quarta-feira, 18 de agosto de 2004
Motörhead daqui a nada
Só soube hoje, melhor, só soube há dez minutos que a Antena 3 está a transmitir Paredes de Coura. E Motörhead está a começar não tarda nada.
Euronevralgia #2: 1965
Simone de Oliveira, "Sol de Inverno"
One point, un point, um ponto - 13º lugar
O boicote
«Bruce Springsteen is doing a concert tour to dump President Bush. What's new? Springsteen criticized Reagan, bashed the New York police and said Bush should be impeached. He thinks making millions with a song-and-dance routine allows him to tell you how to vote. Here's my vote: Boycott the Boss. If you don't buy his politics, don't buy his music.»
Estas palavras pertencem a Marilyn O'Grady, candidata pela American Conservative Union (um lobby conservador norte-americano) ao Senado de Nova Iorque e têm sido divulgadas num spot televisivo com a designação "Boycott the Boss". Tudo isto porque Springsteen integra a digressão "Vote for Change", cujos objectivos visam alertar os votantes indecisos para a necessidade de acabar com a linhagem Bush na presidência dos EUA. Outros artistas, como R.E.M., Pearl Jam, Dave Matthews Band, Dixie Chicks, John Mellencamp, Kenny "Babyface" Edmonds, Jackson Browne, Bonnie Raitt, Keb' Mo', Jurassic 5, My Morning Jacket, James Taylor, John Fogerty, Bright Eyes e Death Cab for Cutie incluem o lote.
Estas palavras pertencem a Marilyn O'Grady, candidata pela American Conservative Union (um lobby conservador norte-americano) ao Senado de Nova Iorque e têm sido divulgadas num spot televisivo com a designação "Boycott the Boss". Tudo isto porque Springsteen integra a digressão "Vote for Change", cujos objectivos visam alertar os votantes indecisos para a necessidade de acabar com a linhagem Bush na presidência dos EUA. Outros artistas, como R.E.M., Pearl Jam, Dave Matthews Band, Dixie Chicks, John Mellencamp, Kenny "Babyface" Edmonds, Jackson Browne, Bonnie Raitt, Keb' Mo', Jurassic 5, My Morning Jacket, James Taylor, John Fogerty, Bright Eyes e Death Cab for Cutie incluem o lote.
terça-feira, 17 de agosto de 2004
Alterações
Em Paredes de Coura: Bunnyranch entram para o lugar dos Snow Patrol.
Nas Noites Ritual Rock: Legendary Tiger Man substitui Sam the Kid.
Nas Noites Ritual Rock: Legendary Tiger Man substitui Sam the Kid.
Blogger com novidades
Desapareceu a publicidade. Boa. Em seu lugar surge agora uma barra de pesquisa, que permite aceder mais facilmente a temas tratados no blogue ao longo destes meses. Boa. Mas ninguém avisou e agora por causa do realinhamento, o dhtml aparece todo fora de sítio... :(
A estranha primeira noite de Coura 2004
«Nada fazia, assim, prever que o serão acabasse com uma mistura de amor, ódio e cargas de água, tornando este arranque de festival num desastre trágico-cómico, inevitavelmente memorável.»
Lia Pereira in Cotonete
«Enquanto dezenas e dezenas de pessoas dançavam à chuva e no meio da lama, pedindo o regresso do grupo, os músicos ainda ensaiaram um tema sem som de palco, mas um dos toldos do palco não resistiu ao peso da água acumulada e cedeu, inundando o cenário.»
Filipe Rodrigues da Silva in Disco Digital
«Lá fora, que tivesse ouvido, ninguém avisou a massa ululante que pagou bilhete daquilo que se estava a passar. E, verdade seja dita, eles merecem-no mais do que quem está aqui comigo nesta tenda.»
Nuno Proença in BeepCrónicas
(desabafo: eu gostava de ter ido a este Paredes de Coura...)
Lia Pereira in Cotonete
«Enquanto dezenas e dezenas de pessoas dançavam à chuva e no meio da lama, pedindo o regresso do grupo, os músicos ainda ensaiaram um tema sem som de palco, mas um dos toldos do palco não resistiu ao peso da água acumulada e cedeu, inundando o cenário.»
Filipe Rodrigues da Silva in Disco Digital
«Lá fora, que tivesse ouvido, ninguém avisou a massa ululante que pagou bilhete daquilo que se estava a passar. E, verdade seja dita, eles merecem-no mais do que quem está aqui comigo nesta tenda.»
Nuno Proença in BeepCrónicas
(desabafo: eu gostava de ter ido a este Paredes de Coura...)
segunda-feira, 16 de agosto de 2004
Bazar #1
Alguém quer comprar? 12 euros.
(Não consegui encontrar a semilla... e eu até fui capaz de desvendar boa parte das charadas do Código Da Vinci...)
(Não consegui encontrar a semilla... e eu até fui capaz de desvendar boa parte das charadas do Código Da Vinci...)
Adeus ampola, olá beepcrónicas
Não sei por que acabou o ampola.blogspot.com, mas ao que parece o bicho blóguico do Nuno continua vivo, agora em beepcronicas.blogspot.com/.
Mais um cancelamento
Snow Patrol em Paredes de Coura, por motivos de doença de um elemento do grupo.
domingo, 15 de agosto de 2004
Prémios da primeira ronda de charadas
Se houver tempo, amanhã chega a segunda ronda. Entretanto, fica aqui a lista de possíveis prémios, cortesia Pai Natal, para os anteriores vencedores:
? the walkabouts "ended up a stranger" (promo)
? "turbulência" (colectânea de 1999 da nortesul; é promo, mas quase igual à edição comercial)
? elbow "asleep in the back" (sampler)
? radiohead "i might be wrong" (promo)
? ute lemper "(songs from the album) punishing kiss" (sampler)
? alpha "the impossible thrill" (sampler)
? tindersticks "bathtime" (cd-single)
? balla "s/t (primeiro)" (ed. normal)
? tortoise "standards" (promo)
Nota importante: o Calvin, por ter ficado em primeiro, tem direito a escolher três destes itens. Por sua vez, o ctx e o NiHil têm também direito a escolher um cada. Mandem mails, sff.
? the walkabouts "ended up a stranger" (promo)
? "turbulência" (colectânea de 1999 da nortesul; é promo, mas quase igual à edição comercial)
? elbow "asleep in the back" (sampler)
? radiohead "i might be wrong" (promo)
? ute lemper "(songs from the album) punishing kiss" (sampler)
? alpha "the impossible thrill" (sampler)
? tindersticks "bathtime" (cd-single)
? balla "s/t (primeiro)" (ed. normal)
? tortoise "standards" (promo)
Nota importante: o Calvin, por ter ficado em primeiro, tem direito a escolher três destes itens. Por sua vez, o ctx e o NiHil têm também direito a escolher um cada. Mandem mails, sff.
quinta-feira, 12 de agosto de 2004
Totóranja
Ele há por vezes histórias que não cabem na cabeça de ninguém. Ao que consta, os Toranja pretendem mover um processo contra o Blitz. Motivo? No Blitz de 15 de Junho, a Catarina Sacramento referia-se ao grupo como plagiário de Jorge Palma.
Será que nunca se escutaram a si próprios?
Será que nunca se escutaram a si próprios?
terça-feira, 10 de agosto de 2004
Vocalistas dos "novos" MC5
Mark Arm, dos Mudhoney, e Evan Dando, dos Lemonhead. Dia 18, em Paredes de Coura. (Entretanto, toda a agenda do blogue relativa a Paredes de Coura foi devidamente corrigida e actualizada.)
A partir de Setembro
Se há coisa boa neste regresso a Lisboa é saber que a ZDB prepara-se para reabrir em Setembro com uma série de concertos aliciantes, mantendo-se coerente aliás com a programação que tem vindo a ser seguida desde o final do Verão passado. Preparem-se para os NoMeansNo, para a Lydia Lunch (lembras-te Miguel, de aqui ter falado numa tal amiga do Gira?), para o Panda Bear e para outros nomes que, caso se vejam confirmados, vão rebentar com o Bairro Alto...
segunda-feira, 9 de agosto de 2004
Ora bolas
Queria colocar aqui uma fotografia da malta que às oito da manhã de domingo (1 de Agosto) ainda estava a dançar em frente ao palco alternativo do FMM Sines, mas não consigo pôr o raio da Mustek a ligar com o PC... Grumpf.
Sines histórico
A 6ª edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines fica marcada na História a letras bem carregadas. O melhor cartaz de sempre (e não houve um mau concerto), o concerto do século (Tom Zé, ora) e um conjunto agradável de acções paralelas aos espectáculos do castelo.
Quinta-feira
À tarde, o ambiente no backstage era castiço. Aos poucos e poucos iam chegando os grupos de cante alentejano e demais músicos que acompanhariam à noite a Ronda dos Quatro Caminhos em palco (seriam mais de uma centena de elementos), afirmando o alentejano como língua oficial e espalhando a boa disposição por aqueles lados. De polaco ainda nada se ouvia, pois os Warsaw Village Band tinham perdido o voo para Portugal. Um percalço que não veio manchar a actuação explosiva do grupo ao fim da noite. Se a comparação é permitida, os Hednignarna dicilmente fariam melhor. Do lado dos alentejanos ficou a ideia que os grupos corais ali estavam apenas para fazer boneco.
Notas: Ronda dos Quatro Caminhos (6,5/10), Warsaw Village Band (9,5/10)
Sexta-feira
É o grande dia do festival. As dezenas de pessoas que encheram a capela da Misericórdia para ouvir Tom Zé na sua "conferência-de-não-conferencista" e os cinco ou seis milhares que assistiram ao seu concerto dificilmente terão abandonado Sines com opinião diferente. Por vezes rimos, por vezes chorámos, por vezes dançámos, por vezes saltámos e a toda a hora fomos levados por um moleque safado de 67 anos. Não há palavras suficientemente justas para Tom Zé, para as suas palavras, para as suas músicas, para a sua banda. O único senão desta sexta-feira esteve nas condições sonoras dos espectáculos, com volumes demasiado baixos para se poder assistir aos concertos noutros pontos do castelo que não as primeiras filas em frente ao palco, algo que já não se veria ou, melhor, ouviria no último dia. Talvez por isso tenha sido tão frio o concerto da grega Savina Yanatou. Talvez por isso as opiniões se dividam em relação ao espectáculo de jazz meets caraíbas de David Murray e Pharoah Sanders. Mas tanto num como noutro espectáculo houve momentos particularmente interessantes.
Notas: Savina Yannatou (7/10), David Murray e Pharoah Sanders (8/10), Tom Zé (10/10)
(Ah, dão-se alvíssaras às equipas de imagem que gravaram o Tom Zé tanto na capela como em palco...)
Sábado
A maior surpresa do festival, aqui para o tasco, foi Roberto Juan Rodriguez. Klezmer, muito klezmer, irrepreensivelmente tocado, com os timbalões de Rodriguez a evocar os ritmos da sua terra natal, Cuba. E Rodriguez é mesmo um colosso na bateria, algo que ficou por demais evidente no encore final. As muralhas do castelo de Sines não ruiram por pouco. A bela Rokia Traoré trouxe a sua revisão aos sons dos griots do Mali e para o fim um Femi Kuti em grande forma.
Notas: Septeto Roberto Juan Rodriguez (9,5/10), Rokia Traoré (7,5/10), Femi Kuti (8,5/10)
Concertos e outras actividades paralelas
Destaque para o concerto de Vítor Gama/Pangeia Instrumentos (9/10), na capela, local onde ainda tocaram os München (o apelo ao descanso, à cerveja, a uma cartada, etc., foi mais forte). No palco secundário, junto à praia, houve também bons concertos, com realce para as "kusturicadas" dos alemães Di Grine Kuzine (6,5/10) e dos portugueses Nike Ensemble (7/10). No sábado ainda tocaram os luso-cabo-verdianos Refilon (5,5/10), antes da sessão de giradisquismo a meias entre o escriba e o grande Mário Dias, que durou até às... 8 e tal da manhã!
Quinta-feira
À tarde, o ambiente no backstage era castiço. Aos poucos e poucos iam chegando os grupos de cante alentejano e demais músicos que acompanhariam à noite a Ronda dos Quatro Caminhos em palco (seriam mais de uma centena de elementos), afirmando o alentejano como língua oficial e espalhando a boa disposição por aqueles lados. De polaco ainda nada se ouvia, pois os Warsaw Village Band tinham perdido o voo para Portugal. Um percalço que não veio manchar a actuação explosiva do grupo ao fim da noite. Se a comparação é permitida, os Hednignarna dicilmente fariam melhor. Do lado dos alentejanos ficou a ideia que os grupos corais ali estavam apenas para fazer boneco.
Notas: Ronda dos Quatro Caminhos (6,5/10), Warsaw Village Band (9,5/10)
Sexta-feira
É o grande dia do festival. As dezenas de pessoas que encheram a capela da Misericórdia para ouvir Tom Zé na sua "conferência-de-não-conferencista" e os cinco ou seis milhares que assistiram ao seu concerto dificilmente terão abandonado Sines com opinião diferente. Por vezes rimos, por vezes chorámos, por vezes dançámos, por vezes saltámos e a toda a hora fomos levados por um moleque safado de 67 anos. Não há palavras suficientemente justas para Tom Zé, para as suas palavras, para as suas músicas, para a sua banda. O único senão desta sexta-feira esteve nas condições sonoras dos espectáculos, com volumes demasiado baixos para se poder assistir aos concertos noutros pontos do castelo que não as primeiras filas em frente ao palco, algo que já não se veria ou, melhor, ouviria no último dia. Talvez por isso tenha sido tão frio o concerto da grega Savina Yanatou. Talvez por isso as opiniões se dividam em relação ao espectáculo de jazz meets caraíbas de David Murray e Pharoah Sanders. Mas tanto num como noutro espectáculo houve momentos particularmente interessantes.
Notas: Savina Yannatou (7/10), David Murray e Pharoah Sanders (8/10), Tom Zé (10/10)
(Ah, dão-se alvíssaras às equipas de imagem que gravaram o Tom Zé tanto na capela como em palco...)
Sábado
A maior surpresa do festival, aqui para o tasco, foi Roberto Juan Rodriguez. Klezmer, muito klezmer, irrepreensivelmente tocado, com os timbalões de Rodriguez a evocar os ritmos da sua terra natal, Cuba. E Rodriguez é mesmo um colosso na bateria, algo que ficou por demais evidente no encore final. As muralhas do castelo de Sines não ruiram por pouco. A bela Rokia Traoré trouxe a sua revisão aos sons dos griots do Mali e para o fim um Femi Kuti em grande forma.
Notas: Septeto Roberto Juan Rodriguez (9,5/10), Rokia Traoré (7,5/10), Femi Kuti (8,5/10)
Concertos e outras actividades paralelas
Destaque para o concerto de Vítor Gama/Pangeia Instrumentos (9/10), na capela, local onde ainda tocaram os München (o apelo ao descanso, à cerveja, a uma cartada, etc., foi mais forte). No palco secundário, junto à praia, houve também bons concertos, com realce para as "kusturicadas" dos alemães Di Grine Kuzine (6,5/10) e dos portugueses Nike Ensemble (7/10). No sábado ainda tocaram os luso-cabo-verdianos Refilon (5,5/10), antes da sessão de giradisquismo a meias entre o escriba e o grande Mário Dias, que durou até às... 8 e tal da manhã!
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