quarta-feira, 1 de outubro de 2003

LIARS! LIARS! LIARS! LIARS!

Vêm aí os concertos do ano! Os nova-iorquinos Liars vão estar finalmente em Portugal e os engraçadinhos que os viram no início deste ano (?) em Londres vão agora finalmente poder deixar de meter inveja.
LIARS + X-WIFE - 24 de Novembro - Porto, Sá da Bandeira
LIARS - 25 de Novembro - Lisboa, Lux
Os bilhetes vão ser postos à venda nos próximos dias, aos preços de 15 (compra antecipada) e 17 euros (próprio dia).

We can win, we can win, we can win. Can you hear us? Can you hear us? Can you hear us? CAN YOU HEAR US?

terça-feira, 30 de setembro de 2003

Música maquinal

No passado Domingo, teve lugar no café do S. Jorge (agora chama-se Lounge Space) um debate sobre o futuro do uso da música, por ocasião da Experimenta Design 2003, onde o principal orador era o músico, jornalista, musicólogo, blablabla, David Toop, coadjuvado pelos portugueses João Paulo Feliciano e António Contador. Não trago aqui a generalidade da conversa, até porque cheguei demasiado tarde, mas gostaria de reflectir aqui sobre um assunto que ali foi abordado. Podia tê-lo feito lá, e estive quase a fazê-lo, mas a participação estava tão animada que nem sequer arrisquei pedir para falar. Mas vamos a factos concretos. Enquanto se falava sobre a popularização e universalização (por mais sofistas que sejam estes termos, mas isso é outra história) dos meios tecnológicos ao serviço da música ou do ponto a que estes próprios meios chegaram e do alcance que permitem ao potencial criador musical, um dos indivíduos da assistência fez questão de lembrar por duas vezes que mais tarde ou mais cedo seria delineado o mapa cerebral e que tal, em conjunto com o conhecimento das reacções bioquímicas que o som produz no cérebro humano, permitiria saber-se como fazer boa música para o cérebro, isto é, permitiria a qualquer máquina decentemente programada criar música para o humano ouvir com agrado.
É uma imagem pertinente. Não me espanta nada que com o avanço da bioquímica e da tecnologia em geral se possa chegar a um estado destes. No campo das imagens, por exemplo, sabemos que a intermitência cadenciada de luz produz efeitos nada negligenciáveis naqueles que a vêem. Ainda na noite anterior ao debate, no concerto para filmes de Lee Ranaldo, João Paulo Feliciano advertia eventuais epilécticos presentes na sala do S. Jorge para o risco que poderia constituir a curta-metragem "The Flicker", que não era mais do que meia hora de flashes de luz branca. Desde a altura que "The Flicker" foi realizado (falha-me a memória, mas talvez anos 40), muito já se avançou neste campo. Imagens subliminais, terapias de choque através de imagens, etc., são termos a que nos fomos habituando. Ao mesmo tempo, e voltando à música, vamos ouvindo falar que muitos dos grandes êxitos mainstream são minuciosamente produzidos, com base em hipotéticos estudos, para que esta ou aquela frequência, esta ou aquela sequência de notas, agradem ao maior número de pessoas.
Por mais pertinente que seja esta ideia dos efeitos bioquímicos dos sons, estaremos sempre a falar de algo que é apenas, afinal, uma das muitas faces da música. Isto é, a música não pode ser reduzida ao estímulo sensorial. Como forma de expressão, a música é pluridimensional e encerra em si muitos mais atributos do que um encadeamento de frequências e volumes. Para começar, a música é indissociável do contexto em que foi produzida, por um lado, e do contexto em que é ouvida, por outro. Beethoven não faria hoje o mesmo tipo de sinfonias. Pelo lado do ouvinte, não podemos ter pretensões de ter as mesmas sensações a ouvir as primeiras canções dos Rolling Stones como os nossos pais ou avós tiveram há quarenta anos. A música tem tempo, tem espaço, tem relevo social e relevo cultural. Mais importante ainda, talvez, cada ouvido é diferente de outro ouvido.

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

A petição

Os Clã pretendem editar um DVD com a gravação do magnífico espectáculo onde fizeram a banda sonora ao vivo do "Nosferatu" de Murnau. Só falta a autorização do Instituto Murnau.
Eu estive lá e fiquei francamente impressionado com a forma como os Clã musicaram o filme. Seria uma enorme pena que esta banda sonora não ficasse registada para a posteridade, como este DVD permitirá.
Quem estiver interessado em dar o seu apoio a este projecto, pode ir a:
http://www.petitiononline.com/cla2409/petition.html

quarta-feira, 24 de setembro de 2003

Incógnito - parabéns a você

Já lá vão 15 anos. O Incógnito celebra hoje mais um aniversário, com os tradicionais bolo e champanhe. PARABÉNS!

terça-feira, 23 de setembro de 2003

A entrevista do Blitz ao Mark E. Smith

Gostei muito de ler a "entrevista" do Sérgio Gomes da Costa ao Mark E. Smith, dos Fall, na edição de hoje do Blitz. Sempre admirei a capacidade que alguns jornalistas têm em transfomar entrevistas impossíveis em belos textos, como é o caso deste.

(Esta é a única posta de hoje e, possivelmente, o "Juramento Sem Bandeira" vai reduzir a sua actividade nos próximos dias. Os últimos capítulos na biografia dos Mão Morta, que urge acabar o mais depressa possível, estão a roubar-me demasiado tempo...)

segunda-feira, 22 de setembro de 2003

Um cartaz magnífico

É o mínimo que se pode dizer da programação da segunda edição do festival Sons em Trânsito, que este ano decorre entre 20 e 30 de Novembro, em Aveiro. Alguns dos nomes mais solicitados e mais conceituados da actual música do mundo vão lá estar. É ou não é um luxo de cartaz aquele que apresente Klezmatics, Mari Boine, Susheela Raman e Kimmo Pohjonen (na foto), entre outros? Para mais informações vejam o cronicasdaterra.blogspot.com, o blogue do Luís Rei, que acabou de dar esta "caixa".

Regresso ao passado #3: Corpo Diplomático

1978. Nasciam os Faíscas, a primeira banda punk portuguesa, a par com os Aqui D'El Rock. Na formação estavam Rocky Tango (Paulo Pedro Gonçalves, ex- Heróis do Mar, LX90, etc.), Dedos Tubarão (Pedro Ayres Magalhães, hoje nos Madredeus), John Lee Finuras e Gato Dinamite (Emanuel Ramalho, hoje baterista nos Delfins). O manager era o Zé Pedro que conhecemos da guitarra ritmo dos Xutos & Pontapés.
Em Janeiro de 79, na comemoração dos 25 anos do rock, nos Alunos de Apolo, os Xutos davam o seu primeiro concerto, ao passo que os Faíscas davam o último. À formação dos Faíscas juntar-se-iam Ultravioleta (Carlos Gonçalves, hoje vocalista nos Raindogs) e Carlos Maria Trindade (hoje nos Madredeus). Na audição de vocalistas onde foi escolhido Carlos Gonçalves chegou a aparecer António Variações...
Mudavam a sonoridade -- em direcção à new wave -- e mudavam de nome para Corpo Diplomático, estreando-se ao vivo com esta designção na primeira parte dos Tubes em Cascais. António Sérgio, o senhor da rádio, apostou neles e começou por editar, através da etiqueta "Nova", um single numerado, com os temas "A Festa do Bruno" e "Engrenagem", uma versão de José Mário Branco. Depois veio o álbum, "Música Moderna", de onde foi retirado o tema que o "Juramento sem Bandeira" aqui disponibiliza em mp3: "Amor de Guichet".
Os Corpo Diplomático acabaram algures no ano de 1980, mas pouco tempo demorou para que alguns deles aparecessem de novo em cena, com um novo nome: Heróis do Mar.
Dois sítios sobre os Corpo Diplomático a visitar: #1, #2.

domingo, 21 de setembro de 2003

O belo panorama

Esperei que a festa pudesse ser um tudo nada mais agitada, é certo. O Burnt Friedmann, por exemplo, já fez espectáculos melhores, diga-se. Mas o melhor da noite de ontem foi mesmo a descoberta daquele espaço fantástico. Contextualizo: a bienal Experimenta Design teve ontem a sua festa de inauguração no Restaurante Panorâmico de Monsanto, um misterioso edifício situado no centro da floresta de Lisboa, que em pouco -- ou mesmo nada -- fica a dever às bizarras construções dos mestres Schuiten & Peeters. Projectado, segundo palavras soltas ouvidas ontem, por Cassiano Branco, o grande urbatecta do Estado Novo, esta torre circular de oito andares não é usada para os fins que foi construída, isto é, o restaurante com uma bela vista sobre Lisboa, há mais de dez anos. E, no entanto, tudo parece estar na mais perfeita das condições, como se o último jantar ali servido tivesse sido apenas anteontem.
No último dos andares, parece que mora, qual Geovanni Batista, um caseiro. Depois há uma imensa cisterna que recolhe a água da chuva. Depois, as salas cheias de requinte onde ontem teve lugar a festa. E depois ainda fica uma enorme vontade de descobrir o resto, de protagonizar uma aventura aos confins do misterioso restaurante.
A Experimenta não podia seguramente ter escolhido melhor lugar para a festa.

sexta-feira, 19 de setembro de 2003

Os Fall já não vão ao Porto

"Aparentemente", para citar o termo usado no site da banda, o concerto dos Fall no Porto foi cancelando, mantendo-se o de Lisboa, para o qual, aliás, são válidos os bilhetes entretanto comprados para o Sá da Bandeira, de acordo com a mesma fonte.

Blur em Lisboa

Pois é. Os Blur vão regressar ao nosso país para um concerto no Coliseu dos Recreios, a 5 de Novembro. É uma boa notícia para quem, como eu, acha que "Think Tank" é uma das melhores coisas do rock mainstream deste ano. O preço dos bilhetes, bem como o nome da banda que fará a primeira parte, serão revelados em breve pela Smog, a produtora do evento.
Actualização: em princípio, serão os também ingleses Elbow a fazer a primeira parte. Não está nada mal.

quinta-feira, 18 de setembro de 2003

Oriente Selvagem

Hoje, lembrei-me de repescar para ouvir um dos mais belos discos portugueses dos últimos anos. O único álbum dos Um Zero Amarelo. Quando se fala que em Portugal só se imita, que não há boas canções, que só se canta em inglês coisas que na maior parte das vezes não querem dizer nada, este disco dos Um Zero Amarelo prova exactamente o contrário (felizmente, diga-se em abono da verdade, que não é o único do qual se possam dizer as mesmas palavras). Depois do regresso para concertos, que aconteceram há alguns meses atrás, já era altura de haver novo disco. A gerência agradece.

quarta-feira, 17 de setembro de 2003

O veneno eficaz

Nunca ouvi nada dos Idem Barra, um grupo de Setúbal que chegou a editar um EP e a ter algum destaque na TSF. Nem nunca sequer tinha ouvido falar deles, até que, há poucos momentos atrás, o meu amigo Rui Malheiro, do Terceiro Anel falou-me no desgosto que estava a sentir depois de ir ao blogue de um dos elementos do grupo, venenoeficaz.blogspot.com/. Estive a ler uma parte dos textos. O Fernando Cameira, um dos principais compositores e letristas do grupo, escrevia como poucos. Há momentos no seu blogue que são francamente perturbantes. Apetece-me ler todos aqueles belos pedaços de texto que ali foi deixando, até que um dia, há cerca de duas semanas atrás, o cancro o levou...
(Já me lembrei disto esta semana a propósito da morte do Vítor Damas, o meu maior ídolo de sempre no futebol: se o cancro mata mais gente por dia que um avião quande bate no World Trade Center ou quando uma bomba deflagra num autorraco israelita, porque é que os orçamentos de investigação são sempre tão diminutos quando comparados com os orçamentos de defesa? É uma pergunta retórica...)

Hino do Alvalade XXI

Pago um copo a quem me souber dar referências do hino do novo estádio do Sporting. Atenção, não estou a falar do tema cantado pela Dulce Pontes, mas antes do outro que tem sido apresentado como hino do estádio e que deverá vir a estar presente num próximo DVD. Só vos digo que aqueles loops de guitarras são fantásticos.

Grande encontro de concertinas

Ponte de Lima, no Alto Minho, vai acolher, já no próximo fim-de-semana, centenas de tocadores de concertina. O instrumento, que possui grande tradição na zona, na maior parte das vezes enquanto acompanhante dos típicos "cantadores ao desafio", vai ocupar lugar de destaque nas Feiras Novas, que este fim-de-semana se realizam na localidade minhota. No Sábado, esperam-se entre 400 a 500 tocadores de concertina e cantadores ao desafio.

terça-feira, 16 de setembro de 2003

Rock no hospital

No trabalho de pesquisa que tenho levado a cabo para a biografia dos Mão Morta, deparei aqui há tempos com um excelente artigo de Miguel Francisco Cadete, no Blitz de 2 de Novembro de 1993, e com o mesmo título desta posta. Basicamente, o jornalista foi à procura de casos de violência no rock em Portugal e compilou-os em duas páginas de jornal recheadas de histórias interessantes. Ali fala-se da violência infligida pelas forças de ordem, antes e depois do 25 de Abril, nos concertos rock. Fala-se da violência da segurança, como o caso dos profissionais que pontapeavam os "crowd-surfers" que caíam no fosso do concerto dos Stranglers. Fala-se na violência dos próprios músicos, como quando um dos guitarristas de Sepultura, em Cascais, atingiu um segurança (que se estava a exceder -- eu estive nesse concerto) com a guitarra. Fala-se violência do público, e nas vezes que UHF ou os Guns n'Roses foram arremessados com cerveja. Fala-se nas situações de limite a que os músicos se entregaram e que, por tal, se viram obrigados a fazer viagem do palco para o hospital, como a facada de Adolfo Luxúria Canibal. Fala-se em muitas outras espécies de distúrbios, mas as situações mais interessantes (e cómicas) são aquelas que envolvem músicos e críticos. Entre os exemplos dados, "Rui Veloso encostou o crítico do Expresso, João Lisboa, à parede, nos corredores do Teatro São Luiz, por altura do concerto de Marc Ribot" ou "O autor de "A Arte Eléctrica de Ser Português" [António Duarte] foi vítima de uma tentativa de agressão por parte de Iggy Pop"...

segunda-feira, 15 de setembro de 2003

Chico Buarque e Budapeste

Chico Buarque esteve praticamente incontactável ao longo do último ano. A razão: estava a escrever mais um livro, "Budapeste". Passo a citar a sinopse que se pode encontrar na submarino, uma das lojas virtuais que têm disponíveis o livro (não sei se já dá para fazer encomendas a partir de Portugal):
Budapeste é caracterizada pela história de um ghost-writer. Alguém que escreve o que outras pessoas assinam, artigos para jornal, discursos de autoridades, autobiografias e, no ápice, poemas. Um autor anônimo, um brilhante autor anônimo. Chico Buarque já disse que sua ficção é conseqüência de sua música: "O ritmo, a cadência saem dela, embora não a temática. Mas há um Chico compositor, um Chico escritor. São o mesmo, são dois. E José Costa, do Rio, é o mesmo Zsoze Kósta, de Budapeste, dois homens que são um só e cuja realização artística se dá sob os nomes de quem assina seus textos. Enfim, um romance do "duplo" e de muita erudição -tão popular na literatura européia do século XIX e XX.
O músico brasileiro vem a Barcelona em 2004 para a comemoração do centenário do nascimento de Pablo Neruda, e parece que está também previsto um concerto em Portugal. Até lá, há "Budapeste".

Atlantic Waves 2003

A secção londrina da Fundação Calouste Gulbenkian anunciou já o cartaz do Atlantic Waves 2003, um festival que vai levar à capital inglesa, uma vez mais, a música portuguesa, nas suas mais diversas formas. Nesta terceira edição do evento, a ter lugar entre 27 de Outubro e 6 de Dezembro, o cartaz vai contar com o fado de Mariza ou de Lula Pena, mas também com a electrónica dos @c ou de Vítor Joaquim, que vai tocar com o inglês Scanner, os experimentalismos da Pangeia Instrumentos ou de Heitor Alvelos, o rock dos Raincoats de Ana da Silva (na foto), que vão voltar a reunir-se especialmente para a ocasião, dos Blasted Mechanism, entre muitos outros nomes e muitas outras estéticas. De realçar os contactos próximos com outros artistas europeus que colaborarão com os portugueses.
Segue-se o cartaz:

Mariza
the new queen of fado
Monday 27 October 2003 8pm Royal Festival Hall £25 £20 £10

The Raincoats
Lula Pena
raw rock and urban fado
Saturday 01 November 2003 7pm Union Chapel £12 £10 conc.

Spaceboys (live set)
Ian Simmonds (Juryman, UK) (DJ set)
Mike Stellar (Journeys, Portugal) (DJ set)
dancefloor and funky beats
Thursday 06 November 2003 7.30pm 93 Feet East £10 £8 conc.

Rui da Silva (live set)
Chris Coco (Radio 1/The Blue Room, UK) (DJ set)
DJ Jiggy (Portugal) (DJ set)
tribal/progressive/hypnotic house
Wednesday 12 November 2003 8pm Cargo £5

Blasted Mechanism
dancefloor beat rock
Friday 14 November 2003 8pm Cargo £5 b4 9pm, £9 after

Zé Eduardo Unit with Peter King and Martin Shaw
Rodrigo Amado with Paul Dunmall, Dave Kane and Acácio Salero
cinematic jazz
Sunday 23 November 2003 7pm The Vortex £12

Pedro Carneiro with Drumstruck!
contemporary percussion
Monday 24 November 2003 7.30pm Purcell Room £12 £10 conc.

@c with Andy Gangadeen + Lia
Vitor Joaquim with Scanner + Pure
powerful laptops night
Thursday 27 November 2003 7pm 93 Feet East £10 £8 conc.

Royal Scottish Academy Brass
The Galliard Ensemble
contemporary brass and winds
Saturday 29 November 2003 3.30pm Purcell Room £12 £10 conc.

Katia Guerreiro
António Zambujo
seductive young fado singers
Tuesday 02 December 2003 7.30pm Purcell Room £15

Pangeia Instrumentos with Max Eastley and Heitor Alvelos
Rephlex DJs in the bar until 1am
experimental music and visuals
Saturday 06 December 2003 8pm ICA £10 £9 conc. £8 ICA members

Para mais informações: www.atlanticwaves.org.uk

À Sombra de Deus - volume 3

Está já na calha um novo volume de "À Sombra de Deus", projecto que tem tido como propósito a tomada de pulso ao panorama musical bracarense, através da edição de uma compilação com temas de algumas bandas locais. A primeira, editada em 1989, reuniu nomes como Mão Morta, Bateau Lavoir, Rua do Gin, Rongwrong, etc. Os Mão Morta apadrinharam o volume 2, editado seis anos mais tarde, mas sem a mesma projecção pública que o primeiro (e, diga-se, o mesmo nível).
A Câmara Municipal de Braga prepara-se para lançar o 3º volume no início do ano que vem. A comandar as operações, estão de novo os Mão Morta, ou melhor, dois dos seus elementos, Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, e, naturalmente, a C.M. de Braga. Este júri irá escolher as bandas que participarão nesta terceira colectânea, convidando directamente algumas delas e seleccionando outras através de um concurso entretanto aberto. A estas últimas compete elaborar um processo de candidatura -- nada de muito complicado -- composto pelos seguintes elementos: 1) CD; 2) identificação dos músicos, com os respectivos instrumentos; 3) as letras e 4) contactos. A entrega deve ser feita no Convento do Pópulo até dia 15 de Outubro.

Agenda Bor Land

Kafka:
17/09 - Braga, RUM
20/09 - Porto, Maus Hábitos
21/09 - Matosinhos, FNAC Norteshopping
26/09 - Matosinhos, Blá Blá
27/09 - Caldelas, Quinta do Olival
03/10 - Arcos de Valdevez, Azenha
10/10 - Cascais, Lótus Bar
11/10 - Almada, FNAC Forum Almada
12/10 - Porto, FNAC Santa Catarina
16/10 - Viana do Castelo, Café Teatro
25/10 - Lisboa, Santiago Alquimista
26/10 - Lisboa, FNAC Colombo
31/10 - Braga, Deslize

The Unplayable Sofa Guitar
20/09 - Lisboa, Fonoteca (21h30)

sábado, 13 de setembro de 2003

Descida de preços nos discos da Universal não chega cá

Há cerca de uma semana atrás, fazia referência aqui das intenções manifestadas pela Universal em avançar, no mercado norte-americano, para uma descida considerável nos seus discos mais comerciais. Ora, e segundo notícia publicada no JN de quinta-feira, essa não vai ser, pelo menos no curto-prazo, uma estratégia a copiar pelos escritórios portugueses do grupo discográfico. O administrador da empresa portuguesa, Tozé Brito, afirmou mesmo ao diário que "a medida só fará sentido no nosso País quando existir a possibilidade de se fazerem 'downloads' legais e a pirataria for alvo de um controlo rigoroso". A mesma peça dá ainda conta das opiniões de outros responsáveis nacionais por grandes editoras, igualmente contrárias à estratégia da descida de preços anunciada.