segunda-feira, 30 de agosto de 2004
Coisas-rock que irritam #5
ENTREVISTADO: "NÓS NÃO TEMOS INFLUÊNCIAS"
Coisas-rock que irritam #4
ENTREVISTADOR: "QUAIS SÃO AS VOSSAS INFLUÊNCIAS?"
Ainda há bilhetes para C93
Apesar do preço relativamente elevado dos bilhetes para os dois espectáculos de Current 93, Six Organs of Admittance, Simon Finn e Baby Dee no Teatro Ibérico (10 e 11 de Setembro), a lotação esgotou rapidamente. No entanto, e em virtude de algumas desistências, a organização informa que estão de novos disponíveis alguns bilhetes (menos de dez para cada um dos dias). Quem estiver interessado pode contactar a organização através do mail noddy@netcabo.pt.
Coisas-rock que irritam #3
BANDAS QUE LEVAM ENSEMBLES DE CORDAS PARA O PALCO APENAS PARA REALÇAR PARTES ÓBVIAS, COM ARRANJOS BÁSICOS
Coisas-rock que irritam #2
VOCALISTAS QUE INCITAM "LALALAS" AO PÚBLICO
Coisas-rock que irritam #1
Seguindo a ideia do LG, aqui se dá início a uma série de pequenas coisas que irritam aqui ao tasco neste estranho mundo do rock'n'roll.
PALMINHAS
PALMINHAS
O povo não é sereno
Não é só cá que acontece. Notícias recentes dão conta de que, lá fora, algumas bandas não foram lá muito bem aceites pelo público dos festivais. Num caso, os Rasmus foram obrigados a abandonar o palco do festival de Reading, ao segundo tema do alinhamento, na sequência das garrafas e da lama que o público começou a arremessar mal a banda apareceu. Num outro festival, na Alemanha, deu-se outro caso, resolvido de forma mais curiosa, com Scott Weiland, dos Velvet Revolver, a atirar um megafone para uma zona do público que não parava de gritar pelos Guns n'Roses...
(Cada um tem o que merece, digo eu.)
(Cada um tem o que merece, digo eu.)
domingo, 29 de agosto de 2004
Euronevralgia #6: 1969
Simone de Oliveira, "Desfolhada Portuguesa"
Four points, quatre points, quatro pontos - 15º lugar
(in members.fortunecity.com/mcdeil69/
sexta-feira, 27 de agosto de 2004
Artistas Unidos podem voltar ao antigo edifício d'A Capital
Dois anos depois de se ter vista obrigada a sair das antigas instalações d'A Capital, no Bairro Alto, a companhia de teatro Artistas Unidos poderá voltar àquele espaço, o qual será alvo de remodelação que o dotará das condições de segurança necessárias, de acordo com caderno de encargos a ser emitido pela Câmara Municipal de Lisboa, conforme dá conta notícia de hoje da Lusa, que pode aqui ser lida. Excelente.
Six Organs of Admittance recupera "The Manifestation"
Le Son reabre
Fica nos arredores de Coimbra (Pedrulha) e chegou a proporcionar uma excelente oferta regular no que diz respeito a concertos com bandas portuguesas e não só. Desde há algum tempo que se encontrava de portas fechadas, mas chegam entretanto notícias que dão conta da sua reabertura em breve, com nova gerência. Fica aqui o contacto, para eventuais bandas e agentes interessados: alien@mail.telepac.pt.
quinta-feira, 26 de agosto de 2004
Err... Um ano!!
Não é que ontem (e não hoje, como erradamente cheguei a pensar) aqui o tasco fez um ano de existência?
quarta-feira, 25 de agosto de 2004
Euronevralgia #4: 1967
Eduardo Nascimento, "O Vento Mudou"
Three points, trois points, três pontos - 12º lugar
Cemitério do bairro
(nota: perigosa aproximação a conteúdo de diário nas próximas linhas.)
Ontem, após conversa com o meu amigo JFB, no intuito de ajudá-lo no trabalho de sociologia acerca do Bairro Alto, vim para casa a pensar nos antigos bares e tascas onde tantas noites foram passadas e que hoje não existem mais.
Gingão
Travessa da Boa Hora
Gingão, gingão, és a puta da confusão, como cantavam os Peste & Sida. Não seria tanto assim, ou melhor, não seria sempre assim. Seja como for, aquele ambiente de tasca decadente, com pouca luz, máquina de flippers, mesas sujas e frequência da fauna metálica lisboeta (eram sempre os mesmos) já não existe hoje... Até porque hoje, nu-metaleiro que se preze deve preferir sítios bem arejados, com luz e cores berrantes por todo o lado.
Marão
Travessa da Boa Hora
Mesmo ao lado do Gingão, a outra tasca era poiso habitual para os rockabillies (das colunas manhosas só saía rock'n'roll) e outra tribo que frequentemente se confundia com esta, os skinheads. Volta e meia havia zaragata na rua entre metálicos e skinheads. Ambas as tascas fecharam definitivamente há cerca de meia-dúzia de anos, quando a travessa entrou num complicado e demorado processo de obras. O sr. Henrique, dono (?) do Marão, era uma das pessoas mais simpáticas do bairro naquela altura.
Gráfico's
Travessa da Água da Flor
Não muito longe dali, em frente ao espaço onde hoje se situa a loja de discos AnAnAnA, e exactamente no mesmo sítio onde hoje funciona um novo bar radical cujo nome me escapa, ficava o Gráfico's. Já era, por oposição às referências anteriores, um bar, com luz sóbria, decoração sombria a apelar os "vanguardas" de então e música ambiente mais audível.
Bar da FAUL
Rua Teixeira
FAUL significa Federação da Área Urbana de Lisboa da Juventude Socialista e este era o bar que aquela organização manteve aberto para as traseiras durante algum tempo, até as queixas dos vizinhos tornarem impossível a sobrevivência do espaço naqueles moldes. Música sempre boa -- lembro-me de ser o único sítio até então onde tinha ouvido Jorge Reyes, por exemplo -- e decoração a fazer lembrar, mesmo que inadvertidamente, o "céu" do Twin Peaks. Foi o primeiro local em que vi ser servida a cerveja mexicana Sol Corona (blargh), anos antes de ela entrar para o goto dos portugueses.
Nova
Rua da Rosa
Felizmente, e apenas por culpa do Agito, que agora ocupa aquele espaço, não há grande espaço para saudades do Nova. Era simpático, calmo e serviu de inspiração a uma verdadeira praga -- hoje insuportável, não na altura -- de bares *cool*, com música *cool*, para pessoas *cool*.
Captain Kirk
Rua do Norte
Ouvi ontem dizer que o espaço onde esteve durante dois ou três anos o Captain Kirk é hoje um bar de betos, com televisões a passar imagens de desportos radicais. Aqui há uns sete ou oito anos era algo que talvez hoje esteja em falta no bairro, isto é, um sítio para onde se ir depois da uma da manhã e dançar ao som de bons DJs (na altura era a fezada do drum'n'bass em Lisboa).
Ontem, após conversa com o meu amigo JFB, no intuito de ajudá-lo no trabalho de sociologia acerca do Bairro Alto, vim para casa a pensar nos antigos bares e tascas onde tantas noites foram passadas e que hoje não existem mais.
Gingão
Travessa da Boa Hora
Gingão, gingão, és a puta da confusão, como cantavam os Peste & Sida. Não seria tanto assim, ou melhor, não seria sempre assim. Seja como for, aquele ambiente de tasca decadente, com pouca luz, máquina de flippers, mesas sujas e frequência da fauna metálica lisboeta (eram sempre os mesmos) já não existe hoje... Até porque hoje, nu-metaleiro que se preze deve preferir sítios bem arejados, com luz e cores berrantes por todo o lado.
Marão
Travessa da Boa Hora
Mesmo ao lado do Gingão, a outra tasca era poiso habitual para os rockabillies (das colunas manhosas só saía rock'n'roll) e outra tribo que frequentemente se confundia com esta, os skinheads. Volta e meia havia zaragata na rua entre metálicos e skinheads. Ambas as tascas fecharam definitivamente há cerca de meia-dúzia de anos, quando a travessa entrou num complicado e demorado processo de obras. O sr. Henrique, dono (?) do Marão, era uma das pessoas mais simpáticas do bairro naquela altura.
Gráfico's
Travessa da Água da Flor
Não muito longe dali, em frente ao espaço onde hoje se situa a loja de discos AnAnAnA, e exactamente no mesmo sítio onde hoje funciona um novo bar radical cujo nome me escapa, ficava o Gráfico's. Já era, por oposição às referências anteriores, um bar, com luz sóbria, decoração sombria a apelar os "vanguardas" de então e música ambiente mais audível.
Bar da FAUL
Rua Teixeira
FAUL significa Federação da Área Urbana de Lisboa da Juventude Socialista e este era o bar que aquela organização manteve aberto para as traseiras durante algum tempo, até as queixas dos vizinhos tornarem impossível a sobrevivência do espaço naqueles moldes. Música sempre boa -- lembro-me de ser o único sítio até então onde tinha ouvido Jorge Reyes, por exemplo -- e decoração a fazer lembrar, mesmo que inadvertidamente, o "céu" do Twin Peaks. Foi o primeiro local em que vi ser servida a cerveja mexicana Sol Corona (blargh), anos antes de ela entrar para o goto dos portugueses.
Nova
Rua da Rosa
Felizmente, e apenas por culpa do Agito, que agora ocupa aquele espaço, não há grande espaço para saudades do Nova. Era simpático, calmo e serviu de inspiração a uma verdadeira praga -- hoje insuportável, não na altura -- de bares *cool*, com música *cool*, para pessoas *cool*.
Captain Kirk
Rua do Norte
Ouvi ontem dizer que o espaço onde esteve durante dois ou três anos o Captain Kirk é hoje um bar de betos, com televisões a passar imagens de desportos radicais. Aqui há uns sete ou oito anos era algo que talvez hoje esteja em falta no bairro, isto é, um sítio para onde se ir depois da uma da manhã e dançar ao som de bons DJs (na altura era a fezada do drum'n'bass em Lisboa).
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