sexta-feira, 6 de julho de 2012

Entrevista ao sr. FMM, parte 5

(Continuação da entrevista ao diretor artístico e de produção do FMM Sines, Carlos Seixas)
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5. Deixemos os números para trás. O saxofonista norte-americano David Murray esteve no FMM em 2001. Voltou em 2002 e 2004. Arranjou até casa em Sines e hoje é uma figura fácil de encontrar pela cidade. É o caso extremo de uma relação que os músicos constroem com o festival, com a zona. Que outras histórias há para contar?

Vítor, o David já esteve em mais edições! Também em 2007 e 2010. As cinco vezes com projetos diferentes, que revelam a criatividade e trabalho de composição notável deste músico maior. Vive em Paris mas passa aqui em Sines alguns meses por ano, intervalo entre palcos. Comprou casa com vista para o mar, sedimentou amizades e sente-se integradíssimo na comunidade local.

Penso que um festival com objetivos bem definidos como este tem uma palavra a dizer quanto à ligação da comunidade com os artistas que a visitam. Como sabes, durante o período da festa há alguns músicos que se misturam facilmente com a população e os visitantes. Outros ficam pela região mais uns dias para férias. Há pequenas histórias, histórias simples com gente afável e sem vedetismo! Que gostam tanto de nós como nós gostamos deles. Profundamente!

E tudo isto me leva ao texto do Byrne, "i hate world music", ficando feliz porque isso acontece aqui:

"…Talvez esteja a ser ingénuo, mas gostaria de acreditar que assim que passamos a amar certos aspetos de uma cultura – a sua música, por exemplo –, nunca mais poderemos pensar no povo dessa cultura como menor do que nós próprios. Gostaria de acreditar que se me emocionar profundamente com uma canção que tenha origem num lugar diferente do sítio onde vivo, terei, em certo sentido, partilhado uma experiência com o povo dessa cultura. Terei sido agradavelmente contaminado..."



(Na fotografia, Carlos Seixas e David Murray)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

E porque, como sempre, os cartazes bonitos são para serem vistos, eis o de godspeed you! black emperor



Entretanto, já há mais informações aqui. Os bilhetes vão ser postos à venda em breve.

PARA JÁ TUDO! godspeed no Porto, em outubro!

Parece que os godspeed you! black emperor, que recentemente voltaram a dar concertos, dizendo-se por aí que vão gravar novo álbum, estão escalados para atuarem no Amplifest, o festival organizado pela Amplificasom, no Porto. Vai ser no dia 28 de outubro e é a primeira data da digressão europeia do coletivo no outono, como se pode ver no site da constellation.

Entrevista ao sr. FMM, parte 4

(Continuação da entrevista ao diretor artístico e de produção do FMM Sines, Carlos Seixas)
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4. A propósito de números, o crescimento trouxe ou virá a trazer ao FMM sustentabilidade financeira ou a sua realização estará sempre dependente do financiamento da autarquia? Como é que a crise das finanças públicas tem afetado, nesse contexto, o FMM?

A sustentabilidade de qualquer serviço público cultural é problema sério! Exceto se há mecenato forte e duradouro por trás ou pela frente! Ou então uma qualquer candidatura específica a financiamento de Bruxelas! Mas sempre a prazo. Como sabes basta haver uma leve crise financeira ou, em caso extremo, uma delegação externa a dirigir um baile mandado e o primeiro setor a levar com restrições é o da cultura.

Quanto ao FMM afina por este diapasão. Para simplificar, digo direto: a produção é cara e tem qualidade, o bilhete é barato e mesmo assim com algum público renitente em comprá-lo preferindo assistir através dos ecrãs ou reservando-se para os concertos gratuitos. As receitas de bilheteira vão um pouco mais além de um terço do orçamento global. O apoio e mecenato de empresas com outras receitas provenientes de licenciamento de vendas ao público, merchandising e afins dão para outro terço. O restante dos custos era suportado pela autarquia.
No entanto, desde 2010 e até 2013, o FMM é cofinanciado pela Rede Urbana Mobilidade Inovação e Memória / Rede de Cidades do Litoral Alentejano, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013, com fundos FEDER/UE. O que garante uma comparticipação financeira da autarquia muito leve. E após 2013??

Mas, sem espanto, as estatísticas oficiais servem para reativar memórias: "em 2010, realizaram-se 30 088 sessões de espetáculos ao vivo, com um total de 10,2 milhões de espetadores, dos quais 4,6 milhões pagaram bilhete"! Afinal esta coisa até é relevante para a economia nacional. No caso específico da música: número de espectadores a roçar os quatro milhões e receitas de bilheteira na ordem dos cinquenta milhões de euros.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sexta-feira, há...

Entrevista ao sr. FMM, parte 3

(Continuação da entrevista ao diretor artístico e de produção do FMM Sines, Carlos Seixas)
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3. Falavas atrás, a propósito de Sines, de "uma comunidade aberta ao mundo". Todos os anos se vê a simpatia com que os locais recebem, de uma forma geral, pessoas que lhes são tão diferentes. Como vês a região a receber o festival e em que é que o festival mudou a região?

Olha, já que ambos gostamos de números respondo-te com eles.

De 1999 até agora a estimativa de espetadores ronda os seiscentos mil. Uma grande fatia proveniente de outras paragens que não a cidade de Sines. A economia local e regional beneficia! Mesmo que o nosso público, que não é esbanjador, seja comedido com a oferta gastronómica da região e não seja demasiado exigente com o alojamento, a coisa já ultrapassa as centenas de milhares de euros. Basta fazer contas!

Depois há a imagem da cidade. No site FMM referimo-nos a isso. Desde as primeiras edições temos recebido jornalistas de vários órgãos de comunicação europeus, a crítica especializada, a blogosfera, e todos são unânimes na qualidade do festival. Publicações como o Libération, o L'Humanité, o Courrier International, o The Sunday Times, a revista Songlines têm destacado a qualidade da programação, os músicos participantes consideram-no um dos melhores festivais da Europa e toda a imprensa portuguesa tem dado relevo à sua excelência como evento cultural. E Sines lá está! Com todo o seu charme e localização apetecível. O complexo petroquímico ou as indústrias pesadas passam a segundo plano.

E para terminar mais um dado relevante: segundo um estudo efetuado pela Cision, em 2011, a cobertura mediática do FMM só nos meses de julho e agosto representava um valor publicitário correspondente a mais de um milhão de euros.


(Resposta atualizada com mais detalhe às 15:46)




terça-feira, 3 de julho de 2012

Entrevista ao sr. FMM, parte 2

(Continuação da entrevista ao diretor artístico e de produção do FMM Sines, Carlos Seixas)
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2. A primeira edição, em 1999, tinha apenas sete nomes, quatro deles portugueses. Durou três dias e realizou-se apenas no castelo. Nessa altura, passava-te pela cabeça que o FMM podia vir a dar o salto que deu alguns anos mais tarde, em público, em organização, em dimensão do cartaz?

Como sabes, naquela altura a oferta cultural na periferia era reduzida e muitas vezes redutora, embora quanto a festivais de matriz similar houvesse as referências dos Encontros Musicais da Tradição Europeia, promovidos pela Etnia em várias cidades do país; o Cantigas do Maio, organizado pela Associação José Afonso, iniciado em Setúbal e depois consolidado no Seixal; o Viva a Rua em Évora, organizado pela câmara local; o Tom de Festa em Tondela, promovido pela Acert; o Festival Intercéltico do Porto, entre outros. Alguns destes já com bastante público e divulgação mediática.

A primeira edição curiosamente foi realizada no mês de agosto. Tinha sido preparada em poucos meses. Havia algumas reservas por parte de alguns membros do executivo da câmara mas uma vontade firme do presidente, um orçamento reduzido e uma grande ansiedade para saber como o público reagiria. Sabíamos que mais cedo ou mais tarde o Festival de Sines poderia dar o salto! Seria uma questão de tempo e de afinação organizativa, mesmo que nos primeiros anos fosse difícil.

Mas queríamos uma programação mais abrangente, que o FMM não se resumisse ao "reino do exótico" como escreveria o David Byrne em outubro desse ano. Da tradição ao jazz, do tango ao reggae, da fusão ao folk. Mas também da erudita ao rock!

Pretendíamos um festival que servisse de ponte cultural entre o norte e o sul, o oriente e o ocidente, que motivasse o diálogo intercultural. Que desse importância ao trabalho criativo de artistas que normalmente são afastados dos grandes circuitos mediáticos, independentemente do género musical e da geografia dominantes. Três anos mais tarde acontecia a primeira grande enchente do castelo!

O novo dos Dirty Projectors

"Swing Lo Magellan", o novo álbum dos Dirty Projectors, sai para a semana, pela Domino. Se ainda não o apanharam por aquela via do costume, podem ouvi-lo através do Guardian.

As quintas-feiras de verão no Museu do Chiado

No Jardim das Esculturas do Museu Nacional de Arte Contemporânea, o final de tarde das quintas-feiras volta a ser preenchido com programação da Filho Único. Sempre a partir das 19h30, haverá concertos ou gente a passar discos. Na próxima quinta-feira vai por lá estar B Fachada, em concerto. A entrada é livre. Programa:

5/7: B Fachada
12/7: IKB
19/7: Dolphins Into The Future
26/7: Éme
2/8: Slight Delay (DJ Set)
9/8: Rui Miguel Abreu (DJ Set)
16/8: João Peste (DJ Set)
23/8: Norberto Lobo (DJ Set)
30/8: B Fachada (DJ Set)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Entrevista ao Sr. FMM, parte 1

Chegámos a julho. Todos os anos, quando no calendário o L toma o lugar do N, há muitos portugueses que entram de férias, há os que delas regressam, há ainda os que se lembram do que era ter um emprego e do que era terem agora o descanso, há os que bulem todo o ano para que não lhes aconteça o mesmo, há os que se queixam do calor, há os que se queixam que o verão ainda não chegou, há os que desesperam porque o futebol parou ou porque não há amigos com quem sair para os copos. Entre estes e além destes, há os que anseiam pela chegada iminente de mais um FMM Sines, que desde 1999 vem conquistando corações e multidões.

No próximo dia 19, começa mais uma edição. Até dia 28, cumprindo a tradição do encerramento no último fim-de-semana do mês, os palcos do FMM vão receber gente de todas as paragens, engrossando um vasto e nobre currículo que atira com este festival para as melhores páginas das publicações estrangeiras dedicadas às músicas das várias latitudes e longitudes. Este ano, vamos ali ter, entre muitos outros, a Oumou Sangaré a partilhar o Mali com o Béla Fleck; o Marc Ribot, que traz os seus fantásticos Cubanos Postizos, a partilhar a sua guitarra com os “nossos” Dead Combo; os L’Enfance Rouge que trocam receitas de explosão sónica com as melodias árabes da voz do tunisino Lotfi Bouchnak; também da Tunísia, o Dhafer Youssef que empresta a magia do toque no seu Alaúde ao jazz; a Orquestra Todos que reúne parte do mundo que Lisboa alberga; o Ensemble Note della Taranta que prepara um espetáculo nunca antes visto em Sines; a Amélia Muge, que se junta ao grego Michales Loukovikas num périplo mediterrânico; e mais o Tony Allen com o afro beat, o Otis Taylor com o blues americano, o Bombino com o blues do Saara, o Hugh Masekela com todo o peso de uma carreira notável no jazz africano e norte-americano, o Nortec Collective com eletrónica Cal-Mex, a Imperial Tiger Orchestra com a Etiópia gloriosa, os Shangaan Electro com a velocidade estonteante das novas batidas sul africanas, a Mari Boine, que é sempre tão bem vinda, o Lirinha que regressa depois do cataclismo que protagonizou em Sines com o Cordel do Fogo Encantado, o Zita Swoon Group, que agora se virou também para África, o Eyvind Kang, o Gurrumul, os Astillero, os Uxu Kalhus, os Osso Vaidoso, o Lirinha. Estes e tantos, tantos mais.



Thank you, Carlos. Quem vai ao FMM já se habituou a ouvir esta frase, pequena mas sentida, da boca dos músicos que por ali vão passando e que ano após ano perguntam se podem regressar. Mas, ainda assim, pouca gente entre o público conhece o diretor artístico do festival. Carlos Seixas, o homem ao leme do FMM desde o seu início, pai e avô, fez 60 anos há poucas semanas, mas tem o entusiasmo, o gosto pelo que faz e o espírito de risco que poucos conseguem ainda conservar quando atingem metade daquela idade. Além de meter inveja a todos com a jovialidade que transporta no rosto. Diz-se que tem o retrato de Dorian Gray em casa.

Nasceu em Viseu e viveu a primeira juventude no Porto, onde estudou Economia. Foi professor de matemática de liceu entre 73 e 84, do norte ao sul de Portugal e, pelo meio, em Angola. Como qualquer pessoa que se preze nesta geração, também ele esteve ligado ao famoso movimento dos cine clubes, primeiro o CCP (Porto), depois o Cine Clube e Cooperativa Livreira de Viseu, ajudando ainda a fundar o Cine Clube de Lagos. Viveu em Sines, onde colaborou com o Teatro do Mar e fez parte da comissão instaladora do Centro Cultural Emmerico Nunes. Em 1987, foi para a Guiné-Bissau, onde trabalhou para o Centro Cultural Francês e para a UNICEF. Em Angola, liderou um projeto da ONU para a reintegração de militares. No regresso a Portugal, em 1998, Manuel Coelho, o presidente até hoje da Câmara Municipal de Sines, convida-o para a programação cultural da autarquia, dando início, no ano seguinte, ao FMM. Hoje é ainda responsável pela programação do Centro de Artes de Sines e integra a Associação Pró-Artes desde a fundação da Escola das Artes de Sines. O FMM não foi o único festival em que trabalhou em Portugal. Também o "Músicas do Mar", na Póvoa de Varzim (2007 e 2008) e o "Viseu a 15 do 6" (2007), contaram com a sua ajuda na programação.
Ao longo destes próximos dias, enquanto não chega o FMM, o Carlos Seixas vai responder aqui a algumas perguntas a respeito do festival. O que já passou, o que passará este ano, o que se passa na sua cabeça para o futuro do festival. Para primeira pergunta, um clássico das entrevistas. Como é que tudo começou.


1. Como é que surgiu o FMM? Como é que surges ao leme desta aventura, sem teres experiência, pelo menos por cá, na produção deste tipo de eventos?

Numa conversa prévia com o Manuel Coelho, constatou-se que a cidade tinha todas as condições para acolher um festival de música. Um porto milenar e cosmopolita; uma personagem histórica que embora controversa nasceu aqui; um espaço nobre, uma estrutura urbana e envolvente adequada; uma comunidade aberta ao mundo e recetiva à diferença.

Não havia dúvidas quanto ao formato do festival. É nos portos que o mundo se encontra após travessia de oceanos ou de um sem fim de cruzamentos aleatórios numa terra que não é a nossa. Os contactos interculturais existiam de há séculos, mesmo anteriores às viagens do capitão no século XVI e continuaram após a implantação dos portos industriais na zona.

O festival teria de ser um ponto de encontro da diversidade cultural, acontecimento e montra das expressões musicais do mundo! O nome embora ambíguo surgiu de uma forma óbvia: FMM.

A minha experiência africana foi determinante. Já tinha programado e produzido, durante vários anos, eventos para o Centro Cultural Francês e para a Unicef. Como exemplo em relação à música, um concerto ao ar livre do senegalês Youssou N’Dour, em 1992, na praça Che Guevara, na cidade de Bissau.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Primavera Club, agora também por cá

Marquem nos calendários o fim de semana de 30 de novembro a 2 de dezembro. O Primavera Club, versão de outono, reduzida e em sala fechada, do festival Primavera Sound, que Madrid e Barcelona se habituaram a conhecer todos os anos, vai também ter versão em Portugal. Neste primeiro ano, a cidade eleita é Guimarães, que atualmente celebra o programa da Capital da Cultura 2012, devendo as próximas edições do Primavera Club português estabelecer-se noutra cidade, provavelmente o Porto, que este já recebeu a primeira edição do "nosso" Primavera Sound. Para a edição de 2013 deste são também já conhecidas as datas: 30 de maio a 2 de junho.

Dizem os chineses, e com razão, que a palavra é prata e o silêncio é ouro

Começa amanhã, ao fim da tarde na esplanada do Povo, ao Cais do Sodré, mais uma edição do Festival Silêncio. De 26 de junho a 1 de julho, cinco espaços da cidade de Lisboa -- MusicBox, Cinema São Jorge, Pensão Amor, Povo e Fundação José Saramago -- vão receber espetáculos, conversas, sessões de leitura, cinema, etc. Na música, o destaque da edição deste ano vai para os espetáculos dos Irmãos Demónio, grupo formado especialmente para o festival por Filho da Mãe, Hélio Morais, Quim Albergaria e Kalaf, dos Poetas, coletivo recuperado aos anos 90 por Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, entre outros, dos Pop Dell'Arte, com "Neurotycon", um espetáculo de spoken word, e dos Mão Morta, com "Bate Papo", um reportório especialmente inclinado para a spoken word. Mas há muito mais ao longo desta semana. Fica aqui a parte do programa dedicada aos espetáculos:

26 de junho
18h30 - Festa de abertura @ Povo
21h30 - O fado dos poetas @ Povo

27 de junho
23h00 - Irmãos Demónio @ MusicBox

28 de junho
22h30 - A invenção do dia claro @ MusicBox
23h30 - Beat Hotel @ MusicBox

29 de junho
22h00 - Os Poetas, Entre nós e as palavras @ São Jorge
23h30 - 2Morrows Victory @ MusicBox
00h30 - Capicua @ MusicBox
02h00 - Noite Príncipe #5 @ MusicBox

30 de junho
17h00 - Campeonato de Scrabble @ Povo
22h00 - Pop Dell'Arte, Neurotycon @ São Jorge
22h30 - Silva O Sentinela + Poetry Slam Portugal + Joshua Idehen @ MusicBox
01h30 - Combo Nuevo Los Malditos (Festa de encerramento) @ MusicBox

1 de julho
22h00 - Mão Morta, Bate Papo + Joshua Idehen @ São Jorge

Programa completo e outras informações em www.festivalsilencio.com

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Quando o Raul Solnado queria que o Caetano explicasse o que era o Tropicalismo



Chega aos cinemas brasileiros no mês de agosto.

Sinopse:
Um dos maiores movimentos artísticos do Brasil ganha vida nesse documentário. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, Tom Zé, entre outros, misturaram desde velhas tradições populares a muitas das novidades artísticas ocorridas pelo mundo e criaram o Tropicalismo, abalando as estruturas da sociedade brasileira e influenciando a várias gerações. Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado pelas mais belas canções do período, "Tropicália" nos dá um panorama definitivo de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil.

sábado, 9 de junho de 2012

Volta a haver Primavera em 2013

No meio da chuva que hoje encharcou meio mundo que assistia à primeira edição do Primavera Sound no Parque da Cidade, no Porto, a organização veio já avisar, como manda a praxe nestas coisas, uue em 2013 o festival regressará (ver notícia Blitz). Nos tempos que correm, não é nada má esta notícia.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Para tudo! Kim Gordon e Ikue Mori na ZDB!

A ZDB, que está determinada em completar a caderneta de cromos dos Sonic Youth, acabou de anunciar concerto de Kim Gordon, acompanhada da baterista japonesa mais adorada de Nova Iorque, Ikue Mori. Vai ser no dia 31 de julho. A primeira parte vai estar a cargo da Margarida Garcia. A vinda de Kim Gordon ao aquário é a terceira de um músico dos "pendurados" Sonic Youth, depois de Lee Ranaldo (21 de abril de 2010) e de Thurston Moore (13 de março passado).

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O tio Neil tem novo álbum! E com os Crazy Horse!

É o primeiro álbum que Neil Young grava com os Crazy Horse -- Billy Talbot, Ralph Molina e Frank "Poncho" Sampedro -- desde "Greendale", de 2003. É uma coleção de temas clássicos da folk americana e chama-se, claro está, "Americana" (fora do tema, há ainda que contar com a a interpretação do hino real "God Save the Queen", mesmo a fechar o disco). Sai dia 5 de junho mas pode desde já ser escutado na íntegra via Rolling Stone.

Salta a telha ao Michael Gira e o Cristiano é que leva nas orelhas



(Foi i-m-p-r-e-s-s-i-o-n-a-n-t-e. Não o episódio, um mero fait-diver que já fez o senhor Gira, que gosta do amplificador no vermelho, desfazer-se em desculpas. O concerto.)

O MED vai acontecer, afinal

Já não é propriamente novidade que o MED Loulé deu, finalmente, sinais de vida. A duração foi reduzida para dois dias, 29 e 30 de junho. Esta nona edição do festival de músicas do mundo da cidade algarvia traz como grande destaque a estreia mundial do novo projeto A Curva da Cintura, que une o Brasil ao Mali através de Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgard Scandurra (disco bem interessante, atenção). Outros nomes já confirmados são os de SMOD (Mali), DJ Sany Pitbull (Brasil), Norberto Lobo, A Jigsaw e Miguel Araújo. Bilhetes diários a 12€.