«While the UK's booking agents will bring out the champagne, label executives must be weeping into their drinks. And music pirates, well, they've got the challenge of transforming the multi-sensory gig experience (including all those expensive drinks) into something downloadable.»
quarta-feira, 18 de março de 2009
Eis que, finalmente, o mercado do Ao Vivo ultrapassa o do Disco
Apesar da neblina de incertezas que se abateu sobre quase tudo o que é negócio neste mundo, de que falava há dias, eis a primeira confirmação de algo que era expectável há já muito tempo: no Reino Unido, o mercado da música servida ao vivo suplantou o mercado da música gravada em disco. Assim conclui, pelo menos, uma das partes, representada pelo economista-chefe da Perfoming Rights Society, que avaliou o mercado do "ao vivo" em 904 milhões de libras, em 2008, mais oito milhões do que representou a indústria discográfica no mesmo período. A notícia é da edição de ontem do Guardian.
«While the UK's booking agents will bring out the champagne, label executives must be weeping into their drinks. And music pirates, well, they've got the challenge of transforming the multi-sensory gig experience (including all those expensive drinks) into something downloadable.»
«While the UK's booking agents will bring out the champagne, label executives must be weeping into their drinks. And music pirates, well, they've got the challenge of transforming the multi-sensory gig experience (including all those expensive drinks) into something downloadable.»
Skatalites no Alquimista!

Skatalites a 5 de Abril STOP Alquimista STOP Produção Xuxa Jurássica STOP
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skatalites
terça-feira, 17 de março de 2009
Morte ao Atlantic Waves, viva o LIFEM
Já se sabia que a edição de 2009 do Atlantic Waves, festival de divulgação de música portuguesa em Londres, se encontrava em risco, depois de a delegação de Londres da Fundação Calouste Gulbenkian ameaçar cortar com o apoio financeiro que vinha a sustentar o evento desde 2001. Além do mais, a saída de Miguel Santos, promotor e programador da iniciativa, da fundação, veio precipitar este desfecho. Segundo o próprio, em declarações à agência Lusa, é definitivo que o Atlantic Waves não se realizará: "A fundação não vai continuar com o festival nem me deixou continuar com o Atlantic Waves".
Mas, entretanto, Miguel Santos já fez anunciar que pretende levar avante o mesmo conceito do Atlantic Waves, mas sem a exclusivade da música portuguesa, num novo festival, o LIFEM - London International Festival of Exploratory Music, que acontecerá entre 4 e 7 de Novembro. "A Gulbenkian não quer apoiar, a embaixada não quer apoiar, o Turismo de Portugal não quer apoiar e por isso o festival não vai ter artistas portugueses. É a cultura portuguesa que perde com esta situação", disse o promotor à Lusa.
Mas, entretanto, Miguel Santos já fez anunciar que pretende levar avante o mesmo conceito do Atlantic Waves, mas sem a exclusivade da música portuguesa, num novo festival, o LIFEM - London International Festival of Exploratory Music, que acontecerá entre 4 e 7 de Novembro. "A Gulbenkian não quer apoiar, a embaixada não quer apoiar, o Turismo de Portugal não quer apoiar e por isso o festival não vai ter artistas portugueses. É a cultura portuguesa que perde com esta situação", disse o promotor à Lusa.
The Bug cancelado
A actuação do The Bug na ZDB, na próxima sexta-feira, já não vai acontecer. A galeria colocou este aviso no site:
É com muita pena que anunciamos o cancelamento da actuação de THE BUG feat. FLOWDAN. Por motivos a que somos completamente alheios, a mini-digressão nacional dos músicos britânicos foi totalmente cancelada. Pedimos muitas desculpas por este incómodo. Quaisquer questões que tenham quanto a este assunto, por favor enviem para muzique@zedosbois.org.
ACTUALIZAÇÂO: fazer estas notas à pressa dá nisto - obviamente, a actuação do Porto, no Plano B, está também cancelada.
É com muita pena que anunciamos o cancelamento da actuação de THE BUG feat. FLOWDAN. Por motivos a que somos completamente alheios, a mini-digressão nacional dos músicos britânicos foi totalmente cancelada. Pedimos muitas desculpas por este incómodo. Quaisquer questões que tenham quanto a este assunto, por favor enviem para muzique@zedosbois.org.
ACTUALIZAÇÂO: fazer estas notas à pressa dá nisto - obviamente, a actuação do Porto, no Plano B, está também cancelada.
Quando os mundos se tocam
América do Sul e deserto africano unem-se em território niponófilo. Chicha Libre com Alhousseini Mohamed Anivolla, dos Etran Finatawa (Níger), no Japanese American Museum, em Los Angeles. Não há Torres de Babel na música.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Três nomes africanos para o FMM 2009
Avançam as Crónicas da Terra, o Raízes & Antenas e o Grandes Sons. O FMM 2009 vai servir de palco aos Kasaï All Stars (à terceira é de vez), à banda de afrobeat multinacional e multiétnica de Dele Sosimi (enorme espectáculo no ano passado, na Póvoa de Varzim), e a Victor Démé (Burquina Faso).
Além destes nomes, é anunciada também a presença dos Speed Caravan (tanto que o camarada António Pires fez eco do concerto deste projecto no Womex do ano passado) e dos magníficos Chicha Libre (um projecto de cumbias radicado em Brooklyn, Nova Iorque).
Fazendo ponto de situação, já temos os seguintes nomes para o cartaz de 2009 do FMM:
Lee "Scratch" Perry (Jamaica)
Circo Abusivo (Itália)
Kasaï Allstars (Congo-Kinshasa)
Dele Sosimi (Nigéria/Reino Unido)
Victor Démé (Burquina Faso)
Speed Caravan (Argélia/França)
Chicha Libre (EUA)
Além destes nomes, é anunciada também a presença dos Speed Caravan (tanto que o camarada António Pires fez eco do concerto deste projecto no Womex do ano passado) e dos magníficos Chicha Libre (um projecto de cumbias radicado em Brooklyn, Nova Iorque).
Fazendo ponto de situação, já temos os seguintes nomes para o cartaz de 2009 do FMM:
Lee "Scratch" Perry (Jamaica)
Circo Abusivo (Itália)
Kasaï Allstars (Congo-Kinshasa)
Dele Sosimi (Nigéria/Reino Unido)
Victor Démé (Burquina Faso)
Speed Caravan (Argélia/França)
Chicha Libre (EUA)
sexta-feira, 13 de março de 2009
Publicist, hoje e amanhã

A não perder mesmo, tanto hoje como amanhã, é o espectáculo de Publicist, ou seja, Sebastian Thomson, o baterista magnífico dos Trans Am, na companhia do vocalista não menos magnífico Ian Svenonius, dos saudosos Make-Up. Hoje, a festa dá-se no Lounge, com entrada livre. Amanhã, é a vez do Plano B receber a dupla, numa noite Oportunista, promovida pela Matéria Prima.
quinta-feira, 12 de março de 2009
A crise, a música e o mercado do "ao vivo"
Talvez por "defeito" de formação, vejo-me recorrentemente a pensar neste assunto. Até há pouco tempo, pensávamos que o negócio da música ao vivo, especialmente por comparação com o cada vez mais moribundo negócio da música gravada, ia de vento em popa. Mas talvez estejam a começar a chegar ventos de mudança (para pior).
A crise financeira que abalou o mundo tem, pelo menos a curto prazo, um impacte particularmente negativo ao nível do consumo. As notícias da crise disseminam pelos consumidores uma espécie de vírus a que vulgarmente chamamos pessimismo. Mesmo que a situação neste momento até seja simpática face às desgraças pelas quais já passa uma grande parte da população, imaginamos que o mais certo é também perdermos o emprego, imaginamos que haverá uma altura em que não vamos conseguir pagar a prestação da casa e não sabemos como iremos suportar a creche da miudagem, quanto mais sabermos como vamos conseguir pagar as prestações de um carro que praticamente já não sai do sítio porque a gasolina está cara, receamos que a nossa moeda perca valor e que os mil e um tipos de produtos importados que fazem parte do nosso cabaz de consumo fiquem além das nossas capacidades. Não acreditamos em nada e prescindimos de férias, de jantares semanais, de cinemas, concertos ou de despesas mais fúteis que vão além daquelas que temos como essenciais para o dia-a-dia.
Mas voltemos ao mercado do "ao vivo". Se o pessimismo no consumo atacar o público dos concertos, goram-se as expectativas de milhares de actores económicos que investiram fortemente neste mercado que tinha, como dizia mais acima, excelentes horizontes. Talvez seja ainda cedo, mas já se diz à boca larga que existem muitos agentes e promotores com a corda na garganta, com crises de tesouraria que lhes impedem de fazer face a custos fixos ou a bilheteiras pouco simpáticas ou a custos diferidos como os impostos. E se estes agentes vão ao fundo, uma boa parte do negócio da música ao vivo, de grandes festivais a pequenos promotores, de bandas com pequenas ou grandes ambições, enterra-se com eles.
O Reino Unido, por exemplo, foi sempre um ponto de passagem fundamental para digressões, não necessariamente porque haja mais público, mas porque é o Reino Unido, porque é o centro histórico de todos os negócios que mexem com a música, porque é garantia de maior visibilidade internacional, porque ajudará, eventualmente, a negociar com maior tranquilidade o resto da digressão ou de futuras digressões. Num clima de pessimismo dos consumidores, num clima de forte descida do valor da libra como aquele a que assistimos, como é que o mercado europeu do "ao vivo" reagirá?
É cedo demais para se tirarem conclusões, mas uma coisa é certa: algo vai mudar e não há razão para grandes optimismos. Vejamos como decorre este Verão de festivais.
A crise financeira que abalou o mundo tem, pelo menos a curto prazo, um impacte particularmente negativo ao nível do consumo. As notícias da crise disseminam pelos consumidores uma espécie de vírus a que vulgarmente chamamos pessimismo. Mesmo que a situação neste momento até seja simpática face às desgraças pelas quais já passa uma grande parte da população, imaginamos que o mais certo é também perdermos o emprego, imaginamos que haverá uma altura em que não vamos conseguir pagar a prestação da casa e não sabemos como iremos suportar a creche da miudagem, quanto mais sabermos como vamos conseguir pagar as prestações de um carro que praticamente já não sai do sítio porque a gasolina está cara, receamos que a nossa moeda perca valor e que os mil e um tipos de produtos importados que fazem parte do nosso cabaz de consumo fiquem além das nossas capacidades. Não acreditamos em nada e prescindimos de férias, de jantares semanais, de cinemas, concertos ou de despesas mais fúteis que vão além daquelas que temos como essenciais para o dia-a-dia.
Mas voltemos ao mercado do "ao vivo". Se o pessimismo no consumo atacar o público dos concertos, goram-se as expectativas de milhares de actores económicos que investiram fortemente neste mercado que tinha, como dizia mais acima, excelentes horizontes. Talvez seja ainda cedo, mas já se diz à boca larga que existem muitos agentes e promotores com a corda na garganta, com crises de tesouraria que lhes impedem de fazer face a custos fixos ou a bilheteiras pouco simpáticas ou a custos diferidos como os impostos. E se estes agentes vão ao fundo, uma boa parte do negócio da música ao vivo, de grandes festivais a pequenos promotores, de bandas com pequenas ou grandes ambições, enterra-se com eles.
O Reino Unido, por exemplo, foi sempre um ponto de passagem fundamental para digressões, não necessariamente porque haja mais público, mas porque é o Reino Unido, porque é o centro histórico de todos os negócios que mexem com a música, porque é garantia de maior visibilidade internacional, porque ajudará, eventualmente, a negociar com maior tranquilidade o resto da digressão ou de futuras digressões. Num clima de pessimismo dos consumidores, num clima de forte descida do valor da libra como aquele a que assistimos, como é que o mercado europeu do "ao vivo" reagirá?
É cedo demais para se tirarem conclusões, mas uma coisa é certa: algo vai mudar e não há razão para grandes optimismos. Vejamos como decorre este Verão de festivais.
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Hoje há diamantes
Fabulous Diamonds, australianos de hoje que trazem a no wave nova-iorquina de ontem na bagagem. Hoje, na ZDB, com Tropa Macaca na primeira parte.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Mapas, mapas, mapas
O Last FM tasteOgraph (imagem acima) dispõe e cruza num mapa os gostos de utilizadores do Last.fm que seleccionemos. O Last.fm Tools faz isso e muito mais a partir da mesma base de informação. O Musicmap pede-nos artistas ou discos e apura ligações a partir dos interesses dos clientes da Amazon. E há muito mais.
O português Manuel Lima, "arquitecto de informação" e uma das 50 mentes mais criativas e influentes para a revista Creativity (vejam o artigo de hoje na página 6 do caderno P2 do Público) reúne em visualcomplexity.com várias centenas de exemplos de projectos que procuram tratar informação particularmente complexa e apresentar resultados de uma forma visualmente perceptível. O trabalho desta gente é absolutamente essencial para os tempos de overdose de informação que vivemos.
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Lee Perry no FMM!

Lee "Scratch" Perry. É o primeiro nome divulgado oficialmente, via twitter, pela organização do Festival Músicas do Mundo de Sines. E que nome. Aos 73 anos e ainda exemplo de juventude irrequieta e absolutamente chanfrada, como mostram o último disco e o último DVD gravado a partir do palco, a maior lenda viva do dub e do reggae desloca-se novamente a Portugal, para um concerto no derradeiro dia do festival, 25 de Julho.
Tratando-se do último dia, a actuação do "Upsetter" merecerá certamente, ainda que tal não esteja garantido na nota da organização, honras de fogo de artifício. E, nas duas vezes em que Jamaica rimou com fogo, nas edições em que o apogeu da festa se deu com os Black Uhuru (com Sly & Robbie), em 2001, ou com os Skatalites, em 2003, houve autêntica magia, como todos que lá estiveram seguramente testemunharão.
Faltam 130 dias para o FMM, 139 para o Lee "Scratch" Perry. Já faltou mais.
domingo, 8 de março de 2009
As novas caixas mágicas?
Há alguns meses, falei aqui, por brincadeira, dos sistemas Jarbas e Alfredo, que, num exercício de imaginação, corresponderiam aos futuros (mas não muito distantes) centros de multimédia, quer no carro, quer no domicílio. Futuros não muito distantes, mesmo. Até há pouco tempo, precisávamos, do lado de cá dos cabos que nos ligam ao mundo, de um computador para o qual descarregávamos música, filmes, etc. Vieram, entretanto, as set-top boxes das operadoras de telecomunicações, que nos permitem, além de gravarmos os programas de TV, alugar filmes e outros conteúdos.
Da mesma forma, até hoje, para acedermos de forma livre (ou ilegal, de acordo com alguns sistemas penais) ao mesmo tipo de conteúdos, continuávamos a precisar do dito computador.
Até hoje. Ora reparem agora no que o mininova, um dos mais populares trackers de torrents, está a vender: caixinhas wireless destinadas a tirar o máximo proveito, em casa, dos conteúdos que os p2p têm para oferecer. Até a Amazon as vende. Mas, mesmo com estas caixas, o computador ainda não será totalmente dispensável. Só que, e já não é novidade nenhuma, afinal, pois a Wired já disso tinha falado há quase um ano, há caixas que já vêm com o acesso aos trackers de torrents... incorporado.
Da mesma forma, até hoje, para acedermos de forma livre (ou ilegal, de acordo com alguns sistemas penais) ao mesmo tipo de conteúdos, continuávamos a precisar do dito computador.
Até hoje. Ora reparem agora no que o mininova, um dos mais populares trackers de torrents, está a vender: caixinhas wireless destinadas a tirar o máximo proveito, em casa, dos conteúdos que os p2p têm para oferecer. Até a Amazon as vende. Mas, mesmo com estas caixas, o computador ainda não será totalmente dispensável. Só que, e já não é novidade nenhuma, afinal, pois a Wired já disso tinha falado há quase um ano, há caixas que já vêm com o acesso aos trackers de torrents... incorporado.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Rock to Cuba
O Motoclube do Montijo vai receber no próximo fim-de-semana um festival original. Todas as receitas que dele resultem, da bilheteira, do bar e dos patrocinadores, destina-se ao financiamento da viagem e do tratamento em Cuba de Helena Simão, paraplégica desde 2006 em resultado de uma operação à medula que não correu como esperado. Na sexta-feira e no sábado, há diversas bandas, que, à semelhança dos restantes envolvidos na organização, não vão cobrar qualquer despesa. E entre elas estão os inesquecíveis Tequilla Mal, que agora regressam depois da ausência dos palcos que começaram a pisar justamente há 20 anos.Dia 6:
Pneumonics
Moe´s Implosion
Nicotine´s Orchestra
Duendes do Umbigo
Dia 7:
Marbles
The Great Lesbian Show
Canal Caveira
Tequilla Mal
Bilhetes: 5€ (um dia) ou 8€ (dois dias), à venda no Smash - Clube de Ténis, Rua das Camélias, Montijo (antecipadamente) e no Motoclube do Montijo nos dias do festival (6 e 7 de Março)
Mais informação em rocktocuba.blogspot.com ou em myspace.com/rocktocuba.
terça-feira, 3 de março de 2009
Bailarico e Incrível Tasca Móvel n'«Os Dias a Crescer», em Guimarães
O Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães, prepara um fim-de-semana de festa para acolher a chegada da Primavera. Nos dias 21 e 22 de Março (sábado e domingo), o Vila Flor vai ter concertos e fanfarras, intervenções de artistas plásticos, marionetas, cinema de animação, oficinas diversas e outros motivos de animação. Destaque para a Incrível Tasca Móvel, a festa rija que reúne Ó Qu'estrada e Anonima Nuvolari, à qual se segue, pelo resto da noite, o Bailarico Sofisticado.
Programação completa d'«Os Dias a Crescer»
Sábado, 21, e Domingo, 22 de Março
SÁBADO
•14h30, Praça da Oliveira --> CCVF - Cortejo de abertura com Bomboémia
•15h00-19h00, Terreiro do CCVF - Mercado de produtos frescos e tradicionais
•15h00-17h00, Sala de Ensaios - A Viagem da Mãe Ganso (oficina de música/dança)
•15h00-18h00, Terreiro do CCVF - Oficina de moinhos de vento
•15h00-19h00, vários espaços - Animação pelos alunos das Turmas de Iniciação Teatral
•15h00-22h00, vários espaços - Intervenções de artistas plásticos
•15h00 + 16h00 + 17h00, Palácio Vila Flor/Sala 1 - CINANIMA selecção infantil
•15h00 + 16h00 + 17h00, Café-Concerto - ANIMAR 4 extensão CCVF
•15h30-16h00, Terreiro do CCVF - Teatro D. Roberto
•15h30 + 17h30 + 19h30, Início no Palácio Vila Flor - Visitas guiadas ao CCVF + concerto de música clássica
•16h00 + 18h00, Palácio Vila Flor - Visitas guiadas às exposições
•17h00-17h30, Espaço a definir - Um Mundo muito próprio (clown)
•17h30-19h00, vários espaços - Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa
•19h00-22h00, Jardim do CCVF - Incrível Tasca Móvel
•22h00-02h00, Jardim do CCVF - Bailarico Sofisticado
DOMINGO
•14h30, Praça da Oliveira --> CCVF - Cortejo de abertura com Quarteto de clarinetes
•15h00-17h00, Sala de Ensaios - A Viagem da Mãe Ganso (oficina de música/dança)
•15h00-17h00, Jardim do CCVF - Oficina de criação de retalhos para a toalha gigante
•15h00-19h00, vários espaços - Animação pelos alunos das Turmas de Iniciação Teatral
•15h00-19h00, vários espaços - Intervenções de artistas plásticos
•15h00 + 16h00 + 17h00, Palácio Vila Flor/Sala 1 - CINANIMA selecção infantil
•15h00 + 16h00 + 17h00, Café-Concerto - ANIMAR 4 extensão CCVF
•15h30 + 17h30, Início no Palácio Vila Flor - Visitas guiadas ao CCVF + concerto de música clássica
•15h30-16h00, Terreiro do CCVF - Teatro D. Roberto
•16h00-17h00, Jardim do CCVF - Banda Plástica de Barcelos
•17h00, Jardim do CCVF - Abertura da Toalha Gigante
•17h00-19h00, Jardim do CCVF - Piquenique comunitário
•17h30-19h00, Jardim do CCVF - Bailebúrdia
Programação completa d'«Os Dias a Crescer»
Sábado, 21, e Domingo, 22 de Março
SÁBADO
•14h30, Praça da Oliveira --> CCVF - Cortejo de abertura com Bomboémia
•15h00-19h00, Terreiro do CCVF - Mercado de produtos frescos e tradicionais
•15h00-17h00, Sala de Ensaios - A Viagem da Mãe Ganso (oficina de música/dança)
•15h00-18h00, Terreiro do CCVF - Oficina de moinhos de vento
•15h00-19h00, vários espaços - Animação pelos alunos das Turmas de Iniciação Teatral
•15h00-22h00, vários espaços - Intervenções de artistas plásticos
•15h00 + 16h00 + 17h00, Palácio Vila Flor/Sala 1 - CINANIMA selecção infantil
•15h00 + 16h00 + 17h00, Café-Concerto - ANIMAR 4 extensão CCVF
•15h30-16h00, Terreiro do CCVF - Teatro D. Roberto
•15h30 + 17h30 + 19h30, Início no Palácio Vila Flor - Visitas guiadas ao CCVF + concerto de música clássica
•16h00 + 18h00, Palácio Vila Flor - Visitas guiadas às exposições
•17h00-17h30, Espaço a definir - Um Mundo muito próprio (clown)
•17h30-19h00, vários espaços - Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa
•19h00-22h00, Jardim do CCVF - Incrível Tasca Móvel
•22h00-02h00, Jardim do CCVF - Bailarico Sofisticado
DOMINGO
•14h30, Praça da Oliveira --> CCVF - Cortejo de abertura com Quarteto de clarinetes
•15h00-17h00, Sala de Ensaios - A Viagem da Mãe Ganso (oficina de música/dança)
•15h00-17h00, Jardim do CCVF - Oficina de criação de retalhos para a toalha gigante
•15h00-19h00, vários espaços - Animação pelos alunos das Turmas de Iniciação Teatral
•15h00-19h00, vários espaços - Intervenções de artistas plásticos
•15h00 + 16h00 + 17h00, Palácio Vila Flor/Sala 1 - CINANIMA selecção infantil
•15h00 + 16h00 + 17h00, Café-Concerto - ANIMAR 4 extensão CCVF
•15h30 + 17h30, Início no Palácio Vila Flor - Visitas guiadas ao CCVF + concerto de música clássica
•15h30-16h00, Terreiro do CCVF - Teatro D. Roberto
•16h00-17h00, Jardim do CCVF - Banda Plástica de Barcelos
•17h00, Jardim do CCVF - Abertura da Toalha Gigante
•17h00-19h00, Jardim do CCVF - Piquenique comunitário
•17h30-19h00, Jardim do CCVF - Bailebúrdia
segunda-feira, 2 de março de 2009
Hanggai, o som (moderno) das pradarias mongóis ou como a busca da tradição pode ser contra-cultura

«Não deixemos a nossa canção acabar
Não deixemos as nossas riquezas definharem
Um copo para sempre nas nossas mãos
Uma canção para sempre nas nossas gargantas.»
(em "Drinking Song")
Numa antiga língua mongol, a palavra "Hanggai" era usada para descrever paisagens idílicas, onde os rios correm livremente por entre montanhas cravejadas de árvores e recortadas no céu azul. Uma autêntica utopia para a juventude urbana da sobre-populada e sobre-poluída Pequim, no seio da qual se assiste ao nascimento de um movimento de contra-cultura -- leia-se de reacção à imitação ocidental -- em que é respeitada a língua nativa, onde são recuperadas e reconstruídas as tradições milenares, quase apagadas pelo passado mais recente do grande império chinês. No centro desta revolução, encontram-se grupos como os Hanggai. Ilchi, o principal mentor, liderava uma banda punk quando ouviu um dia alguém praticar o canto gutural. Viajou até à terra do seu pai, na Mongólia Interior, para aí aprender a técnica do canto e conhecer o reportório local. Por lá, conheceu dois estudantes de música, Hugejiltu e Bagen, e com eles formou os Hanggai.
Os Hanggai estrearam-se em edições no ano passado, com o álbum "Introducing Hanggai", trazido para o Ocidente pela World Music Network. Dez canções construídas a partir do canto gutural, do morin khuur (um violino com cordas de crina de cavalo) e do tobshuur (uma espécie de banjo de duas cordas, também de crina), que vão de afirmações mais ou menos fiéis às raízes -- mas nunca como nos Huun-Huur-Tu, "vizinhos" de Tuva, por exemplo -- às transgressões mais inspiradas (e mais traquinas), que colocam os Hanggai para a tradição mongol como os Hedningarna estavam para a nórdica. "Five Heroes", por exemplo, que conta a história de cinco Robin Hoods do imaginário mongol, começa por um desempenho sério no canto gutural, para depois se transformar, por entre berimbaus de boca e guitarras eléctricas, no que poderia ser a banda sonora de um western, melhor, de um "eastern", filmado nas pradarias mongóis. A acreditar em temas como "Yekul Song", a Mongólia até fica mais perto do que parece, porque já ouvimos isto em recuperações das canções da Lapónia e do povo sámi (novamente os Hedningarna), o que faria introduzir aqui o velho tema da relação entre as culturas fino-úgricas e o Extremo Oriente, mas fica para outra altura. O que é importante reter é que um álbum como este deve ser muito bem estimado. Não só pelo papel revolucionário que desempenha, mas também pela qualidade intrínseco de todas as canções que o compõem, que merecem ser ouvidas em qualquer altura, em qualquer contexto. Como se diz no site do grupo, para se "sentir saudades de uma terra onde nunca se esteve".
Myspace: myspace.com/hanggaiband
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hanggai
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