terça-feira, 13 de outubro de 2009

O mapa etno-musical português

Foi numa visita recente ao excelente vaiumagasosa.com (onde, a propósito, foi parar por convite dos gasosos uma espécie de crónica um tanto ou quanto mal parida por mim) que deparei com uma ligação ao mapa etno-musical português que o Instituto Camões exibe nas suas páginas. É um trabalho notável, de visita obrigatória pelos curiosos e apaixonados pelas formas pelas quais se reveste a música. Através de um mapa interactivo de Portugal, continente e ilhas, somos dados a conhecer inúmeras tradições, os seus instrumentos, as suas funções sociais, o contexto da região, etc. Dos tamborileiros de terras de Miranda aos brinquinhos da Madeira, o mapa leva-nos num périplo fantástico pela música de tradição portuguesa, ao qual não falta sequer o som a acompanhar.
cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/mapa-etno-musical.html

Charadas #517

A carta aberta dos Vicious Five

Do Palco Principal:

Lisboa, 11 de Outubro de 2009

Um fim não é um fim em si, é uma hipótese de começar outra vez.
E o fim da história que vão ler agora, é o começo de cinco novos capítulos: os The Vicious Five vão deixar de tocar juntos.

A história que começou há seis anos atrás com os cinco putos de Lisboa a quererem tocar alto e fazer as pessoas dançar, acaba agora ainda com o mesmo sorriso nos lábios. E, muito sinceramente, explicações são devidas na medida em que explicações são possíveis.
Começámos esta banda porque queríamos fazer a música que queríamos ouvir e não aencontrávamos em lado nenhum. Fomos descobri-la dentro de uma garagem, dentro de nós.

Continuámos com esta banda porque o prazer que recebíamos de volta do tempo e trabalho que lhe oferecíamos todos os dias , compensava, sentíamo-nos retribuídos e muito mais vivos ao fim de cada ensaio, de cada gravação, de cada concerto. E The Vicious Five, a música que fizemos e tudo o que vivemos juntos ensinou-nos muito. Conseguimos dizer, hoje, que somos pessoas melhores por termos decido construir isto juntos.

E é por respeito ao que construímos juntos que tivemos de parar para pensar e conversar. A verdade é que no último ano nos fomos sentindo menos juntos, e começámos a perceber que o que púnhamos na banda não vinha devolvido na mesma proporção. E como em qualquer parceria ou casamento, cada um dá o que quer receber.

Digamos que se tornou evidente uma escolha - manter amigos e abrir mão de uma banda ou manter uma banda, perder amigos e passados alguns meses perder a banda.

Sempre quisemos ser positivos e independentes em tudo o que fizemos, firmes crentes no amor, na honestidade e na autonomia, não queremos agora deixar que a vida decida por nós, a maneira como acabamos ou começamos as nossas histórias, nem queremos que o que construímos de bom e positivo fique manchado por não termos sabido parar quanda era altura de parar, nem considerar-nos uns aos outros.

Estamos orgulhosos do que fizemos. Com o que vivemos e aprendemos juntos, cada um de nós vai continuar a fazer música e enquanto houver um puto insatisfeito que insista em perguntar "porquê?" a nossa música há-de estar viva. Contamos com vocês para continuarmos a fazer o novo baile e para se continuar a espalhar o amor como se fosse manteiga.

Obrigado a todos, por tudo.

Stay horny, stay hungry, be thirsty.

Sempre vossos,

The Vicious Five

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O fim dos Vicious Five?

Seria cómico -- isto é, depois do caso Green Machine vivido aqui no tasco -- se a notícia não fosse suficientemente grave: o Davide Pinheiro avança no Disco Digital que os Vicious Five deram por encerrada a sua actividade depois de divergências internas (eu não digo? não parece cómico?).
Mais desenvolvimentos em breve.

Charadas #516

Green Machine: mudanças com continuação

Afinal, a dissolução dos Green Machine não é efectiva. A notícia, então avançada pelo próprio vocalista da banda, João Pimenta (também nos Alto!, agora), veio entretanto a ser negada pelo baterista Pedro Oliveira, que adiantou ainda que a banda está em fase de reformulação e prepara-se inclusive para lançar novo álbum, o sucessor de "Green Machine Plays Ghost" (Rastilho, 2008), no início do próximo ano. Ainda bem!
Ainda que alheio à confusão, deixo aqui um pedido de desculpas aos restantes elementos do grupo pela notícia anterior. (E é altura de lembrar e reforçar uma nota particular já aprendida no passado e entretanto esquecida: "em bandas desavindas, não tomes a parte pelo todo".)
Mais sobre os Green Machine em www.myspace.com/greenmachinesucks

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Arigato, arigato

Vampire Weekend: single gratuito



Chama-se "Horchata", é o primeiro single do álbum "Contra", que sairá no início de 2010, e está disponível desde ontem para descarga gratuita. Por curiosidade, participa no tema Mauro Refosco, percussionista brasileiro que tocou durante largos anos com David Byrne, fundou o projecto Forró in the Dark e faz agora parte da novíssima banda de Thom Yorke.

Charadas #512


(É o nome de uma banda que se quer...)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ai se esta rua fosse minha

O Plano B, Porto, vai sair à rua amanhã, para mais uma edição, a terceira, do festival "Se Esta Rua Fosse Minha". Pelas 14h, a festa toma conta da rua Cândido dos Reis, com música, teatro, artes circenses, magia, etc. Na música, o destaque vai para os concertos dos israelitas TV Buddhas, dos Heavy Trash de Jon Spencer e Matt Verta-Ray e de Publicist (o baterista dos Trans Am, aqui no seu projecto mais virado para as pistas). Eis o programa, que pode ser consultado em maior pormenor no Plano B:

14h - Lenga Lenga – Gaiteiros de Sendim (Música)
15h - "e se..." - Pedro Correia (Clown)
15h30 - "Apelo a Cândido dos Reis" (Happening/Performance)
16h - XaTa - Projecto de Poesia Teatral para a Infância (Oficina/Espectáculo)
16h30 - Charanga (Performance/Música)
17h - Off Balance (Projecto em Site-Specific – Plano B - repete às 18h e 19h)
17h30 horas - Banda Plástica de Barcelos (Música)
18 - Ja Basta (Malarismo/Clown)
18h30 - Cuadrado de Coches (Barcelona) (Instalação/Música)
19h - Mikado Lab (Música)
21h - Cli-Xé (Performance/Música)
21h45 - Opening Books and Doors (Performance)
22h30 - TV Buddhas (Israel) (Música)
23h30 - Cabaret Internacional de Monsieur Pipon (Teatro)
24h - Heavy Trash (NYC) (Música)
01h30 - Publicist (Música – Plano B)

Outras actividades:
Passeio de burros
Noivas dos Clérigos
Jogos pouco tradicionais
Instalações

Charadas #511

"Eu não sou o Malcolm Mooney."

Os Fuck Buttons não sabem que são os novos Underworld

...ou talvez saibam. O que interessa é que até foi bom. Um pouco inesperado, mas bom. Só não percebo como é que houve aí tanta banda e tanto projecto a cair no saco da "nu rave", quando não há mais nu rave, se quisermos ser fiéis às semânticas da música popular, do que isto.