui confirmar, mas a VII Legião terá sido uma das legiões convocadas por Roma para controlar o território da Lusitânia. Daí surgiu o nome para a banda de Pedro Oliveira, Rodrigo Leão e Paulo Marinho, entre outros.
De onde raio é que vem o nome? #31: A Certain Ratio
Depois de Leeds e dos Kaiser Chiefs, recuamos no tempo e vamos a Manchester, ao encontro dos A Certain Ratio. O nome vem alegadamente de uma letra de Brian Eno, do tema "The True Wheel", retirado do álbum "Taking Tiger Mountain (by Strategy)".
(...)
Looking for a certain ratio
Someone must have left it underneath the carpet
Looking up and down the radio
Oh, oh, nothing there this time
Looking for a certain ratio
Someone said they saw it parking in a car lot
Looking up and down the radio
Oh, oh, nothing there this time
Going back down to the rodeo
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, here we go!
(...)
De onde raio é que vem o nome? #30: Kaiser Chiefs
(Na sequência de charadas recentes, eis mais alguns apontamentos desta rubrica)
Depois de terem sido começado por chamar-se Parva (nome bem mais interessante, diga-se de passagem), a nova next-big-band da pop indie britânica mudou para Kaiser Chiefs, uma referência directa aos sul-africanos Kaizer Chiefs (com Z), um dos maiores clubes de futebol sul-africanos, onde jogava Lucas Radebe, o capitão do Leeds United.
Depois de terem sido começado por chamar-se Parva (nome bem mais interessante, diga-se de passagem), a nova next-big-band da pop indie britânica mudou para Kaiser Chiefs, uma referência directa aos sul-africanos Kaizer Chiefs (com Z), um dos maiores clubes de futebol sul-africanos, onde jogava Lucas Radebe, o capitão do Leeds United.
O Tímpano
18 | grande auditório, Quarta (22h00)
PERRY BLAKE - 10 Euros
20 | grande auditório, Sexta (22h00)
MICAH P. HINSON + THE ENTRANCE - 5 Euros
21 | grande auditório, Sábado (22h00)
LYDIA LUNCH - 15 Euros
21 | café-concerto, Sábado (23h30)
sUBMARINe - 5 Euros
25 | grande auditório, Quarta (22h00)
MARK KOZELEK + LISA CERBONE - 5 Euros
27 | grande auditório, Sexta (22h00)
THE NEON ROAD - 5 euros
28 | grande auditório, Sábado (22h00)
QUINTETO TATI + DEAD COMBO - 5 Euros
30 | grande auditório, Segunda (22h00)
ANTONY AND THE JOHNSONS - 15 euros
(Informação retirada do som activo)
O Tímpano é organizado
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