sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Primeiro nome para Sines
Os italianos Circo Abusivo fazem parte do cartaz do próximo FMM Sines. O concerto está marcado para dia 17 de Julho, o primeiro do FMM 2009, a fazer fé na agenda que o grupo gere no seu myspace (myspace.com/circoabusivo).
Etiquetas
sines
Hoje há Patti Smith no Alquimista
Ou melhor, há apresentação do documentário "Patti Smith: Dream of Life", o filme assinado por Steven Sebring, que passou no último IndieLisboa. A festa vai contar com músicos (The Hypers, Happiness, Henry Leone Johnson, dos Murdering Tripping Blues, Inês Vicente e David Ferreira, dos You Should Go Ahead, Ana Leorne, dos The Clits, Neil Leyton, Complex e Tiago Gomes, da Bíblia) a prestarem tributo em versões de temas como "Because the Night", "Gloria", "Horses" ou "Dancing Barefoot". A entrada custa 5 euros e a festa começa às 23h e dura até às 4h da manhã.
Etiquetas
patti smith
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Marquês dos pântanos #6
«[Sheila:] His memory was selective. He could list every incarnation of The Fall on demand, but he couldn't always remember where his underpants were.»
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
Etiquetas
john peel
Discaria à venda, no Miratejo
Para a malta vinilo-dependente da Grande Lisboa, fica aqui a indicação de que vai haver feira de discos neste próximo sábado, na Oficina da Juventude do Miratejo (em Corroios). Em exposição e à venda, vão estar edições das décadas de 60, 70 e 80, entre raridades e coleccionáveis, da música portuguesa e muito mais, nos diversos formatos vinílicos. O horário: 14h30 - 17h30. A morada da Oficina da Juventude: Rua Adriano Correia de Oliveira, nº8 – 1º (Piso superior do mercado municipal).
Lisbon Calling, parte 2
Zé Pedro, o guitarrista dos Xutos & Pontapés, volta a programar uma noite rememorativa da cultura punk inglesa no MusicBox. A "Lisbon Calling" de amanhã, sexta-feira, vai prestar especial tributo aos Sex Pistols, contando, no palco, com o próprio Zé Pedro, acompanhado de Kalú, Tó Trips e Pedro Gonçalves, a tocarem versões do grupo. Antes, há exibição da curta-metragem de Anna da Palma, "Lisbon Calling" (ver youtube acima), e de filmes biográficos dos Pistols. Depois do concerto de tributo, as guitarras continuarão a ouvir-se na discaria trazida pelo A Boy Named Sue.
myspace.com/lisboncalling
Etiquetas
musicbox,
sex pistols
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Marquês dos pântanos #5
«Sadly John never raised the funds necessary to finance the 101 Sharons, his pet Dandelion [o selo criado por Peel] project for which he planned to gather 101 women named Sharon, lock them in a studio and refuse to release them until they'd recorded an album.»
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
Etiquetas
john peel
Marquês dos pântanos #4
«[Sheila:] I was preparing for my chemistry finals around that time (...). I remember one night when I couldn't sleep because John was downstairs with Marc Bolan and they were playing an advance copy of Tommy by The Who over and over again with the volume cranked up (...). Traditionally their late-night sessions revolved around a mutual passion for Scalectrix. John and Marc had set up a sprawling Scalectrix track that had begun to colonise the house, room by room, until almost every inch of carpet, every surface, was obscured. There was constant music in the house, but now this was joined by a new sound audible in the spaces between songs: the tinny crackle of toy cars negotiating complex slaloms.»
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
Etiquetas
john peel
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Ei, punks de coração, escutem: SHAM 69 EM PORTUGAL!
Pois é, depois da notícia da vinda dos U.K. Subs, temos mais um grupo de veteranos do punk inglês a estrear-se em palcos nacionais neste ano. São os Sham 69, do mítico "If the Kids Are United" ou de "Angels With Dirty Faces". Os concertos estão marcados para Junho, dia 12, no Live Caffe (Moita), e dia 14, no barco gandufeiro onde se instala o Porto-Rio, anuncia o excelente blogue hoje há punk rock no liceu.
É pena, contudo, que o grupo já não conte com uma das figuras mais notáveis de sempre do punk inglês, o vocalista Jimmy Pursey. No início do ano passado, diz o wikipedia, Pursey anunciou a sua desvinculação dos "Hersham Boys"...
Etiquetas
sham 69
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Ainda se toca nos liceus?
Aqui há dias, por ocasião da festa da Bíblia no MusicBox, recordava com o João Morais (hoje nos Gazua) o nosso tempo de adolescentes, nos anos 80, quando frequentávamos as festas das escolas secundárias, para ver concertos dos Corrosão Caótica (a banda do João, na altura), dos Derniére Cri, dos Fart (do Casanova -- por onde andas, pá?), dos Tropa Morta, dos "meus" Gatos do Telhado, ... Em Lisboa, e estou certo que por todo o país, as associações de estudantes alugavam PAs manhosos, improvisavam palcos e metiam bandas a tocar durante festas que ocorriam, na maior parte das vezes, ao sábado à tarde. Nos pátios ou nos pavilhões das escolas, juntava-se gente do punk, do hardcore, do heavy metal, da pop mais imediata à de aspirações mais épicas, tudo o que havia de fresco a sair das salas de ensaio. A malta ia até à António Arroio, até à secundária dos Olivais, só para citar algumas das que ainda não desapareceram da memória. Dos subúrbios, chegavam ecos de bandas que despontavam precisamente nesse meio escolar, como os Vómito, de Queluz, futuros Peste & Sida. Na minha escola, a dos Anjos, durante os anos em que fiz parte da AE (o cargo de presidente de Conselho Fiscal abria-me portas para poder avacalhar, como então se dizia, com a rádio do bar), cheguei a participar activamente na organização de duas festas com imensos concertos (e também muito de, já sabemos, testosterona a saltar das borbulhas, álcool e outras drogas, a combinação química irresistível de qualquer festa do secundário). E, ao escrever isto, lembro-me do Sr. Mário, porteiro da escola, de ar sempre sério, sempre distinto, de fato e gravata, a preencher todos os espaços possíveis do seu Austin Mini com o kit de bateria que arranjámos para o primeiro desses festivais... Ou dos góticos com ar medonho -- um deles transportava um candelabro -- que apareceram por lá. Ou da polícia, ainda mais medonha, que fechou uma das festas.
Mas não é tanto de nostalgia que pretendia fazer esta postagem respirar. Mais importante, a questão que ficou da conversa com o João, e sem qualquer segundo sentido, é a seguinte: será que ainda existem, hoje, concertos nas escolas? E como são? Sessões de freestylin' e outros apontamentos na área do hip hop ou vai-se além disso?
Mas não é tanto de nostalgia que pretendia fazer esta postagem respirar. Mais importante, a questão que ficou da conversa com o João, e sem qualquer segundo sentido, é a seguinte: será que ainda existem, hoje, concertos nas escolas? E como são? Sessões de freestylin' e outros apontamentos na área do hip hop ou vai-se além disso?
Etiquetas
reflexões
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A morte nas linhas de uma auto-biografia
"Margrave of the Marshes", a auto-biografia de John Peel da qual tenho aqui citado algumas passagens, muito pela combinação incendiária de humor e de relevância para o conhecimento da vida de um homem que, não sendo um músico, marcou com a sua paixão pela partilha a evolução da música popular ao longo dos últimos anos, é uma auto-biografia diferente das outras. Pelo menos, daquelas que li até hoje. Há uma morte pelo meio. Azar dos azares, humor do mais negro, como Peel certamente apreciaria, é o o biografado que morre. O leitor segue com entusiasmo as recordações não menos entusiastas das suas aventuras por terras texanas, dos bares perigosos, dos seis diferentes Sonny Boy Williamsons ou dos 12 Memphis Slims, das quecas mais ou menos fortuitas nos bancos de trás dos enormes carros americanos, até que, de repente, acaba-se o capítulo, sem mais, nem menos. Fecha-se o pano e acaba a primeira parte. Na segunda, como numa tragicomédia grega, tudo parece mudar, com a viúva Sheila a pegar na escrita, a partir das suas recordações ou dos diários do marido. Nem tudo muda, porém. Continuam o mesmo humor e a mesma relevância e interesse em contar episódios que ajudam a conhecer a pessoa e, depois, o profissional de rádio (ou vice-versa). Da primeira pessoa, passamos para a terceira. Pelo caminho, morreu o biografado. É tristemente cómico ou comicamente triste, como preferirem.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Marquês dos pântanos #3
"They [a multidão de ouvintes que se reunia à volta dos road shows da Radio 1] seemed to think that we all [os radialistas] lived together in some nightmarish commune and that my claim to be unable to reveal details of Gary's [estrela dos microfones da Radio 1 nos anos 70] plans for the day was a lie. Odd though this belief was, it was as nothing when compared with that of a woman who was convinced that I lived in a flat on Baker Street with Lou Reed and Stevie Wonder.
"I was so intrigued by this belief -- and was keen, as you might imagine, to discover whence it had sprung -- that, I'm afraid, I rather egged my correspondent on by writing back to her with details of the life Lou, Stevie and I shared. How we dreaded the weeks in which it was Stevie's turn to do the cooking, I remember telling her."
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
"I was so intrigued by this belief -- and was keen, as you might imagine, to discover whence it had sprung -- that, I'm afraid, I rather egged my correspondent on by writing back to her with details of the life Lou, Stevie and I shared. How we dreaded the weeks in which it was Stevie's turn to do the cooking, I remember telling her."
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Sexta com Bíblia e Kerouac à Lareira
Na próxima sexta-feira, há festa grande no Musicbox. Primeiro, a partir das 23h, há a apresentação da Bíblia -- a revista, não a outra, caramba -- nº 29. Por volta da meia-noite, sobe ao palco o projecto "On The Road", de tributo, claro está, a Jack Kerouac, e protagonizado por Tó Trips, Tiago Gomes e Raquel Castro. À uma da manhã, e em estreia mundial, surgem os Lareira (!), supa-mega-dupa colectivo (diz-se que vão ser mais que as mães em palco) de velhas glórias que já passaram por bandas bem conhecidas ou por outras inventadas, como os famosos Braseira. Durante a apresentação e no intervalo entre os concertos, há discaria seleccionada por este vosso simpático anfitrião. Depois, a festa continua noite fora com Tiago Santos nos pratos e Dub Video Connection nos visuais.
Etiquetas
musicbox
Bilhetes para Mão Morta já à venda
Para responder aos vários pedidos de informação que me têm chegado, fica a notícia: os bilhetes para os concertos de Mão Morta, no Porto (Sá da Bandeira, 6 de Março) e Lisboa (São Jorge, 1 de Abril), já se encontram à venda. É procurar nas lojas F*** (ou, eventualmente, nos próprios locais). Os bilhetes do Sá da Bandeira variam entre os 15 e os 18 euros, ao passo que os do São Jorge estão fixados nos 18.
A digressão "Ventos Animais" iniciou-se em Novembro do ano passado e prossegue nos próximos meses com as seguintes datas:
MARÇO
6 - Teatro Sá da Bandeira – Porto / 21h30 (1ª parte: Smix Smox Smux)
14 - CAE Portalegre / 21h30
21 - Teatro-Cine de Torres Vedras / 22h00
27 - CAE São Mamede – Guimarães / 22h00
28 - Fórum Cultural de Alcochete / 22h00
ABRIL
1 - Cinema São Jorge – Lisboa / 21h30 (1ª parte: Murdering Tripping Blues)
3 - Cine-Teatro S.Pedro – Abrantes / 22h00
A digressão "Ventos Animais" iniciou-se em Novembro do ano passado e prossegue nos próximos meses com as seguintes datas:
MARÇO
6 - Teatro Sá da Bandeira – Porto / 21h30 (1ª parte: Smix Smox Smux)
14 - CAE Portalegre / 21h30
21 - Teatro-Cine de Torres Vedras / 22h00
27 - CAE São Mamede – Guimarães / 22h00
28 - Fórum Cultural de Alcochete / 22h00
ABRIL
1 - Cinema São Jorge – Lisboa / 21h30 (1ª parte: Murdering Tripping Blues)
3 - Cine-Teatro S.Pedro – Abrantes / 22h00
Etiquetas
mão morta
Marquês dos pântanos #2
"Apart from the Devil's music, the principal consolation in the young Ravenscroft J. R. P.'s life came from football. (...) I had supported Liverpool since the 1950 Cup Final, which they had lost 2-0 to Arsenal, in recognition of which I allowed no Arsenal supporters into our house except Robert Wyatt and Alfie until the mid-1990s. I'm still not convinced that I did the right thing in reversing this policy either."
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
(in "Margrave of the Marshes", John Peel and Sheila Ravenscroft, ed. Corgi Books, 2006)
Etiquetas
john peel,
livros,
robert wyatt
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
De volta também, Black Dice e... Rhys Chatham!
Assinale-se dois regressos importantes a Portugal, ambos com a chancela Filho Único. No dia 3 de Maio, o Museu do Chiado vai acolher mais uma noite Sarau com os nova-iorquinos Black Dice, que andarão pela Europa a apresentar o novo álbum, "Repo". Ainda antes disso, a 21 de Março, e também em noite Sarau, vai passar pelo museu Rhys Chatham, figura igualmente proeminente (e veterana) da vanguarda nova-iorquina -- lembram-se do magnífico espectáculo das 100 guitarras no Coliseu, em 1996? Chatham vai apresentar-se com o seu actual Guitar Trio.E a semana em que nos encontramos é ela mesmo semana de sarau, a propósito. A Filho Único transforma o Museu do Chiado em pista de dança, na próxima quinta-feira, para receber Gavin Russom. A primeira parte está a cargo dos portugueses Aquaparque. Os bilhetes custam 5 euros e estão à venda na Flur e na Louie Louie. Russom vai ainda estar, mas em versão giradisquista, no Lux, na sexta-feira, e no Via Latina, em Coimbra, no Sábado.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




