terça-feira, 3 de julho de 2012
O novo dos Dirty Projectors
"Swing Lo Magellan", o novo álbum dos Dirty Projectors, sai para a semana, pela Domino. Se ainda não o apanharam por aquela via do costume, podem ouvi-lo através do Guardian.
As quintas-feiras de verão no Museu do Chiado
No Jardim das Esculturas do Museu Nacional de Arte Contemporânea, o final de tarde das quintas-feiras volta a ser preenchido com programação da Filho Único. Sempre a partir das 19h30, haverá concertos ou gente a passar discos. Na próxima quinta-feira vai por lá estar B Fachada, em concerto. A entrada é livre. Programa:
5/7: B Fachada
12/7: IKB
19/7: Dolphins Into The Future
26/7: Éme
2/8: Slight Delay (DJ Set)
9/8: Rui Miguel Abreu (DJ Set)
16/8: João Peste (DJ Set)
23/8: Norberto Lobo (DJ Set)
30/8: B Fachada (DJ Set)
5/7: B Fachada
12/7: IKB
19/7: Dolphins Into The Future
26/7: Éme
2/8: Slight Delay (DJ Set)
9/8: Rui Miguel Abreu (DJ Set)
16/8: João Peste (DJ Set)
23/8: Norberto Lobo (DJ Set)
30/8: B Fachada (DJ Set)
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Entrevista ao Sr. FMM, parte 1
Chegámos a julho. Todos os anos, quando no calendário o L toma o lugar do N, há muitos portugueses que entram de férias, há os que delas regressam, há ainda os que se lembram do que era ter um emprego e do que era terem agora o descanso, há os que bulem todo o ano para que não lhes aconteça o mesmo, há os que se queixam do calor, há os que se queixam que o verão ainda não chegou, há os que desesperam porque o futebol parou ou porque não há amigos com quem sair para os copos. Entre estes e além destes, há os que anseiam pela chegada iminente de mais um FMM Sines, que desde 1999 vem conquistando corações e multidões.
No próximo dia 19, começa mais uma edição. Até dia 28, cumprindo a tradição do encerramento no último fim-de-semana do mês, os palcos do FMM vão receber gente de todas as paragens, engrossando um vasto e nobre currículo que atira com este festival para as melhores páginas das publicações estrangeiras dedicadas às músicas das várias latitudes e longitudes. Este ano, vamos ali ter, entre muitos outros, a Oumou Sangaré a partilhar o Mali com o Béla Fleck; o Marc Ribot, que traz os seus fantásticos Cubanos Postizos, a partilhar a sua guitarra com os “nossos” Dead Combo; os L’Enfance Rouge que trocam receitas de explosão sónica com as melodias árabes da voz do tunisino Lotfi Bouchnak; também da Tunísia, o Dhafer Youssef que empresta a magia do toque no seu Alaúde ao jazz; a Orquestra Todos que reúne parte do mundo que Lisboa alberga; o Ensemble Note della Taranta que prepara um espetáculo nunca antes visto em Sines; a Amélia Muge, que se junta ao grego Michales Loukovikas num périplo mediterrânico; e mais o Tony Allen com o afro beat, o Otis Taylor com o blues americano, o Bombino com o blues do Saara, o Hugh Masekela com todo o peso de uma carreira notável no jazz africano e norte-americano, o Nortec Collective com eletrónica Cal-Mex, a Imperial Tiger Orchestra com a Etiópia gloriosa, os Shangaan Electro com a velocidade estonteante das novas batidas sul africanas, a Mari Boine, que é sempre tão bem vinda, o Lirinha que regressa depois do cataclismo que protagonizou em Sines com o Cordel do Fogo Encantado, o Zita Swoon Group, que agora se virou também para África, o Eyvind Kang, o Gurrumul, os Astillero, os Uxu Kalhus, os Osso Vaidoso, o Lirinha. Estes e tantos, tantos mais.

Thank you, Carlos. Quem vai ao FMM já se habituou a ouvir esta frase, pequena mas sentida, da boca dos músicos que por ali vão passando e que ano após ano perguntam se podem regressar. Mas, ainda assim, pouca gente entre o público conhece o diretor artístico do festival. Carlos Seixas, o homem ao leme do FMM desde o seu início, pai e avô, fez 60 anos há poucas semanas, mas tem o entusiasmo, o gosto pelo que faz e o espírito de risco que poucos conseguem ainda conservar quando atingem metade daquela idade. Além de meter inveja a todos com a jovialidade que transporta no rosto. Diz-se que tem o retrato de Dorian Gray em casa.
Nasceu em Viseu e viveu a primeira juventude no Porto, onde estudou Economia. Foi professor de matemática de liceu entre 73 e 84, do norte ao sul de Portugal e, pelo meio, em Angola. Como qualquer pessoa que se preze nesta geração, também ele esteve ligado ao famoso movimento dos cine clubes, primeiro o CCP (Porto), depois o Cine Clube e Cooperativa Livreira de Viseu, ajudando ainda a fundar o Cine Clube de Lagos. Viveu em Sines, onde colaborou com o Teatro do Mar e fez parte da comissão instaladora do Centro Cultural Emmerico Nunes. Em 1987, foi para a Guiné-Bissau, onde trabalhou para o Centro Cultural Francês e para a UNICEF. Em Angola, liderou um projeto da ONU para a reintegração de militares. No regresso a Portugal, em 1998, Manuel Coelho, o presidente até hoje da Câmara Municipal de Sines, convida-o para a programação cultural da autarquia, dando início, no ano seguinte, ao FMM. Hoje é ainda responsável pela programação do Centro de Artes de Sines e integra a Associação Pró-Artes desde a fundação da Escola das Artes de Sines. O FMM não foi o único festival em que trabalhou em Portugal. Também o "Músicas do Mar", na Póvoa de Varzim (2007 e 2008) e o "Viseu a 15 do 6" (2007), contaram com a sua ajuda na programação.
Ao longo destes próximos dias, enquanto não chega o FMM, o Carlos Seixas vai responder aqui a algumas perguntas a respeito do festival. O que já passou, o que passará este ano, o que se passa na sua cabeça para o futuro do festival. Para primeira pergunta, um clássico das entrevistas. Como é que tudo começou.
1. Como é que surgiu o FMM? Como é que surges ao leme desta aventura, sem teres experiência, pelo menos por cá, na produção deste tipo de eventos?
Numa conversa prévia com o Manuel Coelho, constatou-se que a cidade tinha todas as condições para acolher um festival de música. Um porto milenar e cosmopolita; uma personagem histórica que embora controversa nasceu aqui; um espaço nobre, uma estrutura urbana e envolvente adequada; uma comunidade aberta ao mundo e recetiva à diferença.
Não havia dúvidas quanto ao formato do festival. É nos portos que o mundo se encontra após travessia de oceanos ou de um sem fim de cruzamentos aleatórios numa terra que não é a nossa. Os contactos interculturais existiam de há séculos, mesmo anteriores às viagens do capitão no século XVI e continuaram após a implantação dos portos industriais na zona.
O festival teria de ser um ponto de encontro da diversidade cultural, acontecimento e montra das expressões musicais do mundo! O nome embora ambíguo surgiu de uma forma óbvia: FMM.
A minha experiência africana foi determinante. Já tinha programado e produzido, durante vários anos, eventos para o Centro Cultural Francês e para a Unicef. Como exemplo em relação à música, um concerto ao ar livre do senegalês Youssou N’Dour, em 1992, na praça Che Guevara, na cidade de Bissau.
No próximo dia 19, começa mais uma edição. Até dia 28, cumprindo a tradição do encerramento no último fim-de-semana do mês, os palcos do FMM vão receber gente de todas as paragens, engrossando um vasto e nobre currículo que atira com este festival para as melhores páginas das publicações estrangeiras dedicadas às músicas das várias latitudes e longitudes. Este ano, vamos ali ter, entre muitos outros, a Oumou Sangaré a partilhar o Mali com o Béla Fleck; o Marc Ribot, que traz os seus fantásticos Cubanos Postizos, a partilhar a sua guitarra com os “nossos” Dead Combo; os L’Enfance Rouge que trocam receitas de explosão sónica com as melodias árabes da voz do tunisino Lotfi Bouchnak; também da Tunísia, o Dhafer Youssef que empresta a magia do toque no seu Alaúde ao jazz; a Orquestra Todos que reúne parte do mundo que Lisboa alberga; o Ensemble Note della Taranta que prepara um espetáculo nunca antes visto em Sines; a Amélia Muge, que se junta ao grego Michales Loukovikas num périplo mediterrânico; e mais o Tony Allen com o afro beat, o Otis Taylor com o blues americano, o Bombino com o blues do Saara, o Hugh Masekela com todo o peso de uma carreira notável no jazz africano e norte-americano, o Nortec Collective com eletrónica Cal-Mex, a Imperial Tiger Orchestra com a Etiópia gloriosa, os Shangaan Electro com a velocidade estonteante das novas batidas sul africanas, a Mari Boine, que é sempre tão bem vinda, o Lirinha que regressa depois do cataclismo que protagonizou em Sines com o Cordel do Fogo Encantado, o Zita Swoon Group, que agora se virou também para África, o Eyvind Kang, o Gurrumul, os Astillero, os Uxu Kalhus, os Osso Vaidoso, o Lirinha. Estes e tantos, tantos mais.

Thank you, Carlos. Quem vai ao FMM já se habituou a ouvir esta frase, pequena mas sentida, da boca dos músicos que por ali vão passando e que ano após ano perguntam se podem regressar. Mas, ainda assim, pouca gente entre o público conhece o diretor artístico do festival. Carlos Seixas, o homem ao leme do FMM desde o seu início, pai e avô, fez 60 anos há poucas semanas, mas tem o entusiasmo, o gosto pelo que faz e o espírito de risco que poucos conseguem ainda conservar quando atingem metade daquela idade. Além de meter inveja a todos com a jovialidade que transporta no rosto. Diz-se que tem o retrato de Dorian Gray em casa.
Nasceu em Viseu e viveu a primeira juventude no Porto, onde estudou Economia. Foi professor de matemática de liceu entre 73 e 84, do norte ao sul de Portugal e, pelo meio, em Angola. Como qualquer pessoa que se preze nesta geração, também ele esteve ligado ao famoso movimento dos cine clubes, primeiro o CCP (Porto), depois o Cine Clube e Cooperativa Livreira de Viseu, ajudando ainda a fundar o Cine Clube de Lagos. Viveu em Sines, onde colaborou com o Teatro do Mar e fez parte da comissão instaladora do Centro Cultural Emmerico Nunes. Em 1987, foi para a Guiné-Bissau, onde trabalhou para o Centro Cultural Francês e para a UNICEF. Em Angola, liderou um projeto da ONU para a reintegração de militares. No regresso a Portugal, em 1998, Manuel Coelho, o presidente até hoje da Câmara Municipal de Sines, convida-o para a programação cultural da autarquia, dando início, no ano seguinte, ao FMM. Hoje é ainda responsável pela programação do Centro de Artes de Sines e integra a Associação Pró-Artes desde a fundação da Escola das Artes de Sines. O FMM não foi o único festival em que trabalhou em Portugal. Também o "Músicas do Mar", na Póvoa de Varzim (2007 e 2008) e o "Viseu a 15 do 6" (2007), contaram com a sua ajuda na programação.
Ao longo destes próximos dias, enquanto não chega o FMM, o Carlos Seixas vai responder aqui a algumas perguntas a respeito do festival. O que já passou, o que passará este ano, o que se passa na sua cabeça para o futuro do festival. Para primeira pergunta, um clássico das entrevistas. Como é que tudo começou.
1. Como é que surgiu o FMM? Como é que surges ao leme desta aventura, sem teres experiência, pelo menos por cá, na produção deste tipo de eventos?
Numa conversa prévia com o Manuel Coelho, constatou-se que a cidade tinha todas as condições para acolher um festival de música. Um porto milenar e cosmopolita; uma personagem histórica que embora controversa nasceu aqui; um espaço nobre, uma estrutura urbana e envolvente adequada; uma comunidade aberta ao mundo e recetiva à diferença.
Não havia dúvidas quanto ao formato do festival. É nos portos que o mundo se encontra após travessia de oceanos ou de um sem fim de cruzamentos aleatórios numa terra que não é a nossa. Os contactos interculturais existiam de há séculos, mesmo anteriores às viagens do capitão no século XVI e continuaram após a implantação dos portos industriais na zona.
O festival teria de ser um ponto de encontro da diversidade cultural, acontecimento e montra das expressões musicais do mundo! O nome embora ambíguo surgiu de uma forma óbvia: FMM.
A minha experiência africana foi determinante. Já tinha programado e produzido, durante vários anos, eventos para o Centro Cultural Francês e para a Unicef. Como exemplo em relação à música, um concerto ao ar livre do senegalês Youssou N’Dour, em 1992, na praça Che Guevara, na cidade de Bissau.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
Primavera Club, agora também por cá
Marquem nos calendários o fim de semana de 30 de novembro a 2 de dezembro. O Primavera Club, versão de outono, reduzida e em sala fechada, do festival Primavera Sound, que Madrid e Barcelona se habituaram a conhecer todos os anos, vai também ter versão em Portugal. Neste primeiro ano, a cidade eleita é Guimarães, que atualmente celebra o programa da Capital da Cultura 2012, devendo as próximas edições do Primavera Club português estabelecer-se noutra cidade, provavelmente o Porto, que este já recebeu a primeira edição do "nosso" Primavera Sound. Para a edição de 2013 deste são também já conhecidas as datas: 30 de maio a 2 de junho.
Dizem os chineses, e com razão, que a palavra é prata e o silêncio é ouro
Começa amanhã, ao fim da tarde na esplanada do Povo, ao Cais do Sodré, mais uma edição do Festival Silêncio. De 26 de junho a 1 de julho, cinco espaços da cidade de Lisboa -- MusicBox, Cinema São Jorge, Pensão Amor, Povo e Fundação José Saramago -- vão receber espetáculos, conversas, sessões de leitura, cinema, etc. Na música, o destaque da edição deste ano vai para os espetáculos dos Irmãos Demónio, grupo formado especialmente para o festival por Filho da Mãe, Hélio Morais, Quim Albergaria e Kalaf, dos Poetas, coletivo recuperado aos anos 90 por Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, entre outros, dos Pop Dell'Arte, com "Neurotycon", um espetáculo de spoken word, e dos Mão Morta, com "Bate Papo", um reportório especialmente inclinado para a spoken word. Mas há muito mais ao longo desta semana. Fica aqui a parte do programa dedicada aos espetáculos:
26 de junho
18h30 - Festa de abertura @ Povo
21h30 - O fado dos poetas @ Povo
27 de junho
23h00 - Irmãos Demónio @ MusicBox
28 de junho
22h30 - A invenção do dia claro @ MusicBox
23h30 - Beat Hotel @ MusicBox
29 de junho
22h00 - Os Poetas, Entre nós e as palavras @ São Jorge
23h30 - 2Morrows Victory @ MusicBox
00h30 - Capicua @ MusicBox
02h00 - Noite Príncipe #5 @ MusicBox
30 de junho
17h00 - Campeonato de Scrabble @ Povo
22h00 - Pop Dell'Arte, Neurotycon @ São Jorge
22h30 - Silva O Sentinela + Poetry Slam Portugal + Joshua Idehen @ MusicBox
01h30 - Combo Nuevo Los Malditos (Festa de encerramento) @ MusicBox
1 de julho
22h00 - Mão Morta, Bate Papo + Joshua Idehen @ São Jorge
Programa completo e outras informações em www.festivalsilencio.com
26 de junho
18h30 - Festa de abertura @ Povo
21h30 - O fado dos poetas @ Povo
27 de junho
23h00 - Irmãos Demónio @ MusicBox
28 de junho
22h30 - A invenção do dia claro @ MusicBox
23h30 - Beat Hotel @ MusicBox
29 de junho
22h00 - Os Poetas, Entre nós e as palavras @ São Jorge
23h30 - 2Morrows Victory @ MusicBox
00h30 - Capicua @ MusicBox
02h00 - Noite Príncipe #5 @ MusicBox
30 de junho
17h00 - Campeonato de Scrabble @ Povo
22h00 - Pop Dell'Arte, Neurotycon @ São Jorge
22h30 - Silva O Sentinela + Poetry Slam Portugal + Joshua Idehen @ MusicBox
01h30 - Combo Nuevo Los Malditos (Festa de encerramento) @ MusicBox
1 de julho
22h00 - Mão Morta, Bate Papo + Joshua Idehen @ São Jorge
Programa completo e outras informações em www.festivalsilencio.com
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Quando o Raul Solnado queria que o Caetano explicasse o que era o Tropicalismo
Chega aos cinemas brasileiros no mês de agosto.
Sinopse:
Um dos maiores movimentos artísticos do Brasil ganha vida nesse documentário. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, Tom Zé, entre outros, misturaram desde velhas tradições populares a muitas das novidades artísticas ocorridas pelo mundo e criaram o Tropicalismo, abalando as estruturas da sociedade brasileira e influenciando a várias gerações. Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado pelas mais belas canções do período, "Tropicália" nos dá um panorama definitivo de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil.
sábado, 9 de junho de 2012
Volta a haver Primavera em 2013
No meio da chuva que hoje encharcou meio mundo que assistia à primeira edição do Primavera Sound no Parque da Cidade, no Porto, a organização veio já avisar, como manda a praxe nestas coisas, uue em 2013 o festival regressará (ver notícia Blitz). Nos tempos que correm, não é nada má esta notícia.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Para tudo! Kim Gordon e Ikue Mori na ZDB!
A ZDB, que está determinada em completar a caderneta de cromos dos Sonic Youth, acabou de anunciar concerto de Kim Gordon, acompanhada da baterista japonesa mais adorada de Nova Iorque, Ikue Mori. Vai ser no dia 31 de julho. A primeira parte vai estar a cargo da Margarida Garcia. A vinda de Kim Gordon ao aquário é a terceira de um músico dos "pendurados" Sonic Youth, depois de Lee Ranaldo (21 de abril de 2010) e de Thurston Moore (13 de março passado).
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domingo, 3 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O tio Neil tem novo álbum! E com os Crazy Horse!
É o primeiro álbum que Neil Young grava com os Crazy Horse -- Billy Talbot, Ralph Molina e Frank "Poncho" Sampedro -- desde "Greendale", de 2003. É uma coleção de temas clássicos da folk americana e chama-se, claro está, "Americana" (fora do tema, há ainda que contar com a a interpretação do hino real "God Save the Queen", mesmo a fechar o disco). Sai dia 5 de junho mas pode desde já ser escutado na íntegra via Rolling Stone.
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Salta a telha ao Michael Gira e o Cristiano é que leva nas orelhas
(Foi i-m-p-r-e-s-s-i-o-n-a-n-t-e. Não o episódio, um mero fait-diver que já fez o senhor Gira, que gosta do amplificador no vermelho, desfazer-se em desculpas. O concerto.)
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O MED vai acontecer, afinal
Já não é propriamente novidade que o MED Loulé deu, finalmente, sinais de vida. A duração foi reduzida para dois dias, 29 e 30 de junho. Esta nona edição do festival de músicas do mundo da cidade algarvia traz como grande destaque a estreia mundial do novo projeto A Curva da Cintura, que une o Brasil ao Mali através de Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgard Scandurra (disco bem interessante, atenção). Outros nomes já confirmados são os de SMOD (Mali), DJ Sany Pitbull (Brasil), Norberto Lobo, A Jigsaw e Miguel Araújo. Bilhetes diários a 12€.
100 discos de 1973, n.º 5

TODOS OS OLHOS
TOM ZÉ (Brasil)
Edição original: Continental
Produtor(es): Milton José
discogs allmusic wikipedia
Todo compositor brasileiro é um complexado.
Por que então esta mania danada, esta preocupação de falar tão sério, de parecer tão sério, de ser tão sério, de sorrir tão sério, de chorar tão sério, de brincar tão sério, de amar tão sério?
(in "Complexo de Épico")
Quarto disco de Tom Zé, que por esta altura, depois de ter dado uma importante mão ao avanço do tropicalismo -- ele que talvez fosse o mais tropicalista de todos, acabou sendo ignorado, havendo até quem lhe chamasse "Trotski do tropicalismo" -- entrava na fase mais obscura da sua carreira, que só terminaria já perto dos anos 90, quando David Byrne repôs um pouco de justiça no mundo ao apadrinhá-lo via Luaka Bop. Talvez por aparentar ser mais experimentalista que os álbuns anteriores, "Todos os Olhos" acabou por vender pouco. Mas estão lá todos os elementos pelos quais hoje reconhecemos Tom Zé como uma das maiores forças criativas que o Brasil viu nascer. Tem coisas próximas do samba, tem coisas próximas do forró nordestino ("Quando eu Era Sem Ninguém"), tem coisas próximas dos cantares ao desafio ("Dodó e Zezê"), tem muito de Brasil no que de diversamente rico o Brasil tem, sem nunca soar a "conservador", palavra proibida em todo a carreira de Tom Zé e frequente no reportório de outros artistas da música brasileira, mesmo os mais afoitos. A capa de "Todos os Olhos" é também protagonista de uma história curiosa. Durante anos pensou-se (e talvez ainda por aí circule a ideia) que a imagem na capa era a de um ânus com um berlinde nele depositado. Era essa, contudo, a ideia inicial do poeta Décio Pignatari, um dos fundadores do concretismo brasileiro, como forma de afronta à ditadura militar. O olho do cu. Todos os Olhos. É o que parece, é o que muita gente pensou durante anos que era, até eventualmente o próprio Tom Zé, que terá ajudado a perpetuar o mito. A fotografia original chegou a ser feita, mas como era óbvia demais para enganar os censores, a opção recaiu sobre os lábios da boca (da mesmo modelo). Como se diz aqui, eis que o cu que deveria imitar um olho se torna uma boca que imita o cu.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Hello, hello, it's good to be back
Cuidado a entrar aqui no tasco amarelo, enquanto dou uma limpadela geral ao pó que assentou ao longo destes últimos 20 dias de ausência devido à falta de tempo para aqui vir. Entretanto, alguns pensamentos e ideias soltos:
* Não vão perder mais uma vinda a Portugal do Michael Gira, vão? Hoje e amanhã, na ZDB e no CCVF (Guimarães), respetivamente! Aqui fica um aperitivo.
* Os Memória de Peixe devem ser um dos melhores duos a terem aparecido aqui pelo retângulo nos últimos anos, não?
* Para quem pensava que já tudo tinha acabado, eis que os Gaiteiros de Lisboa vêm surpreender a malta com um novo álbum. Sai dia 4 do próximo mês, chama-se "Avis Rara" e a edição cabe à d'Orfeu, que os vai ter ao vivo nos palcos do 4º Festim!, que esta boa gente de Águeda organiza em vários concelhos do distrito de Aveiro. Os Gaiteiros vão assim estar em Estarreja (8 Junho), Ovar (22 de Junho), Sever do Vouga (23 de Junho), Albergaria-a-Velha (24 de Junho) e Águeda (26 de Julho). Mais informação aqui.
* O Ritz Clube reabriu há uma semana e começou a bombar forte e feio. Amanhã, a fazer todo o sentido naquela sala, há um concerto especial de Ena Pá 2000. Na sexta, há Matt Elliott. Leram bem? MATT ELLIOTT, sim!
Nos próximos dias, ireis ainda ver por aqui o remate de uma das séries de posts mais trabalhosa (e mais aliciante) destes quase nove anos de tasco amarelo: a lista dos melhores discos de 1973. Em breve, sairão então os últimos, isto é, os primeiros cinco discos mais importantes deste ano para o tipo que escreve isto. Façamos um ponto da situação:
(Como tudo começou: prólogo.)
6. IGGY AND THE STOOGES "Raw Power" (post)
7. GONG "Flying Teapot" (post)
8. JOSÉ MÁRIO BRANCO "Margem de Certa Maneira" (post)
9. KRAFTWERK "Ralf und Florian" (post)
10. TOM WAITS "Closing Time" (post)
11. JOHN CALE "Paris 1919" (post)
12. GENTLE GIANT "In a Glass House" (post)
13. THE MODERN LOVERS "The Modern Lovers" (post)
14. OS MUTANTES "O 'A' e o 'Z'" (post)
15. VANGELIS O. PAPATHANASSIOU "Earth" (post)
16. HAWKWIND "Space Ritual" (post)
17. MAGMA "Mekanïk Destruktïw Kommandöh" (post)
18. LOU REED "Berlin" (post)
19. FAUST "Faust IV" (post)
20. ROXY MUSIC "Stranded" (post)
21. PINK FLOYD "The Dark Side of the Moon" (post)
22. ELIS REGINA "Elis (Oriente)" (post)
23. KING CRIMSON "Larks' Tongues in Aspic" (post)
24. DAVID HOLLAND QUARTET "Conference of the Birds" (post)
25. ROXY MUSIC "For Your Pleasure" (post)
26. MILTON NASCIMENTO "Milagre dos Peixes" (post)
27. JEFFERSON AIRPLANE "Thirty Seconds Over Winterland" (post)
28. DAVID BOWIE "Aladdin Sane" (post)
29. HERMETO PASCOAL "A Música Livre de Hermeto Paschoal" (post)
30. SUN RA "Space Is the Place" (post)
31. KEVIN AYERS "Bananamour" (post)
32. AGITATION FREE "2nd" (post)
33. FRIPP & ENO "(No Pussyfooting)" (post)
34. WITCH "Introduction" (post)
35. SERGE GAINSBOURG "Vu de l'Extérieur" (post)
36. SOM IMAGINÁRIO "Matança do Porco" (post)
37. JOHN FAHEY "Fare Forward Voyagers (Soldier's Choice)" (post)
38. THE WAILERS "Catch a Fire" (post)
39. GAL COSTA "Índia" (post)
40. FAUST "The Faust Tapes" (post)
41. KLAUS SCHULZE "Cyborg" (post)
42. HENRY COW "The Henry Cow Legend" (post)
43. HERBIE HANCOCK "Head Hunters" (post)
44. LEONARD COHEN "Live Songs" (post)
45. DONOVAN "Cosmic Wheels" (post)
46. JOÃO GILBERTO "João Gilberto" (post)
47. BOB DYLAN "Pat Garrett And Billy The Kid" (post)
48. BRYAN FERRY "These Foolish Things" (post)
49. DONOVAN "Essence To Essence" (post)
50. JOHN FAHEY "After the Ball" (post)
51. SOFT MACHINE "Six" (post)
52. FRANK ZAPPA & THE MOTHERS "Over-Nite Sensation" (post)
53. KIM FOWLEY "International Heroes" (post)
54. NOVOS BAIANOS "Novos Baianos F.C." (post)
55. THE INCREDIBLE BONGO BAND "Bongo Rock" (post)
56. FELA KUTI "Afrodisiac" (post)
57. CHICO BUARQUE "Chico Canta" (post)
58. MIKE OLDFIELD "Tubular Bells" (post)
59. NEW YORK DOLLS "New York Dolls" (post)
60. T. REX "Tanx" (post)
61. BETTY DAVIS "Betty Davis" (post)
62. RAUL SEIXAS "Krig-Ha, Bandolo!" (post)
63. BRUCE SPRINGSTEEN "Greetings From Asbury Park, N.J." (post)
64. SECOS & MOLHADOS "Secos & Molhados" (post)
65. BUFFY SAINTE-MARIE "Quiet Places" (post)
66. EDU LÔBO "Edu Lôbo [aka Missa Breve]" (post)
67. GONG "Angel's Egg" (post)
68. BERT JANSCH "Moonshine" (post)
69. BRUCE SPRINGSTEEN "The Wild, The Innocent & The E Street Shuffle" (post)
70. FELA KUTI "Gentleman" (post)
71. PAUL SIMON "There Goes Rhymin' Simon" (post)
72. STEVIE WONDER "Innervisions" (post)
73. YOKO ONO "Feeling the Space" (post)
74. VAN MORRISON "Hard Nose the Highway" (post)
75. RAIL BAND "Buffet Hotel de la Gare Bamako" (post)
76. JETHRO TULL "A Passion Play" (post)
77. AHEHEHINNOU VINCENT & ORCHESTRE-POLY-RYTHMO DE COTONOU DAHOMEY "Ahehehinnou Vincent & Orchestre-Poly-Rythmo De Cotonou Dahomey" (post)
78. BETWEEN "And the Waters Opened" (post)
79. THE WHO "Quadrophenia" (post)
80. AMON DÜÜL II "Vive La Trance" (post)
81. BLACK SABBATH "Sabbath Bloody Sabbath" (post)
82. JOAN BAEZ "Where Are You Now, My Son?" (post)
83. PETER HAMMILL "Chameleon in the Shadow of the Night" (post)
84. EMBRYO "We Keep On" (post)
85. POPOL VUH "Seligpreisung" (post)
86. THE ROLLING STONES "Goats Head Soup" (post)
87. CONRAD SCHNITZLER "Rot" (post)
88. LINK WRAY "Be What You Want To" (post)
89. ELVIS PRESLEY "Elvis" (post)
90. NEIL YOUNG "Time Fades Away" (post)
91. THIN LIZZY "Vagabonds of the Western World" (post)
92. LYNYRD SKYNYRD "(pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd)" (post)
93. PLANXTY "The Well Below the Valley" (post)
94. ASH RA TEMPEL "Starring Rosi" (post)
95. LED ZEPPELIN "Houses of the Holy" (post)
96. THIRSTY MOON "You'll Never Come Back" (post)
97. HUGH MASEKELA "Introducing Hedzoleh Soundz" (post)
98. MOTHER MALLARD'S PORTABLE MASTERPIECE COMPANY "Mother Mallard's Portable Masterpiece Company" (post)
99. PAULINHO DA VIOLA "Nervos de Aço" (post)
100. ELVIS PRESLEY "Aloha from Hawaii" (post)
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Bernardo Sassetti (1970-2012)
Morreu hoje o compositor e pianista mais apreciado dos últimos tempos. Morreu novo, novo demais, num alegado acidente que parece estúpido demais para acreditar. Mas a verdade é que o artista já cá não está. Celebremos a obra. Essa não desaparecerá. Um forte abraço à família, à malta da Clean Feed e a todos os seus amigos.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Número 13, bebé
Amanhã há festa de anos do Lounge, que agora chega aos 13 anos e convida todos os amiguinhos para uma festa de aniversário. Os mais crescidos de entre nós vamos poder chegar, apertar-lhe as bochechas e dizer-lhe que tão crescido está, que ainda ontem andámos com ele ao colo e hoje já anda com um orgulhoso buço. Amanhã, por entre sanduíches de fiambre e queijo em triângulo e os sumos Tang, vamos ter festa desde cedo, com showcases pela tarde e sets dos DJs residentes pela noite fora. Aqui fica o programa:
18h00 - 19h30
Showcase Fungo
DEESTANT ROCKERS (live)
+ dj sets: Sonja + Just jaeckin
19h30 - 21h00:
Showcase Lovers & Lollypops
JIBÓIA (live)
+ dj set: L&L Soundsystem
21h00 - 22h30:
Showcase Pistão
FELTRO (live)
+ dj set: Miguel Sá + Javenger Dourado
22h30 - 23h30:
Showcase Filho Único
PUTAS BÊBADAS (live)
+ dj sets: Filho Único
DJ sets
23h30 - Lucky
23h50 - Les Dindings, Bailarico Sofisticado, Pedro Beça
01h00 - Mário Valente, Photonz (Zonk?), Señor Pelota
02h00 - Jackspot, Calapez, Vahagn
03h00 - Trol2000, Mr. Mitsuhirato, Glam Slam Dance
18h00 - 19h30
Showcase Fungo
DEESTANT ROCKERS (live)
+ dj sets: Sonja + Just jaeckin
19h30 - 21h00:
Showcase Lovers & Lollypops
JIBÓIA (live)
+ dj set: L&L Soundsystem
21h00 - 22h30:
Showcase Pistão
FELTRO (live)
+ dj set: Miguel Sá + Javenger Dourado
22h30 - 23h30:
Showcase Filho Único
PUTAS BÊBADAS (live)
+ dj sets: Filho Único
DJ sets
23h30 - Lucky
23h50 - Les Dindings, Bailarico Sofisticado, Pedro Beça
01h00 - Mário Valente, Photonz (Zonk?), Señor Pelota
02h00 - Jackspot, Calapez, Vahagn
03h00 - Trol2000, Mr. Mitsuhirato, Glam Slam Dance
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Morrissey, Manu Chao, Antony, Erykah Badu e outros em Cascais
Chama-se Cascais Music Festival e acontece entre 16 e 29 de julho, no Hipódromo Manuel Possolo. O João Gonçalves avança com as datas:
16 de Julho - Keane (30€)
18 de Julho - Melody Gardot (18€ a 25€)
19 de Julho - Erykah Badu (30€)
20 de Julho - Carlos do Carmo (20€ a 30€)
22 de Julho - Manu Chao (27€)
23 de Julho - Xavier Rudd + Donavon Frankenreiter (22€)
24 de Julho - Morrissey (32€)
25 de Julho - Antony and the Johnsons com a Sinfonietta de Lisboa (25€ a 55€)
26 de Julho - Pink Martini (20€)
29 de Julho - Mariza (22€ a 40€)
16 de Julho - Keane (30€)
18 de Julho - Melody Gardot (18€ a 25€)
19 de Julho - Erykah Badu (30€)
20 de Julho - Carlos do Carmo (20€ a 30€)
22 de Julho - Manu Chao (27€)
23 de Julho - Xavier Rudd + Donavon Frankenreiter (22€)
24 de Julho - Morrissey (32€)
25 de Julho - Antony and the Johnsons com a Sinfonietta de Lisboa (25€ a 55€)
26 de Julho - Pink Martini (20€)
29 de Julho - Mariza (22€ a 40€)
Um Zero Amarelo de regresso de propósito para a Guimarães 2012
Longa se tornou a espera. No dia 19 de maio, a "Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura" serve de pretexto para o regresso aos palcos dos Um Zero Amarelo, de Tó Cunha, Carlos Fortes, António Rafael e Zé Pedro Moura, entre outros. E há mais na Guimarães 2012 para os próximos tempos, no que à música diz respeito e num pequeno apanhado:
* Atualmente, e até 12 de maio, decorre o O Sonores, um projeto de residência artística coletiva cujo epicentro físico é uma estação de rádio, instalada na fábrica ASA, expandindo-se pontualmente a outros lugares da cidade, com instalações sonoras, arte rádio, performances, música, conferências, etc. A programação pode ser consultada em www.sonores2012.org.
* Concertos no Centro Cultural Vila Flor: Dead Combo com Camané, Alexandre Frazão, a Royal Orquestra das Caveiras e as Víboras do Chiado como convidados (próximo sábado); Filho da Mãe (dia 12); Eleanor Friedberger (dia 15); Yacht (dia 19); Laurie Anderson (dia 22); Laurel Halo (25); Michael Gira (dia 31); Hype Williams (dia 1 de junho).
Há muito mais para consultar em www.guimaraes2012.pt
* Atualmente, e até 12 de maio, decorre o O Sonores, um projeto de residência artística coletiva cujo epicentro físico é uma estação de rádio, instalada na fábrica ASA, expandindo-se pontualmente a outros lugares da cidade, com instalações sonoras, arte rádio, performances, música, conferências, etc. A programação pode ser consultada em www.sonores2012.org.
* Concertos no Centro Cultural Vila Flor: Dead Combo com Camané, Alexandre Frazão, a Royal Orquestra das Caveiras e as Víboras do Chiado como convidados (próximo sábado); Filho da Mãe (dia 12); Eleanor Friedberger (dia 15); Yacht (dia 19); Laurie Anderson (dia 22); Laurel Halo (25); Michael Gira (dia 31); Hype Williams (dia 1 de junho).
Há muito mais para consultar em www.guimaraes2012.pt
quarta-feira, 2 de maio de 2012
A discaria do Peel para todos espreitarmos
São mais de 25 mil LPs, mais de 40 mil singles e vários milhares de CDs. A viúva e presidente do John Peel Centre for Creative Arts, Sheila Ravenscroft (ou Pig, como o marido carinhosamente a chamava) abriu as portas do escritório lá de casa e começou a mostrar ao mundo a extensa coleção de discos do apresentador de rádio. Aos poucos e poucos, a coleção vai ficando disponível através do thespace.org, um site de outro mundo promovido pelo Arts Council, a agência pública britânica para a cultura, e pela BBC. Para cada disco, pode-se ver as capas, conhecer o alinhamento e ouvir faixas, entre outras informações disponíveis. Para já, vamos apenas em 100 discos por cada letra até ao M, o que ainda é, para o tamanho da coleção, muito pouco. No A, por exemplo, 100 significa dizer que só se chega ao Adam Ant. Comecem por aqui.
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