segunda-feira, 12 de março de 2012

100 discos de 1973, ponto de situação (41-100)

(Como tudo começou: prólogo.)

41. KLAUS SCHULZE "Cyborg" (post)
42. HENRY COW "The Henry Cow Legend" (post)
43. HERBIE HANCOCK "Head Hunters" (post)
44. LEONARD COHEN "Live Songs" (post)
45. DONOVAN "Cosmic Wheels" (post)
46. JOÃO GILBERTO "João Gilberto" (post)
47. BOB DYLAN "Pat Garrett And Billy The Kid" (post)
48. BRYAN FERRY "These Foolish Things" (post)
49. DONOVAN "Essence To Essence" (post)
50. JOHN FAHEY "After the Ball" (post)
51. SOFT MACHINE "Six" (post)
52. FRANK ZAPPA & THE MOTHERS "Over-Nite Sensation" (post)
53. KIM FOWLEY "International Heroes" (post)
54. NOVOS BAIANOS "Novos Baianos F.C." (post)
55. THE INCREDIBLE BONGO BAND "Bongo Rock" (post)
56. FELA KUTI "Afrodisiac" (post)
57. CHICO BUARQUE "Chico Canta" (post)
58. MIKE OLDFIELD "Tubular Bells" (post)
59. NEW YORK DOLLS "New York Dolls" (post)
60. T. REX "Tanx" (post)
61. BETTY DAVIS "Betty Davis" (post)
62. RAUL SEIXAS "Krig-Ha, Bandolo!" (post)
63. BRUCE SPRINGSTEEN "Greetings From Asbury Park, N.J." (post)
64. SECOS & MOLHADOS "Secos & Molhados" (post)
65. BUFFY SAINTE-MARIE "Quiet Places" (post)
66. EDU LÔBO "Edu Lôbo [aka Missa Breve]" (post)
67. GONG "Angel's Egg" (post)
68. BERT JANSCH "Moonshine" (post)
69. BRUCE SPRINGSTEEN "The Wild, The Innocent & The E Street Shuffle" (post)
70. FELA KUTI "Gentleman" (post)
71. PAUL SIMON "There Goes Rhymin' Simon" (post)
72. STEVIE WONDER "Innervisions" (post)
73. YOKO ONO "Feeling the Space" (post)
74. VAN MORRISON "Hard Nose the Highway" (post)
75. RAIL BAND "Buffet Hotel de la Gare Bamako" (post)
76. JETHRO TULL "A Passion Play" (post)
77. AHEHEHINNOU VINCENT & ORCHESTRE-POLY-RYTHMO DE COTONOU DAHOMEY "Ahehehinnou Vincent & Orchestre-Poly-Rythmo De Cotonou Dahomey" (post)
78. BETWEEN "And the Waters Opened" (post)
79. THE WHO "Quadrophenia" (post)
80. AMON DÜÜL II "Vive La Trance" (post)
81. BLACK SABBATH "Sabbath Bloody Sabbath" (post)
82. JOAN BAEZ "Where Are You Now, My Son?" (post)
83. PETER HAMMILL "Chameleon in the Shadow of the Night" (post)
84. EMBRYO "We Keep On" (post)
85. POPOL VUH "Seligpreisung" (post)
86. THE ROLLING STONES "Goats Head Soup" (post)
87. CONRAD SCHNITZLER "Rot" (post)
88. LINK WRAY "Be What You Want To" (post)
89. ELVIS PRESLEY "Elvis" (post)
90. NEIL YOUNG "Time Fades Away" (post)
91. THIN LIZZY "Vagabonds of the Western World" (post)
92. LYNYRD SKYNYRD "(pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd)" (post)
93. PLANXTY "The Well Below the Valley" (post)
94. ASH RA TEMPEL "Starring Rosi" (post)
95. LED ZEPPELIN "Houses of the Holy" (post)
96. THIRSTY MOON "You'll Never Come Back" (post)
97. HUGH MASEKELA "Introducing Hedzoleh Soundz" (post)
98. MOTHER MALLARD'S PORTABLE MASTERPIECE COMPANY "Mother Mallard's Portable Masterpiece Company" (post)
99. PAULINHO DA VIOLA "Nervos de Aço" (post)
100. ELVIS PRESLEY "Aloha from Hawaii" (post)

Hoje e amanhã

Hoje, no Teatro da Trindade, acompanhado de Samara Lubelski (violino), Keith Wood (guitarra) e John Moloney (bateria), e com preços a 20€ (2º balcão) e 25€ (plateia, 1º balcão e camarotes).
Amanhã, sabe-se lá em que registo e com quem, no aquário da ZDB, só para sócios.

100 discos de 1973, n.º 41



CYBORG
KLAUS SCHULZE (Alemanha)
Edição original: Ohr
Produtor(es): Klaus Schulze
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Passou pelos Tangerine Dream, ajudou a fundar os Ash Ra Tempel. A solo, e ao segundo álbum, este "Cyborg", gravou uma marca profunda na história da música eletrónica ambiental. Nestas quatro longas peças (cinco, na reedição de há cinco anos), Shulze constrói sucessivas camadas de drones de orgão, sobre as quais experimenta o sintetizador EMS Synthi A, então recente (e também utilizado pelos Pink Floyd em "On The Run", deste mesmo ano), dando corpo ao que então se chamou, e facilmente se entende, "kosmische musik". Se há discos que são mais potentes que alguns narcóticos, este é um dos melhores exemplos.

domingo, 11 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 42



THE HENRY COW LEGEND
HENRY COW (Inglaterra)
Edição original: Virgin
Produtor(es): Henry Cow
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Voltamos à cena de Canterbury. Ou lá perto. Num só grupo, juntam-se Fred Frith e Chris Cutler (e ainda Tim Hodgkinson, Geoff Leigh e John Greaves), músicos enormes, então na juventude, que já apreciavam (e sabiam) pegar em diferentes instrumentos e, sem condicionalismos comerciais ou de outra espécie, lançar-se numa viagem aparentemente desgovernada e espontânea, experimentando as linguagens do rock e do jazz para definirem um som único, distinguível. "Leg End" (ou "Legend") é uma ótima ilustração para esta descrição. Não o conseguimos meter numa única prateleira da estante dos discos (ou numa única pasta no disco rígido).

sábado, 10 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 43



HEAD HUNTERS
HERBIE HANCOCK (EUA)
Edição original: Columbia
Produtor(es): Herbie Hancock, Dave Rubinson
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O pianista, teclista e keytarista Herbie Hancock, um dos alicerces do segundo quinteto de Miles Davis, nos anos 60, a arriscar uma vez mais a sua carreira e a pisar, desta vez, o terreno do funk, depois das experiências anteriores de escuta mais difícil. Tanto rasgou que as quatro composições, especialmente as duas primeiras, "Chameleon" (youtube abaixo) e "Watermelon Man" ficaram na história da música norte-americana, tanto do lado do jazz, como do funk.

sexta-feira, 9 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 44



LIVE SONGS
LEONARD COHEN (Canadá)
Edição original: Columbia
Produtor(es): Bob Johnston
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«Now I know that you're sitting there deep in your velvet seats and you're thinking 'Uh, he's up there saying something that he thinks about, but I'll never have to sing that song.' But I promise you friends, that you're going to be singing this song: it may not be tonight, it may not be tomorrow, but one day you'll be on your knees and I want you to know the words when the time comes. Because you're going to have to sing it to yourself, or to another, or to your brother. You're going to have to learn to sing this song.»
In "Please Don't Pass Me By (A Disgrace)"

Não é o primeiro disco ao vivo nesta lista, nem vai ser o último. "Live Songs" documenta Leonard Cohen ao vivo em vários palcos europeus, no início da década, incluindo a passagem pelo mítico festival da ilha de Wight de 1970, com "Tonight Will Be Fine". Do reportório captado para o disco fazem essencialmente parte temas de "Songs from a Room" (1969), o segundo álbum de estúdio do canadiano. Os outros são inéditos, entre os quais "Please Don't Pass Me By (A Disgrace)" (youtube abaixo), uma longa canção de 13 minutos que sob o tom ligeiro da música, daquele a que o público facilmente adere ao singalong e às palminhas, mostra o Cohen interventivo, mordaz, profundo na exploração de temas sociais e humanistas. É daqueles discos que dá vontade de aplaudir de pé no final.

quinta-feira, 8 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 45



COSMIC WHEELS
DONOVAN (Escócia)
Edição original: Epic
Produtor(es): Donovan Leitch, Mickie Most
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Era uma espécie de tentativa de regresso de Donovan ao sucesso mundial do single "Atlantis", do final dos anos 60. Donovan andava ausente neste início dos anos 70. Além do recolhimento familiar a que se impôs, os álbuns "Open Road" (1970) e "HMS Donovan" (1971), este último um disco apontado para o público infantil, falharam nas vendas. Para este regresso com "Cosmic Wheels", terá recuado numa decisão importante tomada em 1969, a de cortar relações profissionais com Mickie Most, produtor da maior parte dos discos de Donovan até à altura. Entretanto, o glam fazia sucesso noutros grupos e artistas que reclamavam Donovan como uma das principais influências. "Cosmic Wheels", o 10º álbum de estúdio de Donovan, é produzido neste contexto algo nervoso, repartido por faixas elétricas, a apontar para o glam ou para o hard rock, mas que deixavam algo desejar, e acústicas, essas realmente muito mais interessantes. Não garantiu unanimidade crítica, mas até vendeu bem (top 20 no Reino Unido e nos EUA). Em todo o caso, Donovan não voltaria a conseguir ter a influência e o sucesso dos anos 60. "I Like You" (youtube abaixo) foi o seu último single a entrar nas tabelas de vendas.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Este vosso tasco amarelo faz rebentar o Chrome?

Se utilizam o Chrome para navegar e têm encontrado problemas quando abrem este blogue, carregado que se encontra habitualmente de flash video e outros conteúdos que requerem o uso intensivo do flash, sigam as instruções que aqui se encontram.

100 discos de 1973, n.º 46



JOÃO GILBERTO
JOÃO GILBERTO (Brasil)
Edição original: Polydor
Produtor(es): Rachel Elkind
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Há, entre as muitas razões que poderíamos encontrar para voltar a ouvir este segundo homónimo do João Gilberto, uma que eu destaco em particular. Oiçam os arranjos simples (mas nunca pobres) e reparem na contenção (e na clareza) que Gilberto e o percussionista nova-iorquino Sonny Carr imprimem às canções deste disco. Confrontem isto com a tendência que, hoje, os artistas, os arranjadores ou os misturadores finais têm, de uma forma geral, para saturar a música de instrumentos que nada acrescentam e de efeitos que só estão lá para encher e, em última instância, para rapidamente fartar os nossos ouvidos. Talvez por esta razão tenhamos aqui um disco intemporal, que sabe bem ouvir com atenção -- quando foi a última vez que ouvimos um disco com atenção? -- no conforto do lar. Pormenor curioso: o, ou melhor, a engenheira de som que gravou Gilberto e Carr, num estúdio de Nova Jérsei, foi... Wendy Carlos, a pioneira dos Moogs. 47º da lista dos melhores discos brasileiros da Rolling Stone Brasil.

terça-feira, 6 de março de 2012

Uma pequena nota sobre o preço dos bilhetes e a carreira de um artista

A propósito dos bilhetes para o concerto do Bon Iver, em troca de palavras com um amigo, dizia ele:
"É impressionante como um gajo às vezes apenas com um disco já consegue ter bilhetes a esse valor, é tudo muito rápido hoje em dia."
Eu acrescento que mais difícil hoje é acontecer o contrário, ou seja, um artista ao quarto ou quinto disco conseguir ter bilhetes a esse valor.

Faz isto ligação direta com aquela constatação por várias vezes trazida às discussões pelos responsáveis da indústria discográfica e não só, de que hoje é impensável fazer-se carreiras. O mercado da música valoriza cada vez mais a novidade e reage aos fenómenos recentes, dispensando o prolongamento das carreiras. Esse caminho, aparentemente, funciona apenas para a velha guarda, para o Bruce Springsteen, para os U2, para a Madonna, o Paul Simon ou os Pearl Jam, cada um na sua dimensão. Hoje em dia, o sucesso é para acontecer logo ao primeiro ou segundo álbum. Poucos serão os que conseguirão ir além disso. A Lady Gaga vai, provavelmente, ser esquecida tão rapidamente como foi a Rihanna.

Bon Iver nos coliseus

Dias 24 e 25 de Julho, no Coliseu dos Recreios de Lisboa e no Coliseu do Porto, respetivamente. Os bilhetes para a plateia em pé, em ambos as datas, custam 30 euros e estão á venda a partir de sexta-feira. Querem apostar que vão esgotar num instante?

Sentado e fechado

O cartaz do Festival para Gente Sentada (24 e 25 de março próximos) está fechado. Aos já anunciados Low (24), Tindersticks e Thomas Belhom (25), juntam-se agora os portugueses Aquaparque, a Jigsaw (ambos na primeira noite) e The Telegram (segunda noite).

100 discos de 1973, n.º 47



PAT GARRETT AND BILLY THE KID
BOB DYLAN (EUA)
Edição original: Columbia
Produtor(es): Gordon Carroll
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Este ainda é o Bob Dylan de que me atrevo a falar. O meu Bob Dylan acabou -- com alguma dose eventualmente generosa de preconceito, admito -- lá por volta do "Blood on the Tracks" (1975). Em todo o caso, este Dylan é naturalmente diferente de todos os outros, na medida em que é uma banda sonora de um filme, coisa que ele nunca tinha experimentado até à altura. O filme era "Pat Garrett and Billy the Kid", de Sam Peckinpah, onde o próprio músico chegou a desempenhar um papel. Como a maior parte das bandas sonoras, tem diferentes variações para um mesmo tema, neste caso "Billy" (youtube abaixo). Pelo meio, encontra-se também, pela primeira vez em disco, aquela que é provavelmente a canção de Dylan mais tocada por outros, "Knockin' on Heaven's Door". (Não, não me façam lembrar o constrangimento que sentia de cada vez que os meus colegas de escola achavam que era um original dos Guns'n'argh'Roses.)

segunda-feira, 5 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 48



THESE FOOLISH THINGS
BRYAN FERRY (Inglaterra)
Edição original: Virgin
Produtor(es): Bryan Ferry, John Porter, John Punter
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Os Roxy Music estavam no auge mas Bryan Ferry aventurava-se já em nome próprio (ainda que com o pessoal da banda, à exceção de Andy Mackay e Brian Eno). É um disco de covers, mas um dos melhores discos de covers de sempre. O formato das versões não é, aliás, estranho para o cantor. Repeti-lo-ia no seguinte, "Another Time, Another Place" (1974), no terceiro, "Let's Stick Together" (1976), em "Taxi" (1993), "As Time Goes By" (1999), "Frantic" (2002) e "Dylanesque" (2007). Mesmo nos outros discos, é frequente encontrar versões e adaptações de temas de outros em convivência com os seus. Curiosamente, "These Foolish Things" saiu apenas duas semanas antes do que "Pin Ups", outro álbum de covers, este de outra figura proeminente do glam... David Bowie.

domingo, 4 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 49



ESSENCE TO ESSENCE
DONOVAN (Escócia)
Edição original: Epic
Produtor(es): Donovan, Andrew Loog Oldham
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É ideia mais ou menos estabelecida de que, em 1973, Donovan Leitch já tinha entrado na fase descendente da sua carreira. Lançou dois álbuns, "Cosmic Wheels", mais glam (esperem-no nesta lista alguns furos acima), e este "Essence to Essence", uma espécie de reencontro com formas de compor e de arranjar do passado, que não teve, apesar disso, grande sucesso comercial. Na produção do disco teve a ajuda de Andrew Loog Oldham, o homem sem o qual talvez não soubessemos hoje quem são ou foram os... Rolling Stones.

sábado, 3 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 50



AFTER THE BALL
JOHN FAHEY (EUA)
Edição original: Reprise
Produtor(es): John Fahey, Denny Bruce
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Segundo e último álbum pela "major" Reprise, "After the Ball" apresenta Fahey numa curiosa (e arriscada) aventura pelos terrenos mais acessíveis aos ouvidos do grande público. Tal como no anterior disco para a Reprise, "Of Rivers and Religion", há aqui muito dixieland, com Fahey acompanhado por uma extensa equipa de músicos de sessão (alguns dos quais já tinham trabalhado no disco anterior), há humor em todo o lado (a começar na capa) e, claro, uma nostalgia pelos anos 30 que não colheu frutos nas lojas. Depois disto, Fahey retornaria à sua editora Takoma, com "Fare Forward Voyagers (Soldier's Choice)", que vai também aparecer nesta lista.

Beverly by John Fahey on Grooveshark

sexta-feira, 2 de março de 2012

100 discos de 1973, n.º 51



SIX
SOFT MACHINE (Inglaterra)
Edição original: CBS
Produtor(es): Soft Machine
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Os Soft Machine da cena de Canterbury já não eram bem, por esta altura, os Soft Machine da cena de Canterbury, os Soft Machine da chanfradice sofisticada, do rock trabalhado à imagem do jazz mais livre, da paternidade do prog. Robert Wyatt já tinha saído há muito, Kevin Ayers ainda há mais tempo (esperem por um disco dele nesta lista), Daevid Allen nem se fala (esperem também por mais Gong por aqui). Karl Jenkins, ex-Nucleus, trazia o oboé e composições mais convencionais, mais estruturadas, mais próximas do jazz de fusão estabelecido (o Melody Maker chegou a consagrar este disco como o melhor de jazz neste ano). Em resumo, as rédeas já não estavam tão soltas como nos primeiros discos, mas "Six" não deixa por isso de ser um trabalho notável e ambicioso (já o mesmo não se dirá de "Seven", também saído em 1973, mas isso é a opinião deste escriba).

quinta-feira, 1 de março de 2012

Soundway oferece um tema de Batida

Já aqui se falou por mais do que uma vez da edição internacional do projeto Batida pela Soundway. A data de lançamento aproxima-se -- 26 de Março (foi adiado uma semana) -- e a editora londrina oferece hoje um dos temas, "Tirei o Chapéu":

Dead Can Dance: o concerto de Outubro está...

Facto 1: A 12 de Maio do ano passado, Brendan Perry anunciou que iria gravar um novo álbum de originais de Dead Can Dance com Lisa Gerrard, esperando tê-lo pronto no verão que se aproxima, para depois embarcarem numa digressão mundial com a duração de dois meses. O anúncio foi feito há 294 dias.

Facto 2: Ontem, o site da Blitz, citando o site oficial dos Dead Can Dance, dava a notícia da vinda a Portugal do duo, para um concerto na Casa da Música, no Porto, a 24 de Outubro. Daqui a 237 dias, portanto.

Facto 3: Os bilhetes foram hoje postos à venda, às 10h15 da manhã. A 42 euros. Quarenta e dois euros. Pouco menos de metade do preço do passe para o Primavera Sound do Porto. O preço de um bilhete de avião de ida e volta a Barcelona, na mesma data. Um décimo do salário mínimo nacional líquido.

Facto 4: A sala Suggia da Casa da Música tem perto de 1100 lugares. Mais precisamente, 1095, se contarmos as cadeirinhas que aparecem nesta página de aquisição de bilhetes.

Facto 5: Os bilhetes para o concerto de Dead Can Dance a 24 de Outubro, na Casa da Música, estão... esgotados.

100 discos de 1973, n.º 52



OVER-NITE SENSATION
FRANK ZAPPA & THE MOTHERS (EUA)
Edição original: DiscReet
Produtor(es): Frank Zappa
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Eis mais uma figura extraordinária da música norte-americana nesta lista: Frank Vincent Zappa. "Over-Nite Sensation" foi gravado cerca de um ano depois do famoso acidente de Londres, em que um elemento do público empurrou Zappa para o fosso da orquestra e para uma morte que parecia certa. Recuperado das pernas, mas não inteiramente da laringe (o registo vocal alterou-se consideravalmente), Zappa relançou a sua carreira com uma nova editora, a DiscReet, e este disco. Foi o segundo disco de ouro nos EUA para Zappa.