sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Tim Maia 70
Tim Maia, o soul man mais famoso da música brasileira faria 70 anos hoje, se fosse vivo. Na próxima segunda-feira, a Luaka Bop vai lançar "Nobody Can Live Forever: The Existential Soul of Tim Maia", uma coletânea de êxitos, e já hoje assinala o aniversário do nascimento do músico com uma festa global por várias cidades do mundo, entre as quais Lisboa. A festa vai ser no 49 da ZDB, à rua da Barroca, e por lá vão estar nos pratos o Mário Lopes, o Xavier de Almeida e este vosso escriba. A entrada é livre. [Evento no facebook]
terça-feira, 25 de setembro de 2012
O sample do "Antillas" do El Guincho
Lembram-se do "Antillas", a segunda faixa do "Alegranza", do El Guincho? Por aqui, houve várias ocasiões em que achei estar próximo da origem daquele magnífico sample. Mas todas saíram ao lado, até que hoje, por puro acaso, a encontrei a ouvir esta mixtape da boa gente da Rebel Up! (BE/PB/FR), mais precisamente a faixa 10, "Pelina", creditada a uns tais de Oriango & Kipchamba.
Ora reparem:
A cassette de Oriango & Kipchamba está disponível para descarga no sempre obrigatório Awesome Tapes from Africa.
Ora reparem:
A cassette de Oriango & Kipchamba está disponível para descarga no sempre obrigatório Awesome Tapes from Africa.
Etiquetas
el guincho
Há música debaixo da terra
Chama-se "Música a Metro" e é o primeiro festival de programação extensiva a decorrer nas estações do Metro de Lisboa. Acontece ao longo do mês de outubro, essencialmente na estação do Cais do Sodré. A entrada é gratuita, à exceção dos showcases móveis em que aquela estará sujeita à posse de título normal de acesso ao Metro.
Dia 1 (Dia mundial da música / Cais do Sodré / início às 17h)
ANTÓNIO ZAMBUJO
JP SIMÕES
ANA FIRMINO
MANUEL JOÃO VIEIRA
FILHO DA MÃE
Dia 3 (Cais do Sodré)
SUSANA TRAVASSOS
Mostra Restart
Dia 4 (Cais do Sodré)
YOUTHLESS
GUTA NAKI (showcase móvel)
OCTOBER FLIGHT
Dia 5 (Cais do Sodré)
WE TRUST (showcase móvel)
ARTMATA
Música Portuguesa a Gostar Dela Própria
Dia 6 (Marquês de Pombal)
LONG WAY TO ALASKA (showcase móvel)
Dia 10 (Cais do Sodré)
DUAS SEMICOLCHEIAS INVERTIDAS
Mostra Hot Club de Portugal
Dia 11 (Cais do Sodré)
MPEX
ANDREA VERTESSEN
Dia 12 (Cais do Sodré)
VIRA LATA
MARIFA
Música Portuguesa a Gostar Dela Própria
Dia 13 (Aeroporto)
GLI TRE PORTOGHESI (showcase móvel)
Dia 17 (Cais do Sodré)
CARACOL
ANARCHICKS
Dia 18 (Cais do Sodré)
MARIA JOÃO FURA
Especial FARRA FANFARRA vs. BIZU WALKING BAND (showcase móvel até ao Clube Ferroviário - 21h30)
Dia 19 (Cais do Sodré)
JORGE RIVOTTI e MIGUEL GELPI
CACHUPA PSICADÉLICA
Música Portuguesa a Gostar Dela Própria
Dia 20 (Campo Grande)
Mostra ETIC
Dia 24 (Cais do Sodré)
ELEKTRA ZAGREB
OVO
Dia 25 (Cais do Sodré)
UNI_FORM
THE HYPERS
Dia 26 (Cais do Sodré)
CAVALIERS OF FUN
LISSABON
Música Portuguesa a Gostar Dela Própria
Dia 27 (Cais do Sodré, Campo Grande, Marquês de Pombal, Aeroporto)
Mostra Conservatório de Lisboa
Ainda não são conhecidos com precisão os horários, exceção feita para dois dos espetáculos (acima assinalados), mas a organização promete novidades para breve. Mais informação em www.musicaametro.pt ou www.facebook.com/FestivalMusicaAMetro.
Dia 1 (Dia mundial da música / Cais do Sodré / início às 17h)
ANTÓNIO ZAMBUJO
JP SIMÕES
ANA FIRMINO
MANUEL JOÃO VIEIRA
FILHO DA MÃE
Dia 3 (Cais do Sodré)
SUSANA TRAVASSOS
Mostra Restart
Dia 4 (Cais do Sodré)
YOUTHLESS
GUTA NAKI (showcase móvel)
OCTOBER FLIGHT
Dia 5 (Cais do Sodré)
WE TRUST (showcase móvel)
ARTMATA
Música Portuguesa a Gostar Dela Própria
Dia 6 (Marquês de Pombal)
LONG WAY TO ALASKA (showcase móvel)
Dia 10 (Cais do Sodré)
DUAS SEMICOLCHEIAS INVERTIDAS
Mostra Hot Club de Portugal
Dia 11 (Cais do Sodré)
MPEX
ANDREA VERTESSEN
Dia 12 (Cais do Sodré)
VIRA LATA
MARIFA
Música Portuguesa a Gostar Dela Própria
Dia 13 (Aeroporto)
GLI TRE PORTOGHESI (showcase móvel)
Dia 17 (Cais do Sodré)
CARACOL
ANARCHICKS
Dia 18 (Cais do Sodré)
MARIA JOÃO FURA
Especial FARRA FANFARRA vs. BIZU WALKING BAND (showcase móvel até ao Clube Ferroviário - 21h30)
Dia 19 (Cais do Sodré)
JORGE RIVOTTI e MIGUEL GELPI
CACHUPA PSICADÉLICA
Música Portuguesa a Gostar Dela Própria
Dia 20 (Campo Grande)
Mostra ETIC
Dia 24 (Cais do Sodré)
ELEKTRA ZAGREB
OVO
Dia 25 (Cais do Sodré)
UNI_FORM
THE HYPERS
Dia 26 (Cais do Sodré)
CAVALIERS OF FUN
LISSABON
Música Portuguesa a Gostar Dela Própria
Dia 27 (Cais do Sodré, Campo Grande, Marquês de Pombal, Aeroporto)
Mostra Conservatório de Lisboa
Ainda não são conhecidos com precisão os horários, exceção feita para dois dos espetáculos (acima assinalados), mas a organização promete novidades para breve. Mais informação em www.musicaametro.pt ou www.facebook.com/FestivalMusicaAMetro.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
ZDB chega a maioridade e o Thurston Moore, o Peter Brötzmann e os Negativland vêm à festa
18 anos. Dezoito anos. Se fosse gente, a ZDB chegaria no mês de outubro à idade com que já poderia conduzir, comprar tabaco legalmente, consumir álcool sem que lhe apareça uma reportagem da televisão pela frente, dedicar-se ao sexo livre com outros da sua idade.
18 anos pedem uma festa em grande para os lados da rua da Barroca. No que diz apenas respeito à música, o Thurston Moore e os Negativland vão voltar e o Peter Brötzmann surge pela primeira vez na galeria.
O antigo SY vai estar no aquário a 4 de outubro, acompanhado desta vez pelos portugueses Gabriel Ferrandini (bateria) e Pedro Sousa (saxofone tenor), havendo ainda primeira parte, a cargo dos magníficos Sunflare. Já o dinamarquês toca com a Full Blast no dia 15. Os Negativland, que a ZDB já cá trouxe há quatro anos, para um concerto na Lx Factory, apresentam dia 21 o novo projeto, "A Booper Symphony". O mês fecha ainda com os norte-americanos Barn Owl (dia 25) e o rapper LE1f (dia 30).
18 anos pedem uma festa em grande para os lados da rua da Barroca. No que diz apenas respeito à música, o Thurston Moore e os Negativland vão voltar e o Peter Brötzmann surge pela primeira vez na galeria.
O antigo SY vai estar no aquário a 4 de outubro, acompanhado desta vez pelos portugueses Gabriel Ferrandini (bateria) e Pedro Sousa (saxofone tenor), havendo ainda primeira parte, a cargo dos magníficos Sunflare. Já o dinamarquês toca com a Full Blast no dia 15. Os Negativland, que a ZDB já cá trouxe há quatro anos, para um concerto na Lx Factory, apresentam dia 21 o novo projeto, "A Booper Symphony". O mês fecha ainda com os norte-americanos Barn Owl (dia 25) e o rapper LE1f (dia 30).
Valsa da Greve Geral, do novo do Norberto
O quarto álbum de Norberto Lobo vai chamar-se "Mel Azul" e sai em outubro, pela Mbari. Esta "Valsa da Greve Geral" é o primeiro tema a escutar:
Alinhamento de "Mel Azul":
Enzo Fought Back
Lúcia Lima
Vudu Xaile
Valsa da Greve Geral
Rustenburger Str
A Cor do Demo
Rua da Palma Blues
Golden Pony Blues
Lisboa Ginásio
Maga Raga
Mel Azul (Moebius)
O álbum conta exclusivamente com Norberto Lobo e a sua guitarra, à exceção da participação de Sei Miguel com o seu trompete de bolso na faixa derradeira. Foi gravado, misturado e masterizado nos estúdios Golden Pony, em Lisboa, por Eduardo Vinhas.
Alinhamento de "Mel Azul":
Enzo Fought Back
Lúcia Lima
Vudu Xaile
Valsa da Greve Geral
Rustenburger Str
A Cor do Demo
Rua da Palma Blues
Golden Pony Blues
Lisboa Ginásio
Maga Raga
Mel Azul (Moebius)
O álbum conta exclusivamente com Norberto Lobo e a sua guitarra, à exceção da participação de Sei Miguel com o seu trompete de bolso na faixa derradeira. Foi gravado, misturado e masterizado nos estúdios Golden Pony, em Lisboa, por Eduardo Vinhas.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
A tragédia no Mali, também para a música
A tragédia humana pela qual o Mali passa desde o golpe de 22 de março deste ano está a produzir os seus efeitos na produção cultural daquela região, em particular na música. Habituámo-nos, nos últimos anos, a reconhecer a riqueza que provinha de um país com uma tradição ancestral forte, em que das famílias de griots -- os contadores de histórias que através da poesia e/ou da música vão passando conhecimento de geração em geração --, e não só, sobressaíam músicos aos quais o Ocidente tem prestado cada vez maior e mais merecida atenção.
Mas tudo isto está a perder-se. Já tínhamos tido, este ano em Sines, a denúncia de Oumou Sangaré, que tem aproveitado a sua digressão pela Europa para dar conta do que se vai passando no seu país. Neste artigo recente do El Pais, ficamos a saber que Niafunké, onde vivia a família do falecido Ali Farka Touré, é hoje uma aldeia fantasma. O Nordeste do Mali, onde muitas das manifestações culturais malianas aconteciam, incluindo o mítico Festival au Désert, é atualmente controlado por grupos de tuaregues que impuseram a lei islâmica, proibindo assim a música naquela região. No sul, na capital Bamako, onde outrora se acotovelavam produtores e agentes vindos do Ocidente à procura de novos talentos, está hoje, diz o artigo, irreconhecível, como resultado do clima de insegurança que por ali se vive. Muitos dos músicos estão, inclusive, a deixar os instrumentos de lado para se dedicarem a outras formas de sustento.
É todo o mundo que perde.
Mas tudo isto está a perder-se. Já tínhamos tido, este ano em Sines, a denúncia de Oumou Sangaré, que tem aproveitado a sua digressão pela Europa para dar conta do que se vai passando no seu país. Neste artigo recente do El Pais, ficamos a saber que Niafunké, onde vivia a família do falecido Ali Farka Touré, é hoje uma aldeia fantasma. O Nordeste do Mali, onde muitas das manifestações culturais malianas aconteciam, incluindo o mítico Festival au Désert, é atualmente controlado por grupos de tuaregues que impuseram a lei islâmica, proibindo assim a música naquela região. No sul, na capital Bamako, onde outrora se acotovelavam produtores e agentes vindos do Ocidente à procura de novos talentos, está hoje, diz o artigo, irreconhecível, como resultado do clima de insegurança que por ali se vive. Muitos dos músicos estão, inclusive, a deixar os instrumentos de lado para se dedicarem a outras formas de sustento.
É todo o mundo que perde.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O cartaz do Out.Fest 2012
O Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro, que decorre entre 10 e 13 de outubro, já tem nomes anunciados para a edição deste ano:
Kevin Drumm
Helm
Steve Gunn
Helena Espvall
RED trio
Man Forever
The Fish (Jean-Luc Guionnet, Benjamin Duboc, Edward Perraud)
Yong Yong
Rodrigo Amaro
Para mais informações, o melhor é ir acompanhando aqui.
Kevin Drumm
Helm
Steve Gunn
Helena Espvall
RED trio
Man Forever
The Fish (Jean-Luc Guionnet, Benjamin Duboc, Edward Perraud)
Yong Yong
Rodrigo Amaro
Para mais informações, o melhor é ir acompanhando aqui.
Etiquetas
out.fest
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Saiu hoje

(Novo livro do David Byrne. Saiu hoje nos EUA, estando para breve as edições europeias. Mais informação aqui.)
Etiquetas
david byrne
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Josephine Foster de volta!
Mui apreciada por aqui -- alguns recordar-se-ão que a primeira vez que tocou em palcos portugueses, já lá vão sete anos, foi por iniciativa aqui do tasco -- a norte-americana Josephine Foster tem novo álbum, "Blood Rushing" (oiçam mais abaixo), e vai voltar para concertos: 17 de outubro no B.Leza, em Lisboa, e no dia seguinte, no portuense Passos Manuel.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O regresso às aulas sabe bem
Com crise ou sem crise, o regresso às aulas, expressão no que ao circuito de concertos ao vivo merece respeito, não deixa de ser o que tem sido nos anos mais recentes. Felizmente.
Soube-se hoje que o Bombino vai regressar a Portugal, depois do concerto bombástico no FMM Sines (este ano) e da apresentação em versão mais serena no CCB (ano passado). Bombino vai tocar a 27 de outubro no clube mais africano de Lisboa, o B'Leza, nas suas novas instalações no Cais do Sodré. Por falar em África, e porque aqui ainda não se fez eco disso, outra africana, a linda Rokia Traoré e o charmoso Mário Lúcio têm também regresso marcado para Portugal, mais precisamente ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a 10 e a 21 de outubro, respetivamente.
Eis uma seleção com dedo da casa do que há para ver e ouvir nos próximos meses (e ainda sem conhecermos a programação da ZDB para o outono):
- SETEMBRO -
7 a 9 - FESTA DO AVANTE! @ Seixal, Quinta da Atalaia
Entre outras coisas, vamos ter por lá os Gaiteiros de Lisboa a apresentar o novo "Avis Rara". EP para os três dias: 21€, só até amanhã; depois passa a 32€, havendo ainda preços inferiores para os últimos dias da festa.
14 - BEAK> @ Lisboa, Maria Matos
Kraut rock made in Bristol, com Geoff Barrow, dos Portishead. 15€ (c/desconto: 7,5€)
20 - BLACK DICE @ Lisboa, Musicbox
Os Black Dice evoluíram bastante. Vão por mim. Se estiverem próximos daquilo que mostraram no ATP de Minehead do ano passado, vai ser très, très fort. 10€.
21 - B FACHADA @ Lisboa, Lux
Apresentação do recente "Criôlo", aquele disco que se põe a tocar várias vezes sem parar. 10€.
22 - THE PARKINSONS @ Lisboa, Ritz Clube
10€.
24 - SONNY & THE SUNSETS @ Lisboa, Lounge
Já cá tivemos, por várias vezes, os Black Lips. Já cá tivemos os Strange Boys. E agora vamos ter, finalmente, os Sonny & The Sunsets. E com entrada livre.
28 - B FACHADA @ Porto, Passos Manuel
10€.
29 - HOWE GELB @ Guimarães, CCVF
Regresso do "Codfish Cowboy" a Portugal, para um concerto na Capital da Cultura.
10€.
- OUTUBRO -
4 - UM ZERO AMARELO @ Lisboa, Lounge
Uma das boas notícias deste ano foi a do regresso, pelo menos aos palcos, dos UZA. E Lisboa vai ter o privilégio de os receber, também. Entrada gratuita.
7 - LEONARD COHEN @ Lisboa, Pavilhão Atlântico
Simpatia do Sr. Cohen em aparecer por cá todos os anos. Entre 30 a 85€.
10 - MÁRIO LÚCIO @ Lisboa, Calouste Gulbenkian
16 a 22€.
10 - GAITEIROS DE LISBOA @ Porto, Casa da Música
18€.
13 - JELLO BIAFRA AND THE GUANTANAMO SCHOOL OF MEDICINE @ Corroios, Cine-Teatro do Ginásio
Regresso do Biafra àquela sala de Corroios. Primeiras partes de Gazua e Dalai Lume. 20€.
15 - GAITEIROS DE LISBOA @ Lisboa, Culturgest
18€ (5€ para sub-30).
20 - FAUSTO @ Lisboa, Coliseu dos Recreios
É sempre um cabo dos trabalhos para meter o homem num palco, tendo ele mesmo chegado a dizer que nunca mais tocaria ao vivo. Oportunidades como esta não se perdem, portanto. 30€ a 60€.
21 - ROKIA TRAORÉ @ Lisboa, Calouste Gulbenkian
16 a 22€.
23 - EMILY JANE WHITE @ Carnaxide, Auditório Ruy de Carvalho
15€.
24 - DEAD CAN DANCE @ Porto, Casa da Música
Ainda o diabo não tinha levantado a mão para esfregar o olho e já os bilhetes tinham todos sido vendidos. Privilégio único para os que vão conseguir lá estar.
26 - BON IVER @ Lisboa, Campo Pequeno
25 a 35€.
26 - PAUS @ Lisboa, CCB
Ainda há dois anos os Paus apresentavam-se à sociedade com uma festa na garagem de ensaio, ali mesmo ao pé do CCB. O tempo corre e tem vindo a correr bem para os Paus, que o merecem. 5 a 15€.
26 a 28 - AMPLIFEST 2012 @ Porto, Hard Club e Passos Manuel
Esta é uma edição para rebentar com tudo. Os godspeed you! black emperor decidiram voltar aos palcos e são o grande chamariz deste festival de peso. Mas ainda há Six Organs of Admittance, Jozef van Wissem, Amenra, Bohren & Der Club of Gore, White Hills e Ufomammut, entre muitos outros que estão por anunciar. 60€ (bilhete único para os três dias).
27 - BOMBINO @ Lisboa, B'Leza
No jardim das Oliveiras, no CCB, apresentou-se sereno. E foi bom. Em Sines, expôs toda a descarga decibélica e hipnotizante de que são capazes as guitarras elétricas do deserto. E foi explosivo. 10€.
- NOVEMBRO -
1 a 19 - MISTY FEST @ Lisboa, São Jorge/Lux/CCB (e ainda Porto e Sintra)
Cartaz cheio de nomes bons: Tó Trips & Filho da Mãe & Frankie Chavez, Peter Hook, Celina da Piedade, Osso Vaidoso, B Fachada, Amélia Muge, etc., etc.
4 - THE WALKMEN @ Lisboa, Coliseu dos Recreios
25€.
15 - OSSO VAIDOSO @ Lisboa, CCB
E ainda Lucas Bora-Bora. 12€.
20 - LULA PENA & MÚ @ Lisboa, Maria Matos
14€ (c/desconto: 7€).
27 - THE BLACK KEYS @ Lisboa, Pavilhão Atlântico
E ainda The Maccabees. 29€ a 39€.
Soube-se hoje que o Bombino vai regressar a Portugal, depois do concerto bombástico no FMM Sines (este ano) e da apresentação em versão mais serena no CCB (ano passado). Bombino vai tocar a 27 de outubro no clube mais africano de Lisboa, o B'Leza, nas suas novas instalações no Cais do Sodré. Por falar em África, e porque aqui ainda não se fez eco disso, outra africana, a linda Rokia Traoré e o charmoso Mário Lúcio têm também regresso marcado para Portugal, mais precisamente ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a 10 e a 21 de outubro, respetivamente.
Eis uma seleção com dedo da casa do que há para ver e ouvir nos próximos meses (e ainda sem conhecermos a programação da ZDB para o outono):
- SETEMBRO -
7 a 9 - FESTA DO AVANTE! @ Seixal, Quinta da Atalaia
Entre outras coisas, vamos ter por lá os Gaiteiros de Lisboa a apresentar o novo "Avis Rara". EP para os três dias: 21€, só até amanhã; depois passa a 32€, havendo ainda preços inferiores para os últimos dias da festa.
14 - BEAK> @ Lisboa, Maria Matos
Kraut rock made in Bristol, com Geoff Barrow, dos Portishead. 15€ (c/desconto: 7,5€)
20 - BLACK DICE @ Lisboa, Musicbox
Os Black Dice evoluíram bastante. Vão por mim. Se estiverem próximos daquilo que mostraram no ATP de Minehead do ano passado, vai ser très, très fort. 10€.
21 - B FACHADA @ Lisboa, Lux
Apresentação do recente "Criôlo", aquele disco que se põe a tocar várias vezes sem parar. 10€.
22 - THE PARKINSONS @ Lisboa, Ritz Clube
10€.
24 - SONNY & THE SUNSETS @ Lisboa, Lounge
Já cá tivemos, por várias vezes, os Black Lips. Já cá tivemos os Strange Boys. E agora vamos ter, finalmente, os Sonny & The Sunsets. E com entrada livre.
28 - B FACHADA @ Porto, Passos Manuel
10€.
29 - HOWE GELB @ Guimarães, CCVF
Regresso do "Codfish Cowboy" a Portugal, para um concerto na Capital da Cultura.
10€.
- OUTUBRO -
4 - UM ZERO AMARELO @ Lisboa, Lounge
Uma das boas notícias deste ano foi a do regresso, pelo menos aos palcos, dos UZA. E Lisboa vai ter o privilégio de os receber, também. Entrada gratuita.
7 - LEONARD COHEN @ Lisboa, Pavilhão Atlântico
Simpatia do Sr. Cohen em aparecer por cá todos os anos. Entre 30 a 85€.
10 - MÁRIO LÚCIO @ Lisboa, Calouste Gulbenkian
16 a 22€.
10 - GAITEIROS DE LISBOA @ Porto, Casa da Música
18€.
13 - JELLO BIAFRA AND THE GUANTANAMO SCHOOL OF MEDICINE @ Corroios, Cine-Teatro do Ginásio
Regresso do Biafra àquela sala de Corroios. Primeiras partes de Gazua e Dalai Lume. 20€.
15 - GAITEIROS DE LISBOA @ Lisboa, Culturgest
18€ (5€ para sub-30).
20 - FAUSTO @ Lisboa, Coliseu dos Recreios
É sempre um cabo dos trabalhos para meter o homem num palco, tendo ele mesmo chegado a dizer que nunca mais tocaria ao vivo. Oportunidades como esta não se perdem, portanto. 30€ a 60€.
21 - ROKIA TRAORÉ @ Lisboa, Calouste Gulbenkian
16 a 22€.
23 - EMILY JANE WHITE @ Carnaxide, Auditório Ruy de Carvalho
15€.
24 - DEAD CAN DANCE @ Porto, Casa da Música
Ainda o diabo não tinha levantado a mão para esfregar o olho e já os bilhetes tinham todos sido vendidos. Privilégio único para os que vão conseguir lá estar.
26 - BON IVER @ Lisboa, Campo Pequeno
25 a 35€.
26 - PAUS @ Lisboa, CCB
Ainda há dois anos os Paus apresentavam-se à sociedade com uma festa na garagem de ensaio, ali mesmo ao pé do CCB. O tempo corre e tem vindo a correr bem para os Paus, que o merecem. 5 a 15€.
26 a 28 - AMPLIFEST 2012 @ Porto, Hard Club e Passos Manuel
Esta é uma edição para rebentar com tudo. Os godspeed you! black emperor decidiram voltar aos palcos e são o grande chamariz deste festival de peso. Mas ainda há Six Organs of Admittance, Jozef van Wissem, Amenra, Bohren & Der Club of Gore, White Hills e Ufomammut, entre muitos outros que estão por anunciar. 60€ (bilhete único para os três dias).
27 - BOMBINO @ Lisboa, B'Leza
No jardim das Oliveiras, no CCB, apresentou-se sereno. E foi bom. Em Sines, expôs toda a descarga decibélica e hipnotizante de que são capazes as guitarras elétricas do deserto. E foi explosivo. 10€.
- NOVEMBRO -
1 a 19 - MISTY FEST @ Lisboa, São Jorge/Lux/CCB (e ainda Porto e Sintra)
Cartaz cheio de nomes bons: Tó Trips & Filho da Mãe & Frankie Chavez, Peter Hook, Celina da Piedade, Osso Vaidoso, B Fachada, Amélia Muge, etc., etc.
4 - THE WALKMEN @ Lisboa, Coliseu dos Recreios
25€.
15 - OSSO VAIDOSO @ Lisboa, CCB
E ainda Lucas Bora-Bora. 12€.
20 - LULA PENA & MÚ @ Lisboa, Maria Matos
14€ (c/desconto: 7€).
27 - THE BLACK KEYS @ Lisboa, Pavilhão Atlântico
E ainda The Maccabees. 29€ a 39€.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Um rescaldo rápido, muito rápido, quase tão rápido quanto o furacão Gordon, de uma passagem pelo Maré de Agosto
A ilha, a de Santa Maria, a mais meridional do arquipélago dos Açores, é pequena. E bonita. Numa tarde, e com carro, percorrem-se facilmente todos os seus belíssimos recantos. Pelo menos, aqueles que estão mais facilmente acessíveis. É pequena, mas neste fim-de-semana de agosto, como o que passou, Santa Maria enche-se de miúdos e graúdos, mais os primeiros, vindos de todo o arquipélago e de um e do outro lado do Atlântico.
É o grande festival da região. E no continente, quando se fala de festivais, frequentemente se ignora que este é o mais antigo dos que ainda se encontram em atividade (e não o de Paredes de Coura). Neste passado fim-de-semana, foi a 28ª edição. Vigésima-oitava. A equipa que o produz tem vindo a ser renovada e hoje a ACMA, Associação Cultural Maré de Agosto, é conduzida por jovens que sabem bem o que fazem, têm gosto pelo que fazem e que recebem como bons açorianos quem vem de fora. Sem tubarões à vista, outros que não os patrocinadores do costume. Adiante. O espetador não o vê, mas este é também o grande festival da região quando se percebe que muito do que ali é montado junto à praia Formosa é proveniente de vários pontos do arquipélago. Desta e daquela ilha aparece, por solidariedade regional, o PA, o palco, o material do backline. Um continental estranha.
A programação não é a mais coerente que por aí se vai vendo. O Maré de Agosto não é um festival de rock, não é um festival de world music, não é um festival de música de dança. Não é um festival para miúdos, não é um festival para graúdos. Tem um pouco de tudo, sem grandes preocupações na linha com que as diferentes partes da noite são cosidas. Ter o Hamilton de Holanda com o choro irrepreensivelmente a ser arrancado ao seu bandolim e acompanhado por um harpista colombiano seguido de uma popstar com o Charlie Winston ou, depois, o grupo incrível do libanês Rabih Abou-Khalil pisar o mesmo palco que os Crystal Fighters, lança quem sabe ao que vai, ou quem está habituado a outros enquadramentos, num mar de dúvidas. Mas a verdade é que esta miscelânea esquisita acaba por chegar a bom porto quando se percebe que aquela miudagem que enche o morro frontal à praia aprecia o que vai vendo, mesmo quando pouco ou nada conhece de um cartaz que, felizmente, não resvalou para o facilitismo do mainstream. Assim, vale a pena.
As condições para o público, que varia entre os dois ou os quatro milhares de pessoas, salvo erro, são boas, as bebidas não são caras e não obrigam a grandes filas de espera, durante o dia há praia de água quente como sopa, as próprias bandas sentem-se privilegiadas por estarem a tocar numa ilha tão bela. Que mais se pode querer? Venham mais marés e menos furacões. E sem tubarões. Só cachalotes.
É o grande festival da região. E no continente, quando se fala de festivais, frequentemente se ignora que este é o mais antigo dos que ainda se encontram em atividade (e não o de Paredes de Coura). Neste passado fim-de-semana, foi a 28ª edição. Vigésima-oitava. A equipa que o produz tem vindo a ser renovada e hoje a ACMA, Associação Cultural Maré de Agosto, é conduzida por jovens que sabem bem o que fazem, têm gosto pelo que fazem e que recebem como bons açorianos quem vem de fora. Sem tubarões à vista, outros que não os patrocinadores do costume. Adiante. O espetador não o vê, mas este é também o grande festival da região quando se percebe que muito do que ali é montado junto à praia Formosa é proveniente de vários pontos do arquipélago. Desta e daquela ilha aparece, por solidariedade regional, o PA, o palco, o material do backline. Um continental estranha.
A programação não é a mais coerente que por aí se vai vendo. O Maré de Agosto não é um festival de rock, não é um festival de world music, não é um festival de música de dança. Não é um festival para miúdos, não é um festival para graúdos. Tem um pouco de tudo, sem grandes preocupações na linha com que as diferentes partes da noite são cosidas. Ter o Hamilton de Holanda com o choro irrepreensivelmente a ser arrancado ao seu bandolim e acompanhado por um harpista colombiano seguido de uma popstar com o Charlie Winston ou, depois, o grupo incrível do libanês Rabih Abou-Khalil pisar o mesmo palco que os Crystal Fighters, lança quem sabe ao que vai, ou quem está habituado a outros enquadramentos, num mar de dúvidas. Mas a verdade é que esta miscelânea esquisita acaba por chegar a bom porto quando se percebe que aquela miudagem que enche o morro frontal à praia aprecia o que vai vendo, mesmo quando pouco ou nada conhece de um cartaz que, felizmente, não resvalou para o facilitismo do mainstream. Assim, vale a pena.
As condições para o público, que varia entre os dois ou os quatro milhares de pessoas, salvo erro, são boas, as bebidas não são caras e não obrigam a grandes filas de espera, durante o dia há praia de água quente como sopa, as próprias bandas sentem-se privilegiadas por estarem a tocar numa ilha tão bela. Que mais se pode querer? Venham mais marés e menos furacões. E sem tubarões. Só cachalotes.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Agora também concertos completos num youtube perto de si
Já se tornou coisa quase corriqueira apanhar filmes completos no youtube. Pelo menos, os filmes de culto antigos, em relação aos quais já não há quem se levante a reclamar propriedade de direitos. O mesmo anda a passar-se na música. A vaga de concertos e home videos que surgiu em VHS nos anos 80 e 90 tem vindo a aparecer no youtube. É só pôr o motor de pesquisa a funcionar e ligar as colunas.
Por curiosidade, andei à procura daquilo que tinha em cassettes de VHS nessa altura. Eis uma seleção:
BAUHAUS "Shadow of Light" link
BIRTHDAY PARTY "Pleasure Heads Must Burn" link (este foge à regra: está dividido em partes)
BRIAN ENO "Imaginary Landscapes" link
BUTTHOLE SURFERS "Blind Eye Sees All" link
THE CULT "Dreamtime Live at the Lyceum" link
CURRENT 93 "Since Yesterday" link
DAVID BOWIE "Serious Moonlight" link
DEAD KENNEDYS "Live in San Francisco" link
THE DOORS "Live at the Hollywood Bowl" link
EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN "Liebeslieder" link (por partes)
JOY DIVISION "Here Are the Young Men" link
JOHN CALE AND LOU REED "Songs for Drella" link
MINISTRY "In Case You Didn't Feel Like Showing Up" link
NEIL YOUNG... bah, ainda não se encontra nenhum dos VHS online.
NIRVANA "Live and Loud on MTV" link
PJ HARVEY "Reeling with PJ Harvey" link (por partes)
THE POGUES "Live at the Town & Country Club" link (por partes)
REVOLTING COCKS "You Goddamned Son of a Bitch" link (por partes)
SEPULTURA "Under Siege" link
SIOUXSIE AND THE BANSHEES "Nocturne" link
THE SISTERS OF MERCY "Wake" link
THE SMITHS "Live in Madrid" link
TEST DEPARTMENT "Program for Progress" link
TOM WAITS "Big Time" link
Há, ainda assim, alguns nomes que faltam, principalmente entre aqueles que ainda representam negócio significativo para quem quer que seja. E é ainda lamentavelmente notada a ausência do "1991 - The Year that Punk Broke".
Por curiosidade, andei à procura daquilo que tinha em cassettes de VHS nessa altura. Eis uma seleção:
BAUHAUS "Shadow of Light" link
BIRTHDAY PARTY "Pleasure Heads Must Burn" link (este foge à regra: está dividido em partes)
BRIAN ENO "Imaginary Landscapes" link
BUTTHOLE SURFERS "Blind Eye Sees All" link
THE CULT "Dreamtime Live at the Lyceum" link
CURRENT 93 "Since Yesterday" link
DAVID BOWIE "Serious Moonlight" link
DEAD KENNEDYS "Live in San Francisco" link
THE DOORS "Live at the Hollywood Bowl" link
EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN "Liebeslieder" link (por partes)
JOY DIVISION "Here Are the Young Men" link
JOHN CALE AND LOU REED "Songs for Drella" link
MINISTRY "In Case You Didn't Feel Like Showing Up" link
NEIL YOUNG... bah, ainda não se encontra nenhum dos VHS online.
NIRVANA "Live and Loud on MTV" link
PJ HARVEY "Reeling with PJ Harvey" link (por partes)
THE POGUES "Live at the Town & Country Club" link (por partes)
REVOLTING COCKS "You Goddamned Son of a Bitch" link (por partes)
SEPULTURA "Under Siege" link
SIOUXSIE AND THE BANSHEES "Nocturne" link
THE SISTERS OF MERCY "Wake" link
THE SMITHS "Live in Madrid" link
TEST DEPARTMENT "Program for Progress" link
TOM WAITS "Big Time" link
Há, ainda assim, alguns nomes que faltam, principalmente entre aqueles que ainda representam negócio significativo para quem quer que seja. E é ainda lamentavelmente notada a ausência do "1991 - The Year that Punk Broke".
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Mil pássaros na mão
"Ascent", o novo álbum de Six Organs of Admittance sai dia 21 deste mês. Eis "One Thousand Birds", o primeiro rock d'oeuvre a aparecer por aí para degustação:
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Cinema no terraço em agosto
Este mês de agosto volta a contar com cinema no terraço da ZDB às quartas-feiras. A entrada é livre para sócios (os restantes cidadãos livres pagam dois euros) e os filmes começam a ser projetados às 22h de cada quarta-feira. Eis a programação (informação detalhada aqui):
8 - "Half Japanese – The band that would be king", de Jeff Feuerzeig
15 - "Instrument: Fugazi document", de Jem Cohen e Fugazi
22 - "We Jam Econo – The Story of the Minutemen", de Tim Irwin
29 - "The Decline of the Western Civilization", de Penelope Spheeris
8 - "Half Japanese – The band that would be king", de Jeff Feuerzeig
15 - "Instrument: Fugazi document", de Jem Cohen e Fugazi
22 - "We Jam Econo – The Story of the Minutemen", de Tim Irwin
29 - "The Decline of the Western Civilization", de Penelope Spheeris
Foi você que pediu o regresso de Um Zero Amarelo?
Pois então, depois do concerto em Guimarães, por ocasião da programação da Capital da Cultura, eis que Lisboa também vai ter direito a regalar-se com o regresso de um dos grupos minhotos mais adoráveis de sempre. Os Um Zero Amarelo vão ao Lounge no dia 4 de outubro!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Breves memórias do FMM 2012: África e GNR
Regressado a Lisboa para uma breve escala antes de mais uma semana de férias, deixo aqui algumas das memórias a reter em mais um FMM que terminou. Talvez por desígnio do circuito de digressões dos grupos, este foi um FMM com lanças apontadas especialmente a África:
A Oumou e o Béla
Béla Fleck toca no banjo, acústico ou elétrico, como mais ninguém, aqui intrometendo-se na música do Mali e entregando ao seu instrumento, na maior parte das vezes, o pepel que a kora tradicionalmente assume nestas paragens da música africana, enquanto Oumou Sangaré domina o palco mostrando por que é uma das maiores divas da atualidade. É qualidade de sobra para um único projeto. Como se não bastasse, no grupo viajam ainda o baixista senegalês Alioune Wade -- de tal forma fluente na sua disciplina que quase faz esquecer o habitual companheiro de Fleck neste papel, o incrível Victor Wooten -- e o baterista Will Calhoun, dos Living Colour.
Fatoumata Diawara, a linda
Começou como Rokia Traoré, sua compatriota, no primeiro dos seus dois concertos em Sines. Calma, serena, intimista. Acabou como Rokia no segundo. Explosiva, festiva, imparável. Fatoumata Diawara, provavelmente a mulher mais bonita que alguma vez pisou o palco do castelo de Sines, foi a grande revelação deste ano.
Dhafer Youssef e o quarteto do mundo
Dhafer Youssef pode não ser o mais exímio dos intérpretes de alaúde -- e nesse campo, até já ali tínhamos visto, dias antes, o prodigioso Bassam Saba, com o seu Al-Madar -- mas se aliarmos a essa capacidade o seu arrepiante domínio da voz, fazendo lembrar Milton Nascimento do inicio, mas com técnica imensuravelmente melhor, e a forma como o quarteto se entende nos diversos diálogos que se vão construindo ao longo do espetáculo, percebemos um pouco da magia, dos sorrisos de alegria na plateia, do sorriso que Youssef levou para fora do palco. Foi talvez o melhor episódio deste FMM.
Masekela, o génio de palco
Já anda pelos setentas e afirma-se como músico desde os 5. Todos estes anos de digressões, discos, experiências bem sucedidas por África e pelos EUA, fizeram dele a maior lenda viva da música africana. E é ali no palco que ele o prova. Não só mantém intacta toda a sua capacidade técnica instrumental e vocal, como sabe como poucos como se dirigir a uma audiência, mesmo que seja para a “picar”.
Outros destaques
Há que guardar, uma vez mais, memória dos L’Enfance Rouge, que talvez nunca tenham tido na sua vida um palco tão grande como o do castelo de Sines e que estiveram irrepreensíveis nesta primeira apresentação do projeto com o tunisino Lofti Bouchnak, ele que se mostrou bastante divertido com a experiência de partilhar o palco com o power trio sónico e o pequeno ensemble magrebino.
Há que falar também no Bombino, que no primeiro dia do festival, levou a festa dos blues a todos os que ali estavam, num formato intenso e marcadamente hipnótico, muito diferente daquele que apresentou no ano passado, em Lisboa. O pobre do Otis Taylor, que tocou imediatamente antes, terá inventado “trance-blues”. Talvez tenha ficado envergonhado ao ouvir o trance no blues do guitarrista do Níger.
Junte-se ainda os Staff Benda Bilili, que regressaram àquele palco apenas dois anos depois, por força do cancelamento do concerto de Gurrumul. Houve festa rija, claro, ainda que pudesse ter ajudado ter havido um maior distanciamento face ao anterior concerto dos congoleses.
Mais destaques breves: Marc Ribot esteve impecável, tanto enquanto convidado dos Dead Combo, como na direção dos Cubanos Postizos. Diabo a Sete foi uma excelente revelação para este escriba (ao contrário dos Uxu “Absoluta Desilusão” Kalhus, que agora se perdem num hard rock sem qualquer tipo de piada). A nova banda do Lirinha deixa muito a desejar, mas os poemas do brasileiro continuam a ser explosivos. Os Osso Vaidoso são uma das melhores coisas a terem acontecido à música feita por cá nos últimos anos.
Pela lei e pela grei, dizem eles
A Guarda Nacional Republicana apareceu este ano com intenções de estragar a festa. Chegou mesmo a fechá-la quando irrompeu pelos bastidores do palco secundário, junto ao rochedo do Pontal, tendo alegadamente dado voz ao tradicional “acabam a bem ou acabam a mal?”. Mas este triste desfecho não foi o pior. O corpo de segurança pública que na sua insígnia carrega, sem que realmente se entenda porquê, a expressão “pela grei”, fez tudo o que esteve ao seu alcance ao longo de duas semanas para incomodar esse mesmo povo que pretendia estar ali no clima de festa que sempre foi próprio do FMM, ora com mega-operações à entrada da cidade, onde cães farejavam viaturas individuais e autocarros, ora com a barraca preta ao estilo de confessionário à porta do castelo para onde enfiavam o espetador que apresentasse “pinta” que não lhes agradasse, ora com a presença constante, em estilo de ameaça contida, nas imediações dos dois palcos. Como se nestas duas semanas se concentrassem em Sines os piores malfeitores do mundo. Triste e vergonhoso. Nestes dias que se seguem, é a vez do Boom. 1500 militares destacados para Idanha-a-Nova, dizem as notícias. Mil e quinhentos.
A Oumou e o Béla
Béla Fleck toca no banjo, acústico ou elétrico, como mais ninguém, aqui intrometendo-se na música do Mali e entregando ao seu instrumento, na maior parte das vezes, o pepel que a kora tradicionalmente assume nestas paragens da música africana, enquanto Oumou Sangaré domina o palco mostrando por que é uma das maiores divas da atualidade. É qualidade de sobra para um único projeto. Como se não bastasse, no grupo viajam ainda o baixista senegalês Alioune Wade -- de tal forma fluente na sua disciplina que quase faz esquecer o habitual companheiro de Fleck neste papel, o incrível Victor Wooten -- e o baterista Will Calhoun, dos Living Colour.
Fatoumata Diawara, a linda
Começou como Rokia Traoré, sua compatriota, no primeiro dos seus dois concertos em Sines. Calma, serena, intimista. Acabou como Rokia no segundo. Explosiva, festiva, imparável. Fatoumata Diawara, provavelmente a mulher mais bonita que alguma vez pisou o palco do castelo de Sines, foi a grande revelação deste ano.
Dhafer Youssef e o quarteto do mundo
Dhafer Youssef pode não ser o mais exímio dos intérpretes de alaúde -- e nesse campo, até já ali tínhamos visto, dias antes, o prodigioso Bassam Saba, com o seu Al-Madar -- mas se aliarmos a essa capacidade o seu arrepiante domínio da voz, fazendo lembrar Milton Nascimento do inicio, mas com técnica imensuravelmente melhor, e a forma como o quarteto se entende nos diversos diálogos que se vão construindo ao longo do espetáculo, percebemos um pouco da magia, dos sorrisos de alegria na plateia, do sorriso que Youssef levou para fora do palco. Foi talvez o melhor episódio deste FMM.
Masekela, o génio de palco
Já anda pelos setentas e afirma-se como músico desde os 5. Todos estes anos de digressões, discos, experiências bem sucedidas por África e pelos EUA, fizeram dele a maior lenda viva da música africana. E é ali no palco que ele o prova. Não só mantém intacta toda a sua capacidade técnica instrumental e vocal, como sabe como poucos como se dirigir a uma audiência, mesmo que seja para a “picar”.
Outros destaques
Há que guardar, uma vez mais, memória dos L’Enfance Rouge, que talvez nunca tenham tido na sua vida um palco tão grande como o do castelo de Sines e que estiveram irrepreensíveis nesta primeira apresentação do projeto com o tunisino Lofti Bouchnak, ele que se mostrou bastante divertido com a experiência de partilhar o palco com o power trio sónico e o pequeno ensemble magrebino.
Há que falar também no Bombino, que no primeiro dia do festival, levou a festa dos blues a todos os que ali estavam, num formato intenso e marcadamente hipnótico, muito diferente daquele que apresentou no ano passado, em Lisboa. O pobre do Otis Taylor, que tocou imediatamente antes, terá inventado “trance-blues”. Talvez tenha ficado envergonhado ao ouvir o trance no blues do guitarrista do Níger.
Junte-se ainda os Staff Benda Bilili, que regressaram àquele palco apenas dois anos depois, por força do cancelamento do concerto de Gurrumul. Houve festa rija, claro, ainda que pudesse ter ajudado ter havido um maior distanciamento face ao anterior concerto dos congoleses.
Mais destaques breves: Marc Ribot esteve impecável, tanto enquanto convidado dos Dead Combo, como na direção dos Cubanos Postizos. Diabo a Sete foi uma excelente revelação para este escriba (ao contrário dos Uxu “Absoluta Desilusão” Kalhus, que agora se perdem num hard rock sem qualquer tipo de piada). A nova banda do Lirinha deixa muito a desejar, mas os poemas do brasileiro continuam a ser explosivos. Os Osso Vaidoso são uma das melhores coisas a terem acontecido à música feita por cá nos últimos anos.
Pela lei e pela grei, dizem eles
A Guarda Nacional Republicana apareceu este ano com intenções de estragar a festa. Chegou mesmo a fechá-la quando irrompeu pelos bastidores do palco secundário, junto ao rochedo do Pontal, tendo alegadamente dado voz ao tradicional “acabam a bem ou acabam a mal?”. Mas este triste desfecho não foi o pior. O corpo de segurança pública que na sua insígnia carrega, sem que realmente se entenda porquê, a expressão “pela grei”, fez tudo o que esteve ao seu alcance ao longo de duas semanas para incomodar esse mesmo povo que pretendia estar ali no clima de festa que sempre foi próprio do FMM, ora com mega-operações à entrada da cidade, onde cães farejavam viaturas individuais e autocarros, ora com a barraca preta ao estilo de confessionário à porta do castelo para onde enfiavam o espetador que apresentasse “pinta” que não lhes agradasse, ora com a presença constante, em estilo de ameaça contida, nas imediações dos dois palcos. Como se nestas duas semanas se concentrassem em Sines os piores malfeitores do mundo. Triste e vergonhoso. Nestes dias que se seguem, é a vez do Boom. 1500 militares destacados para Idanha-a-Nova, dizem as notícias. Mil e quinhentos.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
20 concertos a não perder no FMM
Por ordem cronológica:
WAZIMBO
(Moçambique)
Dia 19 (quinta-feira), 21h45 - Castelo
Oportunidade para ouvir a voz da mítica Orquestra Marrabenta Star de Moçambique.
OTIS TAYLOR BAND
(EUA)
Dia 19 (quinta-feira), 23h15 - Castelo
Venha o blues de palco grande, para a festa!
BOMBINO
(Níger/Povo Tuaregue)
Dia 19 (quinta-feira), 00h45 - Castelo
E logo a seguir o melhor do blues do deserto. Quem esteve no Jardim das Oliveiras, no ano passado, não vai perder.
AL MADAR
(Líbano/EUA)
Dia 20 (sexta-feira), 21h45 - Castelo
Primeiro episódio da Nova Iorque multicultural neste FMM 2012, com a baterista April Centrone e o violinista Timba Harris a regressarem ao palco do castelo, depois dos Secret Chiefs no ano passado, agora neste projeto de raízes árabes centrado na figura do libanês Bassam Saba. Também vão à ZDB, já amanhã, quarta-feira.
L'ENFANCE ROUGE & LOFTI BOUCHNAK
(França/Itália/Tunísia)
Dia 20 (sexta-feira), 23h15 - Castelo
Um dos mais energéticos trios de rock dos últimos tempos volta a Sines, agora com direito a toda a magia do castelo e com um novo convidado tunisino, o cantor Lofti Bouchnak. Da outra vez que os L'ER trouxeram tunisinos, foi um fim de noite arrasador. O trio vai andar pelo país (Portalegre, Lisboa, Milhões de Festa), mas a apresentação com os músicos tunisinos é exclusiva do FMM.
DEAD COMBO & MARC RIBOT
(Portugal/EUA)
Dia 21 (sábado), 19h00 - Castelo
Sines é fértil em encontros de músicos e de culturas. E este é um dos mais especiais de toda o historial do festival.
OUMOU SANGARÉ & BÉLA FLECK
(Mali/EUA)
Dia 21 (sábado), 21h45 - Castelo
Outro encontro impossível de perder.
MARC RIBOT Y LOS CUBANOS POSTIZOS
(EUA)
Dia 21 (sábado), 23h15 - Castelo
Mais um episódio da Nova Iorque multicultural. Marc Ribot volta a Sines, com o seu projeto mais famoso. Da outra vez foi tremendo. Agora pode ainda ser melhor.
JESSIKA KENNEY & EYVIND KANG
(EUA)
Dia 24 (terça-feira), 22h00 - Centro de Artes de Sines
Mais Nova Iorque (ou quase), no único concerto marcado para o CAS, numa atmosfera que se pretende mais intimista.
ENSEMBLE NOTTE DELLA TARANTA
(Itália)
Dia 25 (quarta-feira), 22h00 - Castelo
Noite especial com uma orquestra apuliana para fazer a malta dançar a pizzica.
STAFF BENDA BILILI
(RD Coongo)
Dia 26 (quinta-feira), 00h45 - Castelo
O cancelamento do concerto do aborígene Gurrumul veio precipitar o regresso, passado tão pouco tempo, deste grupo de músicos de Kinshasa, protagonista de um dos melhores momentos do historial do FMM, há dois anos.
KOUYATÉ-NEERMAN
(Mali/França)
Dia 27 (sexta-feira), 20h00 - Pontal
Espécie de encontro entre o balafon do Mali e o vibrafone europeu, acompanhados de uma secção rítmica que parece ter saído do pós-rock ou do jazz-rock. Promete!
DHAFER YOUSSEF
(Tunísia)
Dia 27 (sexta-feira), 21h45 - Castelo
O alaúde árabe no jazz europeu/escandinavo. Isto vai fazer estremecer as paredes do castelo.
MARI BOINE
(Noruega/Sápmi)
Dia 27 (sexta-feira), 23h15 - Castelo
Finalmente, porra. Mari Boine em Sines!
ZITA SWOON GROUP
(Bélgica/Burkina Faso)
Dia 27 (sexta-feira), 00h45 - Castelo
Também a Stef Kamil Carlens chegou o chamamento de África.
JUJU
(Gâmbia/Inglaterra)
Dia 27 (sexta-feira), 02h30 - Pontal
Mais um encontro Europa-África. Diz-se que o projeto está a funcionar melhor desde que surgiu em Sines pela primeira vez, já lá vão quatro anos.
ORQUESTRA TODOS
(Portugal/...)
Dia 28 (sábado), 18h45 - Castelo
O primeiro concerto da Orquestra Todos, no Largo do Intendente, no passado, foi uma experiência bonita a todos os níveis. O modelo adotado da Orchestra di Piazza Vittorio, é o de pôr em palco músicos residentes em Lisboa e provenientes dos mais diversos cantos e culturas do mundo. Não podia fazer mais sentido em Sines.
HUGH MASEKELA
(África do Sul)
Dia 28 (sábado), 21h45 - Castelo
O nome maior desta edição do FMM. Aos 73 anos, Masekela traz a Portugal um dos trompetes mais iconográficos da história da música africana, do jazz norte-americano e das lutas políticas do seu país.
TONY ALLEN FEAT. AMP FIDDLER
(Nigéria)
Dia 28 (sábado), 23h15 - Castelo
Agora, no castelo, a oportunidade para o Tony Allen se refazer, na companhia de Amp Fiddler (antigo companheiro de estrada de George Clinton), da fraca prestação de há anos, junto à praia. A secção de metais tem marca local: é constituída pelos professores da Escola de Artes de Sines. E deverá ser a primeira vez que se verá uma keytar (a de Amp Fiddler) em Sines.
LIRINHA
(Brasil)
Dia 28 (sábado), 02h30 - Pontal
Há seis anos, deixou o castelo de Sines semi-destruído na companhia dos já míticos Cordel do Fogo Encantado. Veio depois a separação e só agora José Paes de Lira volta aos palcos de música, a solo, apresentando um disco menos tribal, mais rock, mais eletrónica, a mesma carga emocional. Vai ser um encerramento bonito para o FMM 2012.
WAZIMBO
(Moçambique)
Dia 19 (quinta-feira), 21h45 - Castelo
Oportunidade para ouvir a voz da mítica Orquestra Marrabenta Star de Moçambique.
OTIS TAYLOR BAND
(EUA)
Dia 19 (quinta-feira), 23h15 - Castelo
Venha o blues de palco grande, para a festa!
BOMBINO
(Níger/Povo Tuaregue)
Dia 19 (quinta-feira), 00h45 - Castelo
E logo a seguir o melhor do blues do deserto. Quem esteve no Jardim das Oliveiras, no ano passado, não vai perder.
AL MADAR
(Líbano/EUA)
Dia 20 (sexta-feira), 21h45 - Castelo
Primeiro episódio da Nova Iorque multicultural neste FMM 2012, com a baterista April Centrone e o violinista Timba Harris a regressarem ao palco do castelo, depois dos Secret Chiefs no ano passado, agora neste projeto de raízes árabes centrado na figura do libanês Bassam Saba. Também vão à ZDB, já amanhã, quarta-feira.
L'ENFANCE ROUGE & LOFTI BOUCHNAK
(França/Itália/Tunísia)
Dia 20 (sexta-feira), 23h15 - Castelo
Um dos mais energéticos trios de rock dos últimos tempos volta a Sines, agora com direito a toda a magia do castelo e com um novo convidado tunisino, o cantor Lofti Bouchnak. Da outra vez que os L'ER trouxeram tunisinos, foi um fim de noite arrasador. O trio vai andar pelo país (Portalegre, Lisboa, Milhões de Festa), mas a apresentação com os músicos tunisinos é exclusiva do FMM.
DEAD COMBO & MARC RIBOT
(Portugal/EUA)
Dia 21 (sábado), 19h00 - Castelo
Sines é fértil em encontros de músicos e de culturas. E este é um dos mais especiais de toda o historial do festival.
OUMOU SANGARÉ & BÉLA FLECK
(Mali/EUA)
Dia 21 (sábado), 21h45 - Castelo
Outro encontro impossível de perder.
MARC RIBOT Y LOS CUBANOS POSTIZOS
(EUA)
Dia 21 (sábado), 23h15 - Castelo
Mais um episódio da Nova Iorque multicultural. Marc Ribot volta a Sines, com o seu projeto mais famoso. Da outra vez foi tremendo. Agora pode ainda ser melhor.
JESSIKA KENNEY & EYVIND KANG
(EUA)
Dia 24 (terça-feira), 22h00 - Centro de Artes de Sines
Mais Nova Iorque (ou quase), no único concerto marcado para o CAS, numa atmosfera que se pretende mais intimista.
ENSEMBLE NOTTE DELLA TARANTA
(Itália)
Dia 25 (quarta-feira), 22h00 - Castelo
Noite especial com uma orquestra apuliana para fazer a malta dançar a pizzica.
STAFF BENDA BILILI
(RD Coongo)
Dia 26 (quinta-feira), 00h45 - Castelo
O cancelamento do concerto do aborígene Gurrumul veio precipitar o regresso, passado tão pouco tempo, deste grupo de músicos de Kinshasa, protagonista de um dos melhores momentos do historial do FMM, há dois anos.
KOUYATÉ-NEERMAN
(Mali/França)
Dia 27 (sexta-feira), 20h00 - Pontal
Espécie de encontro entre o balafon do Mali e o vibrafone europeu, acompanhados de uma secção rítmica que parece ter saído do pós-rock ou do jazz-rock. Promete!
DHAFER YOUSSEF
(Tunísia)
Dia 27 (sexta-feira), 21h45 - Castelo
O alaúde árabe no jazz europeu/escandinavo. Isto vai fazer estremecer as paredes do castelo.
MARI BOINE
(Noruega/Sápmi)
Dia 27 (sexta-feira), 23h15 - Castelo
Finalmente, porra. Mari Boine em Sines!
ZITA SWOON GROUP
(Bélgica/Burkina Faso)
Dia 27 (sexta-feira), 00h45 - Castelo
Também a Stef Kamil Carlens chegou o chamamento de África.
JUJU
(Gâmbia/Inglaterra)
Dia 27 (sexta-feira), 02h30 - Pontal
Mais um encontro Europa-África. Diz-se que o projeto está a funcionar melhor desde que surgiu em Sines pela primeira vez, já lá vão quatro anos.
ORQUESTRA TODOS
(Portugal/...)
Dia 28 (sábado), 18h45 - Castelo
O primeiro concerto da Orquestra Todos, no Largo do Intendente, no passado, foi uma experiência bonita a todos os níveis. O modelo adotado da Orchestra di Piazza Vittorio, é o de pôr em palco músicos residentes em Lisboa e provenientes dos mais diversos cantos e culturas do mundo. Não podia fazer mais sentido em Sines.
HUGH MASEKELA
(África do Sul)
Dia 28 (sábado), 21h45 - Castelo
O nome maior desta edição do FMM. Aos 73 anos, Masekela traz a Portugal um dos trompetes mais iconográficos da história da música africana, do jazz norte-americano e das lutas políticas do seu país.
TONY ALLEN FEAT. AMP FIDDLER
(Nigéria)
Dia 28 (sábado), 23h15 - Castelo
Agora, no castelo, a oportunidade para o Tony Allen se refazer, na companhia de Amp Fiddler (antigo companheiro de estrada de George Clinton), da fraca prestação de há anos, junto à praia. A secção de metais tem marca local: é constituída pelos professores da Escola de Artes de Sines. E deverá ser a primeira vez que se verá uma keytar (a de Amp Fiddler) em Sines.
LIRINHA
(Brasil)
Dia 28 (sábado), 02h30 - Pontal
Há seis anos, deixou o castelo de Sines semi-destruído na companhia dos já míticos Cordel do Fogo Encantado. Veio depois a separação e só agora José Paes de Lira volta aos palcos de música, a solo, apresentando um disco menos tribal, mais rock, mais eletrónica, a mesma carga emocional. Vai ser um encerramento bonito para o FMM 2012.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)



