segunda-feira, 9 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 13



THE MODERN LOVERS
THE MODERN LOVERS (EUA)
Edição original: Beserkley
Produtor(es): John Cale, Robert Appere, Alan Mason
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Um caso de batota -- ou meia batota, convenhamos -- nunca vem só. Se o disco dos Mutantes chegou à luz do dia apenas em 1992, eis aqui outro caso de parto tardio, ainda que a espera não tenha sido tão longa. O primeiro álbum dos Modern Lovers, de Jonathan Richman, saiu em 1976, mas as sessões produzidas na sua maioria por John Cale eram do ano que aqui se anda há semanas a destacar. E aqui há que explicitar as sessões produzidas pelo ex-Velvet, que se traduziriam nessa tal edição de 76, pois este debute dos Modern Lovers acabou por vir servido em diferentes versões ao longo dos anos. Até o profícuo Kim Fowley esteve envolvido em produções diferentes das primeiras canções do grupo de Richman. Por outro lado, é curiosa a participação de Cale no disco, já que Richman é provavelmente o músico que melhor soube herdar e prosseguir o legado dos Velvet Underground, até hoje, mais do que o próprio produtor, mais do que a outra força motora, Lou Reed. Aqui, temas como "Roadrunner", o grande hit do disco, "Pablo Picasso", tema obrigatório do reportório de Richman ao longo das décadas, ou "Girl Friend", são daquela afirmação as melhores das evidências. Se uma das maiores tautologias do rock apregoa que a música nunca seria a mesma sem os Velvet na sua história, manda a justiça que também se diga que toda a cena independente que conhecemos seria tremendamente diferente se não fosse por esta criatura diletante que ainda hoje fascina pequenas plateias e que frequentemente a história tende a esquecer: Jonathan Richman.

domingo, 8 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 14



O "A" E O "Z"
OS MUTANTES (Brasil)
Edição original: Philips
Produtor(es): Os Mutantes
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«O "A" e o "Z"» surge nesta lista com, enfim, alguma batotice. Afinal, foi editado apenas em 1992, quase 20 anos depois de ter sido gravado. Em 1973, a Polydor não terá encontrado valor comercial num disco que diz-se ter sido composto e executado sob o efeito de LSD e chegou mesmo a despedir a banda. Foi o primeiro álbum dos Mutantes que comprei e devo confessar que, na altura, não suscitou o mesmo entusiasmo que o conseguido na descoberta (posterior) dos álbuns anteriores, em particular os dois primeiros, homónimos, mas com o tempo e com audições mais atentas, o disco veio crescendo. Já sem Rita Lee, os Mutantes assumiam-se definitivamente progs, épicos até, culminando no assombro de faixa que é "Uma Pessoa Só" ou no tema musical de abertura e fecho, os tais A e Z, com que o disco abre e encerra. Era ácido do melhor.

sábado, 7 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 15



EARTH
VANGELIS O. PAPATHANASSIOU (Grécia)
Edição original: Vertigo
Produtor(es): Vangelis O. Papathanassiou
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É a loucura total? Vangelis nesta lista? E em 15º? Vamos com calma. "Earth", tido oficialmente como o primeiro disco a solo de Vangelis, embora para trás houvesse já outros discos -- bandas sonoras e álbuns lançados sem a autorização do músico grego --, é um verdadeiro encanto para os ouvidos, do primeiro ao último minuto. Da explosão rock de "Come On" (youtube abaixo), a faixa de abertura (que outros álbuns conhecem que comecem com toda esta garra?), até à derradeira "A Song", um poema narrado sobre o tapete de sintetizadores que viriam a caracterizar a obra de Vangelis nos anos subsequentes, encontramos em "Earth" inúmeros motivos de interesse que nos fazem ouvi-lo vezes sem conta, tanto por prazer, como por vontade de descobrir pormenores, como quando nos aproximamos e nos afastamos as vezes que queremos de um quadro pendurado numa exposição. "Earth" é um disco rico em pormenores nos ambientes mais ou menos prog (do bom), mais ou menos étnicos e, claro, nas poucas e contidas piscadelas de olho à vindoura new age. Para os ouvidos de hoje, até as harmonias e os ritmos vocais dos Animal Collective ali parecemos ouvir ("Sunny Earth" ou "Ritual"). Vangelis, por onde te meteste tu depois?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 16



SPACE RITUAL
HAWKWIND (Inglaterra)
Edição original: United Artists
Produtor(es): Hawkwind
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In case of Sonic Attack on your district, follow these rules: If you are making love it is imperative to bring all bodies to orgasm simultaneously. Do not waste time blocking your ears. Do not waste time seeking a "sound proofed" shelter. Try to get as far away from the sonic source as possible. Do not panic. Do not panic. Use your wheels. It is what they are for. Small babies may be placed inside the special cocoons and should be left, if possible, in shelters. Do not attempt to use your own limbs. If no wheels are available - metal - not organic - limbs should be employed whenever possible. Remember: In the case of sonic attack survival means "Every man for himself". Statistically more people survive if they think only of themselves. Do not attempt to rescue friends, relatives, loved ones. You have only a few seconds to escape. Use those seconds sensibly or you will inevitably die. Think only of yourself. Think only of yourself. Do not panic. Think only of yourself. Think only of yourself. These are the first signs of sonic attack: You will notice small objects - such as ornaments - oscillating. You will notice vibrations in your diaphragm. You will hear a distand hissing in your ears. You will feel dizzy. You will feel the need to vomit. There will be bleeding from orifices. There will be an ache in the pelvic region. You may be subject to fits of hysterical shouting or even laughter. These are all signs of imminent sonic destruction. Your only protection is flight. If you are less than ten years old remain in your shelter and use your cocoon. Remember - you can help no one else. You can help no one else. You can help no one else. Do not panic. Do not panic. Think only of yourself. Think only of yourself. Think only of yourself. Think only of yourself.
(Sonic Attack)

Mais um álbum ao vivo (e o último, ou melhor dizendo, o primeiro de todos nesta lista). E este é de uma das bandas que, na altura, mais passava tempo em cima de um palco, o que é fácil de perceber quando se escuta o disco. Cem minutos de rock que levam a concluir que os Hawkwind seriam uma das melhores bandas ao vivo de então. Tal como nos Magma (e em tantos outros trabalhos da época), o espaço, o cosmos, o pânico de uma invasão extra-terrestre, o sonho com algo para além da Terra servia de mote para a produção do grupo e para este espetáculo em particular, um a que chamaram "ópera rock espacial".

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Alguém que os traga cá?

Vem aí novo álbum de Edward Sharpe & the Magnetic Zeros. Chama-se "Here" e sai a 29 de maio, estando ainda prometido ser dada sequência lá mais para o fim do ano. O grupo já indicou as datas da digressão europeia, marcada para julho, e não há uma única passagem por cá. Há que resolver isto.

Esta é uma das faixas do álbum, gravada para uma rádio norte-americana:

Notícia Xfm do dia: Spain em Portugal

Parece que estamos em 1996, parece que ainda encontramos a Xfm no 91.6 ou no 105.8. Ainda ontem aqui se falava do Tricky no Alive -- a propósito, só para contrariar o que ontem aqui se dizia, a Everything is New anunciou há pouco que a Santigold também vai estar no festival de Algés -- e hoje chega a notícia de que os Spain, aquele grupo de Josh e Petra Haden, os filhos de Charlie Haden, que passou duas vezes pela Aula Magna (1996 e 1999) para dois belos concertos, vai voltar a Portugal.
Os Spain estiveram vários anos parados, até que há cerca de cinco anos, Josh Haden chamou outros músicos e voltou aos concertos, estando prevista a edição de um disco no próximo mês de maio, com o título "The Soul of Spain". E é precisamente no mês de maio que os vamos ter por cá. Primeiro, a 18, numa das sessões Black Balloon do Lux. No dia seguinte, viajam para o Porto, para concerto no Hard Club.

A toda a hora se espera que seja anunciada o regresso dos Soul Coughing. E dos dEUS (ah, não, estes estiveram cá o mês passado).

Desliguem as válvulas - Jim Marshall (1923-2012)

Morreu, aos 88 anos, Jim Marshall, o criador da linha de amplificadores para guitarra -- curiosamente, ele até era baterista -- que viria a marcar toda a história do rock e da música popular das últimas cinco décadas. Marshall tinha, nos anos 60, uma loja de baterias (e de guitarras, mais tarde) em Hanwell, na área metropolitana de Londres, por onde passavam clientes como Ritchie Blackmore, Jim Sullivan ou Pete Townshend, que junto dele falavam da necessidade de ter uma amplificação específica para as suas guitarras. Tal serviu de mote para Marshall, juntamente com o aprendiz de eletrónica Dudley Craven, fundar a Marshall Amplification em 1962 (do Wikipedia).


Youssou N'Dour, mais um que troca o palco pelo gabinete

Gilberto Gil, ministro da cultura no Brasil (2003-2008); Susana Baca, ministra da cultura no Peru (2011-...); Mário Lúcio, ministro da cultura em Cabo Verde (2011-...); Peter Garret, dos Midnight Oil, ministro do ambiente e das artes e ministro da educação na Austrália (2007-...); Michel "Sweet Micky" Martelly, presidente do Haiti (2011-...).
A esta lista vai provavelmente juntar-se o senegalês Youssou N'Dour, que, apesar de se ter visto obrigado a abandonar a corrida a presidência do seu país, foi convidado pelo recentemente eleito Macky Sall para chefiar o ministério da cultura.

100 discos de 1973, n.º 17



MEKANÏK DESTRUKTÏW KOMMANDÖH
MAGMA (França)
Edição original: Vertigo
Produtor(es): Giorgio Gomelsky
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Por falar em óperas (rock) dos anos 70, a propósito da entrada anterior ("Berlin", de Lou Reed), eis o álbum mais aclamado de uns dos mais "sinfónicos" (e mais chanfrados) da altura, os franceses Magma. Em "Mekanïk Destruktïw Kommandöh", está lá tudo o que definiu os Magma: o jazz, o prog e a sinfonia rock ou até mesmo as sementes do death metal, tudo isto carregado de virtuosismos técnicos e de ideias desconcertantes que nos fazem ouvir os discos vezes sem conta à procura de pormenores escondidos, num todo que é extensivamente coral, cantado na língua "kobaïan", a tal que foi inventada por Christian Vander, baterista e principal ideólogo do grupo, que aqui dava prosseguimento à epopeia da colónia terrestre no planeta Kobaïa. Alguém chamou a isto, e foi muito feliz na expressão, "gospel extra-terrestre".

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Alive, uma cápsula do tempo em forma de festival

A última bomba no cartaz do Alive é a presença de Tricky e Martina Topley-Bird para um concerto onde irão recuperar "Maxinquaye", o álbum de estreia, lançado em 1995. Tricky, que toca no dia 14 de julho, junta-se a um alinhamento em que alguns dos nomes principais são... Radiohead, Stone Roses, The Cure, Radiohead, Mazzy Star. Também há alguns novos, com certeza, mas quase ninguém, passe algum exagero, repara neles. O mote das conversas é e será "vais ver Radiohead?", "vais ver Tricky?". Não é mau, não é bom per se. É apenas curioso que assim aconteça. Há 15 ou 20 anos, quando estes grupos vendiam que se fartavam, mesmo por cá, a Xfm, que os lançou entre nós, foi à vida. Hoje fazem letra grande num (belo) cartaz.

Ena, Gang Gang Dance em Paredes de Coura

A Ritmos, que organiza mais uma edição do festival de Paredes de Coura, acaba de confirmar mais dois nomes, Gang Gang Dance (16 de agosto) e Friends (14), que vem juntar-se a outros já presentes no cartaz do festival: Anna Calvi, Kasabian, Midlake, of Montreal, Ornatos Violeta e Stephen Malkmus and The Jicks.

100 discos de 1973, n.º 18



BERLIN
LOU REED (EUA)
Edição original: RCA
Produtor(es): Bob Ezrin
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«Lou Reed's Berlin is a disaster, taking the listener into a distorted and degenerate demimonde of paranoia, schizophrenia, degradation, pill-induced violence and suicide. There are certain records that are so patently offensive that one wishes to take some kind of physical vengeance on the artists that perpetrate them. Reed's only excuse for this kind of performance (which isn't really performed as much as spoken and shouted over Bob Ezrin's limp production) can only be that this was his last shot at a once-promising career. Goodbye, Lou.»
(Crítica devastadora da Rolling Stone, em 1973, que 30 anos mais tarde o colocaria no 344º posto da sua lista dos 500 melhores discos de sempre)

Sempre joguei mais na equipa dos que preferem "Transformer" (1972) a "Berlin". E foi só até muito recentemente que comecei a perceber e a gostar mais (muito mais) deste terceiro álbum a solo de Lou Reed, destas orquestras e destes arranjos um tanto ou quanto megalómanos. "Berlin" é daqueles discos, como tantos na época, que tem de ser ouvido do primeiro ao último minuto, sem saltos nos temas e sem distrações, para poder ser devidamente apreciado. Afinal de contas, ainda que esteja relativamente longe do conceito da ópera rock então em voga, "Berlin" apresenta um alinhamento conceptual, a história de Caroline e Jim e do caminho em direção ao abismo de drogas e violência que o romance de ambos toma. Reed e Bob Ezrin, o pianista e produtor do disco, quiseram desde o início levar a obra em todo o seu esplendor para o palco, mas as críticas e as vendas fizeram com que o projeto fosse arquivado para apenas 33 anos depois ser posto em prática na "Berlin Tour", que ficou documentada num filme de Julian Schnabel.

terça-feira, 3 de abril de 2012

100 discos de 1973, n.º 19



FAUST IV
FAUST (Alemanha)
Edição original: Virgin
Produtor(es): Uwe Nettelbeck
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Segunda aparição dos Faust nesta colheita de 1973, agora com um álbum propriamente digno do nome, pelo menos na opinião dos próprios Faust, que nunca deram muito crédito pela coleção de gravações que era "Faust Tapes". E os Faust não estavam aqui para enganarem ninguém, como se percebe ao chamarem "Krautrock" à faixa de abertura, uma torrente de guitarras em que a bateria entra apenas aos sete minutos, em que o baixo sincopado à maneira do kraut a que ainda hoje imediatamente assim chamamos quando vemos qualquer banda atual a pisar semelhantes terrenos. Os trajetos seguidos no remanescente do álbum são quase sempre, à boa maneira dos Faust, diversos e imprevisíveis, de uma forma que noutro contexto poderia até soar a uma banda incapaz de encontrar o caminho, e que aqui não é mais do que a expressão excêntrica do grupo. E até desconcertante, no que de desafiante tem o adejtivo, como no momento em que estamos deliciados a ouvir a segunda parte do "Picnic on a Frozen River", uma daquelas jóias do tesouro krautiano, e somos abruptamente interrompidos. "Faust IV" é o último álbum desta primeira encarnação do grupo. Dois anos mais tarde, a Virgin recusar-e-ia a lançar o quinto álbum e o grupo acabaria, para renascer mais tarde, nos anos 90, em sucessivas formações (hoje até existem duas em paralelo), que continuaram a tocar ao vivo e a editar.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cartaz dia após dia do Primavera do Porto

Já é possível saber em que dias vai tocar cada uma das bandas presentes na primeira edição do festival Primavera no Porto.

Quinta-feira, 7 de junho (Parque da Cidade)
Atlas Sound, Bigott, Explosions In The Sky, StopEstra!, Suede, The Drums, The Rapture, Yann Tiersen

Sexta-feira, 8 de junho (Parque da Cidade)
Beach House, Black Lips, Chairlift, Codeine, Esperit!, Linda Martini, M83, Neon Indian, Numbers Showcase (Jackmaster, Oneman, Deadboy, Spencer, Redinho), Other Lives, Rafael Toral, Rufus Wainwright, Shellac, Tall Firs, Tennis, The Flaming Lips, The Walkmen, The War On Drugs, Thee Oh Sees, Ultramagnetic MC's, We Trust, Wilco, Wolves In The Throne Room, Yo La Tengo

Sábado, 9 de junho (Parque da Cidade)
Baxter Dury, Björk, Death Cab For Cutie, Death Grips, Demdike Stare, Dirty Three, Erol Alkan, Forest Swords, Gala Drop, I Break Horses, James Ferraro and the Bodyguard, John Talabot (Live), Lee Ranaldo, Mujeres, Saint Etienne, Siskiyou, Sleepy Sun, Spiritualized, The Afghan Whigs, The Right Ons, The Weeknd, The xx, Veronica Falls, Washed Out, Wavves

Domingo, 10 de junho (Casa da Música)
Jeff Mangum, The Olivia Tremor Control

E eles também

Os Dirty Projectors vão também ter novo álbum. A Domino já se pôs a divulgar o primeiro single, "Gun Has No Trigger" (youtube abaixo).

Ela vai ter álbum novo: Banga!

Haja alegria no mundo e paz entre os povos. Patti Smith vai lançar novo álbum de originais, o primeiro desde o já mui longínquo "Trampin'" (2004). Chama-se "Banga", já está disponível para pré-encomendas, mas só sai no dia 5 de junho. Ontem mesmo, no dia a que os anglófonos chamam "April Fool", foi lançado por via do itunes o single, que recebeu precisamente aquele nome. O grupo de Smith acolhe o sempiterno Lenny Kaye e a secção rítmica Tony Shanahan e Jay Dee Daugherty. Na lista de convidados especiais estão Tom Verlaine e Jack Petruzelli, e ainda os filhos de Patti Smith, Jackson (também conhecido por ser o marido de Meg White) e Jesse Paris. A imprensa inglesa avança com datas para o Reino Unido, pelo que é de ficarmos a fazer figas até lá para ver se nos calha a sorte de voltarmos a vê-la num dos nossos palcos.

Black Keys no... Atlântico?

Acaba de estalar a notícia de que os Black Keys vêm, finalmente, a Portugal. Dia 27 de Novembro vão estar no Pavilhão Atlântico, a estrutura multiusos do Parque das Nações sobre cujo futuro (e sobre cujo carácter de multiutilidade) se tem especulado muito nos últimos dias. Alguém tem a bondade de me explicar, como se faz com as crianças, como é que os Black Keys chegaram ao ponto de se estrearem por cá numa sala tão grande como a do Atlântico?

100 discos de 1973, n.º 20



STRANDED
ROXY MUSIC (Inglaterra)
Edição original: Island
Produtor(es): Chris Thomas
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Brian Eno chamou a "Stranded" o melhor álbum dos Roxy Music, apesar de já não ter trabalhado nele (saiu na sequência do anterior, "For Your Pleasure", também de 73 e possível de encontrar mais abaixo nesta lista). Ao terceiro álbum, os Roxy Music chegam às imediações da perfeição na pop, com canções mais estruturadas em prol da voz de Bryan Ferry, cada vez melhor no seu papel de crooner maldito. "Stranded" está por isso cheio de excelentes canções que nunca perderam a sua validade. Uma delas, "A Song for Europe", é um monumento intemporal.

domingo, 1 de abril de 2012

100 discos de 1973, ponto de situação (21-100)

(Como tudo começou: prólogo.)

21. PINK FLOYD "The Dark Side of the Moon" (post)
22. ELIS REGINA "Elis (Oriente)" (post)
23. KING CRIMSON "Larks' Tongues in Aspic" (post)
24. DAVID HOLLAND QUARTET "Conference of the Birds" (post)
25. ROXY MUSIC "For Your Pleasure" (post)
26. MILTON NASCIMENTO "Milagre dos Peixes" (post)
27. JEFFERSON AIRPLANE "Thirty Seconds Over Winterland" (post)
28. DAVID BOWIE "Aladdin Sane" (post)
29. HERMETO PASCOAL "A Música Livre de Hermeto Paschoal" (post)
30. SUN RA "Space Is the Place" (post)
31. KEVIN AYERS "Bananamour" (post)
32. AGITATION FREE "2nd" (post)
33. FRIPP & ENO "(No Pussyfooting)" (post)
34. WITCH "Introduction" (post)
35. SERGE GAINSBOURG "Vu de l'Extérieur" (post)
36. SOM IMAGINÁRIO "Matança do Porco" (post)
37. JOHN FAHEY "Fare Forward Voyagers (Soldier's Choice)" (post)
38. THE WAILERS "Catch a Fire" (post)
39. GAL COSTA "Índia" (post)
40. FAUST "The Faust Tapes" (post)
41. KLAUS SCHULZE "Cyborg" (post)
42. HENRY COW "The Henry Cow Legend" (post)
43. HERBIE HANCOCK "Head Hunters" (post)
44. LEONARD COHEN "Live Songs" (post)
45. DONOVAN "Cosmic Wheels" (post)
46. JOÃO GILBERTO "João Gilberto" (post)
47. BOB DYLAN "Pat Garrett And Billy The Kid" (post)
48. BRYAN FERRY "These Foolish Things" (post)
49. DONOVAN "Essence To Essence" (post)
50. JOHN FAHEY "After the Ball" (post)
51. SOFT MACHINE "Six" (post)
52. FRANK ZAPPA & THE MOTHERS "Over-Nite Sensation" (post)
53. KIM FOWLEY "International Heroes" (post)
54. NOVOS BAIANOS "Novos Baianos F.C." (post)
55. THE INCREDIBLE BONGO BAND "Bongo Rock" (post)
56. FELA KUTI "Afrodisiac" (post)
57. CHICO BUARQUE "Chico Canta" (post)
58. MIKE OLDFIELD "Tubular Bells" (post)
59. NEW YORK DOLLS "New York Dolls" (post)
60. T. REX "Tanx" (post)
61. BETTY DAVIS "Betty Davis" (post)
62. RAUL SEIXAS "Krig-Ha, Bandolo!" (post)
63. BRUCE SPRINGSTEEN "Greetings From Asbury Park, N.J." (post)
64. SECOS & MOLHADOS "Secos & Molhados" (post)
65. BUFFY SAINTE-MARIE "Quiet Places" (post)
66. EDU LÔBO "Edu Lôbo [aka Missa Breve]" (post)
67. GONG "Angel's Egg" (post)
68. BERT JANSCH "Moonshine" (post)
69. BRUCE SPRINGSTEEN "The Wild, The Innocent & The E Street Shuffle" (post)
70. FELA KUTI "Gentleman" (post)
71. PAUL SIMON "There Goes Rhymin' Simon" (post)
72. STEVIE WONDER "Innervisions" (post)
73. YOKO ONO "Feeling the Space" (post)
74. VAN MORRISON "Hard Nose the Highway" (post)
75. RAIL BAND "Buffet Hotel de la Gare Bamako" (post)
76. JETHRO TULL "A Passion Play" (post)
77. AHEHEHINNOU VINCENT & ORCHESTRE-POLY-RYTHMO DE COTONOU DAHOMEY "Ahehehinnou Vincent & Orchestre-Poly-Rythmo De Cotonou Dahomey" (post)
78. BETWEEN "And the Waters Opened" (post)
79. THE WHO "Quadrophenia" (post)
80. AMON DÜÜL II "Vive La Trance" (post)
81. BLACK SABBATH "Sabbath Bloody Sabbath" (post)
82. JOAN BAEZ "Where Are You Now, My Son?" (post)
83. PETER HAMMILL "Chameleon in the Shadow of the Night" (post)
84. EMBRYO "We Keep On" (post)
85. POPOL VUH "Seligpreisung" (post)
86. THE ROLLING STONES "Goats Head Soup" (post)
87. CONRAD SCHNITZLER "Rot" (post)
88. LINK WRAY "Be What You Want To" (post)
89. ELVIS PRESLEY "Elvis" (post)
90. NEIL YOUNG "Time Fades Away" (post)
91. THIN LIZZY "Vagabonds of the Western World" (post)
92. LYNYRD SKYNYRD "(pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd)" (post)
93. PLANXTY "The Well Below the Valley" (post)
94. ASH RA TEMPEL "Starring Rosi" (post)
95. LED ZEPPELIN "Houses of the Holy" (post)
96. THIRSTY MOON "You'll Never Come Back" (post)
97. HUGH MASEKELA "Introducing Hedzoleh Soundz" (post)
98. MOTHER MALLARD'S PORTABLE MASTERPIECE COMPANY "Mother Mallard's Portable Masterpiece Company" (post)
99. PAULINHO DA VIOLA "Nervos de Aço" (post)
100. ELVIS PRESLEY "Aloha from Hawaii" (post)

100 discos de 1973, n.º 21



THE DARK SIDE OF THE MOON
PINK FLOYD (Inglaterra)
Edição original: Harvest
Produtor(es): Pink Floyd
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Não há muito que dizer. Toda a gente conhece "The Dark Side of the Moon". Todas as palavras que ao longo destes quase 40 anos foram usadas para descrever o oitavo álbum dos Pink Floyd dariam várias voltas ao mundo, mesmo a tamanho 1. Afinal de contas, vendeu 34 milhões de cópias em todo o mundo, manteve-se no Billboard 200 durante... 741 semanas (15 anos, portanto). "Dark Side of the Moon" fez os Pink Floyd saltarem em definitivo para outra liga, sem que por isso deixassem cair os parentes na lama. Isso veio mais tarde. Depois de lançarem para as lojas o resultado de um longo processo de composição e acerto dos arranjos em espetáculos ao vivo e de um meticuloso trabalho de estúdio com os melhores meios técnicos da altura, os Pink Floyd tornavam-se multimilionários (ironicamente, é aqui que se encontra "Money"), compravam casas de campo (Roger Waters) ou Ferraris (Nick Mason) e até financiavam os Monty Python ("Monty Python and the Holy Grail"). "The Dark Side of the Moon" passou a ser figura habitual das listas de melhores discos de sempre e, com o tempo, foram sucedendo-se inúmeros tributos por outras bandas. No início dos anos 90, foi protagonista de um dos primeiros e mais celebrados celebrados mitos da internet, aquele em que se dizia que o disco era, afinal, uma banda sonora alternativa para o... "Feiticeiro de Oz".