segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Gente Sentada: cartaz completo

Dia 1,
Rosie Thomas
Sufjan Stevens
Nicolai Dunger

Dia 2,
Devendra Banhart
Robert Fisher
Kate Walsh

Outubro, no Teatro António Lamoso (Feira).

domingo, 12 de setembro de 2004

Kid 606 na festa da ZDB

Os 10 anos de música na ZDB vão ter, para além do ciclo de música electrónica e experimental que está já a decorrer às sextas-feiras, um outro evento comemorativo, que vai contar com a presença confirmada do venezuelano Miguel Depedro, aliás Kid606, o puto maravilha do heavy metal de laptop.
Em Outubro (possivelmente, dia 16).

Coisas-rock que irritam #13

CRÍTICOS ROCK (LISBOETAS) QUE NUNCA METEM OS PÉS NOS BONS CONCERTOS DE BANDAS PORTUGUESAS, MAS QUE DÃO O C* E DOIS TOSTÕES PARA ESTAREM NA ZONA VIP DE UM GRANDE FESTIVAL (há excepções, como vocês os dois que estiveram este sábado nos D3Ö)

sábado, 11 de setembro de 2004

C93 e amigos @ Ibérico

Por estes ouvidos ainda ecoa a melodia de "A Gothic Love Song", com que os Current 93 encerraram esta noite um último encore, arrancado a ferros por uma assistência em estado de apoteose, depois de cerca de hora e meia de concerto de David Tibet e restantes elementos que desta vez deram vida ao seu projecto de duas décadas, numa formação mais alargada e mais diversificada daquela que tocou naquele mesmo espaço -- o belíssimo Teatro Ibérico -- no ano passado. A propósito, se a esses dois espectáculos anteriores esteve associada, de certa forma, uma vaga ideia de poema musicado, com Tibet essencialmente a declamar para o público, com os músicos remetidos para o fundo, desta vez o piano, as guitarras, o acordeão, a flauta ou o violino fizeram por ir mais longe. Impediram que a monotonia se instalasse, tanto no plano musical, como visual (Tibet não parava quieto) e enriqueceram a paleta de sublimes sensações que estremecem com o íntimo de qualquer um.

Ben Chasny (aliás, Six Organs of Admittance) notou-se pouco na formação dos C93, excepção feita a um dos encores (sozinho com Tibet) e a um dos melhores momentos do concerto, em que Tibet recuperou um tema com mais de vinte anos, retirado do primeiro álbum e raramente tocado ao vivo ao longo de todo este tempo: "Ach Golgotha (Maldoror Is Dead)". Mas quando Ben abriu a noite, sozinho, foi diferente. A forma como se agarra à guitarra e a dedilha com um frenesi inenarrável faz por vezes lembrar Paredes -- passe a heresia que é dizer um disparate como estes -- abraçando a sua guitarra portuguesa. Genial. E, numa noite como estas, percebe-se que o alinhamento se tivesse inclinado mais para os temas obscuros do seu reportório, mais próximos de uma certa folk pintada a negro.

Menos boas foram as outras duas actuações a solo. O/a Baby Dee ao piano, de pijama e chinelos, fez lembrar, com alguma distância, determinados trejeitos vocais de Antony, da primeira parte dos C93 no ano passado. Ou então um John Cleese nos seus fantásticos papéis de dona de casa que tem sempre algo a dizer para os anúncios de margarina e que, no caso, se safa a tocar piano. Nada que se comparasse, contudo, à desilusão chamada Simon Finn, cantautor canadiano, desdentado e plagiador de "All Along the Watchtower", que estava afastado da música há mais de trinta anos, altura em que lançou o seu único álbum. Depois de ouvir Ben Chasny, seria impossível que a folk psicadélica de dicção pouco clara de Finn vingasse. Mas o público em geral parece ter gostado, ainda assim.

sexta-feira, 10 de setembro de 2004

Hi-TeCa no Carlos Alberto

Hi-TeCA - Música Electrónica e Projectos Intermédia. Assim se chama o ciclo que a Matéria Prima se prepara para realizar no remodelado Teatro Carlos Alberto, no Porto, nos dias 15, 17, 18 e 19 deste mês. Segue-se a programação:

Dia 15
[22h00]
- Spektrum

Dia 17
[22h00]
- @c+Lia
- Burnt Friedman/Jaki Liebezeit feat. Josef Suchy
[24h00]
- Luís Espinheira [DJ]
- Farben (aka Jan Jelinek) [live act]
- Muesli Colectivo [DJ]

Dia 18
[22h00]
- Philip Jeck
- Fennesz feat. Jon Wozencroft [visuals]
[24h00]
- Ina Soda & Sim.on [DJ]
- Akufen [live act]

19SET
[22h00]
- Parasita Acumulador #02
- Elliott Sharp/Janene Higgins

Os bilhetes para os concertos têm dois preços, 15 e 10 euros (plateia e balcão respectivamente). Para assistir às sessões de djing e live acts, o preço do bilhete é único e inclui uma bebida: 5 euros. Há ainda um passe para todo o ciclo. Custa 25 euros e inclui a festa do primeiro aniversário da TeCA.

IndieLisboa: o programa

Já está definido o programa da primeira edição do festival de cinema independente IndieLisboa. Para ver a programação completa, é favor abrir este pdf.

Isto não é branco, não.

Frequentemente, e cada vez mais frequentemente, deparo-me aqui com o tasco a aparecer em fundo branco, sem a barra do lado esquerdo, sem qualquer espécie de formatação na fonte do texto, etc. Fica desde já o aviso que não é nenhuma mudança radical de design que me passou pela cabeça. Pelo tipo de sintoma, presumo que seja a css (e agora, perguntam vocês: "o que é uma css?"; eu respondo: "vão aprender html!"), que está alojada noutro servidor, que não carrega. Não posso fazer nada além de pensar numa revisão do html do template para poder prescindir da css (err... not!) ou mudar a mesma de servidor. Até lá, vamos gozando esta intermitência branca-amarela.

zdbmüzique: 10 anos

Há dez anos que a Galeria Zé dos Bois realiza concertos nas suas instalações. PARABÉNS! QUE SEJAM CEM!

Coisas-rock que irritam #12

QUEM ESCREVE MÚSICA ASSIM: MUSICA.

x + y + z

x = Current Ninety-Three
Ao longo dos anos, o projecto de Dave Tibet tem mantido o seu fiel grupo de seguidores, quase que num mundo à parte. A "dark folk" de pendor esotérico dos Current 93 barra, habitualmente, a aceitação de outros ouvidos geralmente atentos, mas isso não tem impedido Tibet de fazer um percurso notável, desde que em 1984 lançou o primeiro LP do projecto, "Nature Unveiled". Hoje (e amanhã) será uma oportunidade para rever uma vez mais a forte dimensão espiritual e sentimental dos C93 ao vivo.

y = Six Organs of Admittance
Quem já ouviu Ben Chasny a dedilhar a sua guitarra acústica, ao vivo ou em disco, sabe que existe ali uma magia irresistível. Aqueles que o viram este ano na ZDB ou esta passada quarta-feira em registo privado dificilmente terão outra opinião. Se isto não fosse já suficiente para merecer vê-lo e ouvi-lo de novo, a notícia de que Ben vai integrar a própria formação dos C93 é um espigão bem afiado que desperta fortemente a curiosidade.

z = Teatro Ibérico
Não há salas assim. O Teatro Ibérico, antiga igreja com ar de anfiteatro romano, é de um esplendor imenso. No ano passado, o concerto dos C93 assentou da melhor forma possível neste cenário. Hoje e amanhã, o espaço voltará a desempenhar certamente um papel muito importante na contextualização destes concertos.

De onde raio é que vem o nome? #22: Matmos

Não só os Duran Duran se inspiraram no filme "Barbarella" para o seu baptismo. Também o duo Matmos assim se chama por causa do lago com inteligência própria que se alimentava das energias negativas dos habitantes do planeta Sogo. As "lava lamps", como aquela que aparece na charada de hoje, tinham sido inventadas cinco anos antes da produção do filme, que acabou por usar e abusar dos efeitos destas, principalmente para a caracterização do lago Matmos. Curiosamente, depois do filme, o inventor das "lava lamps" mudou o nome da sua empresa de Crestworth Company para Mathmos Corporation...

De onde raio é que vem o nome? #21: Duran Duran

Era a charada de ontem. Os Duran Duran foram buscar o seu nome ao professor Durand-Durand, interpretado pelo actor Milo O'Shea no filme de culto de ficção científica "Barbarella", realizado por Roger Vadim em 1968, com uma super-erótica Jane Fonda no papel principal.

Charadas #55

quinta-feira, 9 de setembro de 2004

Charadas #54

O Panda Bear mora cá (!)

Foi com alguma surpresa que soube desta história ontem. Panda Bear, uma das metades do núcleo duro dos Animal Collective, vive em Lisboa desde há alguns meses. O Pedro Rios já o tinha aliás escrito numa entrevista feita a Noah Lennox (o seu verdadeiro nome) para um Y que me terá escapado:

«Estando os Collective associados a Nova Iorque, foi com surpresa que descobrimos Noah em Lisboa. A conversa aconteceu no Jardim Botânico, reduto de calma no caos da urbe, imagem condizente com a música dos Animal Collective. Vive em Lisboa desde Maio, depois de conhecer a actual namorada em Outubro de 2003 por ocasião do concerto da banda no Número Festival. 'Foi um dos sítios maiores onde tocámos até aquela altura. Estava tão bêbedo... Era o fim da nossa tour. Não gosto muito de tournées. Foi o fim da minha sanidade. E 48 horas depois encontrei a minha namorada. Estive com algumas pessoas em Portugal por três dias, sem saber onde....', recorda Noah. 'Quando vim aqui pela primeira vez senti-me muito bem logo nos primeiros 15 segundos. Portugal é muito mais calmo [do que Nova Iorque]. Parecia mais certo para mim, um sítio onde seria mais feliz'.»

Para ler a entrevista completa, é favor seguir por aqui.

Isto anda bonito, anda...

Ontem era o Blogger que não permitia a publicação de novas postas. Hoje é o Haloscan que está em baixo, fazendo com que não apareçam os comentários.
Para a santíssima trindade ficar completa, só falta eu ficar amanhã de cama, com febre.
TOC TOC TOC! Amanhã há C93!

quarta-feira, 8 de setembro de 2004

Obrigado, PG.


Christina Carter


Ben Chasny, aliás Six Organs of Admittance

Os PTV3, aliás, os novos Psychic TV



Da esquerda para a direita:
David Max (guitarra), Alice Genese (baixo), Markus Fabulous Persson (teclados), Genesis ("noise bass", violinio eléctrico, vozes), Lady Jaye (samplers, pandeireta) e Eddie ODowd (bateria, sampler percutido)).
Sá da Bandeira, Porto, dia 8 de Outubro.

terça-feira, 7 de setembro de 2004

Outra recordação (*) da noite, para desenjoar da "Euronevralgia"



The Feelies, "Crazy Rhythms"
(A&M, 1980)

Um dos discos mais interessantes do pós-punk do início da década de 80, lá para os lados de Nova Iorque. Anton Fier, baterista ícone da cena nova-iorquina (Golden Palominos, John Zorn, Laurie Anderson, etc.) estava aqui e marcava o ritmo como um animal krautrockiano.
(*) Não será propriamente "recordação", pois não conheço o disco há mais do que um ano...

Euronevralgia #9: 1973



Fernado Tordo, "Tourada"
Eigthy points, quatre-vingt points, oitenta pontos (10º lugar)