terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Concertos Confortáveis, n.º 7

Porque estão na berra esta semana, o Concerto Confortável de hoje é com os My Bloody Valentine, há quase 21 anos. No dia 8 de fevereiro de 1992, o grupo de Kevin Shields subia ao palco do Liberty Lunch, em Austin, no Texas (o Liberty Lunch fechou em 1999, a propósito), isto depois de, imaginem, ter havido primeiras partes dos Dinosaur Jr. e das Babes in Toyland. Nesta gravação amadora, a imagem é para esquecer, mas o som é aceitável.

Alinhamento:

I Only Said
Only Shallow
Slow
Nothing Much to Lose
You Never Should
Honey Power
Soon
To Here Knows When
You Made Me Realise

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Duas décadas depois



Esperámos 21 anos e alguns meses. Kevin Shields, finalmente, conseguiu pôr cá fora álbum novo dos My Bloody Valentine. Hoje! Chama-se apenas "m b v" e pode ser escutado, com algumas limitações, aqui:


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Concertos Confortáveis, n.º 6

21 de abril de 1979, Patti Smith na televisão alemã. Duas vezes por ano, o programa famoso Rockpalast cumpre a tradição, que já vem de 1977, de apresentar várias bandas em palco. Desta vez, além Patti Smith Group, aparecia também a J. Geils Band e Johnny Winter.

"She didn't care to do anything with the J. Geils Band, but she was proud to play with Johnny Winter. Albrecht had no chance to announce her because she kept opening and closing the stage door and simply climbed on-stage. She had already let all of Europe know her wishes for this time period: "Let me get on that fucking stage!" There are many differences of opinion on her concert. One possibility: On-stage stood a self-proclaimed high priestess of rock who emphatically presented her charismatic charm. That impressed a lot of people on that night." - in "10 Jahre Rockpalast" (e aqui)

01 Rock 'n' Roll Star (5'59'')
02 Hymn (1'10'')
03 Rock 'n' Roll Nigger (4'23'')
04 Privilege (4'41'')
05 Dancing Barefoot (6'31'')
06 Redondo Beach (3'30'')
07 25th Floor (4'00'')
08 Revenge (5'10'')
09 5-4-3-2-1-Wave (2'23'')
10 Pumpin' My Heart (3'23'')
11 7 Ways Of Going (9'48'')
12 Because The Night (3'31'')
13 Frederic (5'26'')
14 Jailhouse Rock (2'19'')
15 Gloria (9'20'')
16 My Generation (5'00'')

Patti Smith - guitarra, clarinete, voz
Lenny Kaye - guitarra, baixo, voz
Ivan Kral - guitarra, baixo, voz
Jay Dee Daugherty - bateria
Bruce Brody - teclados

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Hoje temos a Samara por cá



Samara Lubelski toca hoje no Lounge, a partir das 22h30. Amanhã, segue para Viseu, onde vai tocar no Café-Concerto do Teatro Viriato. No dia seguinte, estará no Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda. A minidigressão portuguesa de Samara Lubelski termina no dia 2 de fevereiro, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 5

"(...) apareceu um tipo, pegou na minha guitarra e começou a tocar uma data de canções nela. Chamava-se Charlie. (...) As suas canções eram improvisações que ele ia fazendo e nenhuma era igual à anterior. Parecido com o Dylan, ainda que diferente porque era difícil encontrar uma mensagem nelas, mas as canções eram fascinantes. Era muito bom.
"Perguntei-lhe se tinha um contrato de gravação. Disse-me que não e que queria gravar discos. Falei dele ao Mo Ostin da Reprise. O Terry Melcher era um produtor da altura que fazia discos de sucesso influentes. Aparentemente, o Melcher já tinha andado a ver o Charlie e tinha optado por não o fazer.
"Pouco depois, os homicídios Sharon Tate-LaBianca aconteceram e, de súbito, o nome Charlie Manson dava a volta ao mundo."


Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 4

"Há uma série de coisas que podem correr mal na estrada. Se adoeces, tens que tocar à mesma, mas as pessoas acham que estás a perder a pica. Se tens a casa meio cheia, as pessoas não se sentem como fazendo parte de alguma coisa. Se não tiveres uma equipa fantástica, a tua cena não soa bem. Se não tiveres o melhor material, o teu espetáculo pode não soar tão fantástico como o anterior ou o próximo. Se tiveres uma reputação, ela está em jogo. Se te esqueces do que estás a fazer, aparece no YouTube. Se te lembras do que estás a fazer, aparece no YouTube. Se fazes algo novo que ainda não esteja pronto, ou algo de antigo em que fazes asneira, aparece no YouTube. Se sai ranho do teu nariz enquanto tocas a harmónica e escorrega por esta até chegar à T-shirt, aparece no YouTube. Se disseres alguma coisa estúpida..."

Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

O provável fim dos Staff Benda Bilili

Tudo aponta para que a história bonita dos Staff Benda Bilili tenha chegado ao fim. O grupo de músicos deficientes de Kinshasa, que desde 2009 tem vindo a incendiar as plateias europeias -- recebemo-los por cá em 2010 e 2012 -- deixou de ser representado pelo manager que os levou ao mundo, o belga Michel Winter (o homem que nos trouxe os Taraf de Haïdouks, a Kočani Orkestar, as Tartit, os Konono nº1 ou os Kasaï Allstars) e de trabalhar com a agência francesa Run Productions. Depois, saíram dois elementos fulcrais do grupo, Théo Nzonza Nsituvuidi e Coco Yakala Ngambali, e foram cancelados todos os concertos marcados (ver notícia no Libération).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 3

"Lembram-se da galinha dos ovos de ouro? Este livro é todo sobre isso. Este livro vai manter-me fora dos palcos (além de uns poucos concertos de caridade -- Farm Aid e a Bridge School) por mais de um ano. Preciso de me afastar e recuperar energias. Este livro é algo que faço para me manter afastado dos palcos. Tudo começou quando eu parti um dedo do pé na piscina. (...)
"Por isso, tenho que ir devagar. Daí estar a escrever este livro
agora.
"Ou então é porque já não fumo erva. Estou mais focado agora. É estranho. Por um lado, ponho a imaginar-me se consigo escrever canções limpo e, por outro, estou a dizer que é por estar limpo que estou, provavelmente, a escrever este livro. Alguém devia tomar nota disto para a sua investigação no assunto da sobriedade, mas não eu.
"Sinto-me muito na moda por ter parado de fumar e de beber. Devia estar na revista
People ou na Entertainment Tonight. Estou a perder imensa exposição. (Na verdade, não consigo imaginar algo tão mais distante do que me vai na cabeça do que fazer esse tipo de coisas, graças a Deus).
"Não tem piada ver TV comigo ao lado. Estou constantemente a fazer apartes, a criticar e a fazer piadas. Suponho que venha a estar na TV a vender este livro, contudo.
"O Jonathan Demme fez recentemente outro filme com uma das minhas atuações. É o último de uma trilogia. (...) Ao promovê-lo, eu podia ir ao
Colbert! Esse gajo é mesmo cómico. Ou o Jon Stewart! Graças a Deus pelo humor! Estes gajos são brilhantes. Tenho sempre medo que vá a meio da descrição longa de uma história e que me esqueça do que estava a falar. Vai espalhar-se o segredo de que estou a perder a minha razão aos poucos e poucos. É um medo real. Toda a gente vai saber! Mas não é novo. Não é uma evolução recente. Fui sempre assim. É o que torna tão difícil a deteção dos primeiros níveis da demência em mim. Talvez nunca venham a existir. Talvez esteja tudo na minha cabeça."

Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Concertos Confortáveis, n.º 5

Alegadamente, é a gravação mais antiga dos R.E.M. a chegar ao conhecimento do público. O concerto aconteceu nos subterrãneos do complexo Village Subway, em Raleigh (Carolina do Norte), a 10 de outubro de 1982, menos de dois meses antes da edição do EP de estreia do grupo, "Chronic Town".
Alinhamento (com notas recolhidas da descrição introduzida por quem carregou o concerto no youtube):

1. Wolves, Lower (CHRONIC TOWN)
2. Laughing (MURMUR)
3. 1,000,000 (CHRONIC TOWN) - Note: Mitch Easter, who produced CHRONIC TOWN as well as the band's first two LPs, MURMUR and RECKONING (with Don Dixon), joins the band on guitar.
4. Moral Kiosk (MURMUR)
5. Catapult (MURMUR)
6. West of the Fields (MURMUR)
7. Radio Free Europe (MURMUR)
8. Ages of You - Note: Originally intended for CHRONIC TOWN, replaced by "Wolves, Lower" at the request of Miles Copeland.
9. We Walk (MURMUR)
10. Carnival of Sorts (Box Cars) (CHRONIC TOWN)
11. Skank

Um sonho hippie, n.º 2

"Um dia, quando o Ben Young era pequeno e nós procurávamos uma escola para ele, a Pegi ficou quase em lágrimas depois de uma vista de olhos particularmente deprimente que demos a uma sala de aula para deficientes, na Califórnia. Saiu-lhe então: 'por que é que não chamamos os nossos amigos, fazemos um concerto para angariar fundos e abrimos uma escola? Podíamos ter o Bruce Springsteen!' Limitei-me a olhar para ela, calado que fiquei com esta ideia audaciosa.
"Graças à sua bondade, o Bruce fê-lo e esgotou os nossos primeiros concertos. Abrimos a escola com estes fundos. O Bruce Springsteen é coisa séria. Estava no seu primeiro pico de carreira e a sua aparição foi magnífica a todos os níveis. (...)
"O Bruce ainda é meu amigo. Não falamos muito. Não precisamos de o fazer. Ele é genial e na sua própria liga. Eu não sou ele, nem ele é eu. Mas fazemos caminhos semelhantes, escrevendo e cantando o nosso tipo de canções pelo mundo fora, tal como o Bob e alguns outros cantautores. É uma espécie de fraternidade silenciosa. Ocupamos este espaço na mente das pessoas com a nossa música. No ano passado, perdi o homem à minha direita, o 'pedal steel guitarist' Ben Keith. Este ano, o Bruce perdeu o homem à sua direita, o saxofonista Clarence Clemons. É altura para outra conversa; os amigos podem ajudar-se uns aos outros apenas estando lá. Agora, cada um de nós vai olhar para a sua direita e ver um buraco gigantesco, uma memória, o passado e o futuro. Eu não tocarei com outro músico de 'pedal steel' tentando recriar as partes do Ben, e sei que o Bruce não tocará com outro homem do saxofone que tente fazer as do Clarence. Essas partes não vão voltar a acontecer. Já aconteceram. E isso tira muito dos nossos repertórios."


Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um sonho hippie, n.º 1

"E então que faço agora, que tenho 65 anos? Reformo-me? Népia. Não consigo parar de me mexer o suficiente para o fazer. Amanhã vou até ao Havai e vou continuar a escrever isto. Adoro aquilo por lá. Deixo-me, sei lá, descomprimir. A Pegi vai para o Havai, também, daqui a alguns dias, mas eu não posso esperar tanto tempo para ir para lá. Ela acabou agora mesmo de fazer um grande disco e quer terminar tudo o que tenha a ver com isso antes de se juntar a mim. E não será assim tanto tempo para voltarmos a estar juntos. Adoro isso. Ela é a minha parceira de vida. A minha confidente. Posso contar-lhe tudo. Depois de todos estes anos juntos, ainda estou a conhecê-la. Eu seria uma ilha sem o meu oceano se não estivéssemos juntos nos nossos corações. Sou o homem mais sortudo do mundo por poder ir até ao Havai, descansar um pouco e esperar que ela se junte. Não que eu saiba descansar como as outras pessoas fazem. Trabalho criativo e a escrita são relaxantes para mim."

Neil Young, in "Waging Heavy Peace: A Hippie Dream" (Viking, 2012)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Concertos Confortáveis, n.º 4

David Bowie faz hoje 66 anos. No Concerto Confortável desta semana, ele tinha apenas 31 e andava a apresentar ao mundo os dois primeiros álbuns da trilogia de Berlim, "Low" e "Heroes". Aqui, encontramo-lo em Bremen, na Alemanha, a 30 de maio de 1978. Alinhamento: Sense of Doubt, Beauty and the Beast, Heroes, Stay, Jean Genie, TVC15, Moon of Alabama, Rebel Rebel.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Concertos Confortáveis, n.º 3

Último dia do ano de 1977, no Rainbow Theatre de Londres. Os Ramones gravavam aquilo que ia ser um dos mais famosos (e melhores) álbuns ao vivo da história do rock. E um dos mais vendidos, também, pelo menos por cá (nos anos 80, havia duas coisas que encontrava em casa de quase todos os amigos: o Atlas do Círculo de Leitores e o "It's Alive", dos Ramones). A gravação do concerto saiu também, com edição reduzida, em DVD ("It's Alive 1974-1996"), há cerca de cinco anos, e encontra-se hoje no youtube.
(Bom ano para todos!)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Kim Fowley sente um bafo quente no pescoço e...



Agora a sério, será que ainda teremos alguma oportunidade de o ver ao vivo por cá? ANTES QUE SEJA TARDE DE MAIS?

Concertos do ano

Eis a lista mais habitual no fim do ano para quem vem regularmente botar a vista no blogue amarelo. Não tanto pela crise (felizmente), mas antes pelo excesso de trabalho (felizmente) e por outras responsabilidades (felizmente), este foi ano de contenção no que à presença em salas de concertos diz respeito. Ao total, e se não houver mais nada até à próxima passagem de ano, foram pouco mais de 100 concertos. Entre estes, fica uma seleção possível de trinta que se destacaram. E o melhor concerto de 2012 para este que vos escreve, foi...

1. AMADOU & MARIAM, Gulbenkian (18/nov)
«E sentimo-nos felizes por nos terem deixado experimentar o bom que é reparar no que escutamos.» (mais aqui)

2. THURSTON MOORE, ZDB (13/mar)
3. DHAFER YOUSSEF, FMM (27/jul)
4. OUMOU SANGARÉ & BÉLA FLECK, FMM (21/jul)
5. MICHAEL GIRA, ZDB (30/mai)
6. RABIH ABOU-KHALIL GROUP & RICARDO RIBEIRO, Maré de Agosto (Santa Maria) (25/ago)
7. ROKIA TRAORÉ, Gulbenkian (21/out)
8. BRUCE SPRINGSTEEN, RiR (3/jun)
9. FATOUMATA DIAWARA, FMM (26/jul)
10. HUGH MASEKELA, FMM (28/jul)

11. ORCHESTRE NATIONAL DE JAZZ (AROUND ROBERT WYATT), CCB (29/mar)
12. STAFF BENDA BILILI, FMM (26/jul)
13. AL-MADAR, FMM (20/jul)
14. BOMBINO, FMM (19/jul)
15. MILTON NASCIMENTO & ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA & ANA MOURA & ANTÓNIO ZAMBUJO & CARMINHO, Alameda D. Afonso Henriques (30/jun)
16. BOMBINO, B.Leza (27/out)
17. L’ENFANCE ROUGE & LOFTI BOUCHNAK, FMM (20/jul)
18. MARC RIBOT Y LOS CUBANOS POSTIZOS, FMM (21/jul)
19. BLACK DICE, Musicbox (20/set)
20. DEAD COMBO FEAT. MARC RIBOT, FMM (21/jul)
21. THE EX, ZDB (14/nov)
22. THE VERY BEST, MexeFest (8/dez)
23. 2SEMICOLCHEIASINVERTIDAS, São Jorge (5/jan)
24. OSSO VAIDOSO, FMM (20/jul)
25. GALA DROP, ZDB (24/mai)
26. MÃO MORTA, São Jorge (1/jul)
27. NARASIRATO, FMM (19/jul)
28. HAMILTON DE HOLANDA & EDMAR CASTAÑEDA, Maré de Agosto (Santa Maria) (24/ago)
29. ASTILLERO, FMM (26/jul)
30. NEY MATOGROSSO, Praça do Comércio (22/set)

Nomeações honrosas, por ordem alfabética:
Batida, Beautify Junkyards, B Fachada, Bigott, Diabo a Sete, Ensemble Notte della Taranta, Jessica Kenney & Eyvind Kang, Kouyaté-Neerman, Lirinha, Mari Boine, Monobloco, Orquestra Todos, Sunflare

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Como funciona a música

"Outra fonte de rendimento para os artistas que gravam é o licenciamento. Significa que se autoriza que um filme, um programa de TV ou um anúncio use a nossa canção em troca de dinheiro. Eu não licencio canções para anúncios, mas vez vejo mais dinheiro do licenciamento de canções para filmes e TV do que em vendas de discos.
(...)
"Uma licença pode trazer mais rendimento que uma digressão completa e certamente mais do que os royalties da venda de CDs através de uma editora."

David Byrne, in "How Music Works", Capítulo 7 ("Business and Finances")

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Concertos Confortáveis, n.º 2

Para Concerto Confortável desta semana, não precisamos de recuar muito no tempo. Aconteceu há pouco menos de dois meses. E numa sala portuguesa. São os godspeed you! black emperor, ao vivo no Hard Club, a 28 de outubro de 2012, por ocasião da edição deste ano do Amplifest. Há que agradecer a paciência de quem aguentou no ar o telemóvel durante quase duas horas de concerto.

Hope Drone
Mladic
Monheim
Behemoth
(Sophie's Jam)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Set no Bartô/Zona Franca

É o que resulta de uma noite calma. Um set curto e tranquilo, com coisas antigas, bastante antigas até, alguma psicadelia, América do Sul, África, o costume. Uma noite tão calma que até deu para tomar notas. O set do Bartô, de há quase duas semanas:

1. Luis Cília - Contra a ideia da violência a violência da ideia (PT, 1973)
2. Lula Côrtes & Zé Ramalho - Trilha de Sumé (BR, 1975)
3. Som Imaginário - Morse (BR, 1970)
4. Lula Côrtes & Zé Ramalho - Pedra Templo Animal (BR, 1975)
5. Alceu Valença - Maria dos Santos (BR, 1977)
6. Tom Zé - Dor e Dor (BR, 1972)
7. Fabio - Lindo Sonho Delirante (BR, 1968)
8. Os Mutantes - Panis et Circencis (BR, 1968)
9. Banda de Sete Léguas - Dia de Chuva (BR, 1971)
10. Ely - As Turbinas Estão Ligadas (BR, 1971)
11. Creedence Clearwater Revival - Bad Moon Rising (EUA, 1969)
12. Captain Beefheart - Sure 'Nuff 'n Yes I Do (EUA, 1967)
13. Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu (EUA, 1970)
14. Jefferson Airplane - White Rabbit (EUA, 1967)
15. Donovan - The Music Makers (Escócia, 1973)
16. Betty Davis - Game is My Middle Name (EUA, 1973)
17. King Curtis & the Kingpins - Whole Lotta Love (EUA, 1970)
18. Shocking Blue - Seven is a Number in Magic (Países Baixos, 1970)
19. Erasmo Carlos - Mundo Deserto (BR, 1971)
20. Big Brother and the Holding Company - Piece of My Heart (EUA, 1968)
21. Shocking Blue - Keep It if You Want It (Países Baixos, 1970)
22. Patti Smith - Dancing Barefoot (EUA, 1979)
23. Donovan - Cosmic Wheels (Escócia, 1973)
24. Bob Dylan - Like a Rolling Stone (EUA, 1965)
25. Googoosh - Talagh (Irão, 197x)
26. The Black Beats - The Mod Trade (Índia, 1971)
27. Ramesh - Sharm-e Boos-e (Irão, 197x)
28. Hemant Bhosle feat. Asha Bhosle - Phir Teri Yaad (Índia, 1980)
29. Dom Thomas - Disco Bomb (Inglaterra, 2010)
30. Asha Bhosle - Dum Maro Dum (Índia, 1971)
31. Zia Atabay - Kofriam (Irão, 197x)
32. The Jeronimo Brothers - The Immigrant (?, ?)
33. Dom Thomas - Kazoo Minus (Inglaterra, 2010)
34. Madeleine Chartrand - Ani Kuni (Quebéque, 1973)
35. Le Groupe Apollo - Les Mystérieuses Cités d'Or (França, 1983)
36. Kollahuara - La Mariposa (Chile, 1975)
37. Abelardo Carbonó y Su Conjunto - Palenque (Colômbia, 1982)
38. Son Palenque - Dame Un Trago (Colômbia, 1983)
39. Cumbia Siglo XX - Naga Pedale (Colômbia, 1979)
40. Les Loups Noirs d'Haïti - Jet Biguine (Haiti, 1972)
41. Les Flammes - Pitrol (Cabo Verde, ?)
42. Bonga - Rumbangóla (Angola, 1990)
43. Lord Shorty - Sweet Music (Sofrito edit) (Trindade e Tobago, 1976)
44. Rob - Boogie On (Gana, 1977)
45. Kabbala - Ashewo Ara (Gana, 1982)
46. Manu Dibango - New Bell (Camarões, 1972)
47. Paul Simon - Boy in the Bubble (EUA, 1986)
48. Miriam Makeba - Pata Pata (África do Sul, 1957)
49. Bhundu Boys - Ring of Fire (Zimbabué, 1993)
50. Four Brothers - Makorokoto (Zimbabué, 1988)
51. Edward Sharpe and the Magnetic Zeros - Home (EUA, 2009)
52. Talking Heads - People Like Us (EUA, 1986)
53. Duo Ouro Negro - Lindeza (Angola, 1979)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O músico independente

O músico independente grava os discos que quiser no tempo que quiser.
O músico independente rodeia-se de quem lhe interessa e não de quem lhe é imposto.
O músico independente toca onde lhe paguem desde que lhe apeteça ali tocar.
O músico independente ajuda outros a vender azeite, se quiser, mesmo que não seja compreendido por alguns (eu incluído).
O músico independente passa da viola braguesa aos beats e depois volta às baladas, se quiser.
O músico independente disponibiliza as suas canções gratuitamente para que todos o possam ouvir.
O músico independente tem a coragem de reinterpretar à sua maneira o álbum de estreia de um gigante da nossa história da música. E é o próprio Sérgio Godinho que o desafia.
O músico independente dá-se ao luxo de abandonar os palcos por um ano, porque lhe apetece.

Não é por causa disto que gosto, e bastante, dos discos e dos concertos do B Fachada. Mas é por causa disto que o respeito enquanto músico como a poucos. Antes do abandono prometido, vai estar ao vivo no Teatro Académico Gil Vicente (dia 19), no B.Leza (20) e no Tertúlia Castelense (21). "O Fim", nome do novo álbum, vai estar disponível para descarregamento livre no site.

Concertos confortáveis, n.º 1

A partir de agora, as terças-feiras por aqui são dia de se ver ou ouvir concertos destes ou de outros tempos, tirando proveito da oportunidade que youtubes e outros nos dão de aceder, desde há pouco tempo, a vídeos de longa duração.

A primeira sugestão traz a dupla Nirvana e TAD. Em 1989, quando os Nirvana não andavam ainda a rebentar pelas tabelas de vendas do mundo inteiro, na rampa vertiginosa de sucessos atrás de sucessos que os TAD, igualmente santos da igreja grunge de Seattle, nunca chegaram a conhecer. O concerto teve lugar no Fahrenheit, em Paris (a francesa, não a texana), a 12 de janeiro de 1989.

NIRVANA: 01:33 School 03:21 Scoff 07:55 Love Buzz 10:55 Floyd the Barber 13:23 Dive 17:26 Polly 20:00 Big Cheese 23:50 Spank Thru 26:50 About a Girl 29:26 Immodium (Breed) 33:18 Been a Son 35:38 Stain 38:27 Negative Creep 40:55 Blew
TAD: 44:40 Helot 46:20 Pork Chop 50:13 Wood Goblins 52:57 Daisy 55:40 Behemoth 59:10 Nuts 'n Bolts 1:02:05 Hibernation 1:04:56 Nipple Belt